quinta-feira, novembro 08, 2007
Com aumentos destes...
O Governo reafirmou esta quarta-feira que o aumento de salários para os funcionários públicos no próximo ano vai ser de 2.1% - um valor igual ao previsto para a inflação.
Ora, a confirmar-se, esta subida equivale a "aumento zero" e vem juntar-se a mais (penso que sete) anos em que os aumentos não foram líquidos.
Curioso é que o subsídio de refeição deverá também ser actualizado na mesma percentagem, o que quer dizer que cada funcionário público vai receber mais oito (8) cêntimos para comer.
A pergunta que se coloca é: o que é que se compra com mais oito cêntimos por dia? Eventualmente pastilhas elásticas para enganar a fome.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Grandes vidas...
Ele é ver, diariamente, centenas de alunos a baldarem-se às aulas para ficarem no bar... a jogar às cartas.
E aí, seguramente, tiram boas notas, dado o empenho e as horas que gastam nessas "matérias".
Vem isto a propósito de uma notícia que saiu na imprensa de hoje: um português ficou em terceiro lugar no Europeu de Poker (!?).
Em primeiro lugar desconhecia que se realizavam tais campeonatos; em segundo lugar achava altamente improvável que houvesse profissionais de tal modalidade. Mas eis que existem, até em Portugal.
Já estou a ver o miúdo quando chegou a casa: "Mamã, papá já sei o que quero fazer quando for grande". "Então, meu filho, diz lá: advogado, médico, arquitecto?". "Não pá, que horror, quero é... jogar às cartas!"(*).
Há grandes vidas pá... Faz-me lembrar aqueles miúdos que nos Estados Unidos (claro) ganham milhares de dólares como profissionais de video-jogos!
(*) Convém só acrescentar que o vencedor deste torneio, um sueco, levou para casa 21 mil euros por ter estado umas horas a jogar às cartas.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Cúmulo do desperdício
Amanhã é feriado...
Amanhã estou de folga...
Que desperdício.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Só?
Traduzindo: vêm aí cerca de 21,5 mil milhões de euros comunitários para Portugal gastar até 2013.
Ora, isto quer dizer que o nosso país vai receber 9.8 milhões de euros todos os dias até ao final de 2013.
Esta é a última oportunidade antes de se "fechar a torneira".
Como era bom que soubessemos aproveitar esta "massa" para evoluir... Infelizmente, tenho dúvidas.
Convém não esquecer que há 19% de pobres em Portugal (dois milhões de pessoas) e que, caso não fossem contabilizadas as várias ajudas sociais, em 2005, 41% da população estaria em risco de pobreza.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Deve ser do cansaço
Em causa a proposta do Executivo de aumentar as deduções, em sede de IRS, para os pais com filhos até aos 3 anos. Diz Fernando Castro que este é um benefício que “não se compreende”.
Ora, até aqui, nada de especial, é uma opinião respeitável, que pode até ser verdadeira e que não contesto, até porque não conheço o Orçamento em profundidade.
O que acho extraordinário é a justificação… e cito:
“O que vai acontecer é que, quando uma criança fizer três anos de idade, vai ser uma data muito infeliz e triste para a família porque, não só vai passar a receber menos de abono de família, como se isso não bastasse, vai passar a pagar mais IRS. Não faz sentido”, disse.
Pois não, “Não faz sentido”. Pai que é pai não pode dizer isto, seja em que contexto for.
Há justificações que, realmente, não justificam nada.
domingo, outubro 14, 2007
Pão nosso de cada dia
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem e, como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, mais ajuda a ganhar peso.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, até Janeiro de 2008, o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses, vai aumentar "só" 3o% (trinta por cento).
A confirmação foi feita ao “Expresso” por Carlos Alberto Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Afins.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito. Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A questão é que - recorde-se - desde o início do ano, o pão já aumentou 20% no preço de venda ao público.
Entretanto, o “Expresso” acrescenta que "outros bens - como leite e derivados, ovos, azeite ou carne de vaca – vão registar subidas significativas. Nenhuma entidade contactada arrisca uma previsão, mas fontes da indústria agro-alimentar apontam para acréscimos entre os 5% e os 10%".
Eu cá só gostava de saber como é que a maioria dos portugueses, especialmente os pensionistas, se vão governar com os preços que se estão a preparar.
Ainda bem que este é um Governo (dito) socialista, com preocupações sociais... faria se não fosse.
PS: Post reciclado de 2003 porque, afinal, há coisas que, infelizmente, se repetem. "Só mudam as moscas", diz o ditado.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Fado, Futebol e Fátima
Confesso que não vou a Fátima muitas vezes mas, ano após ano, continua a fazer-me grande impressão toda aquele negócio que cresceu desmesuradamente à volta das Aparições. Tudo se vende sem o mínimo de respeito.
A nova Basílica estava ainda em construção e não foi possível ver nada, mas a zona do Santuário mantém aquela mística, aquela aura, que é dificil explicar.
Vi, em directo, a cores e ao vivo, a cerimónia do adeus à Virgem que, também naquela tarde, foi especial e, como sempre, me fez chorar.
Escrevo estas linhas na altura em que se inaugura a nova igreja da Santíssima Trindade. Estão altas individualidades religiosas, políticas e sociais na cerimónia.
A RTP transmite à mesma hora um jogo de futebol da selecção de Sub-21 na Bulgária e o país político aguarda ainda a apresentação do Orçamento de Estado e o início do congresso do PSD.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Dúvida da semana
Eu sou de uma "terra da fruta" do nosso país, onde há maçãs, peras, laranjas, pêssegos para dar e vender.
Para mim, uma maçã é uma maçã.
No entanto, chegado a Lisboa, eis que reparo que, para várias pessoas, uma "maçã" é, afinal, um "pêro". Maçã é, para eles, aquilo que, para mim, é maçã reineta (aquela verde, mais áspera, menos doce).
Pero ou maçã, eis a questão.
Eu cá, gosto de maçãs e não sei o que são pêros. Ponto final.
terça-feira, outubro 09, 2007
Queres drogar-te?
Parece ser esta a ideia da nova campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência que está a ser distribuída através de postais em escolas e espaços de diversão nocturna.
Pensava eu que a ideia do IDT era sensibilizar os miúdos para os perigos da droga e apelar ao não consumo.
Depois desta campanha, já não sei... Destaco só estas duas pérolas: "Alterna a narina que utilizas", "É bom que esteja alguém com experiência".
Parece quase um manual de aprendizagem, o que fazer, como fazer, para nos podermos "drogar em segurança".
quinta-feira, outubro 04, 2007
Desvio
No "Burj Al Arab Hotel" ouro é o que mais há e, por exemplo, se quisermos andar de táxi somos transportados num "singelo" Rolls Royce.
Por mim tudo bem, nada contra, quanto muito tenho é inveja por não ter capacidad€ para lá chegar.
Mas, por falar em táxis, o que já acho extraordinário é que, num país como Portugal, a esmagadora maioria destes veículos seja também de uma marca sempre considerada de luxo: os Mercedes.
Ando há 15 anos em táxis por Lisboa e é esmagador o número de carros desta marca que anda na "praça".
Ontem, para tentar, finalmente, desviar o tema da conversa (a derrota do Benfica na Champions), fiz a pergunta sacramental ao senhor Virgílio, o taxista que me costuma transportar a casa: Porque raio é que todos têm Mercedes? Não são caros?
A resposta imediata não deixou dúvidas: "Meu amigo, só há duas marcas de automóveis: os Mercedes e os outros".
Depois continuou: "É o carro mais resistente, aguenta trabalhar 24 horas sempre a andar e eles [Mercedes] fazem descontos para taxistas".
A fechar: "Lembra-se do outro carro que eu tinha?" Sim. "Fez mais de um milhão de quilómetros sem problemas".
Ok, fiquei esclarecido.
E lá voltámos ao Benfica - Shaktar para mal dos meus pecados.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Esmeralda
Este grande "embróglio" tem ainda na equação: a mãe biológica, o sargento Luís Gomes e a mulher e, claro, a pequena Esmeralda.
Se tiverem paciência para ler 48 páginas, aqui, podem perceber melhor este caso.
Vale sempre a pena ver o outro lado da questão e pode ser que mudem de opinião.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Chá, café ou laranjada
O que se tem passado com o PSD nas últimas semanas é, no mínimo, indigesto, até para quem gosta de laranjas. Seguramente algumas já estão estragadas - podres mesmo - e começam a pôr em risco a saúde pública dos portugueses (saúde mental - leia-se).
Esta "falta de chá", toda a confusão das directas, dos prazos, das regras, das ideias (ou da falta delas) - que culminou com as acusações gravíssimas desta noite de Luís Filipe Menezes a Marques Mendes - não auguram nada de bom para o partido, mas ainda menos para o país.
Não sei se andam mesmo a "comprar" quotas, a inscrever pessoas que já morreram ou a apagar adversários dos ficheiros, o que sei é que esta "laranjada" está estragada.
É suposto o PS, enquanto Governo, ter uma oposição credivel que apoie o que tem a apoiar, conteste o que tem a contestar, apresentando propostas alternativas.
O que é que se tem visto nesta campanha interna do PSD? Nada de positivo e/ou relevante vindo do "maior partido da oposição".
Quem se vai rindo disto tudo é o Sócrates... e o Santana Lopes, e o Morais Sarmento, e a Manuela Ferreira Leite, e o António Borges, e o Aguiar Branco, e o Rui Rio, e o...
(*) Sou fã da ASAE. Acho que é das poucas coisas neste país que funciona bem. Só acho que o presidente tem excesso de protagonismo mediático, mas se calhar tem que ser.
domingo, setembro 23, 2007
Bem amado
Sou tímido, calado, habitualmente reservado, gosto pouco de falar de mim e estou mais habituado a ouvir os outros.
Os meus pais queixam-se que é dificil arrancar-me alguma novidade e os meus amigos já se queixaram do mesmo.
Aliás, há uma expressão que uso algumas vezes na brincadeira que se aplica na perfeição: "Nem às paredes confesso, muito menos a estas que se ouve tudo".
São feitios, respondo. E, estou certo, a culpa nem é dos padres.
Não sei de onde me veio esta "característica", mas dei por mim a pensar nisso depois de ouvir uma conversa e sou capaz de avançar uma razão.
A culpa é, seguramente, de uma novela brasileira, daquelas já bem antigas, do tempo em que o país parava para as ver.
