Barack Obama fez história e vai mesmo ser o novo Presidente dos Estados Unidos.
As expectativas estão altíssimas, a responsabilidade que este homem tem às costas é brutal.
Se Obama conseguir cumprir o que prometeu, o mundo será seguramente diferente daqui a quatro anos e para muito melhor.
E na noite da vitória, mais um grande discurso... com forte apelo à união de todos: "We rise or fall as one nation, as one people".
Além do mais, desta vez, os resultados não deixam dúvidas.
quarta-feira, novembro 05, 2008
At the movies
Gostava de ver este:
"Entre les murs", um filme ao estilo "Clube dos Poetas Mortos" mas mais cru.
Alguém quer vir?
"Entre les murs", um filme ao estilo "Clube dos Poetas Mortos" mas mais cru.
Alguém quer vir?
terça-feira, novembro 04, 2008
"A cereja no topo do bolo" ou "a ponta do iceberg"
Se dúvidas havia, Portugal é mesmo um país igual aos outros e o Governo foi mesmo obrigado a seguir o que os "camaradas" europeus e não só já tinham feito: nacionalizar bancos.
E, não, este não é um post do "Tiro ao Alvo Memória" e, não, não recuamos mais de 30 anos. Continuamos em Novembro de 2008.
A questão é que para salvar um banco que andava a aldrabar as contas há não sei quantos anos, portanto muito antes da crise financeira, o Executivo socialista decidiu tomar conta da ocorrência antes que...
No ar ficam várias questões interessantes... ou, se calhar, nem tanto.
A primeira é: Como é possível que o Banco de Portugal deixe que o banco em questão ande, alegremente, a esconder as suas contas e a enganar tudo e todos?
A segunda é: Como é possível que o banco, que tem um buraco de 700 milhões de euros (!), recuse a ajuda do Estado?
A terceira é: o que vai fazer esse mesmo Estado ao banco depois de o recuperar? Vai devolvê-lo, lavadinho, aos mesmos que deram cabo dele?
E agora, "a cereja no topo do bolo": Como é possível que o actual (e recente) presidente do banco diga que a culpa da situação é principalmente dos reguladores e não dos seus antecessores na entidade bancária?
É que, por esta lógica, eu posso ir ali, calmamente, assaltar um banco e está tudo bem porque a polícia não me vem prender. O erro não é meu, que cometo uma ilegalidade, o erro é do outro que não deu por isso. Não faz sentido nenhum... mas é brilhante.
Outra questão pertinente é saber se o Banco de Portugal e o Governo sabem de mais algum caso semelhante e não dizem para não alarmar as massas... ou não sabem mas ele existe?
Será esta apenas a "ponta do iceberg"?
E, não, este não é um post do "Tiro ao Alvo Memória" e, não, não recuamos mais de 30 anos. Continuamos em Novembro de 2008.
A questão é que para salvar um banco que andava a aldrabar as contas há não sei quantos anos, portanto muito antes da crise financeira, o Executivo socialista decidiu tomar conta da ocorrência antes que...
No ar ficam várias questões interessantes... ou, se calhar, nem tanto.
A primeira é: Como é possível que o Banco de Portugal deixe que o banco em questão ande, alegremente, a esconder as suas contas e a enganar tudo e todos?
A segunda é: Como é possível que o banco, que tem um buraco de 700 milhões de euros (!), recuse a ajuda do Estado?
A terceira é: o que vai fazer esse mesmo Estado ao banco depois de o recuperar? Vai devolvê-lo, lavadinho, aos mesmos que deram cabo dele?
E agora, "a cereja no topo do bolo": Como é possível que o actual (e recente) presidente do banco diga que a culpa da situação é principalmente dos reguladores e não dos seus antecessores na entidade bancária?
É que, por esta lógica, eu posso ir ali, calmamente, assaltar um banco e está tudo bem porque a polícia não me vem prender. O erro não é meu, que cometo uma ilegalidade, o erro é do outro que não deu por isso. Não faz sentido nenhum... mas é brilhante.
Outra questão pertinente é saber se o Banco de Portugal e o Governo sabem de mais algum caso semelhante e não dizem para não alarmar as massas... ou não sabem mas ele existe?
Será esta apenas a "ponta do iceberg"?
Democracia?
É hoje que se fica a saber quem vai ser o 44º Presidente dos Estados Unidos. Barack Obama ou John McCain vão suceder a George W. Bush.
Por falar em eleições e Bush recordo o momento mais incrivel que me recordo de umas eleições num país democrático e civilizado.
Em 2000, o candidato mais votado pelo voto popular não ganhou as eleições. Recorde os resultados oficiais aqui.
Não sei como seria o mandato de Al Gore na Casa Branca mas, seguamente, tudo teria sido diferente.
Por mim, para evitar casos destes, e, principalmente, por uma questão de justiça: UM HOMEM, UM VOTO.
Por falar em eleições e Bush recordo o momento mais incrivel que me recordo de umas eleições num país democrático e civilizado.
Em 2000, o candidato mais votado pelo voto popular não ganhou as eleições. Recorde os resultados oficiais aqui.
Não sei como seria o mandato de Al Gore na Casa Branca mas, seguamente, tudo teria sido diferente.
Por mim, para evitar casos destes, e, principalmente, por uma questão de justiça: UM HOMEM, UM VOTO.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Será possível um Barack Obama em Portugal?
Infelizmente, parece que não...
Veja aqui a reportagem da Renascença.
Isto tudo num país que, historicamente, viveu e conviveu com colónias e deu "novos mundos ao mundo", faz-me muita confusão.
Como é possível em pleno século XXI que isto ainda aconteça?
Admiro e agradeço a todos os que tiveram a coragem de participar nesta reportagem e colocaram o dedo na ferida.
Veja aqui a reportagem da Renascença.
Isto tudo num país que, historicamente, viveu e conviveu com colónias e deu "novos mundos ao mundo", faz-me muita confusão.
Como é possível em pleno século XXI que isto ainda aconteça?
Admiro e agradeço a todos os que tiveram a coragem de participar nesta reportagem e colocaram o dedo na ferida.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Os casos do momento
Salário mínimo - Como se pode, agora, criticar um aumento que está acordado e assinado por patrões, Governo e sindicatos?
Sobre isto só recordo estas declarações: "A presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz diz que a utilização do argumento da crise financeira para criticar o aumento do salário mínimo para os 450 euros revela falta de solidariedade. Manuela Silva considera que esta posição é preocupante numa sociedade democrática."
Açores - Como podem os partidos aprovar uma lei por unanimidade, pelo menos duas vezes, e, agora, virem dizer que o veto do Presidente tem razão de ser e que até pode haver inconstitucionalidades?
Se alguém puder ou souber, respondam-me a estas duas perguntas.
Sobre isto só recordo estas declarações: "A presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz diz que a utilização do argumento da crise financeira para criticar o aumento do salário mínimo para os 450 euros revela falta de solidariedade. Manuela Silva considera que esta posição é preocupante numa sociedade democrática."
Açores - Como podem os partidos aprovar uma lei por unanimidade, pelo menos duas vezes, e, agora, virem dizer que o veto do Presidente tem razão de ser e que até pode haver inconstitucionalidades?
Se alguém puder ou souber, respondam-me a estas duas perguntas.
terça-feira, outubro 28, 2008
Como é possível?
Foi conhecido esta madrugada o relatório final ao acidente de Agosto na Linha do Tua e há dados que não deixam de me surpreender.
"A via no local do acidente apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento"
Uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, travessas que "necessitam de substituição imediata" são alguma das falhas apontadas.
Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, que fazem o percurso ao serviço da CP, há uma década, referindo-se "às desadequadas características do material circulante".
Ora, vamos lá ver se nos entendemos:
Primeiro, a via apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis;
Segundo, a curva tem medidas desadequadas e defeitos de alinhamento;
Terceiro, as automotoras que fazem o percurso há 10 anos têm características desadequadas;
Então... se os defeitos eram facilmente identificáveis, porque é que não foram?; se a curva estava mal feita como é que ninguém deu por isso?; se as automotoras eram desadequadas porque raio se mantiveram 10 anos?
É que convém, já agora, recordar que a linha do Tua está em funcionamento há dezenas de anos, houve quatro acidentes graves em menos de dois anos e que várias pessoas morreram ou ficaram feridas.
"A via no local do acidente apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento"
Uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, travessas que "necessitam de substituição imediata" são alguma das falhas apontadas.
Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, que fazem o percurso ao serviço da CP, há uma década, referindo-se "às desadequadas características do material circulante".
Ora, vamos lá ver se nos entendemos:
Primeiro, a via apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis;
Segundo, a curva tem medidas desadequadas e defeitos de alinhamento;
Terceiro, as automotoras que fazem o percurso há 10 anos têm características desadequadas;
Então... se os defeitos eram facilmente identificáveis, porque é que não foram?; se a curva estava mal feita como é que ninguém deu por isso?; se as automotoras eram desadequadas porque raio se mantiveram 10 anos?
É que convém, já agora, recordar que a linha do Tua está em funcionamento há dezenas de anos, houve quatro acidentes graves em menos de dois anos e que várias pessoas morreram ou ficaram feridas.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Esperemos que acertem
Os economistas são um bocadinho como os meteorologistas: raramente acertam nas previsões.
Desta vez não estou a falar da crise financeira, nem dos constantes acertos que todos vão fazendo ao longo do ano, à medida que as "marés" vão subindo ou descendo...
Vem este post a propósito da primeira reunião que, esta quinta-feira, junta Governo e estruturas sindicais da Função Pública que vão começar a discutir as negociações salariais para 2009.
O Executivo socialista oferece, em ano de eleições, 2.9% de aumentos; enquanto os sindicatos pedem, pelo menos, 4%.
Esta é a primeira vez (!) em 10 anos (!) que a proposta de aumentos é superior à inflação prevista para 2009. A questão é que, mesmo assim, nada garante que os funcionários públicos recuperem alguma coisa.
É que, como já se disse - aqui e em todo o lado - Banco de Portugal e Governo(s) não são propriamente especialistas em acertar previsões.
Por isso, não vamos já começar a deitar foguetes por este "brinde" de quatro décimas de aumentos efectivos.
Em caso de acerto nas previsões, é caso para dizer: abençoadas eleições.
Desta vez não estou a falar da crise financeira, nem dos constantes acertos que todos vão fazendo ao longo do ano, à medida que as "marés" vão subindo ou descendo...
Vem este post a propósito da primeira reunião que, esta quinta-feira, junta Governo e estruturas sindicais da Função Pública que vão começar a discutir as negociações salariais para 2009.
O Executivo socialista oferece, em ano de eleições, 2.9% de aumentos; enquanto os sindicatos pedem, pelo menos, 4%.
Esta é a primeira vez (!) em 10 anos (!) que a proposta de aumentos é superior à inflação prevista para 2009. A questão é que, mesmo assim, nada garante que os funcionários públicos recuperem alguma coisa.
É que, como já se disse - aqui e em todo o lado - Banco de Portugal e Governo(s) não são propriamente especialistas em acertar previsões.
Por isso, não vamos já começar a deitar foguetes por este "brinde" de quatro décimas de aumentos efectivos.
Em caso de acerto nas previsões, é caso para dizer: abençoadas eleições.
sábado, outubro 18, 2008
Isenção (não) é isto...
Vasco da Gama - Flamengo 2001
Três minutos de pura loucura futebolística e não só...
Três minutos de pura loucura futebolística e não só...
domingo, outubro 12, 2008
o ESTADO a que isto chegou
Depois de uma das piores semanas de sempre nas Bolsas mundiais, não deixa de ser curioso que, numa sociedade capitalista, a solução encontrada seja recorrer ao Estado para safar os bancos.
O Eurogrupo esteve reunido para decidir o que fazer em conjunto e o próprio Governo português garante empréstimos interbancários no valor de 20 mil milhões de euros para que a banca possa continuar a funcionar.
A pergunta que se coloca é: só os bancos é que podem e devem ser salvos? E as pequenas e médias empresas que não se meteram em cowboiadas especulativas? E, especialmente, as famílias que estão atoladas em dívidas? (*)
Lembrava no outro dia a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo que, até há poucas semanas, as nacionalizações eram recusadas por todos... agora que estão em risco e com fortes prejuizos, aí - tudo bem - já pode vir o Estado (que é como quem diz, todos nós) resolver o que alguns carolas conseguiram destruir por ganância e desleixo.
(*) Dados do "Expresso": o crédito malparado aumenta 4.6 milhões por dia; incumprimento no crédito ao consumo cresceu 26.8% num ano e no da habitação aumentou 22.1%.
O Eurogrupo esteve reunido para decidir o que fazer em conjunto e o próprio Governo português garante empréstimos interbancários no valor de 20 mil milhões de euros para que a banca possa continuar a funcionar.
A pergunta que se coloca é: só os bancos é que podem e devem ser salvos? E as pequenas e médias empresas que não se meteram em cowboiadas especulativas? E, especialmente, as famílias que estão atoladas em dívidas? (*)
Lembrava no outro dia a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo que, até há poucas semanas, as nacionalizações eram recusadas por todos... agora que estão em risco e com fortes prejuizos, aí - tudo bem - já pode vir o Estado (que é como quem diz, todos nós) resolver o que alguns carolas conseguiram destruir por ganância e desleixo.
(*) Dados do "Expresso": o crédito malparado aumenta 4.6 milhões por dia; incumprimento no crédito ao consumo cresceu 26.8% num ano e no da habitação aumentou 22.1%.
quinta-feira, outubro 09, 2008
kosOVO MAL PASSADO
Já diz o ditado: “O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” e este é mais um desses casos.
Portugal esteve desde Fevereiro sem reconhecer a independência do Kosovo em relação à Sérvia, mas acabou, mesmo, por ser o 48º país (em 192) a fazê-lo.
Dois dias depois, confesso, que ainda não percebi porque raio Lisboa não se manteve firme do lado do não reconhecimento do Kosovo.
As razões para o "não" são várias: o território não tem capacidade económica de sobreviver sozinho, historicamente não tem identidade (aliás, o que se passa no Kosovo tem muito a ver com a "invasão" de albaneses) e, entretanto, abre um precedente grave para pequenas regiões que queiram dar o mesmo passo (o que se passou na Geórgia com a Abkásia e a Ossétia do Sul são disso exemplo).
Os argumentos lusos são incompreensíveis: Luís Amado diz que estava em causa o interesse nacional (?) e que é necessário perceber a importância da União Europeia. O ministro acrescenta que a independência do Kosovo é irreversível.
Afinal, não é... prova disso, é o facto da ONU ter dado um mandato ao Tribunal Internacional de Justiça para que este descubra se o “novo quadro” é legal.
Calculo que a pressão internacional tenha sido grande sobre Sócrates e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, mas gostava de saber o que vão fazer estas dezenas de países se o Tribunal der razão à Sérvia.