Voltanto atrás no tempo: No "Bem Amado" havia um autarca corrupto que tinha como objectivo principal inaugurar o cemitério que mandou construir. O homem tudo fez para que alguém morresse e, assim, fosse possível estrear a sua obra (até contratou um "matador", um tal Zeca Diabo, que ainda hoje recordo como uma das grandes personagens de Lima Duarte).
Mas a questão é que o homem - o tal "perfeito" da cidade - tinha outra "característica": para melhor controlar os seus eleitores, mandou instalar um microfone no confessionário,
Desde esse momento, nunca mais fui o mesmo. Fiquei traumatizado.
Ainda voltei ao confessionário mais duas ou três vezes, mas - confesso-o aqui - nunca mais disse tudo ao senhor padre.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Palpite

O camarada e amigo RVR tem tido esta época palpites certeiros quanto aos "chicoteados" na I Liga portuguesa de futebol.
Eu vou entrar nesta onda e deixar, aqui e agora, a minha aposta para novo clube do "mister" José Mourinho.
Não sendo Inglaterra ou Portugal, só há duas hipóteses...
Seguramente: Inter ou Barcelona.
PS: O homem foi "special one" até na saída... e aquela indemnização, meu Deus.
sábado, setembro 15, 2007
Se não fosse trágico... era cómico
A Brigada de Trânsito mandou parar uma ambulância, que seguia com os “pirilampos” ligados, para realizar dois testes de alcoolemia ao bombeiro que conduzia a viatura.
Apesar de explicado que estavam numa urgência e transportavam dois doentes, os homens da GNR não desistiram e continuaram com a análise à viatura.
Depois do “exame”, nem sequer ajudaram a abrir caminho para o Hospital de Ponte de Lima.
Conclusão: um dos doentes da ambulância acabou por falecer.
Nunca saberemos se o senhor se safaria se não tem sido atrasado pela polícia, o certo é que parece incompreensível que os agentes tenham mandado parar uma ambulância que seguia, com pressa, a caminho do hospital.
Para já, sabe-se que a família vai apresentar queixa. A GNR ainda não se defendeu e o Governo já pediu um inquérito.
Alguém consegue explicar isto?
quinta-feira, setembro 13, 2007
Mina de ouro
Reparem na boa vida de boa parte dos treinadores de futebol que são despedidos por maus resultados.
Claro que há situações caricatas, como Fernando Santos que foi despedido na primeira jornada após um empate, mas o certo é que o senhor engenheiro, no espaço de poucos dias, recebeu a indemnização a que tinha direito do Benfica e foi para a Grécia treinar um clube. Resumindo, passou de um a dois ordenados, apesar de demitido.
Já a José Couceiro, ex-jogador, ex-sindicalista, ex-dirigente, actual "treinador", não lhe são conhecidos bons trabalhos no banco, mas seguramente a conta bancária deve estar bem recheada depois de passagens por Alverca, Setúbal e, especialmente, FC Porto e pelas selecções nacionais, onde comandou duas equipas com péssimos resultados. Abençoadas indemnizações que sustentam incompetentes.
Uma palavra final para um treinador que está há várias épocas arrumado e a quem já nem as "chicotadas psicológicas" devem encher o bolso.
Luís Campos chegou a ter a aura de "salvador", chegou a fazer boas épocas, em escalões inferiores e na I Liga, chegou a ser falado para o Benfica, mas aquela temporada em que conseguiu descer Setúbal e Varzim deu-lhe a alcunha de "Luís Campas" e arruinou-lhe a carreira.
Nem como comentador ou "paineleiro" o homem se tem safado. Ainda um dia destes gostava de falar com Luís Campos.
domingo, setembro 09, 2007
Trabalhos domésticos
Lembrei-me deste nome - ou, para ser exacto, da expressão - e dei por mim a pensá-la, quando ontem cheguei a casa.
Estive uma semana de férias fora, na casa dos meus pais no interir do país. A ideia era "recarregar baterias" antes do recomeço das aulas.
O plano foi "por água abaixo" quando percebi que na casa ao lado havia obras. Foi "certinho como o sol": oito da manhã, berbequim e martelada a servir de despertador.
Ontem, de regresso a Lisboa, chego a casa e está tudo virado do avesso: fazem-se pinturas... tudo desarrumado, o cheiro da tinta, tudo a partir das 8h30... só me apetece fugir.
Sorte a minha...
quinta-feira, agosto 30, 2007
Se fosse por cá...
Talvez por isso os portugueses vivam numa espécie de montanha russa em que passam do oito para o oitenta e vice-versa em menos de um fósforo, ao mesmo tempo que são capazes de criticar o que fazemos bem - às vezes melhor que os outros - tão bem como criticamos - justamente - o que fazemos mal.
O que é certo é que não somos os únicos a fazer asneiras e, às vezes, apercebemo-nos disse de forma trágica.
O que aconteceu aqui ao lado, em Espanha, com António Puerta dá que pensar.
Como é possível que os médicos tenham deixado o jogador do Sevilha sair do campo pelo próprio pé poucos segundos depois de ter uma paragem cardíaca? Onde estavam os bombeiros?
Podia não ter ajudado Puerta, que depois teve mais uma mão cheia de paragens cardiacas, mas lá que é muito estranho, lá isso é.
O que é certo é que é mais uma morte de um desportista de alta competição, com testes físicos constantes, que cai em pleno relvado. Infelizmente, 24 horas depois, outro jogador morreu em campo.
São já muitos os casos...
quinta-feira, agosto 23, 2007
Os deuses devem estar loucos
O que é que se passa com a televisão em Portugal que "obriga" quem de direito a investir em concursos em directo que dão milhares de euros por noite?
E, mais do que isso, o que leva dezenas (centenas?) de pessoas a participar nestes concursos televisivos sem qualidade a horas absolutamente "impróprias para consumo"?
Será que percebem que estão a ser "endrominadas"?
terça-feira, agosto 21, 2007
Mundo perfeito
Os administradores de um hospital português recusaram comprar as viaturas a que tinham direito pelo cargo que ocupam e preferiram utilizar esse dinheiro para adquirir material necessário para o serviço.
Infelizmente não sei qual é a unidade hospitalar em causa, nem o nome dos administradores, mas não quero deixar de homenagear quem se lembrou deste "quase" milagre.
Era bom que pudessemos dar mais notícias assim. Seria mesmo um "Mundo Perfeito" se esta excepção fosse a regra.
sábado, agosto 18, 2007
Não, não "Acontece só aos outros"
Até 14 de Agosto - e só durante este mês - ocorreram 3943 acidentes, dos quais resultaram 41 mortos, 113 feridos graves e 1184 feridos ligeiros.
De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, desde 1 de Janeiro até 12 de Agosto, os acidentes nas estradas de Portugal continental provocaram 500 mortos, mais cinco que no mesmo período de 2006.
Para ajudar a combater este flagelo, esta autêntica guerra civil, a RTP tem agora uma rubrica de verdadeiro serviço público.
Todas as sextas-feiras, após o Telejornal, o “Só Acontece aos Outros” é um programa de 15 minutos que faz prevenção rodoviária, lembra casos trágicos que ficaram marcados na mente das pessoas.
Não sei se ajuda alguma coisa… mas lá que faz impressão, lá isso faz.
sábado, agosto 11, 2007
Cem dias, sem certezas
Certezas sobre o que aconteceu ainda não há, pelo menos publicamente, mas a PJ veio confirmar este sábado, curiosamente em declarações à BBC, que Maddie pode mesmo estar morta.
Primeiro, a tese de rapto levava vantagem, agora, há cerca de um mês, a hipótese de assassinato ganha força. Eu não sei o que aconteceu, espero que quem de direito saiba e muito em breve.
O que é certo é que continua a haver muitas questões no ar e muitas pontas soltas. Vamos recordar algumas:
como ficaram três menores sozinhos em casa?
porque é que os gémeos não acordaram?
porque demoraram os pais duas horas a avisar a polícia?
porque não foram fechadas as fronteiras?
porque é que a polícia diz que há um suspeito de rapto, com direito a retrato-robot e tudo, e agora, afinal, já foi assassinato?
porque demoraram a chegar os cães pisteiros?
como é que só se vê uma mancha de sangue três meses depois?
a pressão da comunicação social ajudou ou desajudou a PJ?
os pais mudaram de atitude em relação à comunicação social porquê?
Enfim, estas são algumas das questões que me assaltam neste dia. Responda quem puder ou souber.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Nazaré
Como a tradição ainda é o que era, lá estive na praia de sempre.
As mesmas nazarenas "chatas" a oferecer "chambres" ou "barraquinhas" todo o santo dia, as mesmos fantásticos bolos da Batel, a mesma senhora da bolacha Americana (bem caras por acaso), a mesma água fria (gelada mesmo), as mesmas ondas (às vezes)...
Apesar de tudo, nem tudo foi como dantes: o peixe-aranha, visita habitual dos banhistas na Nazaré, esteve quase ausente, para descanso dos nossos pezinhos (e como dói!).
Faltaram também - e especialmente - alguns amigos clássicos destas alturas e que tanta falta fizeram para dar mais cor a estas férias. Tenho saudades deles...
Mas, mesmo assim, deu para descansar (objectivo prioritário), apanhar um solzinho, comer a tempo e horas, ler uns livrinhos.
Agora... é trabalhar. Cada um tem a cruz que merece.
segunda-feira, julho 16, 2007
"Tiro ao Alvo" a banhos
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "pontaria afinada" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
sexta-feira, julho 13, 2007
Fone
Deve ter sido a pensar em gajos como eu (na última vez que, esta semana, tinha 3 cêntimos para gastar) que a empresa telefónica "inventou" um serviço que nos safa de situações complicadas.
Como é que a coisa se passa? É só mandar um SMS para o número certo com uma simples palavra de cinco letras. Pouco depois, aí está a "prenda" (2.5€) para gastar como quisermos, com a mensagem: "Reembolso no próximo carregamento".
Ok, tudo bem. A questão é que, assim que fazemos o carregamento - é quase instantâneo - recebemos uma mensagem a avisar que nos tiraram 3€.
Ora aí está... em poucas horas, assim se papam 100 paus a um gajo que estava entalado.
O mundo "pula e avança" (é verdade que nem sempre no bom sentido) com a circulação de dinheiro... Todas as empresas querem facturar, precisam disso... todos precisamos. Parece-me normal.
O que me chateia é que, mais uma vez, é quem precisa, quem não pode esperar, quem não tem ali um telefone fixo à mão... que se lixa.