Há outras nuances que são “engraçadas” de perceber: como alguns países podem estar a favor da indepndência do Kosovo mas, ao mesmo tempo, contra a da Abkásia e da Ossétia do Sul.
Confusão total... e vamos ver se isto não acaba mal, com alguma "indigestão".
Portugal esteve desde Fevereiro sem reconhecer a independência do Kosovo em relação à Sérvia, mas acabou, mesmo, por ser o 48º país (em 192) a fazê-lo.
Dois dias depois, confesso, que ainda não percebi porque raio Lisboa não se manteve firme do lado do não reconhecimento do Kosovo.
As razões para o "não" são várias: o território não tem capacidade económica de sobreviver sozinho, historicamente não tem identidade (aliás, o que se passa no Kosovo tem muito a ver com a "invasão" de albaneses) e, entretanto, abre um precedente grave para pequenas regiões que queiram dar o mesmo passo (o que se passou na Geórgia com a Abkásia e a Ossétia do Sul são disso exemplo).
Os argumentos lusos são incompreensíveis: Luís Amado diz que estava em causa o interesse nacional (?) e que é necessário perceber a importância da União Europeia. O ministro acrescenta que a independência do Kosovo é irreversível.
Afinal, não é... prova disso, é o facto da ONU ter dado um mandato ao Tribunal Internacional de Justiça para que este descubra se o “novo quadro” é legal.
Calculo que a pressão internacional tenha sido grande sobre Sócrates e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, mas gostava de saber o que vão fazer estas dezenas de países se o Tribunal der razão à Sérvia.
Há outras nuances que são “engraçadas” de perceber: como alguns países podem estar a favor da indepndência do Kosovo mas, ao mesmo tempo, contra a da Abkásia e da Ossétia do Sul.
Confusão total... e vamos ver se isto não acaba mal, com alguma "indigestão".
domingo, outubro 05, 2008
Isto é que vai uma crise
O Presidente da República apela à "fibra dos portugueses" neste tempo de dificuldades económicas e aos políticos para não iludirem as dificuldades.
O Chefe de Estado dá "uma no cravo e outra na ferradura": fala na crescente disparidade entre ricos e pobres, diz que os empresários não se devem encostar ao Estado, mas também lembra que não se deve esperar que o Estado faça tudo.
Eu acho bem... Também não quero que o Estado faça tudo: só espero que nos trate da saúde, nos possibilite educação, nos deixe ter reforma quando lá chegarmos, nos dê segurança...
É só isso.
Entretanto, depois de ouvir o discurso e as reacções, lembrei-me destes:
O Chefe de Estado dá "uma no cravo e outra na ferradura": fala na crescente disparidade entre ricos e pobres, diz que os empresários não se devem encostar ao Estado, mas também lembra que não se deve esperar que o Estado faça tudo.
Eu acho bem... Também não quero que o Estado faça tudo: só espero que nos trate da saúde, nos possibilite educação, nos deixe ter reforma quando lá chegarmos, nos dê segurança...
É só isso.
Entretanto, depois de ouvir o discurso e as reacções, lembrei-me destes:
domingo, setembro 28, 2008
Catedral
Tive esta noite o privilégio de assistir, pela primeira vez, "em directo, a cores e ao vivo", ao "derby dos derbies". Foi, em simultâneo, a minha estreia na nova "Catedral".
Do jogo digo apenas que a vitória do Benfica foi justa. Parece-me inquestionável.
Interessa-me mais, aqui e agora, falar do fantástico que é sentir "aquele" ambiente "in loco". Sim, eu sei que "este" estádio não tem a mística do original, falta-lhe o terrível terceiro anel, mas, mesmo assim, é imponente ter quase 60 mil pessoas a vibrar com as incidências da partida e à espera de golos na baliza adversária.
Sentei-me na Bancada Meo, porta 16, piso três, sector 21, fila AF, lugar 21.
O primeiro susto foi perceber onde era o lugar (como é que eu vou para ali? tenho que subir estas escadas todas? estamos do lado errado das escadas, e agora? Não vou descer isto, pede-se licença às pessoas, desculpe, com licença, ajude aqui, muito obrigado, desculpe lá).
Já agora, duvido que as bancadas, ou melhor, as escadas já nas bancadas sejam regulamentares. Não acredito que aquele espaço (onde não cabe um pé completamente assente) seja legal.
Chegado ao lugar, tempo de ver o "voo da águia", que saiu da "minha" bancada e aterrou no pódio no centro do terreno sem falhas. Foi a primeira grande ovação da noite.
Início do jogo com as reacções habituais, os falhanços deles, os nossos erros, as oportunidades e, claro, os palpites e as teorias das bancadas, a vibração do estádio.
O intervalo, as "cheerleaders", os suplentes a aquecer, a substituição que virou o jogo, os golos de rajada, os olés e a "hola", a vitória.
Final: a equipa sai sob palmas... Confesso que esperava uma euforia maior. Afinal, tinhamos vencido um rival, tinhamos vencido o Paulo Bento ("pela boca morre o peixe"). Justificações para esta "tranquilidade"? Talvez o facto de estarmos apenas na quarta jornada e haver, por isso, ainda muito para andar.
No final da partida, primeiro esperar pela saída da maioria, depois encontrar uma fila com corrimão.
À saída, no meio do povo "encarnado", foi bom ir ouvindo os "zum-zuns": a boa exibição dos miúdos na defesa, a força de Yebda e a importância de Katso no meio-campo, o grande golo de Reyes...
Só "lamento" (mesmo entre aspas) que o público só puxe pela equipa precisamente quando não é obrigatório, ou seja, pelo menos na Luz é assim, raramente são os adeptos a puxar pelos jogadores, normalmente é ao contrário.
Nota final para a "segurança": se isto é assim num "jogo de alto risco", já percebi porque continuam a entrar "very-lights" e outros apetrechos proibidos nos estádios. Passei uma única "barreira" em que o homem, coitado, a única coisa que fez foi olhar para o bilhete que eu trazia na mão. Não fomos questionados, nem revistados, nem entrámos um a um, nada disso.
PS: Continuo invicto sempre que vejo o Benfica jogar ao vivo, seja em que modalidade for.
Do jogo digo apenas que a vitória do Benfica foi justa. Parece-me inquestionável.
Interessa-me mais, aqui e agora, falar do fantástico que é sentir "aquele" ambiente "in loco". Sim, eu sei que "este" estádio não tem a mística do original, falta-lhe o terrível terceiro anel, mas, mesmo assim, é imponente ter quase 60 mil pessoas a vibrar com as incidências da partida e à espera de golos na baliza adversária.
Sentei-me na Bancada Meo, porta 16, piso três, sector 21, fila AF, lugar 21.
O primeiro susto foi perceber onde era o lugar (como é que eu vou para ali? tenho que subir estas escadas todas? estamos do lado errado das escadas, e agora? Não vou descer isto, pede-se licença às pessoas, desculpe, com licença, ajude aqui, muito obrigado, desculpe lá).
Já agora, duvido que as bancadas, ou melhor, as escadas já nas bancadas sejam regulamentares. Não acredito que aquele espaço (onde não cabe um pé completamente assente) seja legal.
Chegado ao lugar, tempo de ver o "voo da águia", que saiu da "minha" bancada e aterrou no pódio no centro do terreno sem falhas. Foi a primeira grande ovação da noite.
Início do jogo com as reacções habituais, os falhanços deles, os nossos erros, as oportunidades e, claro, os palpites e as teorias das bancadas, a vibração do estádio.
O intervalo, as "cheerleaders", os suplentes a aquecer, a substituição que virou o jogo, os golos de rajada, os olés e a "hola", a vitória.
Final: a equipa sai sob palmas... Confesso que esperava uma euforia maior. Afinal, tinhamos vencido um rival, tinhamos vencido o Paulo Bento ("pela boca morre o peixe"). Justificações para esta "tranquilidade"? Talvez o facto de estarmos apenas na quarta jornada e haver, por isso, ainda muito para andar.
No final da partida, primeiro esperar pela saída da maioria, depois encontrar uma fila com corrimão.
À saída, no meio do povo "encarnado", foi bom ir ouvindo os "zum-zuns": a boa exibição dos miúdos na defesa, a força de Yebda e a importância de Katso no meio-campo, o grande golo de Reyes...
Só "lamento" (mesmo entre aspas) que o público só puxe pela equipa precisamente quando não é obrigatório, ou seja, pelo menos na Luz é assim, raramente são os adeptos a puxar pelos jogadores, normalmente é ao contrário.
Nota final para a "segurança": se isto é assim num "jogo de alto risco", já percebi porque continuam a entrar "very-lights" e outros apetrechos proibidos nos estádios. Passei uma única "barreira" em que o homem, coitado, a única coisa que fez foi olhar para o bilhete que eu trazia na mão. Não fomos questionados, nem revistados, nem entrámos um a um, nada disso.
PS: Continuo invicto sempre que vejo o Benfica jogar ao vivo, seja em que modalidade for.
quarta-feira, setembro 24, 2008
"Pode concluir senhor Primeiro-ministro..."
Regressaram esta tarde os debates quinzenais ao Parlamento. Que saudades tinha eu de ouvir o Presidente da Assembleia da República.
Perdi duas horas da tarde a ver o debate na sala do Senado porque ainda pensei que as férias - e o ano político que aí vem - iam fazer bem aos nossos deputados, afinal enganei-me, e está tudo na mesma.
Voltaram os "passa-culpa", o "senhor não responde", "o senhor não dá soluções"; o copo meio cheio e o copo meio vazio; isto nunca esteve tão mau, isto não está tão mau; estatísticas a melhorar, estatísticas a piorar; a culpa é vossa, a culpa é dos outros...
Soluções e/ou alternativas, essas, nem vê-las.
Perdi duas horas da tarde a ver o debate na sala do Senado porque ainda pensei que as férias - e o ano político que aí vem - iam fazer bem aos nossos deputados, afinal enganei-me, e está tudo na mesma.
Voltaram os "passa-culpa", o "senhor não responde", "o senhor não dá soluções"; o copo meio cheio e o copo meio vazio; isto nunca esteve tão mau, isto não está tão mau; estatísticas a melhorar, estatísticas a piorar; a culpa é vossa, a culpa é dos outros...
Soluções e/ou alternativas, essas, nem vê-las.
terça-feira, setembro 16, 2008
Cooperação estratégica
É a questão que se coloca no momento: depois do estatuto dos Açores, do alegado atraso na nova lei da GNR e da diferença de opinião em relação à lei do divórcio, será que isto ainda vale?
Claro que há outra pergunta ainda mais importante: Esta "crise" entre Belém e São Bento é a sério, ou andam só a distrair-nos de coisas mais importantes?
Claro que há outra pergunta ainda mais importante: Esta "crise" entre Belém e São Bento é a sério, ou andam só a distrair-nos de coisas mais importantes?
segunda-feira, setembro 15, 2008
Dia de aulas
Faltam poucas horas para iniciar mais um ano lectivo.
Vou, como sempre, com expectativa para ver o que me calha em sorte. Vou, como sempre, com vontade de ajudar alguma coisinha a miudagem.
Espero que os alunos, no final do semestre, não digam nada parecido com isto:
Eu preferia uma reacção deste género:
Recordo, aliás, com saudade, o boicote que fizemos a uma cadeira na Universidade. Se me fizerem algo semelhante, espero que os alunos tenham razão como nós tivemos na altura.
Eu continuo a gostar de ver os meus meninos a crescer por aí...
Vou, como sempre, com expectativa para ver o que me calha em sorte. Vou, como sempre, com vontade de ajudar alguma coisinha a miudagem.
Espero que os alunos, no final do semestre, não digam nada parecido com isto:
Eu preferia uma reacção deste género:
Recordo, aliás, com saudade, o boicote que fizemos a uma cadeira na Universidade. Se me fizerem algo semelhante, espero que os alunos tenham razão como nós tivemos na altura.
Eu continuo a gostar de ver os meus meninos a crescer por aí...
sexta-feira, setembro 12, 2008
Liberdade ou censura?
O Presidente da Venezuela decidiu expulsar o embaixador dos Estados Unidos e, durante o discurso, utilizou linguagem - digamos assim - colorida.
Vamos imaginar um cenário hipotético: És director de uma televisão ou de uma rádio. Isto pode passar assim?
Se "sim", vale tudo?
Se "não", quem somos nós para censurar um discurso?
Reponda quem quiser ou souber. Está aberto o debate.
Vamos imaginar um cenário hipotético: És director de uma televisão ou de uma rádio. Isto pode passar assim?
Se "sim", vale tudo?
Se "não", quem somos nós para censurar um discurso?
Reponda quem quiser ou souber. Está aberto o debate.
terça-feira, setembro 09, 2008
E o burro sou eu? (*)
É um facto: sou daqueles gajos que escreve sms bem devagarinho e só com uma mão. Nunca consegui, como algumas pessoas que conheço, fazer grandes "testamentos" em segundos.
Tentou, ontem, a minha boa amiga BA ensinar-me a escrever com a ajuda preciosa do "dicionário" do telemóvel (que ajuda, que é mais rápido, diz ela)...
Pois, pois, é capaz de ser... Assumo as minhas limitações, não consegui domar a máquina. Fui obrigado a passar-lhe o telemóvel para a mão e ditar-lhe a mensagem.
(*) Frase de Luiz Felipe Scolari num momento de fúria para com jornalistas desportivos. Eu prefiro usá-la para expor mais uma das minhas fraquezas.
Tentou, ontem, a minha boa amiga BA ensinar-me a escrever com a ajuda preciosa do "dicionário" do telemóvel (que ajuda, que é mais rápido, diz ela)...
Pois, pois, é capaz de ser... Assumo as minhas limitações, não consegui domar a máquina. Fui obrigado a passar-lhe o telemóvel para a mão e ditar-lhe a mensagem.
(*) Frase de Luiz Felipe Scolari num momento de fúria para com jornalistas desportivos. Eu prefiro usá-la para expor mais uma das minhas fraquezas.
sábado, setembro 06, 2008
Super-atletas
Decorre este sábado a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Pequim. As provas vão até 17 de Setembro.
Depois da desilusão dos Olímpicos, renascem as esperanças lusas em bons resultados e medalhas: nas sete edições anteriores foram conseguidas 25 de ouro e 81 no total.
Felizmente, nos últimos anos, os apoios a estes atletas têm melhorado e já há empresas a investir para que eles possam progredir.
Isso é positivo... nada positiva é a campanha publicitária que acompanha a missão olímpica e os seus 33 atletas.
O slogan "É nisto que somos bons" é bastante infeliz.
Não sei se os atletas tiveram "voto na matéria" e se concordam com a frase. Eu confesso que não gosto, mas admito que pode ser "hiper-sensibilidade". Peço desculpa por isso.
Convém só recordar que, por exemplo, para além de atletas, na comitiva há estudantes e professores, mas também uma médica, um psicólogo, um carpinteiro, um massagista, uma assistente social, entre outros.