E depois, lá vamos ouvir dizer, no fim do ano, que a empresa "x", tal como os bancos aliás, teve um lucro superior não sei quantos por cento ao do ano passado.
Não sei se as outras operadoras também têm este serviço mas, desde já, "Obrigadinho pela ajuda, sim...". Chulos.
segunda-feira, julho 09, 2007
Maravilha

sexta-feira, julho 06, 2007
Casa arrombada...
No primeiro caso "chumbei". Não fui considerado pelos doutores suficientemente deficiente para entrar pelo contingente especial... acabei numa privada porque a média de entrada no ensino público nesse ano era acima de 18 valores.
No segundo caso a "coisa" foi mais "engraçada": fui à consulta, três doutores, o meu processo em cima da mesa, duas ou três perguntas genéricas e... caso encerrado. Veredicto: 65% de incapacidade.
"Boa, é bom para si. Agora só paga Segurança Social, não paga IRS", disse-me alguém. Eu bem dispensava tal sorte, mas enfim...
O curioso é que os senhores (não sei se doutores no sentido clinico do termo) nem me tocaram, não me pediram para andar, não me fizeram nenhuma pergunta sobre as minhas eventuais dificuldades, nada. A única questão foi se eu tinha carta ou se a estava a tirar só porque, percebi depois, isso alterava o artigo que tinham que invocar na justificação.
Voltei a lembrar-me disto depois de se ter sabido ontem que os Ministérios das Finanças e da Saúde convidaram a Ordem dos Médicos a dar sugestões sobre formas de melhorar o actual modelo das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações (CGA).
A polémica estalou depois de ter sido recusada a aposentação antecipada a dois professores, um com cancro na traqueia e outra com leucemia. Os dois docentes faleceram entretanto.
As decisões do gabinete das juntas médicas, que seguiu para a CGA, foram tomadas depois de relatórios do IPO que confirmava que as doenças estavam em remissão, o que parece ter sido suficiente para que os professores não fossem considerados "totalmente incapazes de trabalhar".
Parece-me extraordinário que se tenha que levar à letra estas declarações porque, realmente, a ser assim, só mesmo um morto pode ser dado como "inapto" para trabalhar.
Não sei se o senhor coordenador do gabinete é médico, não sei se as juntas são constituidas só por médicos... o que sei é que estas duas decisões foram, no mínimo, de uma insensibilidade vergonhosa.
Espero, sinceramente, que se melhorem estes processos para que se evitem casos destes.
sexta-feira, junho 29, 2007
Jocoso não, perigoso
Sobre quê? Não interessa.
É mesmo só aproveitar, enquanto posso, para escrever o que me apetece, sobre tudo ou sobre nada, até que alguém me corte o pio.
Depois do "caso Charrua" e do blog que descobriu o "caso do curso Sócrates", temos agora o "caso do cartaz" e a demissão da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho.
O que é extraordinário é que este último caso começa com declarações do próprio ministro da Saúde que disse - efectivamente - que, se necessitasse, nunca iria a um SAP (logo aqui, devia ter sido, pura e simplesmente, demitido).
Mais uma vez digo e reafirmo: algo de grave se está a começar a passar neste país com o regresso das "queixinhas pidescas" a terem consequências sérias que estão a levar até a demissões.
Entretanto, vou tomando nota:- não se pode dizer piadas sobre o Primeiro-ministro;- não se podem fazer comentários a declarações infelizes de Correia de Campos;- ...
Este Governo socialista (?!), de maioria, está com grandes dificuldades em conviver com a chamada "liberdade democrática".
Acho que podia e devia preocupar-se com outras coisas bem mais graves que um "cartaz jocoso" colocado por um médico.
Até à próxima, espero eu.
segunda-feira, junho 25, 2007
No comments...
domingo, maio 27, 2007
Pois é...
"Há cada selvagem a conduzir!", conclui o homem, já furioso.
Não respondi ao senhor, mas confesso que sempre me fez confusão o número de acidentes e vítimas nas estradas portuguesas.
É certo que a sinalização é péssima e as estradas são más mas, seguramente, há muita culpa dos condutores.
Por mim - que não tenho carta - acho que todos os condutores deviam voltar às escolinhas de condução para realizar testes de "reciclagem".
quarta-feira, maio 23, 2007
"Democracia" "rosa"
O facto da anedota ter como “actor principal” o Primeiro-ministro, tudo se torna ainda mais grave.
Ao que se sabe, o professor em causa fez um “comentário jocoso” sobre José Sócrates no gabinete, comentário esse que foi ouvido por outra pessoa que terá feito queixa.
O Ministério da Educação considerou “ofensivo” o comentário e o professor está em maus lençóis, muito por culpa de um “amigo bufo”, ao velho estilo da PIDE.
Ora, se já nem no gabinete se pode ter “licença” para dizer uma piada, seja sobre quem for, incluindo um qualquer Primeiro-ministro, então algo de efectivamente grave se passa.
Fica também por saber se, de todo, não se pode fazer piadas sobre Sócrates ou se só não pode fazer comentários quem for do PSD.
Pensava eu, na minha inocência, que Portugal era um país democrático, com “liberdade de expressão”, mais de 30 anos depois do 25 de Abril.
Afinal, se calhar, enganei-me e isso deixa-me muito preocupado.
terça-feira, maio 22, 2007
Diferenças
E nem sequer é preciso ir muito longe: duas horas e pouco de caminho são suficientes para "entrar noutra dimensão".
Aqui chegados... as diferenças são abismais e, não, não estou a falar de capacidade financeira ou condições de vida.
É verdade que não há algumas modernices como a TV Cabo e que é difícil ter rede de telemóvel, mas isso, como diz a outra, "não interessa nada".
Para além do ar puro que se respira na aldeia e na serra ali ao lado, o que mais impressiona é o comportamento das pessoas: Quase todos se conhecem, todos se cumprimentam e, quando a chave está na porta, todos podem entrar sem pedir licença.
E depois é quase inacreditável a generosidade dos amigos e vizinhos: "Olha, toma lá umas cerejinhas", "Está aqui uma dúzia de ovos" ou "Sei que gostas deste arroz doce"... São ofertas, desinteressadas, sem pedir nada em troca.
Foram 46 horas na aldeia... como é bom saber que ainda há sítios assim.
segunda-feira, maio 14, 2007
Ninguém merece...
O nome diz tudo... estamos, obviamente, a falar de um bairro de barracas, desta vez em Coruche.
A Polícia Judiciária deu a conhecer uma operação, realizada pela Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes, neste bairro e, ao que parece, a "colheita" foi proveitosa.
Diz a Lusa:
Além de "pequenas quantidades" de cocaína e heroína, parcialmente já embaladas em doses individuais, as autoridades policiais apreenderam uma pistola de guerra 9mm, duas pistolas 6.35, um revólver 3.57 magnum, duas caçadeiras, uma pistola de gás e "elevado número" de munições.
Foram ainda apreendidas "elevadas quantidades" de dinheiro em notas de euro e de artefactos e peças de ouro, bem como cinco viaturas automóveis e um motociclo de alta cilindrada.
No âmbito da operação em causa, foram efectuadas várias buscas domiciliárias e detidos cinco homens e quatro mulheres, com idades entre 25 e 43 anos, por suspeitas de tráfico de estupefacientes e posse de armas proibidas.
Como é que se melhora a situação e se acaba com estes casos? Não sei.
Talvez não fosse mau começar por mudar o nome dos bairros.
quarta-feira, maio 09, 2007
Cruzes, canhoto
Lembrei-me disto mais uma vez ontem quando tentei cortar uma folha com uma tesoura de “normais” e, claro, não consegui.
É verdade que há uns anos chegou a haver uma loja só com produtos para “canhotos”, mas a coisa faliu. Deve ser do “azar” que está ligado à palavra.
Reparem só o que diz o dicionário quando se procura a palavra “canhoto”: “Esquerdo, sinistro, falto de habilidade, desajeitado, demónio”.
Simpático, não?
A “maldição” continua se fizermos uma simples busca no Google.
Para os egípcios, “o olho esquerdo do Sol” era considerado o mal e o Diabo;
Buda diz que o caminho para o Nirvana se divide em duas partes e o da mão esquerda representa a maneira errada de viver e deve evitar-se;
Nos países muçulmanos e na Índia a mão direita é a “mão limpa”;
Isto já para não falar da “sorte” que dá “entrar com o pé direito”.
Para me vingar, se calhar, daqui a uns dias faço um “post” com os aspectos positivos – pois que os há – de ser canhoto.
sexta-feira, maio 04, 2007
Há dias assim...
O meu dia de hoje começou mal e acabou pior.
Primeiro dormi mal, o que se agravou porque tinha que me levantar cedo, depois perdi o comboio e cheguei em cima da hora (literalmente) ao local onde tinha que estar.
A seguir passei a tarde a lutar com computadores e minidisc que me dificultaram a vida durante seis horas, o que me fez ganhar uma grande dor de cabeça.
Como se não bastasse, ainda tive um encontro imediato e próximo com um passeio "em obras" e, mais à frente, quase fui atropelado por um "chico-esperto" que não respeitou a passadeira.
Já "com os azeites", para não dizer pior, apanhei um táxi para casa. Paguei, desconfiado porque achei o preço exagerado, sai do carro e quando meto a mão no bolso... não tinha o porta-chaves.
O taxista nunca mais o vi e, vários telefonemas depois, para todas as empresas de Lisboa, desisti e lamentei a puta de sorte de um dia como o de hoje.
Mas porque é que não pedi a merda da factura?
quarta-feira, abril 25, 2007
25 de Abril... Sempre
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, abril 19, 2007
Comboio de Babel
Viagem a meio da tarde, sentido Sintra-Lisboa, oito lugares, sete pessoas: um português, dois africanos, dois cidadãos de leste, um asiático, uma brasileira...
É este o Portugal de hoje, pelo menos, na área metropolitana de Lisboa.
E qual é o problema? Nenhum, se forem pessoas integradas que trabalhem - normalmente naquilo que os "finos" portugueses já não querem fazer(*).
Muitas destes estrangeiros ajudaram-nos a brilhar com a Expo 98 ou o Euro 2004 e, se servem para “isso”, têm que servir para tudo o resto. Aliás, muitos deles, têm habilitações para muito mais.
O nosso país, já se sabe, é de “brandos costumes”, habituado a “convívios” inter-culturais e raciais.
Espero, sinceramente, que assim possa continuar... apesar de todo o tipo de pressões, a começar pelo desemprego.