Nisto, TAMBÉM, serão bons seguramente.
Depois da desilusão dos Olímpicos, renascem as esperanças lusas em bons resultados e medalhas: nas sete edições anteriores foram conseguidas 25 de ouro e 81 no total.
Felizmente, nos últimos anos, os apoios a estes atletas têm melhorado e já há empresas a investir para que eles possam progredir.
Isso é positivo... nada positiva é a campanha publicitária que acompanha a missão olímpica e os seus 33 atletas.
O slogan "É nisto que somos bons" é bastante infeliz.
Não sei se os atletas tiveram "voto na matéria" e se concordam com a frase. Eu confesso que não gosto, mas admito que pode ser "hiper-sensibilidade". Peço desculpa por isso.
Convém só recordar que, por exemplo, para além de atletas, na comitiva há estudantes e professores, mas também uma médica, um psicólogo, um carpinteiro, um massagista, uma assistente social, entre outros.
Nisto, TAMBÉM, serão bons seguramente.
sexta-feira, setembro 05, 2008
The Voice
Desde sempre me habituei a ouvir esta Voz nos trailers de cinema...
Juro que cheguei a pensar: "Isto é tão bom que não é possível. Benditas máquinas que fazem tudo". Afinal...
Há meses fui "apresentado" ao senhor, graças ao "tubo" fiquei a conhecer-lhe a cara mas, na segunda-feira, de repente, a notícia deixou o cinema de luto.
Don LaFontaine tinha 68 anos e era "the voice in the dark".
Juro que cheguei a pensar: "Isto é tão bom que não é possível. Benditas máquinas que fazem tudo". Afinal...
Há meses fui "apresentado" ao senhor, graças ao "tubo" fiquei a conhecer-lhe a cara mas, na segunda-feira, de repente, a notícia deixou o cinema de luto.
Don LaFontaine tinha 68 anos e era "the voice in the dark".
quarta-feira, setembro 03, 2008
Politiquices
Para além de furacões vários, a atenção dos norte-americanos está virada para a política e, por estes dias, para a Convenção Republicana, que decorre poucos dias depois da Convenção Democrata.
É curioso como avança a campanha para as presidenciais de Novembro e os "equilíbrios" que os dois partidos são obrigados a fazer para agradar às várias facções.
Do lado Democrata, depois da vitória nas Primárias, Barack Obama escolheu Joe Biden para "número 2". Ou seja, para combater a critica de inexperiência em política internacional, Obama foi buscar o senador que lidera a comissão de Foreign Relations.
Já do lado Republicano, John McCain foi buscar uma mulher jovem e bonita (44 anos), mãe de família (cinco filhos) e ultraconservadora (anti-aborto, anti sexo antes do casamento, contra casamento de homosexuais, faz parte do lobby das armas) para combater a critica de que já está velho e que não é "suficientemente" de direita.

Sarah Palin, candidata a vice-presidente do lado Republicano, actual governadora do Alasca, faz dentro de poucas horas o discurso na Convenção.
Lá como cá ou em qualquer outro lado, o truque na política é conseguir uma fórmula que agrade o mais possível a gregos e troianos. O importante é ganhar votos e eleições.
A 4 de Novembro vamos ficar a saber quem vai ser o substituto do "impagável" George W. Bush.
É curioso como avança a campanha para as presidenciais de Novembro e os "equilíbrios" que os dois partidos são obrigados a fazer para agradar às várias facções.
Do lado Democrata, depois da vitória nas Primárias, Barack Obama escolheu Joe Biden para "número 2". Ou seja, para combater a critica de inexperiência em política internacional, Obama foi buscar o senador que lidera a comissão de Foreign Relations.
Já do lado Republicano, John McCain foi buscar uma mulher jovem e bonita (44 anos), mãe de família (cinco filhos) e ultraconservadora (anti-aborto, anti sexo antes do casamento, contra casamento de homosexuais, faz parte do lobby das armas) para combater a critica de que já está velho e que não é "suficientemente" de direita.

Sarah Palin, candidata a vice-presidente do lado Republicano, actual governadora do Alasca, faz dentro de poucas horas o discurso na Convenção.
Lá como cá ou em qualquer outro lado, o truque na política é conseguir uma fórmula que agrade o mais possível a gregos e troianos. O importante é ganhar votos e eleições.
A 4 de Novembro vamos ficar a saber quem vai ser o substituto do "impagável" George W. Bush.
sábado, agosto 30, 2008
Depressa e mal...
A propósito do que se passou em alguma comunicação social com a "caixa" do nome do novo "super-polícia" (*), lembrei-me desta citação:
"Os jornalistas têm de se recordar que é melhor estar certo do que ser o primeiro a estar errado".
Bill Kovach, 75 anos, ex-jornalista do New York Times, actual professor em Harvard.
Regra: confirmar e reconfirmar fontes antes de avançar notícias.
(*) Já agora, Mário Mendes é quem vai estrear o cargo de Secretário-geral do Sistema de Segurança Interna.
"Os jornalistas têm de se recordar que é melhor estar certo do que ser o primeiro a estar errado".
Bill Kovach, 75 anos, ex-jornalista do New York Times, actual professor em Harvard.
Regra: confirmar e reconfirmar fontes antes de avançar notícias.
(*) Já agora, Mário Mendes é quem vai estrear o cargo de Secretário-geral do Sistema de Segurança Interna.
terça-feira, agosto 26, 2008
Far West
Portugal está na cauda da Europa, não avança à média comunitária, mas seguramente não é por falta de visão estratégica.
Reparem, há uns meses gastámos uma pipa de massa a tirar fotos artísticas a quatro ou cinco "cromos" conhecidos da nossa praça a vender o nosso país. Ouviram-se algumas críticas mas isso - sei-o agora - é de gente que não percebe nada de publicidade.

É que atenção, esta campanha acertou na mouche... Qual era a frase?: "Portugal - Europe's West Coast". Nem mais nem menos, "Portugal - A Costa Oeste da Europa".
A palavra chave é "Oeste". Portugal está na parte "Far Oeste" da Europa e, se ainda houvesse dúvidas, o dia de hoje acabou com elas: Em poucas horas ocorreram, pelo menos, seis assaltos com armas só na zona da Grande Lisboa (três bancos, duas gasolineiras e um posto de correios).
Não sei onde isto vai parar mas, desde já, parabéns aos publicitários que, com meses de antecedência, prepararam o terreno e nos avisaram do que aí vinha.
Reparem, há uns meses gastámos uma pipa de massa a tirar fotos artísticas a quatro ou cinco "cromos" conhecidos da nossa praça a vender o nosso país. Ouviram-se algumas críticas mas isso - sei-o agora - é de gente que não percebe nada de publicidade.

É que atenção, esta campanha acertou na mouche... Qual era a frase?: "Portugal - Europe's West Coast". Nem mais nem menos, "Portugal - A Costa Oeste da Europa".
A palavra chave é "Oeste". Portugal está na parte "Far Oeste" da Europa e, se ainda houvesse dúvidas, o dia de hoje acabou com elas: Em poucas horas ocorreram, pelo menos, seis assaltos com armas só na zona da Grande Lisboa (três bancos, duas gasolineiras e um posto de correios).
Não sei onde isto vai parar mas, desde já, parabéns aos publicitários que, com meses de antecedência, prepararam o terreno e nos avisaram do que aí vinha.
domingo, agosto 24, 2008
At the movies
O amor deve ser isto...
E já agora, atenção ao ambiente, meus amigos, podemos chegar à situação do filme. Também me fez lembrar "O Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, e isso não é nada bom.
"Wall-e" - a nova pérola da Pixar.
E já agora, atenção ao ambiente, meus amigos, podemos chegar à situação do filme. Também me fez lembrar "O Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, e isso não é nada bom.
"Wall-e" - a nova pérola da Pixar.
terça-feira, agosto 19, 2008
Perspectivas
Este é mais um daqueles casos que me faz lembrar a “estória” do “copo meio cheio ou meio vazio”.
O Primeiro-ministro disse esta segunda-feira que o seu Governo já criou, desde 2005, mais de 133 mil novos postos de trabalho, a caminho da promessa dos 150 mil.
As centrais sindicais admitem a criação de empregos, lembram é o número de desempregados que persiste (mais de 400 mil) e a “qualidade” dos empregos criados (maioria deles precários).
Falta depois perceber, exactamente, o que isso quer dizer porque, seguramente, José Sócrates não quererá dizer que o seu Executivo criou, de per si, esses milhares de empregos, mas isso é outra coisa.
Os dados estão em cima da mesa... é tudo uma questão de perspectiva.
O certo é que, segundo o INE, em três anos o desemprego desceu muito pouco, o que também prova que aumentou e muito o número de imigrantes no nosso país.
O Primeiro-ministro disse esta segunda-feira que o seu Governo já criou, desde 2005, mais de 133 mil novos postos de trabalho, a caminho da promessa dos 150 mil.
As centrais sindicais admitem a criação de empregos, lembram é o número de desempregados que persiste (mais de 400 mil) e a “qualidade” dos empregos criados (maioria deles precários).
Falta depois perceber, exactamente, o que isso quer dizer porque, seguramente, José Sócrates não quererá dizer que o seu Executivo criou, de per si, esses milhares de empregos, mas isso é outra coisa.
Os dados estão em cima da mesa... é tudo uma questão de perspectiva.
O certo é que, segundo o INE, em três anos o desemprego desceu muito pouco, o que também prova que aumentou e muito o número de imigrantes no nosso país.
sábado, agosto 16, 2008
Futebol é...
Dentro de poucas horas abre, no Algarve, a temporada oficial de futebol com um FC Porto - Sporting, para a Supertaça Cândido de Oliveira.
Para assinalar esta ocasião lembrei-me de uma frase célebre que explica a "febre" deste desporto pelo mundo.
"O futebol é a coisa mais importante, das coisas menos importantes".
Já vi a "paternidade" desta frase ser entregue a vários autores mas, seja de quem for, está muito bem esgalhada.
Para assinalar esta ocasião lembrei-me de uma frase célebre que explica a "febre" deste desporto pelo mundo.
"O futebol é a coisa mais importante, das coisas menos importantes".
Já vi a "paternidade" desta frase ser entregue a vários autores mas, seja de quem for, está muito bem esgalhada.
quinta-feira, agosto 14, 2008
Deve ser do cansaço
Confesso que fiquei baralhado: pensava eu que uma das apostas do Executivo era levar as pessoas a utilizar os transportes públicos.
Boa ideia: menos carros, melhor ambiente…
Afinal, parece que isso chateia/preocupa alguns membros do Governo.
Diz a secretária de Estado dos Transportes a propósito da CP: “Como houve um aumento anómalo no número de passageiros torna-se necessário comprar mais material circulante e é isso que estamos a fazer”.
Anómalo?
Claro que o “aumento anómalo” se ficou a dever à subida dos combustíveis para valores nunca antes vistos, mas não era suposto ser bom as pessoas aderirem aos transportes públicos e deixarem os carros em casa?
Eu cá, acho que sim...
Boa ideia: menos carros, melhor ambiente…
Afinal, parece que isso chateia/preocupa alguns membros do Governo.
Diz a secretária de Estado dos Transportes a propósito da CP: “Como houve um aumento anómalo no número de passageiros torna-se necessário comprar mais material circulante e é isso que estamos a fazer”.
Anómalo?
Claro que o “aumento anómalo” se ficou a dever à subida dos combustíveis para valores nunca antes vistos, mas não era suposto ser bom as pessoas aderirem aos transportes públicos e deixarem os carros em casa?
Eu cá, acho que sim...
sexta-feira, agosto 08, 2008
Memórias olímpicas
Em dia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, recordo os primeiros de que tenho "memória viva": Los Angeles 84.
Três dados essenciais:
Primeiro, a fantástica música do John Williams;
Depois, o herói dos Jogos: Carl Lewis (quatro medalhas de ouro);
Por fim, o nosso herói: Carlos Lopes
Estou convencido que, agora, em 2008, Portugal vai fazer os melhores Jogos Olímpicos de sempre.
Três dados essenciais:
Primeiro, a fantástica música do John Williams;
Depois, o herói dos Jogos: Carl Lewis (quatro medalhas de ouro);
Por fim, o nosso herói: Carlos Lopes
Estou convencido que, agora, em 2008, Portugal vai fazer os melhores Jogos Olímpicos de sempre.
terça-feira, agosto 05, 2008
Camarão Humano
Não sei se é do calor, que derrete algumas das "células cinzentas" das pessoas, mas o certo é que, depois de quatro semanas de férias, quase todas passadas na praia, fartei-me de ver pessoas a torrar ao sol.
Faz-me impressão que, com tantas campanhas de sensibilização - apesar das campanhas de sensibilização - tanta gente continue a ignorar os perigos.
Mais incrivel ainda é que alguns dos "camarões humanos" são reincidentes e, apesar de já estarem "vermelhos", continuam ao sol - a horas impróprias - como se não houvesse amanhã.
Até admito um "acidente" do género "É pá, adormeci...", mas algumas das barbaridades que vi são assustadoras e não parece haver camada do ozono ou cancro da pele que os pare.
Já agora, boas férias, se for caso disso. Eu, amanhã, já vou trabalhar.
Faz-me impressão que, com tantas campanhas de sensibilização - apesar das campanhas de sensibilização - tanta gente continue a ignorar os perigos.
Mais incrivel ainda é que alguns dos "camarões humanos" são reincidentes e, apesar de já estarem "vermelhos", continuam ao sol - a horas impróprias - como se não houvesse amanhã.
Até admito um "acidente" do género "É pá, adormeci...", mas algumas das barbaridades que vi são assustadoras e não parece haver camada do ozono ou cancro da pele que os pare.
Já agora, boas férias, se for caso disso. Eu, amanhã, já vou trabalhar.
sábado, julho 05, 2008
Praia, Verão, Música
No ano em que a Bossa Nova faz 50 anos e no dia em que eu vou "com um balanço a caminho do mar"...
Mas que espectáculo... Três grandes senhores.
Eu vou ali, venho já.
Mas que espectáculo... Três grandes senhores.
Eu vou ali, venho já.
sexta-feira, julho 04, 2008
Haja saúde
Já todos - seguramente - tivemos "tropeços na vida" que nos obrigaram, por nós ou pelos nossos mais próximos, a ir a um hospital com situações mais ou menos graves.
Como já o revelei neste espaço anteriormente, tenho uma certa fobia a hospitais e/ou médicos que me levam a evitar, ao máximo, a ida a tais edifícios e até à toma de medicamentos.
O que não sabia é que há, pelo menos, mais dois portugueses que sofrem de um mal semelhante ao meu. O grave é que os meus "parceiros" são os últimos ministros da Saúde do país.
Recordo que o ex-ministro Correia de Campos dizia que, se precisasse, nunca iria a um SAP, enquanto a actual ministra Ana Jorge diz que jamais utilizará um hospital privado.