(*) Absolutamente lamentável a campanha governamental das “Novas Oportunidades” que menoriza e despreza profissões “menores” essenciais a um país desenvolvido e equilibrado.
segunda-feira, abril 09, 2007
Por uma imensa minoria (*)
Percebo o que ele me quis dizer, mas não concordo com esta teoria e explico porquê.
Da mesma forma que sou contra aqueles que só trabalham pelo salário (e reforço o só), também não me parece nada bem que só se trabalhe pelas audiências ou tiragens.
É que, se esta lógica alastra, um dia destes, só vamos poder votar entre PS e PSD, apoiar Benfica ou Sporting, ouvir a RFM e a Antena 1, comprar o Correio da Manhã ou o JN, ou ir só e apenas à missa católica...
Contra a ditadura das maiorias, pela diversidade e pela liberdade, vou continuar a viver e a fazer as minhas próprias escolhas, nem sempre maioritárias (felizmente).
(*) Este era o slogan da extinta XFM, uma grande rádio que morreu por falta de ouvintes, diziam os patrões.
segunda-feira, março 26, 2007
salAZAR
Em primeiro lugar, não deixa de ser irónico que tenha sido um ditador, que impediu eleições livres, prendeu e torturou a oposição, a vencer um simples concurso popular.
Depois, apesar deste ser, apenas, um concurso – e não um referendo nacional – não deixa de ser preocupante que Salazar o tenha vencido.
Não sei se o homem que comandou o país durante quarenta e tal anos teve tantos votos porque há muitos salazaristas, mais ou menos escondidos, no país ou se este foi um mero sinal de protesto, mas, seja como for, deveria ser um alerta para todos.
O facto do desemprego ser crescente e das pessoas estarem furiosas com algumas medidas do Executivo de Sócrates pode ter ajudado Salazar a ganhar; o facto de Cunhal estar na lista pode ter ajudado Salazar a vencer; o facto de nós sermos um país de saudosistas conservadores pode ter ajudado Salazar a vencer.
A única boa notícia da lista final dos “Grandes Portugueses” foi o terceiro lugar de Aristides Sousa Mendes, talvez um dos menos conhecidos e, seguramente, um dos que menos voto militante (e, portanto, algo inquinado) teria.
PS: Como se vê pelos dois últimos posts, "Estou chateado, claro que estou chateado" com algumas coisas, mas há fases assim. Desculpem.
sexta-feira, março 23, 2007
Engolir uns SAP(os)
Confesso que, nesse 20 de Fevereiro de 2005, o meu principal impulso era o de impedir que Santana Lopes e Paulo Portas continuassem a (des)governar o país. Aqueles quatro meses de Executivo “santanista” serviram, perfeitamente, para o anedotário do país, mas não, seguramente, para o progresso de Portugal.
Também afirmo aqui, sem hesitar, que não sou propriamente fã de José Sócrates, especialmente porque me faz confusão esta espécie de “terceira via” do novo socialismo em que, ao mesmo tempo, se dá um “doce” à esquerda e dois ou três “bolos” à direita, tudo com a mesma convicção e “cara de pau”.
Passados dois anos, em maioria absoluta, é indiscutível que há muito que discutir e bastante que falar sobre este Governo maioritário.
O ataque a alguns estados corporativos e a algumas benesses instituídas, juntamente com o combate à fraude e evasão fiscais, parecem-me os pontos mais positivos da governação e era bom que esse crivo continuasse apertado.
Agora, há aspectos que não podem ser escamoteados e que fazem parte das principais promessas de Sócrates: o combate ao défice, a criação de emprego e a recuperação económica.
Só o primeiro destes tópicos está a correr dentro do prometido mas, como disse Sampaio em Belém, deve haver mais vida para além do défice.
Como a Terra que gira, a recuperação económica é tão lenta que a subida nem se nota no sítio que interessa que é o bolso dos portugueses.
Quanto ao emprego, é bom nem falar: o PS prometeu mais 150 mil postos de trabalho mas, ao contrário, o que se tem visto é o desemprego a atingir valores recorde e já há quem diga que a marca dos 500 mil desempregados já foi ultrapassada.
E é aqui que, verdadeiramente, a “porca torce o rabo” porque um Governo que se diz socialista não pode nunca fechar os olhos a isto.
É que, sinceramente, estou-me borrifando para o défice abaixo dos 3%, para o simplex e o choque tecnológico, a Ota e o TGV… se isso implicar mais empresas a fechar, pessoas sem médico de família nem SAPs, miúdos sem escola ou ATLs.
Contra tudo e contra todos, incluindo o défice, na saúde, na educação e na segurança social não pode haver cortes…
Chamem-me o que quiserem, mas é tudo uma questão de prioridade.
segunda-feira, março 19, 2007
Deve ser do cansaço (2)
No “Dia D”, Santana Lopes voltou a disponibilizar-se para voltar à liderança do seu PPD/PSD, até aí, sem novidade.
Agora, verdadeiramente fantástica é a frase que se segue:
“Desculpe a presunção, tenho passado dois anos a ouvir coisas não propriamente muito agradáveis - e não estou a vitimizar-me - ouvi, aguentei, cai, levantei-me outra vez (com a graça de Deus) e aqui estou a lutar pelas minhas ideias. Agora, tenho direito a lembrar algumas coisas que são verdades elementares: depois de Cavaco Silva, julgo que sou o político com mais obra pelo país todo”.
Hilariante… há coisas “funtásticas”, não há?
sábado, março 17, 2007
Quem te viu... quem tv
Este post poderia ser sobre alguns programas que me marcaram, mas não é, talvez volte ao tema para relembrar situações específicas. Este post é, precisamente, para dizer mal do que se vai fazendo.
E não, não estou a falar dos horários a que passam algumas das (poucas) boas séries que ainda resistem à ditadura das audiências.
Depois do Big Brother, dos Acorrentados, do Bar da TV, da Quinta das Celebridades, do Fiel ou Infiel… de todos esses “reality shows” que nos últimos anos nos têm invadido as casas, eis que, afinal, ainda não se tinha visto tudo.
Eu não sou daqueles que só vê programas “pseudo-intelectuais”, só ouve ópera, lê livros de autores russos, diz que nunca viu novelas e não gosta de futebol… Quem me conhece, sabe que não sou nada assim e, mais do que isso, sou contra qualquer tipo de censura.
Confesso, no entanto, que este último “trunfo” da TVI mete-me nojo e envergonha-me.
Falta-me perceber se “aquilo” é ensaiado ou verídico. É indiferente, seja como for, o programa “A Bela e o Mestre” é ofensivo especialmente para as mulheres e indigno de um país “civilizado” em pleno século XXI.
Falta, agora, perceber se este é o último degrau na escala de má televisão ou se o “grau zero” está ainda mais abaixo.
quinta-feira, março 15, 2007
Deve ser do cansaço (1)
Vamos abrir as "hostilidades" com o mais alto magistrado da Nação.
Cavaco Silva esteve num Roteiro para a Ciência dedicado às chamadas tecnologias limpas.
Até aqui tudo bem, nada a opor, tudo a apoiar.
A questão é que, talvez pelo cansaço, o Presidente da República teve uma frase, no mínimo curiosa, sobre o Alentejo e a instalação de ares condicionados.
Sem mais comentários, aqui fica:
"Ainda ontem me foi explicado que é possível construir casas no Alentejo sem ar condicionado (...) é bom que se saiba como se podem ter as casas frescas sem necessidade de ar condicionado que, parece, é uma das fontes muito grandes do consumo de energia", disse Cavaco Silva.
Mas, há casas no Alentejo sem ar condicionado? O quê? O ar condicionado gasta muita energia? A sério?
quinta-feira, março 08, 2007
"Ganda lata"
Os Estados Unidos - que têm todas as condições para ser um país fantástico - deram, ontem, através do seu Departamento de Estado, mais um triste exemplo do que não deve ser uma “potência”.
Desta vez, os norte-americanos criticam as más condições das prisões portuguesas e falam em abusos das forças de segurança portuguesas e excesso de recurso à prisão preventiva.
Obviamente, nem tudo vai bem no sistema prisional português e, seguramente, haverá aspectos a melhorar como, aliás, ciclicamente, reconhece a Amnistia Internacional, por exemplo.
Agora, daí a recebermos lições de moral de um país hipócrita como os Estados Unidos, vai uma enorme distância.
Como é que um país...
· que tem um campo de concentração como Guantanamo,
· que patrocinou Abu Grahib,
· que inventou a guerra no Iraque,
· que tem pena de morte (*)...
... pode vir falar sobre prisões num país como Portugal?
É caso para dizer: “Grande lata, senhor Bush”
(*) Só este ano e só no Texas, os Estados Unidos já “eliminaram” oito condenados, o último dos quais estava há 25 anos no “corredor da morte”.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Zeca Afonso
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Rei do Carnaval
O presidente do Governo Regional da Madeira decidiu demitir-se, obrigar a eleições antecipadas só - e apenas - por birra contra o Governo.
Em causa a nova Lei das Finanças Regionais do Executivo Sócrates (e já sancionada pelo Presidente da República) que retira alguns milhões de euros à região autónoma nos próximos anos.
A questão é que a Madeira já é uma das mais ricas regiões do país e, portanto, vai começar a receber menos e a pagar mais para o Orçamento de Estado.
O certo é que o Governo não vai recuar na nova lei e, por outro lado, Jardim vai voltar a ganhar as eleições com maioria absoluta.
Então, o que é que se ganha com esta manobra? Nada. Só perdemos alguns meses e mais alguns euros.
O rei da Madeira vai, a partir dai, ter mesmo que trabalhar com a tal lei que não queria e governar mais quatro anos com o que tiver à disposição.
Vai continuar a ser senhor do arquipélago, a chorar-se sem razão, a dizer alarvidades e a ofender quem lhe quiser fazer frente, impunemente.
Tudo normal, tudo na mesma.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Referendo
- O referendo não foi juridicamente vinculativo, mas todos, até os que perderam, consideram que se pode mudar a lei no Parlamento.
- A abstenção voltou a ser muito elevada (56%) e isso é preocupante.
- Em relação a 1998, houve mais 1.1 milhões de votos.
- A vitória do "sim" foi clara, quase 20 pontos de diferença.
- A campanha correu melhor desta vez mas ainda houve alguns exageros.
Apesar de tudo algumas questões ficaram por responder:
- O que acontece às mulheres que abortarem para lá das 10 semanas?
- Como vai funcionar o aconselhamento às grávidas?
- Quanto tempo vai ser o "período de reflexão"?