Posto isto, pergunto: "O que fazer se tiver que ir a um hospital? Que garantias me dão os governantes do meu país de que serei bem atendido?
É caso para agradecer a Deus, aos deuses, à sorte ou a quem quisermos o facto de estarmos com saúde neste momento. Que nos acompanhem sempre quando esta nos faltar, parece que vamos precisar...
Como já o revelei neste espaço anteriormente, tenho uma certa fobia a hospitais e/ou médicos que me levam a evitar, ao máximo, a ida a tais edifícios e até à toma de medicamentos.
O que não sabia é que há, pelo menos, mais dois portugueses que sofrem de um mal semelhante ao meu. O grave é que os meus "parceiros" são os últimos ministros da Saúde do país.
Recordo que o ex-ministro Correia de Campos dizia que, se precisasse, nunca iria a um SAP, enquanto a actual ministra Ana Jorge diz que jamais utilizará um hospital privado.
Posto isto, pergunto: "O que fazer se tiver que ir a um hospital? Que garantias me dão os governantes do meu país de que serei bem atendido?
É caso para agradecer a Deus, aos deuses, à sorte ou a quem quisermos o facto de estarmos com saúde neste momento. Que nos acompanhem sempre quando esta nos faltar, parece que vamos precisar...
Entre vistas
É público e notório que, pelo menos, as duas últimas entrevistas de José Sócrates na televisão (há uns meses na SIC, esta semana na RTP) tiveram os temas combinados previamente.
Não sei se esta política é seguida por outros orgãos de comunicação e/ou convidados, mas o certo é que esta "nova moda" é a verdadeira antitese do jornalismo.
Aliás, a combinação/conhecimento prévio de perguntas deveria ser proibido, seja quem for a excelência convidada.
As bandeiras do bom jornalismo são o "rigor", a "credibilidade" e a "isenção" e não são - não deveriam ser - negociáveis (tal como, por exemplo, não é a defesa das fontes).
Ora, estes dogmas obrigam a que o profissional de comunicação social tenha liberdade total para perguntar o que entender, como, depois - e reforço o "depois" - o entrevistado tem a liberdade de responder ou não.
Espero que, apesar da pressão das audiências, se volte ao "jornalismo puro", apesar de feito por humanos, em que o jornalista pergunta e o entrevistado responde no momento.
A bem do Jornalismo, a bem da Democracia e da Liberdade...
Não sei se esta política é seguida por outros orgãos de comunicação e/ou convidados, mas o certo é que esta "nova moda" é a verdadeira antitese do jornalismo.
Aliás, a combinação/conhecimento prévio de perguntas deveria ser proibido, seja quem for a excelência convidada.
As bandeiras do bom jornalismo são o "rigor", a "credibilidade" e a "isenção" e não são - não deveriam ser - negociáveis (tal como, por exemplo, não é a defesa das fontes).
Ora, estes dogmas obrigam a que o profissional de comunicação social tenha liberdade total para perguntar o que entender, como, depois - e reforço o "depois" - o entrevistado tem a liberdade de responder ou não.
Espero que, apesar da pressão das audiências, se volte ao "jornalismo puro", apesar de feito por humanos, em que o jornalista pergunta e o entrevistado responde no momento.
A bem do Jornalismo, a bem da Democracia e da Liberdade...
quinta-feira, julho 03, 2008
Vergonha
Como é possível deixar morrer alguém assim?
O que é que andamos aqui a fazer se já ignoramos alguém deitado no chão, num hospital, durante 45 minutos?
terça-feira, julho 01, 2008
Meninos
domingo, junho 29, 2008
Alguém me explica isto?
“Joga-se este domingo, em Viena de Áustria, a final do Euro 2008 entre Alemanha e Espanha” – Assim começou uma rádio um notíciário esta noite.
Já não há pachorra para esta coisa do “Viena de Áustria”. Nunca percebi – sinceramente – esta fixação.
Porquê?
Ninguém – nunca – diz Madrid de Espanha, Paris de França ou Roma de Itália... e ainda bem.
Já não há pachorra para esta coisa do “Viena de Áustria”. Nunca percebi – sinceramente – esta fixação.
Porquê?
Ninguém – nunca – diz Madrid de Espanha, Paris de França ou Roma de Itália... e ainda bem.
quarta-feira, junho 25, 2008
Acabem as directas...
Acompanhei por dever, mas também por gosto (chamem-me louco, se quiserem), o congresso do PSD em Guimarães.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
terça-feira, junho 17, 2008
Retrato de Portugal
“Comparo o nosso país com uma pessoa que está na borda do passeio à espera que alguém a ajude a atravessar para o outro lado. Sempre estivemos nessa situação, sempre estivemos dependentes de algo ou de alguma coisa. Desde o D. Sebastião que estamos dependentes. Estamos sempre à espera de quem venha salvar a Pátria, esquecendo que, se a Pátria pode ser salva, somos nós todos - e não um salvador predestinado com dotes extraordinários capazes de tirar-nos da mediocridade. O grande problema nacional é a mediocridade e a resignação à mediocridade”.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
sexta-feira, junho 13, 2008
Fernando Pessoa
Há datas que não podemos deixar passar. O Poeta faria hoje 120 anos.
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
terça-feira, junho 10, 2008
Só para esclarecer...
Eu não fui condecorado no "Dia da Raça" (*).
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
segunda-feira, junho 09, 2008
Ilegalidades
Por princípio, não tenho nada contra manifestações e greves - antes pelo contrário. Em Democracia, os trabalhadores têm o direito de protestar para pedir/exigir melhores condições.
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
terça-feira, junho 03, 2008
Shame on you
José Mourinho está como gosta - e faz por isso - no centro das atenções mediáticas mundiais.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
quarta-feira, maio 28, 2008
Expressões da nossa vida
Volto a esta rubrica porque realmente há coisas que continuo a não perceber e me assustam.
Tudo começa com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
“O endividamento das famílias portuguesas voltou a aumentar em 2007 para 129% do rendimento disponível, atingindo o valor mais elevado de sempre.
Os dados foram revelados hoje pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de 2007”.
O país está em crise e há muita gente a sofrer sem ter culpa absolutamente nenhuma – isso é indiscutível.
Agora, também há pessoas em Portugal que não têm a mínima noção da realidade e perdem a cabeça por um qualquer “vírus consumista”.
É natural (diria obrigatório) que se peça um empréstimo para comprar casa, é natural que se peça um empréstimo para comprar carro (especialmente se estivermos a falar do primeiro, absoluta necessidade). Já não se pode dizer o mesmo quando se fala em pedir empréstimos para um segundo ou terceiro automóvel, para um telemóvel, um computador ou um plasma para ver o Euro.
Sobre tudo isto, lembrei-me de uma expressão que o meu pai repete muitas vezes e que é pena que nem todos sigam:
“Quem não tem dinheiro, não tem vícios”.
Tudo começa com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
“O endividamento das famílias portuguesas voltou a aumentar em 2007 para 129% do rendimento disponível, atingindo o valor mais elevado de sempre.
Os dados foram revelados hoje pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de 2007”.
O país está em crise e há muita gente a sofrer sem ter culpa absolutamente nenhuma – isso é indiscutível.
Agora, também há pessoas em Portugal que não têm a mínima noção da realidade e perdem a cabeça por um qualquer “vírus consumista”.
É natural (diria obrigatório) que se peça um empréstimo para comprar casa, é natural que se peça um empréstimo para comprar carro (especialmente se estivermos a falar do primeiro, absoluta necessidade). Já não se pode dizer o mesmo quando se fala em pedir empréstimos para um segundo ou terceiro automóvel, para um telemóvel, um computador ou um plasma para ver o Euro.
Sobre tudo isto, lembrei-me de uma expressão que o meu pai repete muitas vezes e que é pena que nem todos sigam:
“Quem não tem dinheiro, não tem vícios”.
quinta-feira, maio 22, 2008
"Piada do dia"
"Quando chegou a casa à noite, a mulher pediu-lhe que a levasse a sair, mas queria ir a um sítio bem caro...
Ele levou-a a uma bomba de gasolina!"
Isto está a deixar de ter graça...
Ele levou-a a uma bomba de gasolina!"
Isto está a deixar de ter graça...
domingo, maio 18, 2008
Preciosismos
Se há coisa que me desgosta em algumas notícias - sejam elas de jornal, rádio ou televisão - é a necessidade que alguns jornalistas têm de dar pormenores, alegadamente informativos, que - bem vistas as coisas - nada acrescentam e até podem perturbar.
São vários os exemplos e situações, mas há uma que me enerva especialmente porque até pode esconder outra "coisa" chamada racismo.
Pergunto eu: Porque raio se diz, em crimes sob investigação, que foram realizados por "grupo de x individuos de raça negra" ou por "elementos de etnia cigana"?
Não percebo esta "necessidade", até porque nunca ouvi falar em"bandos de criminosos de cor branca" e não me venham dizer que não há assaltantes brancos.
Por falar em "preciosismos", deixem-me rebobinar e recuperar a "estória" do tabaco do senhor Primeiro-ministro. Várias notas sobre o caso:
- anteriormente sempre se fumou nestas viagens oficiais;
- com a nova lei, inventada por um Governo Sócrates, não se podia fumar;
- o Primeiro-ministro não podia alegar que não sabia que não se podia fumar;
- ridícula a necessidade que José Sócrates teve de vir dizer que ia deixar de fumar porque queria "dar o exemplo";
- ao que consta, o jornalista que trouxe "o caso a lume", fuma desalmadamente;
- "ou há moralidade ou comem todos", diz o ditado;
São vários os exemplos e situações, mas há uma que me enerva especialmente porque até pode esconder outra "coisa" chamada racismo.
Pergunto eu: Porque raio se diz, em crimes sob investigação, que foram realizados por "grupo de x individuos de raça negra" ou por "elementos de etnia cigana"?
Não percebo esta "necessidade", até porque nunca ouvi falar em"bandos de criminosos de cor branca" e não me venham dizer que não há assaltantes brancos.
Por falar em "preciosismos", deixem-me rebobinar e recuperar a "estória" do tabaco do senhor Primeiro-ministro. Várias notas sobre o caso:
- anteriormente sempre se fumou nestas viagens oficiais;
- com a nova lei, inventada por um Governo Sócrates, não se podia fumar;
- o Primeiro-ministro não podia alegar que não sabia que não se podia fumar;
- ridícula a necessidade que José Sócrates teve de vir dizer que ia deixar de fumar porque queria "dar o exemplo";
- ao que consta, o jornalista que trouxe "o caso a lume", fuma desalmadamente;
- "ou há moralidade ou comem todos", diz o ditado;
sábado, maio 17, 2008
Off-line
Não tenho internet em casa desde quarta-feira à noite. Supostamente estão "em manutenção".
Mais grave do que estar, há três dias, sem esse elemento fundamental para o nosso trabalho (a malta habitua-se e depois já não quer outra coisa, tal como os telemóveis) é a displicência da empresa.
Reparem nesta "timeline":
- quarta-feira à noite é dito: "Estará tudo ok na quinta de manhã"
- na quinta-feira às 14 horas é dito: são só "mais duas ou três horas"
- na quinta-feira às 20 horas é dito: "só amanhã de manhã"
- na sexta-feira às 13 horas é dito: "estará operacional às 18 horas"
- na sexta-feira às 20 horas é dito: "até às 23 horas"
- no sábado de manhã ainda não há net
"Há coisas fantásticas não há...", segundo diz o anúncio, e eu também acho.
Miserável atitude a destas empresas que têm o "rei na barriga" e estão literalmente a c.... para os clientes.
PS: a net deu, finalmente, sinal de vida pouco antes das 20 horas deste sábado.
Mais grave do que estar, há três dias, sem esse elemento fundamental para o nosso trabalho (a malta habitua-se e depois já não quer outra coisa, tal como os telemóveis) é a displicência da empresa.
Reparem nesta "timeline":
- quarta-feira à noite é dito: "Estará tudo ok na quinta de manhã"
- na quinta-feira às 14 horas é dito: são só "mais duas ou três horas"
- na quinta-feira às 20 horas é dito: "só amanhã de manhã"
- na sexta-feira às 13 horas é dito: "estará operacional às 18 horas"
- na sexta-feira às 20 horas é dito: "até às 23 horas"
- no sábado de manhã ainda não há net
"Há coisas fantásticas não há...", segundo diz o anúncio, e eu também acho.
Miserável atitude a destas empresas que têm o "rei na barriga" e estão literalmente a c.... para os clientes.
PS: a net deu, finalmente, sinal de vida pouco antes das 20 horas deste sábado.
segunda-feira, maio 12, 2008
Uma espécie de hino
Nós somos, efectivamente, assim e Portugal em 2008... ainda é isto:
O grupo chama-se "Deolinda". Ouçam mais aqui
Obrigado .j.
O grupo chama-se "Deolinda". Ouçam mais aqui
Obrigado .j.
sábado, maio 10, 2008
Dúvida da semana
Há países que parecem fadados para a desgraça e só assim aparecem nos media.
Nos últimos meses temos ouvido falar muito sobre Myanmar: primeiro pela repressão que há décadas isola o país, agora por culpa de um ciclone, "Nargis", que já provocou milhares de mortos e desaparecidos (números já trágicos, mas ainda provisórios).
Dependendo do meio de comunicação social, o país é apresentado como Myanmar ou como Birmânia.
Já outros países mudaram o nome ao longo da sua história, normalmente ex-colónias que se tornam independentes.
Neste caso específico não foi isso que aconteceu. Resumidamente, Birmânia é o nome histórico do país. Myanmar surgiu anos depois de uma junta militar ter tomado o poder pela força. Apesar da nova designação ter sido aceite pelas Nações Unidas, alguns países (Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo) continuam a rejeitá-lo.
A pergunta é: devemos aceitar o novo nome imposto por uma ditadura ou recuperar o nome histórico?
Nos últimos meses temos ouvido falar muito sobre Myanmar: primeiro pela repressão que há décadas isola o país, agora por culpa de um ciclone, "Nargis", que já provocou milhares de mortos e desaparecidos (números já trágicos, mas ainda provisórios).
Dependendo do meio de comunicação social, o país é apresentado como Myanmar ou como Birmânia.
Já outros países mudaram o nome ao longo da sua história, normalmente ex-colónias que se tornam independentes.
Neste caso específico não foi isso que aconteceu. Resumidamente, Birmânia é o nome histórico do país. Myanmar surgiu anos depois de uma junta militar ter tomado o poder pela força. Apesar da nova designação ter sido aceite pelas Nações Unidas, alguns países (Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo) continuam a rejeitá-lo.
A pergunta é: devemos aceitar o novo nome imposto por uma ditadura ou recuperar o nome histórico?
sábado, maio 03, 2008
A culpa vai morrer solteira?
Passou um ano, 365 dias, desde o desaparecimento da pequena Madeleine McCann e certezas quanto ao caso...