- Quanto custa, efectivamente, um aborto no "público" e quem paga o quê?
- Que condições e garantias têm as "privadas"?
Essencial:
- A mulher deixa de arriscar ser presa por fazer um aborto até às 10 semanas.
- O aborto clandestino (e portanto perigoso) tem tendência a diminuir.
Já agora:
- Depois de três tentativas "falhadas", os referendos têm futuro?
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Negócio da China
Também por isso, o Presidente da República esteve na Índia e o Primeiro-ministro está na China. São dois dos países que mais crescem no mundo e seria bom que fizessem negócios connosco.
No entanto, "os fins não podem justificar os meios" e, assim, "amigos, amigos, negócios à parte".
Vem isto a propósito das declarações de Manuel Pinho ontem na China. Disse ontem o ministro que uma das vantagens de Portugal eram os baixos salários.
A questão que se coloca é esta: como pode um governante ir para o estrangeiro (para um país como a China que não prima por critérios democráticos nem por respeitar os trabalhadores) dizer tal barbaridade?
Como podemos querer melhorar a nossa economia, apostar na inovação e na qualificação (a nível interno) e ir lá para fora gabar que somos bons porque pagamos mal?
É verdade que em Portugal há baixos salários, mas isso não é um bem... é, antes, um dos graves problemas do nosso país.
Não sei o que pensa José Sócrates desta parvoice mas, a juntar a outras, talvez não fosse má ideia pensar num novo ministro da Economia.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Os melhores portugueses
Para já, uma "prenda" para quem nos visita. Fica uma vaga para preencher quem quiser com quem quiser.
Assim, e sem nenhum hierarquia especial, aqui ficam 9 Grandes Portugueses:
- Afonso Henriques
- D. João II
- Infante D. Henrique
- Camões
- Fernando Pessoa
- Aristides Sousa Mendes
- Salgueiro Maia
- Amália
- Eusébio
Claro que há escritores fantásticos, políticos de relevo, desportistas de excepção, artistas, cientistas... enfim, um sem número de personalidades que poderiam constar desta lista, mas isso só demonstra que, em mais de 800 anos de História e de "estórias", muito foi feito neste e por este país que é o nosso.
domingo, janeiro 14, 2007
Justiça cega!?
O jogador veio explicar o que aconteceu no seu dia de folga, assumir responsabilidades e lamentar que um caso da sua vida privada possa prejudicar, de alguma forma, o Benfica.
Este é um aspecto da questão, e o defesa-central já confirmou que vai ser castigado monetariamente pelo seu clube.
Agora, vamos ver o outro lado do problema:
Num país em que as mortes na estrada são uma autêntica “guerra civil”, há duas coisas que, para mim, são indiscutíveis: quem conduzir não pode beber, sendo figura pública a responsabilidade é ainda mais agravada.
A questão é simples: Se fosse o “Zé Ninguém” a ser parado com esta taxa de álcool no sangue seria detido, ficaria detido e, seguramente, com a carta apreendida.
Tendo sido o Luisão, figura pública, jogador do Benfica, o que é que foi decidido: mantém a carta e cumpre 40 horas de trabalho comunitário.
Fica a questão: como é possível?!
Esta decisão do juiz que acompanhou o caso é, em minha opinião, (ainda) mais grave porque, num país democrático, a justiça não pode ter duas caras, nem decisões de excepção.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Guantanamo
Neste período negro, 775 pessoas estiveram detidas nesta cadeia cubana e nenhuma foi condenada formalmente pelos Estados Unidos por qualquer crime.
Os detidos são tratados sem as mínimas condições, desrespeitando os direitos humanos e o que é incrivel é que este escândalo continua, à luz do dia, sem que se tome uma posição firme exigindo o encerramento deste estabelecimento.
Para lembrar esta vergonha, a Amnistia Internacional escreveu esta carta a George W. Bush, o "pai" desta tragédia.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Impostos para todos
A medida já era conhecida e esperada, mas, agora que entrou em vigor, levantou logo polémica com o sindicato de jogadores a admitir uma greve e o presidente da Liga a apelar à calma mas a colocar-se do lado dos atletas.
Para mim a questão é simples: os jogadores de futebol devem receber o que têm direito por contrato e pagar os impostos respectivos, como qualquer um.
Os impostos consoante o que se recebe e, portanto, não se corre o risco de ser injusto. A percentagem que é "tirada" tem a ver com o que se aufere e, assim, quem ganha mais paga mais, quem recebe menos paga menos. Justo.
O argumento que o futebol é uma profissão de desgaste rápido não colhe. Primeiro, aos 35 anos, os jogadores não ficam incapacitados para continuar a trabalhar (treinadores, empresários de futebol e não só, comentadores, jornalistas, relações públicas, etc, etc); segundo se acham que não tem futuro a profissão de futebolista, têm bom remédio e vão fazer outras coisas.
Para mim, profissão de risco é ser, por exemplo, mineiro e a esses, sim, entendo que deveriam ser dadas melhores condições de vida.
Tenho apoioado Joaquim Evangelista e o sindicato na luta que têm feito (e bem) para que os jogadores recebam o salário a que têm direito, não posso estar de acordo com este pedido de excepção no que diz respeito aos impostos.
Soluço
Depois de ter deixado o PSD "embuchado" - a seguir à entrevista na SIC Notícias -, o Presidente terá deixado, agora, José Sócrates com um friozinho no estomago ao apontar-lhe as três prioridades para 2007: Economia, Justiça e Educação.
Estas até podiam ser já - em tese - as prioridades do Executivo PS, mas o facto de ter sido o Chefe de Estado a deixá-las de forma tão clara pode criar problemas aos socialistas.
Só passou um ano de convivio, vamos ver como correm os próximos tempos, mas não é crivel que o namoro termine, pelo menos para já.
Por um lado, Sócrates tem bastantes semelhanças a Cavaco, por outro Cavaco não vai querer levantar muitas ondas já porque quererá uma reeleição tranquila.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Borda d´´água
Estou para escrever sobre isto desde que a tragédia aconteceu, mas tenho estado à espera de explicações que me convençam. Como estas ainda não apareceram (nem estas nem outras), sinto-me obrigado a falar já.
Como é possível que morram seis pessoas num barco, com a praia à vista, sem que os socorros tenham conseguido salvar mais do que um tripulante que, por milagre, se segurou à vida durante mais tempo do que humanamente seria espectável?
Porque demorou horas o helicóptero a chegar? Porque razão a Capitania apareceu no local sem meios de salvamento? Porque não conseguiram os bombeiros fazer mais e melhor?
Nesta altura não é importante saber se o barco estava em águas onde não devia estar, nem é importante saber se os pescadores tinham ou não colete.
Isso é para ver depois...
Vamos ver como termina o inquérito (habitual nestas situações) pedido pelo ministro da Defesa.
É com situações como esta que Portugal me mete aflição (para não usar uma expressão pior).
domingo, dezembro 31, 2006
Saddam executado
Percebe-se a escolha do dia: fim-de-semana e feriado no Iraque para tentar não levantar muitas "ondas".
O Governo do Iraque, certamente pressionado pela Administração Bush, seguiu mesmo a teoria do "olho por olho, dente por dente", usando uma estratégia digna de qualquer "western norte-americano", estratégia essa indigna de uma sociedade que se quer democrática em pleno século XXI.
Não há a mínima dúvida que Saddam Hussein era um ditador sanguinário, que matou e mandou matar milhares de pessoas, mas nada do que fez justifica a morte por enforcamento.
Ao obrigar à execução de Saddam, George W. Bush cometeu (mais) um erro grave na sua Administração: não é esta morte que vai resolver a questão do Iraque e certamente vai até agravar a situação em termos militares.
Bush está metido não num deserto, mas num pantanal, onde se está a afundar cada vez mais a cada dia que passa.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Curtas e Grossas
Para fazer face ao "atraso" vamos fazer um resumo, uma espécie de "várias em um", com alguns dos temas que estiveram em destaque nos últimos tempos.
- Saddam Hussein foi condenado à morte num julgamento algo duvidoso que teve o final esperado. Face ao que se passou e à pressão internacional, acredito que o veredicto seja alterado.
- Donald Rumsfeld pagou o "pato" pela derrota dos Republicanos nas eleições intercalares dos Estados Unidos e foi substituido por Robert Gates, amigo da família Bush. Prometem-se alterações na política norte-americana para o Iraque. Aguardemos...
- Apesar de alguns receios prévios, correu bem a visita de Bento XVI à Turquia e a situação parece ter acalmado.
- A "estória" dos voos da CIA e a passagem por Portugal continua mal explicada e com muitas "pontas soltas".
- O Governo alterou a política fiscal em relação aos deficientes. Concordo que se dê mais a quem precisa, discorda que se faça isso à custa de outros deficientes.
- A banca foi um bocadinho apertada com as medidas do Governo, mas podia ter-se ido mais longe.
- Foi histórico o acordo tripartido para o salário mínimo. É bom, de quando em vez, dar boas notícias.
- Maria José Morgado vai "arbitrar" o caso Apito Dourado. O processo está muito bem entregue, esperemos que a procuradora-geral adjunta possa trabalhar à vontade.
PS: Já agora, Bom Natal.
quinta-feira, novembro 30, 2006
"Tiro ao Alvo" de regresso
Pedindo desculpa pelo interregno (sim, eu sei, as desculpas não se pedem, evitam-se), vamos tentar recuperar o atraso e voltar a comentar a actualidade na medida do possível.
Continua a haver temas que merecem toda a atenção, quer a nível nacional quer internacional.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Demita-se já...
Esta frase absolutamente inacreditável é do Secretário de Estado da Indústria e Inovação.
A lei (que, como se sabe, é feita pelos consumidores) impedia uma actualização dos preços acima da inflação, o que terá dado origem a um défice tarifário.
Ora, segundo Castro Guerra, este défice "só pode ser imputado aos consumidores”.
Ainda não satisfeito, o homem ainda admitiu que o aumento era elevado mas que “os custos são os custos”.
Entretanto, esta manhã, Castro Guerra recuou e tentou esclarecer o que queria dizer com esta declaração assassina. O que é certo é que, se isto fosse um país normal, este senhor já teria sido demitido.
domingo, outubro 15, 2006
15-0
Estas sanções não são muito fortes, até para não "ferirem" o povo, mas podem servir para travar o plano norte-coreano e alertar o Irão, o outro país, alvo de atenções internacionais.
Foram impostas algumas sanções financeiras, está proibida a venda de armamento ou de materiais que possam levar à construção de armas e é, agora, obrigatório vigiar navios que entrem no país.
A primeira reacção de Pyongyang foi negativa. O embaixador norte-coreano na ONU acusa Washington de levar a cabo políticas hostis e deixa o aviso: Se os Estados Unidos insistirem em provocar a Coreia do Norte, Pyongyang vai entender essa atitude como uma declaração de guerra.
Destaque para o facto da própria China ter aprovado estas sanções.
Aguardemos pelos próximos capítulos...
segunda-feira, outubro 02, 2006
O Lula ou o "polvo"
Com 48.61% dos votos, Lula não conseguiu a vitória à primeira volta, também por culpa de Heloisa Helena, ex-PT, que alcançou 6.85%. Vamos ver o que decide para a segunda volta de 29 deste mês.
Com o seu partido e o seu Governo envolvidos em vários escândalos, Lula não resistiu e foi penalizado.
Ao não explicar o que se passa, ao fugir aos debates, ao atrasar algumas das suas promessas, o Presidente "colocou-se a jeito".
Os brasileiros provaram que não estão a dormir e não toleram todo o tipo de esquemas e jogadas: o "mensalão" e o "escândalo do dossier" minaram a credibilidade de Lula e desiludiram milhões de eleitores.
Não sei se Lula está ou não metido nestes casos de corrupção organizada... mas lá que dá mau aspecto, lá isso dá.
Eu, pessoalmente, esperava mais e melhor.
Dia 29, Geraldo Alckin ou Lula? O povo decide.
quarta-feira, setembro 20, 2006
PGR
Não conheço o juiz conselheiro Pinto Monteiro, mas já deu para ver que tem um grande currículo, com especial destaque para o facto de ter sido alto comissário adjunto na Alta Autoridade para a corrupção.
O que espero é que Pinto Monteiro cumpra bem, de forma isenta, discreta, mas eficaz o seu cargo de Procurador Geral da República.
Seguramente não vamos ter saudades de Souto Moura que cometeu várias e graves gaffes, especialmente desde o início do processo Casa Pia.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Gyurcsany

Não é que não soubessemos, mas é sempre notícia quando vemos um político assumir que mentiu aos eleitores para manter o poder. Calma... não foi em Portugal, foi na Hungria.
Passo a explicar:
O Primeiro-ministro húngaro admitiu, numa reunião do seu partido, que o Governo mentiu para conseguir vencer as eleições em Abril.
Ferenc Gyurcsany, assim se chama o senhor, disse que o seu Executivo, agora, não teria outra hipótese se não fazer reformas no segundo mandato, depois das mentiras que caracterizaram os primeiros 18 meses de governação.
"Mentimos de manhã, mentimos à noite. Não conseguimos encontrar uma medida governamental significativa de que nos possamos orgulhar", acrescentou Gyurcsany numa gravação agora tornada pública.
Extraordinário...
sábado, setembro 16, 2006
Não havia necessidade...
Foram estas as palavras do Papa, citanto um imperador bizantino do século XIV, que estão a levantar polémica no mundo islâmico.
Acredito que, tal como diz a comunidade islâmica de Lisboa, não terá sido intenção do Papa atacar o Islão mas lá que “a escolha de palavras foi infeliz”, lá isso parece não haver dúvidas.
Numa altura em que a situação no mundo está tensa, parece fundamental que se continue a investir no diálogo inter-religioso.
Estas declarações, por poderem ser mal interpretadas, não ajudam nada.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Por tudo e por nada...
Vem isto a propósito desta moda recente das "providências cautelares" ser respondida com declarações de "interesse público".
Curioso é que para além das questões em tribunal (caso Mateus, fecho das maternidades, etc), agora, o chamado "interesse público" também já serve para infringir as mais elementares regras cívicas.
O ministro da Economia foi apanhado, com motorista, a conduzir a mais de 200 quilómetros/hora para ir a uma acção governamental.
Manuel Pinho confessou estar embaraçado e explicou que o excesso de velocidade se explicava com razões de "interesse público".
Fantástico...
terça-feira, setembro 12, 2006
11 de Setembro
Em primeiro lugar gostaria de reafirmar que lamento profundamente a morte dos quase três mil inocentes e que não consigo entender a atitude dos terroristas (nada, nem política, nem religião, nem dinheiro, nada justifica o que se passou - seja quem for o culpado).
O que é certo é que responder à guerra com mais guerra não devolveu a vida às vítimas e agravou até a situação do terrorismo.
Depois de cinco anos no Afeganistão e mais de três no Iraque, os ataques contra as populações civis e as forças internacionais continuam, os atentados em dezenas de outros países continuam, Bush continua.
Não esquecendo que esta série começou com o 11 de Setembro, o certo é que a resposta de George W. Bush não foi correcta e utilizou "armas" ilegais, especialmente desde o Iraque.
Por um lado, não respeitou as Nações Unidas ao não esperar por uma resolução, montou uma estratégia baseada em mentiras ("O Iraque tem armas nucleares", "o Iraque apoia a Al-Qaeda"), abriu um campo de concentração (Guantanamo) onde os direitos humanos são completamente desrespeitados, têm prisões secretas no exterior para interrogar os suspeitos.
Por outro, Bin Laden, Zawahiri e Mullah Omar continuam desaparecidos, alegadamente, entre a fronteira do Paquistão e do Afeganistão.
Entretanto, o Irão de Ahmadinejad está a ganhar força, picando a comunidade internacional, a Coreia do Norte é outra bomba relógio e outros países estão à espreita...
Daqui a dois anos, Bush vai embora. O que ainda vai acontecer até lá? O que vai acontecer a seguir?
quinta-feira, setembro 07, 2006
emBUSHte
O presidente dos Estados Unidos, há meses pressionado sobre esta questão, veio esta noite admitir, pela primeira vez, aquilo que todos já suspeitavam: a CIA tem prisões fora do país e realiza interrogatórios ilegais a suspeitos de terrorismo.
Nada - nem o "11 de Setembro" - justificam mais esta atitude miserável da Adminiatração Bush que vive e sobrevive com mentiras e esquemas, passando por cima de tudo e de todos.
domingo, setembro 03, 2006
Algo vai mal...
Segundo o diário, apesar de estarem inscritas mais de 400 mil pessoas, os centros de emprego têm cada vez menos sucesso em encontrar um trabalhador com as qualificações necessárias e que esteja disposto a aceitar o posto.
Na primeira metade deste ano, foram entregues ao Instituto de Emprego e Formação Profissional quase nove mil propostas de trabalho, mas só pouco mais de 4700 acabaram por ser ocupadas por pessoas desempregadas ou à procura do primeiro emprego. Cerca de 4200 ficaram sem resposta.
terça-feira, agosto 29, 2006
Katrina
Ficaram à vista as insuficiências da "super-potência" Estados Unidos que, primeiro, não tomou medidas de prevenção e, depois, deixou abandonadas milhões de pessoas.
A Administração Bush deu aí (mais) um sinal de clara incapacidade, incapacidade essa que continua.
A reconstrução da cidade continua por fazer, o apoio às populações afectadas foi e continua a ser insuficiente.
O que custa muito é que fica a ideia que o facto da zona atingida ser maioritariamente de habitantes negros condicionou a (falta de) prontidão da resposta. E isso é o mais lamentável.
domingo, agosto 27, 2006
"O pior condutor do mundo"
Para quem nunca viu, aqui fica uma simples explicação: um grupo de pessoas (10 ou 12), todas com carta de condução, foram inscritas por amigos ou familiares para realizarem uma série de provas e testes ao volante. Cada semana é excluído o menos mau até ficar o pior de todos.
Tive o privilégio de ver o primeiro programa, já há algumas semanas, e, se não fosse trágico, este era um belíssimo programa de comédia.
Este programa da SIC, infelizmente, ajuda a explicar a tragédia que se vive nas estradas portuguesas e o clima de guerra civil que todos os anos mata centenas de pessoas.
É verdadeiramente inacreditável como é que pessoas com carta de condução conduzem tão mal. Aliás, arrisco-me a dizer que algumas destas pessoas, simplesmente, não sabem, de todo, conduzir e deveriam ser liminarmente proibidas de pegar num carro.
Estes "condutores" têm culpa, mas os instrutores e os examinadores ainda têm mais. Como foram as aulas e os exames?
Eu não tenho carta, nem vou ter (porque basicamente tenho medo de andar na estrada), mas o certo é que, ainda no outro dia, talvez inspirados por este programa, me perguntaram se eu queria tirar a carta, sem me chatear com nada, por 300 contos.
O ditado "Ganhou a carta na Farinha Amparo" nunca fez tanto sentido e, provavelmente, algumas destas 10 ou 12 foram assim conseguidas.
terça-feira, agosto 22, 2006
Elogios
Entre vários exemplos possíveis, que abrangem vários partidos, destaco o último que aconteceu com Jerónimo de Sousa, um daqueles que me surpreendeu pela positiva, mas que também já tem os tiques de outros líderes.
No último fim-de-semana, o líder do PCP fez um discurso em que o tema principal foi a questão do Líbano e o eventual envio de tropas portugueses para esse "teatro de guerra".
Os comunistas estão - aqui sem novidade - contra.
Jerónimo criticou o actual ministro dos Negócios Estrangeiros por estar intimamente ligado aos Estados Unidos - sim, é certo que também aqui não há novidade.
Engraçado, mas engraçado mesmo, foi ver o secretário geral dos comunistas a elogiar (?!) Freitas do Amaral, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, ex-integrante do Governo Sócrates e antigo líder do CDS-PP.
Ele há coisas do "arco da velha"... Abençoada vida política.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Os números da tragédia...
"O conflito no Líbano custou a vida a 1152 libaneses e ferimentos a outros 3700, revelou um comunicado de imprensa da ONU que cita como fonte a ajuda humanitária daquele país.
Segundo a mesma fonte, duzentos mil libaneses, que se refugiaram nos países vizinhos, já regressaram ao país, mas outros 700 mil ainda o não fizeram.
Entretanto, o site da Organização das Nações Unidas para a Infância e Educação (UNESCO) alerta para o perigo que representam para as crianças, as bombas que ficaram por explodir em 34 dias de conflito.
Segundo números da Força Provisória das Nações Unidas para o Líbano (UNIFIL), entre 200 a 300 bombas e mísseis caíram, por dia, nas áreas adjacentes à Linha Azul (uma faixa fronteiriça entre Israel e o Líbano)."
terça-feira, agosto 15, 2006
Incêndios há muitos
Não contesto o trabalho dos “soldados da paz” e acho realmente fantástica a dedicação e o esforço que estes (a maior parte deles) voluntários dedicam a todos nós, não só na “época dos incêndios”.