Muitas pistas e despiste(a)s depois, muitas informações e contra-informações depois, muitos avanços e recuos depois, muitas versões e contra-versões depois, muitos anjos e demónios depois... certezas não há.
Primeiro a tese do rapto, depois do assassinato - involuntário ou não - e, agora, parece que tudo volta à "casa da partida" e já é possível - diz o "Expresso" - que a hipótese "rapto" volte a ganhar força.
Eu não sei o que aconteceu naquela noite, continuo com muitas dúvidas e a achar estranhos alguns dos dados conhecidos do caso, que parecem continuar a não encaixar...
... mas eu não conto para este processo. Quem conta (ou deveria contar) é a PJ.
A mim parece-me que é deveras preocupante que a polícia possa agora, como se nada fosse, voltar à hipótese do rapto depois de nove meses a alimentar a tese da culpa de Gerry e Kate McCann.
Continuo a achar - e isto serve para este caso como para todos os outros - que não se pode deixar passar a ideia que alguém é culpado (e essa ideia passou - mesmo que tenha sido involuntariamente - em relação aos McCann), avançar para a constituição de arguido (mesmo sendo um proforma que não equivale a culpa) e depois assobiar para o lado como se nada fosse.
Única certeza é que a miúda desapareceu mesmo a 3 de Maio de 2007. Se foi rapto não se sabe nada, se os pais a mataram ou deixaram morrer também não.
Se há coisa que não me apetecia era ter que dar razão aos media ingleses que fizeram uma pressão deplorável sobre a polícia portuguesa e trataram abaixo de cão os nossos inspectores.
As dúvidas permanecem e a pergunta está feita... A culpa vai morrer solteira?
Muitas pistas e despiste(a)s depois, muitas informações e contra-informações depois, muitos avanços e recuos depois, muitas versões e contra-versões depois, muitos anjos e demónios depois... certezas não há.
Primeiro a tese do rapto, depois do assassinato - involuntário ou não - e, agora, parece que tudo volta à "casa da partida" e já é possível - diz o "Expresso" - que a hipótese "rapto" volte a ganhar força.
Eu não sei o que aconteceu naquela noite, continuo com muitas dúvidas e a achar estranhos alguns dos dados conhecidos do caso, que parecem continuar a não encaixar...
... mas eu não conto para este processo. Quem conta (ou deveria contar) é a PJ.
A mim parece-me que é deveras preocupante que a polícia possa agora, como se nada fosse, voltar à hipótese do rapto depois de nove meses a alimentar a tese da culpa de Gerry e Kate McCann.
Continuo a achar - e isto serve para este caso como para todos os outros - que não se pode deixar passar a ideia que alguém é culpado (e essa ideia passou - mesmo que tenha sido involuntariamente - em relação aos McCann), avançar para a constituição de arguido (mesmo sendo um proforma que não equivale a culpa) e depois assobiar para o lado como se nada fosse.
Única certeza é que a miúda desapareceu mesmo a 3 de Maio de 2007. Se foi rapto não se sabe nada, se os pais a mataram ou deixaram morrer também não.
Se há coisa que não me apetecia era ter que dar razão aos media ingleses que fizeram uma pressão deplorável sobre a polícia portuguesa e trataram abaixo de cão os nossos inspectores.
As dúvidas permanecem e a pergunta está feita... A culpa vai morrer solteira?
quarta-feira, abril 30, 2008
Sobe, sobe gasolina sobe...
E pronto, desde a meia noite, voltaram a subir os combustíveis: mais dois cêntimos para a gasolina e mais três para o gasóleo.
Não é grave, é "só" a 17ª mexida este ano, 14 delas a subir, claro.
Tudo começou com a liberalização dos preços em 2004 e, por incrivel que pareça e ao contrário dos outros sectores, a concorrência fez subir (e muito) os preços.
Não percebo, mas ainda entendo menos se compararmos o nosso caso com o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis.
Aqui ao lado, o gasóleo custa menos 12 cêntimos e a gasolina menos 28.
Reparem que até o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) considera esta subida "escandalosa".
Alguém me explica isto?
Não é grave, é "só" a 17ª mexida este ano, 14 delas a subir, claro.
Tudo começou com a liberalização dos preços em 2004 e, por incrivel que pareça e ao contrário dos outros sectores, a concorrência fez subir (e muito) os preços.
Não percebo, mas ainda entendo menos se compararmos o nosso caso com o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis.
Aqui ao lado, o gasóleo custa menos 12 cêntimos e a gasolina menos 28.
Reparem que até o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) considera esta subida "escandalosa".
Alguém me explica isto?
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de Abril... sempre
Como não podia deixar de ser...
Indiscutivelmente, um dos dias mais importantes da vida de Portugal.
Indiscutivelmente, um dos dias mais importantes da vida de Portugal.
segunda-feira, abril 21, 2008
Puxão de orelhas
Esta foi, seguramente, e de muito longe, a pior semana desportiva de sempre de toda a história do Benfica.
Nestes 30 e poucos anos de vida tive o privilégio de assistir a vários dias e noites de glória dos “encarnados” mas – também – a muitas (demasiadas) tardes e noites más: para além da tragédia passada com Miki Feher (o dia mais negro da “estória” do clube), desportivamente é impossível esquecer, por exemplo, os 7-1 do Sporting, os 5-0 do FC Porto na Luz e, claro, os 7-0 diante do Celta de Vigo...
… mas, ser envergonhado em casa por uma equipa que está a lutar para não descer de divisão, ser humilhado em 25 minutos imparáveis de um Sporting de fogachos e perder na casa de um Dragão já campeão, conseguindo criar apenas um lance de perigo em 90 minutos, - tudo no espaço de 10 dias - é algo de verdadeiramente inexplicável e que merece profunda reflexão por parte de quem de direito.
Apesar disto – deste “buraco negro” em que a equipa caiu – que deixa sócios e adeptos absolutamente descorçoados, nada – nada mesmo - justifica excessos, até porque há (muitas) coisas mais importantes que o “chuto na bola”.
E não, desta vez, não estou a falar das bestas (peço desculpa, mas não há outra palavra para os descrever) que atacaram o autocarro da equipa no Seixal. Estou mesmo a falar de mim.
Na quarta-feira, no calor do jogo frente aos “leões”, tive um momento de insanidade mental. Sem entrar em pormenores - diz quem viu – eu parecia louco e o computador é que “pagou as favas”.
Acabei por ter sorte e a máquina sobreviveu ao choque.
Serve o presente desabafo para, por um lado, me declarar envergonhado pela atitude (que já não foi a primeira do género: há um caixote do lixo partido que o pode comprovar) e, por outro - especialmente por isso - para agradecer o “puxão de orelhas” que levei de uma amiga no dia a seguir.
Obrigado .j. por me aturares e por, ainda por cima, teres a pachorra e a lucidez para me tentares trazer de volta à razão. Gosto de ti, também por isso.
Nestes 30 e poucos anos de vida tive o privilégio de assistir a vários dias e noites de glória dos “encarnados” mas – também – a muitas (demasiadas) tardes e noites más: para além da tragédia passada com Miki Feher (o dia mais negro da “estória” do clube), desportivamente é impossível esquecer, por exemplo, os 7-1 do Sporting, os 5-0 do FC Porto na Luz e, claro, os 7-0 diante do Celta de Vigo...
… mas, ser envergonhado em casa por uma equipa que está a lutar para não descer de divisão, ser humilhado em 25 minutos imparáveis de um Sporting de fogachos e perder na casa de um Dragão já campeão, conseguindo criar apenas um lance de perigo em 90 minutos, - tudo no espaço de 10 dias - é algo de verdadeiramente inexplicável e que merece profunda reflexão por parte de quem de direito.
Apesar disto – deste “buraco negro” em que a equipa caiu – que deixa sócios e adeptos absolutamente descorçoados, nada – nada mesmo - justifica excessos, até porque há (muitas) coisas mais importantes que o “chuto na bola”.
E não, desta vez, não estou a falar das bestas (peço desculpa, mas não há outra palavra para os descrever) que atacaram o autocarro da equipa no Seixal. Estou mesmo a falar de mim.
Na quarta-feira, no calor do jogo frente aos “leões”, tive um momento de insanidade mental. Sem entrar em pormenores - diz quem viu – eu parecia louco e o computador é que “pagou as favas”.
Acabei por ter sorte e a máquina sobreviveu ao choque.
Serve o presente desabafo para, por um lado, me declarar envergonhado pela atitude (que já não foi a primeira do género: há um caixote do lixo partido que o pode comprovar) e, por outro - especialmente por isso - para agradecer o “puxão de orelhas” que levei de uma amiga no dia a seguir.
Obrigado .j. por me aturares e por, ainda por cima, teres a pachorra e a lucidez para me tentares trazer de volta à razão. Gosto de ti, também por isso.
sexta-feira, abril 04, 2008
Ele tinha um sonho...
... e morreu por ele faz hoje 40 anos.
Foi assassinado no quarto de hotel em Memphis (Tennessee).
Neste dia faz sentido recordar O discurso, realizado uns anos antes...
Pena que, tantos anos passados, ainda não esteja cumprido na totalidade.
Foi assassinado no quarto de hotel em Memphis (Tennessee).
Neste dia faz sentido recordar O discurso, realizado uns anos antes...
Pena que, tantos anos passados, ainda não esteja cumprido na totalidade.
Aventuras há muitas...
Este é um post "três em um" em que vou misturar assuntos completamente diferentes: os livros "Uma Aventura", a "crise" na educação e o caso "Apito Final".
Os livros escritos pelas professoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada já existem há 26 anos, tempo em que foram escritas 50 aventuras. Falaram-me deles, a primeira vez, estava eu no 1º ano do Ciclo, penso que terá sido a minha professora de Português.
Eu também cresci a lê-los e lembro-me que o primeiro que a minha mãe me ofereceu foi, claro, "Uma Aventura no Estádio" (o 14). Gostei tanto que, a partir dai, li todos até vir para Lisboa.
Por falar em professores, tive bons e maus docentes, como toda a gente (são poucos os que me lembro, mas destaco a Dona Maria da Glória na escola Prímária e o professor Fatal no Secundário), boas turmas (fantástica a do 12º) e turmas menos boas...
E já agora, especialmente para aquele pessoal da minha geração que agora diz: "No meu tempo não era assim...", gostaria só de dizer que eu vi alunos a sair pela janela, sei de professores que tiveram que meter baixa, não vi pistolas mas vi facas e socas, putos a fumar "cenas maradas", aulas anuladas por causa de bombinhas de mau cheiro, pessoal com "faltas a vermelho" (eu incluído).
Por isso, também não dramatizemos. O que aconteceu no tal vídeo mostra que a "coisa" não está fácil, é verdade que os miúdos estão um bocadinho abusados, mas com bons professores, que consigam motivar os alunos, não consta que haja problemas.
Entretanto, recuperando "Uma Aventura no Estádio", é verdadeiramente inacreditável o que se está a preparar no futebol português: estão a cozinhar um (eventual) castigo ao FC Porto, que é uma autêntica anedota, naturalmente, numa altura em que "já não aquece nem arrefece".
Os livros escritos pelas professoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada já existem há 26 anos, tempo em que foram escritas 50 aventuras. Falaram-me deles, a primeira vez, estava eu no 1º ano do Ciclo, penso que terá sido a minha professora de Português.
Eu também cresci a lê-los e lembro-me que o primeiro que a minha mãe me ofereceu foi, claro, "Uma Aventura no Estádio" (o 14). Gostei tanto que, a partir dai, li todos até vir para Lisboa.
Por falar em professores, tive bons e maus docentes, como toda a gente (são poucos os que me lembro, mas destaco a Dona Maria da Glória na escola Prímária e o professor Fatal no Secundário), boas turmas (fantástica a do 12º) e turmas menos boas...
E já agora, especialmente para aquele pessoal da minha geração que agora diz: "No meu tempo não era assim...", gostaria só de dizer que eu vi alunos a sair pela janela, sei de professores que tiveram que meter baixa, não vi pistolas mas vi facas e socas, putos a fumar "cenas maradas", aulas anuladas por causa de bombinhas de mau cheiro, pessoal com "faltas a vermelho" (eu incluído).
Por isso, também não dramatizemos. O que aconteceu no tal vídeo mostra que a "coisa" não está fácil, é verdade que os miúdos estão um bocadinho abusados, mas com bons professores, que consigam motivar os alunos, não consta que haja problemas.
Entretanto, recuperando "Uma Aventura no Estádio", é verdadeiramente inacreditável o que se está a preparar no futebol português: estão a cozinhar um (eventual) castigo ao FC Porto, que é uma autêntica anedota, naturalmente, numa altura em que "já não aquece nem arrefece".
quinta-feira, março 27, 2008
Mundo Bizarro
O primeiro homem grávido, pelo menos que se saiba.
Notícia da Lusa:
EUA: Transexual masculino, no quinto mês de gravidez, rejeitado pela família
26 de Março de 2008, 22:42
Los Angeles, Califórnia, 26 Mar (Lusa) - Thomas Beatie, um transexual varão, casado, dará à luz uma menina no Verão depois de várias tentativas para engravidar e após ter sido rejeitado pela sociedade e a sua família, informou a revista “The Advocate”.
Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade.
Ele há coisas do "arco da velha"...
Notícia da Lusa:
EUA: Transexual masculino, no quinto mês de gravidez, rejeitado pela família
26 de Março de 2008, 22:42
Los Angeles, Califórnia, 26 Mar (Lusa) - Thomas Beatie, um transexual varão, casado, dará à luz uma menina no Verão depois de várias tentativas para engravidar e após ter sido rejeitado pela sociedade e a sua família, informou a revista “The Advocate”.
Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade.
Ele há coisas do "arco da velha"...
Corta-unhas
Algum dia ainda gostava que me explicassem o fetiche que muitos portugueses têm em cortar as unhas em público.
Nos últimos dois dias fui bafejado com esta visão "extra ordinária": primeiro um homem na rua, numa estação ferroviária; depois, uma mulher, dentro do próprio comboio.
Mas, qual é a lógica disto? Será que ninguém lhes explicou quando eram pequeninos que, para além de tudo o resto, era uma grande falta de educação?
Devem pensar: "Ora bem, como é que vou ficar sozinho neste banco? Já sei, vou usar aqui o meu corta-unhas, fazer este barulhinho altamente irritante e atirar os pedacinhos para cima deles".
E pronto, lá conseguem os seus intentos porque ainda ninguém teve coragem - eu incluido - de lhes atirar a porcaria do corta-unhas para a linha do comboio.
Por favor, acabem com isso... um dia destes arriscam-se a que eu perca a cabeça.
Nos últimos dois dias fui bafejado com esta visão "extra ordinária": primeiro um homem na rua, numa estação ferroviária; depois, uma mulher, dentro do próprio comboio.
Mas, qual é a lógica disto? Será que ninguém lhes explicou quando eram pequeninos que, para além de tudo o resto, era uma grande falta de educação?
Devem pensar: "Ora bem, como é que vou ficar sozinho neste banco? Já sei, vou usar aqui o meu corta-unhas, fazer este barulhinho altamente irritante e atirar os pedacinhos para cima deles".
E pronto, lá conseguem os seus intentos porque ainda ninguém teve coragem - eu incluido - de lhes atirar a porcaria do corta-unhas para a linha do comboio.
Por favor, acabem com isso... um dia destes arriscam-se a que eu perca a cabeça.
sábado, março 22, 2008
Amêndoa amarga
Não sei se é das amêndoas, mas a verdade é que as pessoas parecem mais doces, mais queridas, mais simpáticas nesta época do ano.
Foram várias os vizinhos e colegas que, entre quarta-feira e hoje, me vieram cumprimentar especialmente, só porque era Páscoa.
Se alguns não o fazem habitualmente, porque raio o fazem agora?
Juro que não percebo e enerva-me…
Deve ser por isso que não gosto de amêndoas.
Foram várias os vizinhos e colegas que, entre quarta-feira e hoje, me vieram cumprimentar especialmente, só porque era Páscoa.
Se alguns não o fazem habitualmente, porque raio o fazem agora?
Juro que não percebo e enerva-me…
Deve ser por isso que não gosto de amêndoas.
quarta-feira, março 19, 2008
Arthur C. Clarke
Morreu, aos 90 anos, o escritor que inventou "2001 Odisseia no Espaço" e escreveu mais de 80 obras do género.
Eu cá gosto de ficção científica.
As minhas homenagens...
Eu cá gosto de ficção científica.
As minhas homenagens...
sábado, março 15, 2008
Expressões da nossa vida
Há expressões que ouvimos desde pequenos e que nos acompanham ao longo da vida. Esta é mais uma daquelas que, num país como o nosso, faz todo o sentido.
Muitas vezes ouvi a minha avó dizê-la e várias vezes a minha mãe ainda hoje repete, naqueles dias de maior cansaço.
Lembrei-me dela ao acordar quase às quatro da tarde depois de uma comprida semana de sete dias e de uma quinta-feira que só acabou na madrugada de sábado.
"No Céu esteja quem inventou o descanso".
É bem verdade, bem-haja.
Muitas vezes ouvi a minha avó dizê-la e várias vezes a minha mãe ainda hoje repete, naqueles dias de maior cansaço.
Lembrei-me dela ao acordar quase às quatro da tarde depois de uma comprida semana de sete dias e de uma quinta-feira que só acabou na madrugada de sábado.
"No Céu esteja quem inventou o descanso".
É bem verdade, bem-haja.
quarta-feira, março 12, 2008
(Des)Acordo Ortográfico
Dentro de poucos dias, a Texto Editora vai lançar os primeiros dicionários e um guia já com a nova grafia portuguesa baseada no Acordo Ortográfico que foi aprovado em Conselho de Ministros.
Ora, como sei que "Todo o Mundo é composto de mudança" - já diz o Camões e canta o José Mário Branco - o que lamento é que não se tenha aproveitado esta ocasião para juntar ao Acordo os "contributos" da "nova língua" portuguesa que nasceu com os SMSs.
Numa altura em k se tem em ação um plano que tenta melhorar as notas dos noços a Português, seria bué fixe começar, desde já, a facilitar a vida aos bacanos, n axam?
É k seria uma ganda xatice chegar a 2014, altura em k o acordo começa a bombar, e perceber k já n tá atual...
Pá, n sei, é só o meu .)
Agora a sério, devo dizer que - neste caso - partilho das dúvidas da ex-ministra da Cultura. Sinceramente, não sei como vai ser daqui a seis anos, mas temo que não estejamos a caminhar no bom sentido.
PS: Por outro lado, percebo que a força do Brasil pode ser a única hipótese de salvar o português no futuro.
Ora, como sei que "Todo o Mundo é composto de mudança" - já diz o Camões e canta o José Mário Branco - o que lamento é que não se tenha aproveitado esta ocasião para juntar ao Acordo os "contributos" da "nova língua" portuguesa que nasceu com os SMSs.
Numa altura em k se tem em ação um plano que tenta melhorar as notas dos noços a Português, seria bué fixe começar, desde já, a facilitar a vida aos bacanos, n axam?
É k seria uma ganda xatice chegar a 2014, altura em k o acordo começa a bombar, e perceber k já n tá atual...
Pá, n sei, é só o meu .)
Agora a sério, devo dizer que - neste caso - partilho das dúvidas da ex-ministra da Cultura. Sinceramente, não sei como vai ser daqui a seis anos, mas temo que não estejamos a caminhar no bom sentido.
PS: Por outro lado, percebo que a força do Brasil pode ser a única hipótese de salvar o português no futuro.
domingo, março 09, 2008
Contra-corrente
Quase todas as Universidades têm o estatuto de "trabalhador-estudante" e eu concordo com isso. A minha dúvida é se não deveria haver também o estatuto de "estudante-trabalhador"...
... e, já agora, se esse novo estatuto não deveria aplicar-se igualmente aos professores.
Eu compreendo a reacção dos docentes que se sentem atacados nos seus direitos e que, por isso, protestam: aulas de substituição obrigam a mais trabalho e eles são contra, avaliação de professores e não promoção automática obrigam a mais trabalho e eles estão contra.
É normal que assim seja porque ninguém gosta de perder privilégios.
Os sindicatos alcançaram ontem uma vitória impressionante. Conseguir trazer para a rua cerca de 100 mil docentes (até a polícia admite estes números) é extraordinário e nunca visto em Portugal e deve ter feito tremer Sócrates e a sua ministra mas - deixem-me dizer-vos isto baixinho: Eu concordo com a política de Maria de Lurdes Rodrigues...
Como em muitos outros aspectos da vida, os resultados daqui a uns tempos é que vão confirmar ou não quem tinha razão mas, estar agora a demitir a ministra, seria um erro grave, em minha opinião.
Os professores - tal como os outros portugueses - julgarão este Governo - e a oposição - em 2009 pela força do voto.
Já agora, só mais uma nota: este Executivo tem muitos defeitos, é verdade, e alguns "tiques esquisitos", mas uma coisa que não é, seguramente, é fascista. Se o fosse - garantidamente - não autorizaria que 100 mil pessoas o gritassem a plenos pulmões durante várias horas na principal avenida do país.
... e, já agora, se esse novo estatuto não deveria aplicar-se igualmente aos professores.
Eu compreendo a reacção dos docentes que se sentem atacados nos seus direitos e que, por isso, protestam: aulas de substituição obrigam a mais trabalho e eles são contra, avaliação de professores e não promoção automática obrigam a mais trabalho e eles estão contra.
É normal que assim seja porque ninguém gosta de perder privilégios.
Os sindicatos alcançaram ontem uma vitória impressionante. Conseguir trazer para a rua cerca de 100 mil docentes (até a polícia admite estes números) é extraordinário e nunca visto em Portugal e deve ter feito tremer Sócrates e a sua ministra mas - deixem-me dizer-vos isto baixinho: Eu concordo com a política de Maria de Lurdes Rodrigues...
Como em muitos outros aspectos da vida, os resultados daqui a uns tempos é que vão confirmar ou não quem tinha razão mas, estar agora a demitir a ministra, seria um erro grave, em minha opinião.
Os professores - tal como os outros portugueses - julgarão este Governo - e a oposição - em 2009 pela força do voto.
Já agora, só mais uma nota: este Executivo tem muitos defeitos, é verdade, e alguns "tiques esquisitos", mas uma coisa que não é, seguramente, é fascista. Se o fosse - garantidamente - não autorizaria que 100 mil pessoas o gritassem a plenos pulmões durante várias horas na principal avenida do país.
domingo, março 02, 2008
Utopia
Numa altura em que...
- milhares de professores protestam nas ruas e alguns são identificados pela polícia;
- o ministro da Saúde saiu por não aguentar a pressão;
- alguns ameaçam aumentar o pão em 50%;
- o plano "Porta 65" não funciona;
- o mundo continua a assistir à guerra no Médio Oriente e treme a olhar para o Kosovo...
http://www.youtube.com/watch?v=d_YyqCzIUsc&eurl=http://canetapermanente.blogspot.com/search?updated-max=2008-03-06T16%3A40%3A00Z&max-results=10&feature=player_embedded
... Esta é mesmo a música que interessa relembrar.
- milhares de professores protestam nas ruas e alguns são identificados pela polícia;
- o ministro da Saúde saiu por não aguentar a pressão;
- alguns ameaçam aumentar o pão em 50%;
- o plano "Porta 65" não funciona;
- o mundo continua a assistir à guerra no Médio Oriente e treme a olhar para o Kosovo...
http://www.youtube.com/watch?v=d_YyqCzIUsc&eurl=http://canetapermanente.blogspot.com/search?updated-max=2008-03-06T16%3A40%3A00Z&max-results=10&feature=player_embedded
... Esta é mesmo a música que interessa relembrar.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
"A rádio que mudou a Rádio"
"Tudo o que se passa, passa na TSF" e "Por uma boa história vamos ao fim da rua, vamos ao fim do mundo" - Estas são as duas frases que marcam a TSF, a primeira rádio de informação do país, que hoje faz 20 anos.
Foi uma lufada de ar fresco, foi uma nova maneira de fazer jornalismo, foi uma nova maneira de fazer rádio.
Grandes nomes passaram por lá e, desde esse 29 de Fevereiro de 1988, nada mais foi igual em Portugal. Tudo passou a andar mais rápido.
O incêndio do Chiado, o bloqueio da ponte 25 de Abril ou o "especial Timor" são marcas da grande Telefonia Sem Fios. Muitas horas passei eu ligado ao transistor a ouvir o "89.5"...
Com impacto semelhante, mas noutro meio, só o "Independente", de Paulo Portas, que, num registo diferente, fez tremer políticos.
Nos últimos tempos, muitas das figuras saíram e a Rádio Jornal tem estado em (grande) crise, com audível perda de qualidade, o que não é positivo nem para eles, nem para a concorrência.
Agora, com nova direcção, a TSF só pode melhorar e ainda bem, para todos os que ouvem e trabalham na informação em rádio.
Um abraço especial para AR, um amigo, agora do outro lado das ondas hertzianas.
Nós, por cá, vamos continuar a fazer o nosso trabalho o melhor possível, sempre com ouvido na telefonia.
Foi uma lufada de ar fresco, foi uma nova maneira de fazer jornalismo, foi uma nova maneira de fazer rádio.
Grandes nomes passaram por lá e, desde esse 29 de Fevereiro de 1988, nada mais foi igual em Portugal. Tudo passou a andar mais rápido.
O incêndio do Chiado, o bloqueio da ponte 25 de Abril ou o "especial Timor" são marcas da grande Telefonia Sem Fios. Muitas horas passei eu ligado ao transistor a ouvir o "89.5"...
Com impacto semelhante, mas noutro meio, só o "Independente", de Paulo Portas, que, num registo diferente, fez tremer políticos.
Nos últimos tempos, muitas das figuras saíram e a Rádio Jornal tem estado em (grande) crise, com audível perda de qualidade, o que não é positivo nem para eles, nem para a concorrência.
Agora, com nova direcção, a TSF só pode melhorar e ainda bem, para todos os que ouvem e trabalham na informação em rádio.
Um abraço especial para AR, um amigo, agora do outro lado das ondas hertzianas.
Nós, por cá, vamos continuar a fazer o nosso trabalho o melhor possível, sempre com ouvido na telefonia.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Há coisas "fantásticas"
Os cinco maiores bancos em Portugal tiveram, no ano passado, lucros de 2892 milhões de euros, mais 8% que em 2006, ou seja, 7.9 milhões de euros por dia.
Por exemplo, a Caixa Geral de Depósitos apresentou os melhores resultados de sempre com um lucro superior a 856 milhões de euros, quase mais 17%.
Estes números são tanto mais surpreendentes quando a banca se diz em crise por culpa do colapso do "crédito hipotecário de alto risco".
Ora, apesar dos números recorde, o presidente do banco do Estado, Faria de Oliveira, queixa-se e já veio avisar que a crise vai obrigar à subida dos spreads nos empréstimos dos clientes.
Como é que isto é possível? Crise? Qual crise?
Portugal é cada vez mais o "Brasil da Europa": os ricocs mais ricos e os pobres mais pobres.
PS: Depois disto, gostaria só de remeter para o post anterior e recordar a citação de Roberto Carneiro que também se aplica a este caso.
Por exemplo, a Caixa Geral de Depósitos apresentou os melhores resultados de sempre com um lucro superior a 856 milhões de euros, quase mais 17%.
Estes números são tanto mais surpreendentes quando a banca se diz em crise por culpa do colapso do "crédito hipotecário de alto risco".
Ora, apesar dos números recorde, o presidente do banco do Estado, Faria de Oliveira, queixa-se e já veio avisar que a crise vai obrigar à subida dos spreads nos empréstimos dos clientes.
Como é que isto é possível? Crise? Qual crise?
Portugal é cada vez mais o "Brasil da Europa": os ricocs mais ricos e os pobres mais pobres.
PS: Depois disto, gostaria só de remeter para o post anterior e recordar a citação de Roberto Carneiro que também se aplica a este caso.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
"Tenho vergonha destes números"
A frase é de Roberto Carneiro em reacção a um relatório da União Europeia sobre a pobreza em Portugal.
Eu subscrevo inteiramente esta declaração e deixo aqui o resumo que é da Lusa:
"Segundo um relatório da Comissão Europeia, sobre a protecção social e inclusão social, em Portugal há mais de 20% de crianças (uma em cada cinco) expostas ao risco de pobreza.
O risco abrange tanto crianças que vivem com adultos desempregados como as que vivem em lares onde não há desemprego.
Neste caso, Portugal está em penúltimo lugar e é apenas ultrapassado pela Polónia - ambos com mais de 20% de risco de exposição à pobreza - de uma tabela liderada pela Finlândia e Suécia, com 7% de risco."
Vale a pena pensar nisto...
Eu subscrevo inteiramente esta declaração e deixo aqui o resumo que é da Lusa:
"Segundo um relatório da Comissão Europeia, sobre a protecção social e inclusão social, em Portugal há mais de 20% de crianças (uma em cada cinco) expostas ao risco de pobreza.
O risco abrange tanto crianças que vivem com adultos desempregados como as que vivem em lares onde não há desemprego.
Neste caso, Portugal está em penúltimo lugar e é apenas ultrapassado pela Polónia - ambos com mais de 20% de risco de exposição à pobreza - de uma tabela liderada pela Finlândia e Suécia, com 7% de risco."
Vale a pena pensar nisto...
sábado, fevereiro 23, 2008
domingo, fevereiro 10, 2008
2.36
Eu sou completamente contra a pena de morte e tenho dúvidas que a prisão perpétua resolva alguma coisa, mas há situações...