Outra certeza que tenho é que Portugal não dá todas as condições necessárias para que o trabalho dos bombeiros seja desenvolvido com a máxima prontidão e qualidade.
Também não tenho dúvidas de que os bombeiros não recebem o reconhecimento que merecem e que, tal como Santa Bárbara, só nos lembramos deles quando troveja.
Posto isto, acho verdadeiramente inacreditável que o senhor António Costa venha “tapar o sol com a peneira”.
É verdade que foram nove dias de “alerta laranja” e que chegou a haver 500 incêndios por dia mas, vir dizer que está tudo a correr muito bem porque “nunca houve mais de 27 incêndios por circunscrever por dia”, é surreal.
O ministro pode dizer que estão a ser tomadas todas as medidas possíveis, que as alterações introduzidas vão dar frutos em breve… não pode é dizer que ter quase 30 incêndios por controlar num dia é um bom resultado.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Elementar...
Neste momento estão detidas 24 pessoas, todas britânicas de origem paquistanesa, mas não se sabe muito mais, a não ser que os bombistas estariam a preparar-se para utilizar bombas líquidas transportadas dentro de malas de mão.
Neste post não me quero alongar em dissertações, até porque não há grandes pormenores e são muitas as perguntas sem resposta, mas há um pormenor que não gostaria de deixar passar.
Ao que se sabe, Estados Unidos e Inglaterra já tinham indicações dos Serviços Secretos de que estaria para acontecer algo muito grave num curto espaço de tempo. Tony Blair está de férias nas Caraibas...
Ora, a ser verdadeira a ameaça, das duas, três:
- ou o Primeiro-ministro britânico é totalmente insensível perante uma eventual tragédia... e terá que ser demitido do cargo
- ou o Primeiro-ministro britânico considera que a ameaça não é real... e terá que o afirmar para tranquilizar a população. Se não o fez errou... e terá que ser demitido
- ou o Primeiro-ministro achou que a ameaça era tão real que ele próprio corria sérios riscos e, por isso, preferiu "pôr-se ao fresco". Sendo assim é um cobarde e um traidor e terá que ser demitido.
Convém que o senhor Blair escolha melhor as suas prioridades... numa, alegada, crise desta magnitude, as férias não seriam uma delas.
"Elementar, meu caro Watson"...
PS1: Seja como for, real ou não, nunca, em situação nenhuma, se poderá pactuar com um atentado desta magnitude.
PS2: Os terroristas têm uma grande vantagem em relação Às polícias: só necessitam acertar uma vez, as autoridades não podem falhar nunca.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Quem tem medo do lobo mau?
Para além da questão moral (do nosso país estar a apoiar um país belicista em plena acção militar) ou de questões internacionais que nos obriguem (com ou sem aspas), a colaborar com Israel, o que mais me chamou à atenção foi a atitude comprometida do secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros.
Diz Manuel Lobo Antunes que Israel solicitou a aterragem e, depois de ouvido o embaixador israelita em Lisboa, a aterragem foi autorizada por se tratar de material bélico não ofensivo.
"Tivemos que decidir perante um caso concreto, com circunstâncias concretas, com condicionalismos concretos. Tínhamos vários elementos de informação e várias circunstâncias a que tínhamos que atender. Foi reunindo todas essas informações e circunstâncias que tomámos a decisão que tomámos".
O secretário de Estado acrescentou, no entanto, que Israel foi advertido que no futuro não seriam concedidas novas autorizações.
É que, das duas uma: ou não há problema nenhum e Israel pode vir quando quiser... ou Portugal não pactua com guerras destas e não pode deixar que aviões destes utilizem as Lajes como têm utilizado nos últimos meses.
Estas "meias tintas" e explicações atrapalhadas, meio a medo, com a "garantia" de que esta foi a única vez... isso é que não cola nada bem.
E aquela do "material bélico não ofensivo" é de chorar...
PS: Entretanto, a situação no terreno parece longe de uma solução e os civis continuam a morrer às centenas.
Portugueses de segunda
Na prática, os projectistas e donos de obra terão de cumprir regras legais - que permitem eliminar as barreiras arquitectónicas - quando constroem habitações ou outro tipo de edifícios privados.
O objectivo das normas técnicas - aplicadas de forma gradual ao longo de oito anos no que respeita às áreas privativas dos fogos destinados à habitação - é melhorar as acessibilidade dentro e fora dos edifícios."
Sem mais comentários, gostaria só de reforçar o excerto desta notícia com algumas palavras a bold e lamentar que isto ainda aconteça num país (?!) civilizado (!?) e moderno (!?) em pleno século XXI.
Lamentável...
sexta-feira, agosto 04, 2006
Politiquices
Seguramente, a pensar neste ditado, dois países levaram a "coisa" à letra:
Polónia
O Presidente da República chama-se Lech KACZYNSKI e é Chefe de Estado desde Dezembro do ano passado quando ganhou as eleições. Já o Primeiro-ministro é Jaroslaw KACZYNSKI e foi nomeado pelo Presidente no mês passado.
Ora, como está bom de ver, o senhor Presidente escolheu o seu irmão (gémeo) para liderar o Governo.
Belíssima solução... assim tudo fica em casa.
Ucrânia
Já aqui, a solução foi outra: depois de quatro meses de crise política em que não foi possível formar Governo, o Presidente Victor Yuchtenko escolheu Victor Yanukovitch.
Ora, e quem é Yanukovitch: pois, nada mais nada menos que o líder da oposição, o maior rival de Yuchtenko, aquele com quem travou a batalha pela presidência.
A luta foi dura, renhida e até com envenenamentos à mistura.
Lá está, assim se resolve um problema político e se mantém o adversário controlado.
Gisberta
Sem mais comentários, apenas uma pergunta:
E se, em vez da vítima ser um sem-abrigo, doente, transsexual, fosse um qualquer doutor, arquitecto, advogado, filho de alguém "importante"?
Ah... pois é.
terça-feira, agosto 01, 2006
Curtas e Grossas
De regresso à actividade "blogueira", apetece-me fazer “Tiro ao Alvo” e atirar a matar, rápida e certeiramente…
- No Médio Oriente a situação agravou-se com Israel, em duas frentes, a atacar, especialmente civis, com o pretexto de que soldados seus foram raptados por “terroristas”. Resposta claramente desproporcionada... e quem sofre são os libaneses e os palestinianos.
- No Iraque continuam os atentados constantes e a contagem sangrenta de vítimas. A comunidade internacional (os Estados Unidos) parecem incapazes de parar a escalada da violência.
- Um tsunami na Indonésia fez centenas de mortos e, entretanto, enquanto de um lado do mundo se morre devido às cheias (India), do outro, morre-se devido à vaga de calor (Europa).
- Por cá, estamos em plena “época dos incêndios” mas, para já, apesar de tudo, a situação está menos grave que em anos anteriores.
- A polémica das últimas semanas teve a ver com os exames nacionais. As notas de Português e Matemática voltaram a descer, mas foi na Química e na Física que houve mais confusão com o Ministério a abrir um precedente e a autorizar a repetição de alguns exames.
- A lista dos maiores devedores ao fisco está publicada na internet, numa espécie de “lista negra” que envergonhe os devedores. Todos foram várias vezes avisados da dívida antes da publicação e podem regularizá-la a qualquer momento. Curiosamente o CDS-PP foi o partido que colocou mais dúvidas a esta iniciativa.
- Na Madeira, Alberto João Jardim e “sus muchachos” continuam a viver num mundo à parte em que tudo é permitido. Depois do episódio das vestimentas dos jornalistas no parlamento, eis que surge o habitual insulto ao Governo do Continente com o Primeiro-ministro a ser o principal alvo.
- Entretanto, José Sócrates admitiu, em entrevista à SIC, que “aprende” (?!) com Cavaco Silva durante as reuniões semanais.
segunda-feira, julho 10, 2006
"Tiro ao Alvo"... a banhos
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "pontaria afinada" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
"Época dos fogos"
O Governo garante que o país está melhor preparado para combater os fogos, vamos ver se as temperaturas e tudo o resto dão uma ajuda.
Infelizmente, o dia acabou mal com um grave acidente que fez seis mortos em Famalicão.
Que Deus ajude os bombeiros a combater a tragédia dos incêndios.
quinta-feira, julho 06, 2006
A brincar com o fogo
A comunidade internacional já criticou esta iniciativa, com especial destaque para Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul.
De recordar que se tem tentado, pela diplomacia, levar a que o regime de Pyongyang abandone a sua política nuclear, mas as negociações a seis não têm corrido bem.
Estes testes não ajudam nada a acalmar a situação e até já a China e a Rússia, os dois grandes países que têm evitado sanções internacionais, começam a pensar nisso.
Convém mesmo que os países se entendam e que os senhor Kim Yong Il tenha a cabeça no lugar para não provocar, mais cedo ou mais tarde, uma guerra à escala mundial, até com utilização de armas nucleares.
É realmente impressionante como um país como uma Coreia do Norte (uma das ditaduras que ainda resiste) se dê ao luxo de deixar morrer pessoas à fome para se entreter com perigosos "brinquedos de guerra".
Situação para continuar a acompanhar com apreensão.
terça-feira, julho 04, 2006
Necessidades...
Independentemente desta questão, que obviamente, condiciona qualquer pessoa (e especialmente um MNE que tem sempre que viajar e até que preparar uma presidência da UE), há quem diga que essa não foi a única razão.
Não quero especular muito sobre isso, mas o certo é que, para além de aspectos positivos que possam ser destacados (o Primeiro-ministro lembrou as negociações do quadro comunitário de apoio) há algumas "gaffes" que marcaram estes 15 meses.
Sem pensar muito destaco duas que são, seguramente, as que as pessoas mais recordam: o caso dos cartoons e o caso dos emigrantes no Canadá. Por outro lado há um eventual mal estar com o embaixador dos Estados Unidos.
Enfim, curioso é notar também que os primeiros que criticaram Freitas do Amaral, agora deixam o receio para o sucessor. A oposição nunca está satisfeita, mas também é esse o seu papel.
Para a Palácio das Necessidades segue Luís Amado, um homem experiente, até porque já por lá passou como secretário de Estado (ele sim um pró-Estados Unidos) que deixa a pasta da Defesa para Severiano Teixeira (um regresso ao Governo, agora noutra pasta).