Reparem nesta notícia da Lusa:
"O condutor de um dos veículos envolvidos numa colisão na madrugada deste sábado na A23, em Castelo Branco, de que resultou um morto e um ferido grave, apresentava uma taxa de álcool de 2,36, disse a BT/GNR.
O acidente ocorreu cerca das 00:35, na zona de Benquerenças, ao quilómetro 112, no sentido sul/norte, envolvendo duas viaturas ligeiras.
Uma das viaturas, por causas ainda desconhecidas, embateu na traseira da outra, onde seguiam três cidadãos de nacionalidade ucraniana, residentes em Penamacor, provocando a morte de um homem de 51 anos e ferimentos graves no que seguia no banco do «pendura».
A outra viatura acidentada registou apenas danos materiais, informou a mesma fonte.
A vítima mortal acabou por morrer nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde tinha sido levada depois de uma passagem pelo Hospital de Castelo Branco."
Convém só recordar que acima de 0.5 dá castigo e 1.2 é crime.
É em situações como esta que tenho dúvidas se os 25 anos de prisão não são uma pena leve.
Reparem nesta notícia da Lusa:
"O condutor de um dos veículos envolvidos numa colisão na madrugada deste sábado na A23, em Castelo Branco, de que resultou um morto e um ferido grave, apresentava uma taxa de álcool de 2,36, disse a BT/GNR.
O acidente ocorreu cerca das 00:35, na zona de Benquerenças, ao quilómetro 112, no sentido sul/norte, envolvendo duas viaturas ligeiras.
Uma das viaturas, por causas ainda desconhecidas, embateu na traseira da outra, onde seguiam três cidadãos de nacionalidade ucraniana, residentes em Penamacor, provocando a morte de um homem de 51 anos e ferimentos graves no que seguia no banco do «pendura».
A outra viatura acidentada registou apenas danos materiais, informou a mesma fonte.
A vítima mortal acabou por morrer nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde tinha sido levada depois de uma passagem pelo Hospital de Castelo Branco."
Convém só recordar que acima de 0.5 dá castigo e 1.2 é crime.
É em situações como esta que tenho dúvidas se os 25 anos de prisão não são uma pena leve.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Yes we can...
Esta é a "Super Terça-Feira", aquela que pode decidir muita coisa na corrida eleitoral dos Estados Unidos.
Estou com Barack Obama e este discurso explica porquê.
Se calhar preferem esta versão musical.
We want change...
Estou com Barack Obama e este discurso explica porquê.
Se calhar preferem esta versão musical.
We want change...
domingo, fevereiro 03, 2008
Isto é um assalto...
Eu, se fosse logista, teria o meu estabelecimento encerrado nesta altura dos saldos. À vista, apenas deixaria uma placa com a frase: “Desculpem...”.
Mas, “Desculpem” porquê?
É simples, há que ter respeito pelos consumidores e isso não acontece, sendo que estes são autenticamente assaltados, mesmo sem arma, sempre que vão às compras.
Se agora conseguem vender os seus produtos com 50 e 70% (!!) de descontos – com certeza ainda com margem de lucro porque ninguém trabalha para perder dinheiro – então isso quer dizer – se dúvidas houvesse - que nos andaram a roubar nos meses anteriores.
Atenção, “Roubar” é a palavra certa e, sinceramente, não entendo como é possível que, por exemplo, a ASAE ou a Autoridade da Concorrência não actuem e deixem que este escândalo continue ano após ano.
Claro que agora dá jeito ir às compras, a questão é o que se passa fora da “época de saldos”.
Mas, “Desculpem” porquê?
É simples, há que ter respeito pelos consumidores e isso não acontece, sendo que estes são autenticamente assaltados, mesmo sem arma, sempre que vão às compras.
Se agora conseguem vender os seus produtos com 50 e 70% (!!) de descontos – com certeza ainda com margem de lucro porque ninguém trabalha para perder dinheiro – então isso quer dizer – se dúvidas houvesse - que nos andaram a roubar nos meses anteriores.
Atenção, “Roubar” é a palavra certa e, sinceramente, não entendo como é possível que, por exemplo, a ASAE ou a Autoridade da Concorrência não actuem e deixem que este escândalo continue ano após ano.
Claro que agora dá jeito ir às compras, a questão é o que se passa fora da “época de saldos”.
sábado, fevereiro 02, 2008
... no país das maravilhas (*)
As recentes e reiteradas declarações do novo Bastonário da Ordem dos Advogados são graves. Esperemos que, desta vez, se faça alguma coisa e não caia tudo em saco roto.
O procurador-geral da república já mandou abrir um inquérito, entregue a Cândida Almeida, agora é só esperar resultados.
Aquilo que Marinho Pinto tem dito já nós ouvimos há alguns anos e realmente há casos inacreditáveis que levantam dúvidas: Para além da "estória" do prédio em Coimbra, que aumentou mais de cinco milhões de euros da manhã para a tarde do mesmo dia, todos já ouvimos falar de Ferreira do Amaral e da Lusoponte ou de Pina Moura e a Iberdrola, por exemplo.
Como não quero acreditar que Marinho Pinto seja maluco e como aprecio a sua frontalidade, espero que isto dê alguma coisa... e não se prove que vivemos num "país de fantasia" em que se fala de tudo, se sabe de "coisas", mas nunca se prova nada e todos vão cantando e rindo.
(*) Título relembrado por Fernando Seara comentando outro caso trágico das últimas semanas em Rio de Mouro.
O procurador-geral da república já mandou abrir um inquérito, entregue a Cândida Almeida, agora é só esperar resultados.
Aquilo que Marinho Pinto tem dito já nós ouvimos há alguns anos e realmente há casos inacreditáveis que levantam dúvidas: Para além da "estória" do prédio em Coimbra, que aumentou mais de cinco milhões de euros da manhã para a tarde do mesmo dia, todos já ouvimos falar de Ferreira do Amaral e da Lusoponte ou de Pina Moura e a Iberdrola, por exemplo.
Como não quero acreditar que Marinho Pinto seja maluco e como aprecio a sua frontalidade, espero que isto dê alguma coisa... e não se prove que vivemos num "país de fantasia" em que se fala de tudo, se sabe de "coisas", mas nunca se prova nada e todos vão cantando e rindo.
(*) Título relembrado por Fernando Seara comentando outro caso trágico das últimas semanas em Rio de Mouro.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Remodelação
Confesso que há coisas na política que não deixam de me surpreender. O ministro da Saúde acaba de ser substituido.
Ora, estando o país a realizar uma reforma polémica neste Ministério, isto quer dizer o quê?
Correia de Campos estava errado? Se estava devia ter sido travado há muito tempo e posto na ordem por José Sócrates.
Se estava certo e a sua política é a correcta, apesar das muitas críticas, então devia ter-se mantido seguro no Executivo.
A política vai mudar? O que vai acontecer, por exemplo, ao plano apresentado pelos peritos no que diz respeito às urgências? Correia de Campos conhecia o sector e parecia determinado...
Agora, o Primeiro-ministro vai ter dificuldades em justificar as suas ideias neste sector, que é fundamental, e a oposição tem aqui campo para atacar forte e feio.
Sobre a ministra da Cultura pouco há a dizer, era claramente um erro de "casting".
Mário Lino, Manuel Pinho e Nunes Correia lá se safaram desta...
Ora, estando o país a realizar uma reforma polémica neste Ministério, isto quer dizer o quê?
Correia de Campos estava errado? Se estava devia ter sido travado há muito tempo e posto na ordem por José Sócrates.
Se estava certo e a sua política é a correcta, apesar das muitas críticas, então devia ter-se mantido seguro no Executivo.
A política vai mudar? O que vai acontecer, por exemplo, ao plano apresentado pelos peritos no que diz respeito às urgências? Correia de Campos conhecia o sector e parecia determinado...
Agora, o Primeiro-ministro vai ter dificuldades em justificar as suas ideias neste sector, que é fundamental, e a oposição tem aqui campo para atacar forte e feio.
Sobre a ministra da Cultura pouco há a dizer, era claramente um erro de "casting".
Mário Lino, Manuel Pinho e Nunes Correia lá se safaram desta...
sábado, janeiro 19, 2008
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Dúvida da semana
Suharto está muito doente, mesmo em risco de vida. Não desejo a morte de ninguém, mas também não esperem que chore por um ditador.
A doença do homem que liderou a Indonésia durante décadas foi o pretexto para voltarmos a ouvir ou ler expressões como “antigo” ditador e “ex”-ditador.
Mantenho esta teima há vários anos: “antigo” e “ex” não são a mesma coisa neste contexto.
Se, no entanto, tiver mesmo que escolher uma das expressões em causa, não tenho dúvidas: Suharto foi o “antigo” ditador da Indonésia e nunca “ex” ditador.
Para mim, Suharto é um ditador e sempre será, ponto final. Só não o é agora, no activo, porque simplesmente deixou o poder. Se ainda fosse Presidente continuaria, seguramente, a ser ditador.
Reparem que, por exemplo, Sá Carneiro morreu enquanto Primeiro-ministro. Por isso, não é “ex”, é “antigo” Primeiro-ministro.
Já, ao contrário, quando alguém se divorcia, passa a ser ex-marido ou ex-mulher porque deixou de ser casado.
Esta é – diria o meu antigo chefe – uma “chinezice”... mas, para ti, “ex” ditador e “antigo” ditador são sinónimos?
A doença do homem que liderou a Indonésia durante décadas foi o pretexto para voltarmos a ouvir ou ler expressões como “antigo” ditador e “ex”-ditador.
Mantenho esta teima há vários anos: “antigo” e “ex” não são a mesma coisa neste contexto.
Se, no entanto, tiver mesmo que escolher uma das expressões em causa, não tenho dúvidas: Suharto foi o “antigo” ditador da Indonésia e nunca “ex” ditador.
Para mim, Suharto é um ditador e sempre será, ponto final. Só não o é agora, no activo, porque simplesmente deixou o poder. Se ainda fosse Presidente continuaria, seguramente, a ser ditador.
Reparem que, por exemplo, Sá Carneiro morreu enquanto Primeiro-ministro. Por isso, não é “ex”, é “antigo” Primeiro-ministro.
Já, ao contrário, quando alguém se divorcia, passa a ser ex-marido ou ex-mulher porque deixou de ser casado.
Esta é – diria o meu antigo chefe – uma “chinezice”... mas, para ti, “ex” ditador e “antigo” ditador são sinónimos?
sábado, janeiro 12, 2008
Simplex
Há conversas que eu preferia não ter ouvido, esta foi mais uma delas. Não foi nada de muito extraordinário, eu é que não percebi se devia rir ou chorar.
Conversam duas jovens universitárias:
- "Olha, quanto tiveste no trabalho de (...)?"
- "Zero"
- "Então?!"
- "A professora diz que foi plágio.
- "A sério?"
- "Encontrou três trabalhos iguais na nossa turma"
- "E fizeste plágio?"
- "Pá, sei lá, eu fui buscar umas coisas à net..."
Isto agora deve ser normal nas escolas e universidades deste nosso Portugal. É, seguramente, mais uma "vantagem" do "Plano Tecnológico".
Viva a internet e o "São Google" que nos desenrasca tudo o que precisamos.
Conversam duas jovens universitárias:
- "Olha, quanto tiveste no trabalho de (...)?"
- "Zero"
- "Então?!"
- "A professora diz que foi plágio.
- "A sério?"
- "Encontrou três trabalhos iguais na nossa turma"
- "E fizeste plágio?"
- "Pá, sei lá, eu fui buscar umas coisas à net..."
Isto agora deve ser normal nas escolas e universidades deste nosso Portugal. É, seguramente, mais uma "vantagem" do "Plano Tecnológico".
Viva a internet e o "São Google" que nos desenrasca tudo o que precisamos.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
e o OTArio sou eu? (*)
Afinal, parece que o novo aeroporto internacional de Lisboa vai mesmo ser em Alcochete e não na Ota, como se dizia há anos.
Afinal, "jamais" tem um significado diferente daquele que eu aprendi na escola.
Afinal, parece que Mário Lino - apesar da reviravolta, do "deserto" e do "nunca em francês" - não vai sofrer com o "ricochete" do Tiro vindo de Alcochete.
Afinal, Sócrates ainda consegue ter promessas para ignorar.
PS: Noutro âmbito - ou não - nada OTArio é Armando Vara. "Não vá o Diabo tecê-las", o melhor é aguentar o lugar na Caixa e continuar a receber, até saber se vai mesmo para a concorrência directa ganhar uns "trocos jeitosos" a mais.
Há mesmo pessoas que não deixam de me surpreender. O senhor Vara é uma delas.
(*) Obrigado a Luiz Felipe Scolari por ter servido de inspiração.
Afinal, "jamais" tem um significado diferente daquele que eu aprendi na escola.
Afinal, parece que Mário Lino - apesar da reviravolta, do "deserto" e do "nunca em francês" - não vai sofrer com o "ricochete" do Tiro vindo de Alcochete.
Afinal, Sócrates ainda consegue ter promessas para ignorar.
PS: Noutro âmbito - ou não - nada OTArio é Armando Vara. "Não vá o Diabo tecê-las", o melhor é aguentar o lugar na Caixa e continuar a receber, até saber se vai mesmo para a concorrência directa ganhar uns "trocos jeitosos" a mais.
Há mesmo pessoas que não deixam de me surpreender. O senhor Vara é uma delas.
(*) Obrigado a Luiz Felipe Scolari por ter servido de inspiração.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Como está?
As notícias são assim: aparecem e desaparecem a grande velocidade... a maioria até nos esquecemos delas. É verdade que umas demoram horas, outras dias, semanas, meses... mas todas acabam, mais cedo ou mais tarde, por perder gás.
Por exemplo, se vos perguntar se se lembram de algum assunto minimamente relevante de 4 de Janeiro de 2006, naturalmente, vão responder-me que não.
Mas foi nesse dia que Ariel Sharon teve o segundo derrame cerebral que o deixou ligado à máquina.
O Primeiro-ministro israelita preparava-se para ganhar as eleições com um novo partido quando foi parar ao hospital. Dada a sensibilidade da situação, dele e da região onde vive, o "caso Sharon" manteve os jornalistas entretidos umas semanas.
Agora, dois anos passados, há quanto tempo não ouve nada sobre o homem? Morreu? Está ligado à máquina? Melhorou?
Não faço ideia.
Por exemplo, se vos perguntar se se lembram de algum assunto minimamente relevante de 4 de Janeiro de 2006, naturalmente, vão responder-me que não.
Mas foi nesse dia que Ariel Sharon teve o segundo derrame cerebral que o deixou ligado à máquina.
O Primeiro-ministro israelita preparava-se para ganhar as eleições com um novo partido quando foi parar ao hospital. Dada a sensibilidade da situação, dele e da região onde vive, o "caso Sharon" manteve os jornalistas entretidos umas semanas.
Agora, dois anos passados, há quanto tempo não ouve nada sobre o homem? Morreu? Está ligado à máquina? Melhorou?