Nota também para o facto (destacado por todos) do Executivo já ter perdido as suas duas "estrelas" (Campos e Cunha e, agora, Freitas do Amaral), o que vale o que vale, mas...
Por outro lado, esta não é ainda a remodelação que a oposição pede e exige. Sócrates continua a segurar a sua equipa, mas estará o guardar o "refresh" do seu plantel para outra altura. Dois ou três ministros suspiram de alívio.
sexta-feira, junho 30, 2006
O sítio em que vivemos IV
O presidente da Câmara de Sintra discutiu na reunião da autarquia a atribuição de um subsídio de cerca de 20 mil contos a Betty Grafstein e José Castelo Branco para as obras na casa de ambos na vila.
Fernando Seara justifica-se com o facto das obras exteriores na mansão "ajudarem a melhorar o aspecto da vila".
Talvez por problemas de consciência, o autarca retirou a proposta à última hora para "reanalisar" o processo.
Por mim, tudo bem para o apoio à "lady" desde que não seja uma situação de excepção e todos os sintrenses com casas em obras possam receber o apoio da sua autarquia.
quinta-feira, junho 29, 2006
"Chuva de Verão"
Menos de um ano depois de terem acordado a retirada de alguns colonatos judaicos da região, israelitas e palestinianos voltam a desentender-se de forma evidente.
Israel diz que só recua se o soldado Gilad Shalit for "devolvido" e a Autoridade Palestiniana acusa o Governo de Olmert de estar a dificultar a situação com esta iniciativa.
Apesar de dizer que não quer reocupar as zonas que deixou em Agosto, Israel mantém o cerco.
Para além deste incidente grave, há ainda o caso não resolvido do Hamas estar a liderar o Governo palestiniano. Israel, a comunidade internacional e até a Fatah não estão a aceitar a situação e as populações é que estão a sofrer.
Vamos ver como acaba esta "chuvada"... a coisa está "preta" e pode ser grave.
quarta-feira, junho 28, 2006
O sítio em que vivemos III
Vou, sem mais comentários, transcrever os primeiros parágrafos da notícia:
"O coordenador de investigação, responsável pela área de criminalidade económica e financeira, na directoria da PJ de Coimbra, Nuno Maurício, é um dos novos vice-presidentes da recém-empossada direcção de Aprigio Santos à frente da Naval 1º de Maio, o clube da Figueira da Foz que está inscrito na Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Aprígio Santos é um dos arguidos das certidões nascidas do processo Apito Dourado e Nuno Maurício foi também o responsável pela detenção dos familiares do juiz Artur Oliveira, em Maio de 2004, e que motivou então a queda da direcção da PJ do Porto - que um mês antes havia desencadeado a maior investigação de sempre ao futebol português, com buscas em vários clubes do país, entre eles a Naval".
in "Público"
segunda-feira, junho 26, 2006
Sol Nascente
Primeiro foi um conjunto de ex-militares a revoltar-se, depois milícias armadas por elementos do Governo a entrarem em acção, uma alegada divisão entre timorenses, manifestações nas ruas, as divergências entre o Presidente da República e o Primeiro-ministro, a interferência australiana... tudo ingredientes que levaram à actual situação.
O último capítulo conhecido é a demissão confirmada de Mari Alkatiri e não havia outra solução.
De toda esta situação, algumas coisas parecem claras:
- Xanana Gusmão é imprescindivel e não pode deixar a Presidência
- Os envolvidos nesta crise devem ser todos encontrados para que a situação acalme
- Os timorenses devem decidir por si e não se deixar influenciar por terceiros (leia-se Austrália ou Indonésia)
Espero que esta crise seja só "dores de crescimento" e não represente que Timor é inviável enquanto Estado independente.
sábado, junho 03, 2006
A força do futebol
Desta vez, a bola vai conseguir fazer com que os nossos deputados se levantem mais cedo da cama e façam a sessão parlamentar de dia 21(*) da parte da manhã e não de tarde, como habitualmente.
Esta é a segunda vez que os nossos deputados se levantam cedo para ir trabalhar: a primeira foi, há uns anos, por culpa de Belmiro de Azevedo e, portanto, é digna de nota.
Por um lado lamento que os nossos deputados (talvez por serem o espelho do país) só se mobilizem por causa do futebol, e pouco mais. Que bonito seria ver os nossos deputados a trabalharem, com vontade, para bem do país.
Por outro lado, apesar de tudo, prefiro esta solução (que finta os horários) a mais uma escandalosa falta colectiva que se estaria certamente a preparar. O que já me custa mais a entender é a facilidade e a ligeireza com que os nossos deputados assumem a "preferência futebolistica".
Quantos milhões de portugueses gostariam de ter a facilidade dos nossos deputados e a possibilidade de, a uma quarta-feira, não ir trabalhar para ficar a ver o jogo? Eu, certamente, seria um deles, mas não posso.
(*) Dia do Portugal - México, 15 horas, 3º jogo da primeira fase.
Boa pergunta
Eu próprio já fiz a mesma pergunta de Bento XVI noutras ocasiões "estóricas" mas, já agora, alargo a situações do nosso dia a dia: os milhões de pobres, os doentes, os oprimidos...
Realmente faz impressão e é mesmo necessário ter um grande estômago para conviver com isso.
segunda-feira, maio 15, 2006
"General sem Medo"
Dissidente da Ditadura de Salazar teve o ponto alto da sua vida em 1958 ao ir contra o regime e concorrer contra Américo Tomás nas presidenciais.
Dai veio a sua frase mais célebre: "Obviamente demito-o", referindo-se ao presidente do Conselho Oliveira Salazar.
Nas urnas venceu mas foi vítima de fraude eleitoral, foi perseguido e teve que se exilar no Brasil. Tentou fazer cair o Governo mas falhou.
Acabou por cair numa cilada da PIDE (#) e foi assassinado em Espanha, perto de Badajoz, em 1965.
(#) O PIDE Rosa Casaco continua por aí e, agora, até já escreve livros... Este país, às vezes, é muito injusto.
Bebés...
Passando por cima de outros pormenores que complicaram ainda mais a questão, o meu azar não foi não ter maternidade à porta de casa (que não tinha e ainda não tenho), o problema foi a incompetência de um médico que não percebeu que estava perante uma gravidez de risco.
Vem isto a propósito porque a polémica das maternidades continua e a troca de argumentos continua...
O Governo baseia a decisão de fechar com um estudo feito por especialistas, as autarquias e populações afectadas defendem-se com outros estudos e com o risco da desertificação e, já agora, com o direito dos bebés "nascerem em Portugal".
Obviamente, não sou especialista, mas, confesso, que me sinto tentado a apoiar esta medida do Executivo e a minha "dúvida" foi tirada por Albino Aroso, aquele que é chamado o "pai do planeamento familiar" e que, quando esteve no Governo PSD, mandou encerrar 150 maternidades.
Graças a estas e outras medidas, Portugal tem hoje uma das menores taxas de mortalidade infantil do mundo e este é um facto de que nos devemos orgulhar.
Se, agora, as quatro maternidades em causa realizam menos partos, têm falta de médicos especialistas e poêm em risco os bebés e as crianças então devem mesmo encerrar.
Desde, claro, que possam ser devidamente acompanhados e monitorizados por profissionais competentes e especializados.
Convém, já agora, referir que uma família não tem filhos todos os dias e que os bebés não nascem de geração espontânea. Por isso, uma maternidade não é uma valência que tenha que estar, obrigatoriamente, à porta de casa.
quarta-feira, maio 10, 2006
“Seja bem-vindo quem vier por bem”
Vem isto a propósito da iniciativa da Câmara de Vila de Rei que, face à desertificação da localidade, decidiu apostar em jovens famílias brasileiras para repovoar a localidade.
A habitação, o emprego e o visto de residência ficam, para já, a cargo da autarquia e as primeiras quatro famílias escolhidas chegaram no passado dia 4. Mais vão chegar nos próximos tempos.
A questão é simples: se os portugueses fogem do interior como “o Diabo da Cruz”, se os brasileiros, conhecendo as regras do programa, quiseram arriscar, não vejo razão para não aplaudir esta medida.
Só espero é que algumas “mentes brilhantes” não venham, mais tarde ou mais cedo, com atitudes xenófobas ao primeiro caso que apareça.
domingo, maio 07, 2006
Ah, e tal…
A explicação surgiu por Pires de Lima, deputado do CDS-PP, em jeito de pergunta, durante o congresso do seu partido na Batalha.
“Quando eu estou no Parlamento a irritar o PS e o Governo não estou ao serviço do CDS, não estou a servir o presidente do partido?”
Claro que sim.
Então é isto que eles fazem… Estou esclarecido.
terça-feira, maio 02, 2006
1º de Maio
Portugal tem:
- quase 500 mil desempregados
- dois milhões de pobres
E como se isto não bastasse é o mais desequilibrado da União Europeia, ou seja, Portugal é o país em que os ricos são mais ricos e os pobres mais pobres.
Entretanto, mesmo quem tem o privilégio (é mesmo esta a palavra) de ter emprego e estar a trabalhar não está seguro porque com as teorias neo-liberais, a defesa da flexibilidade e o corte de direitos adquiridos, nunca se sabe o que poderá acontecer.
Por favor, alguém que ponha mão nisto, nem que seja o Presidente da República e o seu Roteiro Social.
segunda-feira, maio 01, 2006
Guerra Civil
Está na estrada uma nova operação da Brigada de Trânsito da GNR, agora chamada "Primavera", mas, mais uma vez, os números são trágicos.
Desde sexta-feira morreram 14 pessoas (mais do dobro das que morreram o ano passado no mesmo período), outras 24 ficaram gravemente feridas e 267 sofreram ferimentos ligeiros, em 684 acidentes. Só hoje, foram quatro as vítimas mortais.
Estes números são assustadores e, por mais operações da BT ou campanhas de sensibilização que se façam, não parece haver maneira de os melhorar.
É certo que as estradas não são boas - e até já foram piores -, que a sinalização é péssima em algumas situações mas - não me lixem - o principal problema são os condutores e a sua completa falta de civismo.
A maioria dos portugueses não cumpre as regras de trânsito, não respeita o próximo e, pior do que isso, arrisco mesmo dizê-lo: não sabe conduzir.
Alguém tem que pôr mãos nisto... seja melhorando a sinalização, aumentando as operações STOP e as multas, baixando ainda mais o nível de alcoolemia ou até mandando toda a gente de volta à escola de condução.