Não faço ideia.
terça-feira, janeiro 01, 2008
E ainda querem festa?
Se há coisa que não percebo são os festejos de passagem de ano.
Festas, fogo de artifício, bater de pratos, grandes bebedeiras... Mas estamos a comemorar exactamente o quê?
É que o novo ano tem pouco ou nada de positivo. Ano após ano, a notícia do dia 1 são sempre os aumentos. Não dos salários, mas dos produtos.
Aumentos vários, quase todos acima da inflação com desculpas várias, alguns deles de forma escandalosa. Reparem só num exemplo: o pão sobe, pelo menos, 10%, enquanto os salários sobem - convém recordar - 2.1%.
Nada faz sentido... e ainda querem festa. Não percebo.
Festas, fogo de artifício, bater de pratos, grandes bebedeiras... Mas estamos a comemorar exactamente o quê?
É que o novo ano tem pouco ou nada de positivo. Ano após ano, a notícia do dia 1 são sempre os aumentos. Não dos salários, mas dos produtos.
Aumentos vários, quase todos acima da inflação com desculpas várias, alguns deles de forma escandalosa. Reparem só num exemplo: o pão sobe, pelo menos, 10%, enquanto os salários sobem - convém recordar - 2.1%.
Nada faz sentido... e ainda querem festa. Não percebo.
domingo, dezembro 30, 2007
Amor de pai
Os condenados à morte têm direito a um último desejo; por outro lado, os testamentos são para cumprir…
Ora, serve esta introdução para lembrar o “caso do dia”, verdadeiramente fantástico pelos parâmetros ocidentais.
Benazir Bhutto foi assassinada, falta só perceber como (as versões já são mais que muitas), e deixou um “testamento político”.
Aberto esta tarde, o documento solene da antiga Primeira-ministra (a sua última vontade) indicava o marido como seu sucessor à frente do Partido do Povo do Paquistão.
Ora, contrariando essa indicação, Asif Ali Zardari abdicou desse poder e entregou-o de mão beijada ao filho. Bilawal Bhutto tem 19 anos e sucede, assim, ao avô e à mãe na liderança do PPP.
Seguramente a atitude de Ali Zardari ficou a dever-se a amor… não pelo filho, como seria de esperar, mas certamente pela própria vida.
Não sei o que vai acontecer ao rapaz no futuro, mas gostaria só de lembrar que o avô, a mãe e dois tios Bhutto foram assassinados.
O pai, para variar, deve querer morrer de velhice.
Ora, serve esta introdução para lembrar o “caso do dia”, verdadeiramente fantástico pelos parâmetros ocidentais.
Benazir Bhutto foi assassinada, falta só perceber como (as versões já são mais que muitas), e deixou um “testamento político”.
Aberto esta tarde, o documento solene da antiga Primeira-ministra (a sua última vontade) indicava o marido como seu sucessor à frente do Partido do Povo do Paquistão.
Ora, contrariando essa indicação, Asif Ali Zardari abdicou desse poder e entregou-o de mão beijada ao filho. Bilawal Bhutto tem 19 anos e sucede, assim, ao avô e à mãe na liderança do PPP.
Seguramente a atitude de Ali Zardari ficou a dever-se a amor… não pelo filho, como seria de esperar, mas certamente pela própria vida.
Não sei o que vai acontecer ao rapaz no futuro, mas gostaria só de lembrar que o avô, a mãe e dois tios Bhutto foram assassinados.
O pai, para variar, deve querer morrer de velhice.
Simplex
José Sócrates gaba-se de estar, através do “Simplex” e do “Plano Tecnológico”, a fazer evoluir o país, tornando-o mais eficaz e menos burocratizado.
Não vou aqui fazer análises políticas, quero apenas dizer que o Primeiro-ministro português tem muito que aprender com alguns dos seus amigos africanos.
Espero que os contactos na recente cimeira UE-África em Lisboa tenham dado ideias a Sócrates para melhorar ainda mais os seus programas.
É que se não, reparem:
Qual é – reconhecidamente – um dos principais problemas do país? A morosidade da Justiça.
Há quantos anos decorre o processo Casa Pia, por exemplo? Quantas sessões faltam para terminar o caso? Muitas.
Já em países evoluídos como o Chade, o mediático processo da “Arca de Zoé” foi resolvido em menos de uma semana. Julgamento e sentença, tudo em quatro (4) dias.
Ok, é só um exemplo, ainda não estão convencidos? Tudo bem, aqui fica outro caso.
Quantos dias demora um Primeiro-ministro ou Presidente da República a tomar posse em Portugal após as eleições? Nunca menos de um mês.
O que se passa nesse paraíso que é o Quénia? Entre a saída dos resultados oficiais e a tomada de posse do Presidente Kibaki passou uma (1) hora.
Países evoluidos... há que aprender com quem sabe.
Não vou aqui fazer análises políticas, quero apenas dizer que o Primeiro-ministro português tem muito que aprender com alguns dos seus amigos africanos.
Espero que os contactos na recente cimeira UE-África em Lisboa tenham dado ideias a Sócrates para melhorar ainda mais os seus programas.
É que se não, reparem:
Qual é – reconhecidamente – um dos principais problemas do país? A morosidade da Justiça.
Há quantos anos decorre o processo Casa Pia, por exemplo? Quantas sessões faltam para terminar o caso? Muitas.
Já em países evoluídos como o Chade, o mediático processo da “Arca de Zoé” foi resolvido em menos de uma semana. Julgamento e sentença, tudo em quatro (4) dias.
Ok, é só um exemplo, ainda não estão convencidos? Tudo bem, aqui fica outro caso.
Quantos dias demora um Primeiro-ministro ou Presidente da República a tomar posse em Portugal após as eleições? Nunca menos de um mês.
O que se passa nesse paraíso que é o Quénia? Entre a saída dos resultados oficiais e a tomada de posse do Presidente Kibaki passou uma (1) hora.
Países evoluidos... há que aprender com quem sabe.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Dúvida da semana
Uma das maiores alegrias que senti na vida foi quando o Alcoitão me "autorizou" (acho que é mesmo esta a palavra) a usar outra coisa que não botas ortopédicas.
A alegria e a vontade eram tantas que, desde esse dia, foram raras as ocasiões em que não andei ou descalço ou de sapatilhas.
Lembrei-me disto porque, ontem, tive o azar de dizer em voz alta: "Preciso de comprar umas sapatilhas". Disse logo um engraçadinho meu conhecido: "O quê? Vais para o ballet?".
Ora, vamos lá esclarecer uma coisa:
Eu sei que a malta de Lisboa anda de "ténis", mas para mim "ténis" é simplesmente um desporto, não algo que se calça.
Eu cá uso SAPATILHAS e não, não estou a falar de sapatinhos para o ballet, estou a falar disto:

Isto são sapatilhas meus amigos, daquelas que eu uso, ok?
E tu, usas sapatilhas ou ténis?
A alegria e a vontade eram tantas que, desde esse dia, foram raras as ocasiões em que não andei ou descalço ou de sapatilhas.
Lembrei-me disto porque, ontem, tive o azar de dizer em voz alta: "Preciso de comprar umas sapatilhas". Disse logo um engraçadinho meu conhecido: "O quê? Vais para o ballet?".
Ora, vamos lá esclarecer uma coisa:
Eu sei que a malta de Lisboa anda de "ténis", mas para mim "ténis" é simplesmente um desporto, não algo que se calça.
Eu cá uso SAPATILHAS e não, não estou a falar de sapatinhos para o ballet, estou a falar disto:

Isto são sapatilhas meus amigos, daquelas que eu uso, ok?
E tu, usas sapatilhas ou ténis?
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Crise? Qual crise?
No Natal gosto de juntar a família mais chegada, é essa a minha prenda, é verdadeiramente a única que me interessa.
Os meus avós já não estão connosco. Não me lembro dos meus avós paternos, mas recordo com saudade a minha avó Luz e o meu avô João... e o Natal numa aldeia da Beira Baixa com um pinheiro a sério e tudo.
Isso era o Natal, tranquilo, agora, em Lisboa, é tudo diferente e cada vez faz-me mais impressão a vertigem consumista que se apodera das pessoas.
Não percebo como é possível que, estando em crise, os portugueses gastem o que têm e o que não têm com presentes supérfluos e ostentatórios só para mostrar ao vizinho.
E ano após ano lê-se isto:
"De acordo com dados da SIBS, nos primeiros 18 dias do mês de Dezembro os portugueses usaram os seus cartões para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista--se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento, um valor significativo tendo em conta o que tem sido o crescimento do consumo privado nos últimos anos.", in Público.
Como diz o outro, não havia necessidade.
Mas, pronto amigos, seja como seja o vosso Natal, desejo-vos Saúde e Sorte, que é o que é realmente preciso.
Os meus avós já não estão connosco. Não me lembro dos meus avós paternos, mas recordo com saudade a minha avó Luz e o meu avô João... e o Natal numa aldeia da Beira Baixa com um pinheiro a sério e tudo.
Isso era o Natal, tranquilo, agora, em Lisboa, é tudo diferente e cada vez faz-me mais impressão a vertigem consumista que se apodera das pessoas.
Não percebo como é possível que, estando em crise, os portugueses gastem o que têm e o que não têm com presentes supérfluos e ostentatórios só para mostrar ao vizinho.
E ano após ano lê-se isto:
"De acordo com dados da SIBS, nos primeiros 18 dias do mês de Dezembro os portugueses usaram os seus cartões para levantar 1388 milhões de euros e para comprar produtos com o valor de 1547 milhões. Estes números, somados, representam um acréscimo de 6,3 por cento face aos mesmos dias do ano anterior. Tendo em conta que a inflação homóloga, em Novembro, se cifrou em 2,8 por cento, regista--se um acréscimo real das aquisições feitas utilizando este método de pagamento de 3,5 por cento, um valor significativo tendo em conta o que tem sido o crescimento do consumo privado nos últimos anos.", in Público.
Como diz o outro, não havia necessidade.
Mas, pronto amigos, seja como seja o vosso Natal, desejo-vos Saúde e Sorte, que é o que é realmente preciso.
sábado, dezembro 15, 2007
Gorjetas há muitas
O conselho vem de Espanha, é feito para espanhóis, mas serve também para os portugueses que, como se sabe, estão endividados até aos cabelos.
É nos pequenos pormenores que se faz a diferença e, realmente, dar um euro de gorjeta após dois cafés parece-me um exagero.
Don't tip so much, economy minister tells Spaniards
MADRID, Dec 15 (Reuters) - Spaniards still have not fully understood the value of a euro and often tip too much, adding to the sense that life is more expensive, Economy Minister Pedro Solbes said on Saturday.
"I see people having a couple of coffees and calmly leaving a euro as a tip. That's 50 percent of the value of the product,"
Solbes said at a political rally to discuss economic issues ahead of next year's general elections.
"People haven't taken on board the value of a euro. 20 cents is 32 pesetas, a euro is 160," he said.
A propósito... também nunca percebi porque raio é que os senhores dos cafés e os "fogareiros" "têm" que ter gorjeta por sistema, só porque sim.
É nos pequenos pormenores que se faz a diferença e, realmente, dar um euro de gorjeta após dois cafés parece-me um exagero.
Don't tip so much, economy minister tells Spaniards
MADRID, Dec 15 (Reuters) - Spaniards still have not fully understood the value of a euro and often tip too much, adding to the sense that life is more expensive, Economy Minister Pedro Solbes said on Saturday.
"I see people having a couple of coffees and calmly leaving a euro as a tip. That's 50 percent of the value of the product,"
Solbes said at a political rally to discuss economic issues ahead of next year's general elections.
"People haven't taken on board the value of a euro. 20 cents is 32 pesetas, a euro is 160," he said.
A propósito... também nunca percebi porque raio é que os senhores dos cafés e os "fogareiros" "têm" que ter gorjeta por sistema, só porque sim.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Fónix (*)
Ouvi esta no programa "A semana passada" da TSF e achei um mimo: Os CTT vão ter uma rede de telemóveis e querem ser a quarta rede do país.
Ora, tendo em conta que Portugal é dos países da União Europeia com mais assinaturas de telemóvel, segundo dados do Eurostat, nada é de estranhar.
A questão aqui está no fantástico nome escolhido para a rede: "Phone-ix".
É caso para dizer: "Fónix, esta merda não funciona, vamos ser gozados à grande".
Mas quem é que autorizou este nome?
(*) Bom, quer dizer, se a ideia era deixar as pessoas a falar disto, estão a conseguir.
Ora, tendo em conta que Portugal é dos países da União Europeia com mais assinaturas de telemóvel, segundo dados do Eurostat, nada é de estranhar.
A questão aqui está no fantástico nome escolhido para a rede: "Phone-ix".
É caso para dizer: "Fónix, esta merda não funciona, vamos ser gozados à grande".
Mas quem é que autorizou este nome?
(*) Bom, quer dizer, se a ideia era deixar as pessoas a falar disto, estão a conseguir.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Desabafo (*)
Já não me acontecia há muitos anos e estava a ficar "destreinado". Talvez por isso me tenha feito mais impressão do que habitualmente: ontem voltei a dar de caras com um "tipo 4".
Antes de mais deixem-me explicar-vos que a minha experiência (!) de 33 anos me permite ter inventado para uso pessoal e intransmissível (pelo menos até hoje) uma catalogação das pessoas ditas "normais".
Há quatro tipos diferentes, passo a explicar:
1- as pessoas que te tratam normalmente, que te percebem e te ajudam quando necessário.
2- as pessoas que parece que te ignoram e quando passas começam a "bichanar" (habitualmente são pessoas de idade que têm conversas do género: "Coitadinho terá sido acidente?").
3- as pessoas que te abordam (habitualmente crianças que fazem perguntas ou pedidos do género: "Podes ir a correr até ali? Tens algum irmão como tu?).
4- as "pessoas" que te ofendem sem razão aparente só porque és deficiente.
Foi o que me voltou a acontecer ontem: duas pessoas num carro, eu a tentar atravessar a estrada junto a um passeio em obras e um esperto sorridente a gritar: "Ó aleijadinho endireita as pernas".
Enfim, só espero que o moço não tenha nenhum azar na vida.
(*) Desculpem este desabafo, não é habitual vir para aqui armar-me em Calimero, mas há dias assim...
Antes de mais deixem-me explicar-vos que a minha experiência (!) de 33 anos me permite ter inventado para uso pessoal e intransmissível (pelo menos até hoje) uma catalogação das pessoas ditas "normais".
Há quatro tipos diferentes, passo a explicar:
1- as pessoas que te tratam normalmente, que te percebem e te ajudam quando necessário.
2- as pessoas que parece que te ignoram e quando passas começam a "bichanar" (habitualmente são pessoas de idade que têm conversas do género: "Coitadinho terá sido acidente?").
3- as pessoas que te abordam (habitualmente crianças que fazem perguntas ou pedidos do género: "Podes ir a correr até ali? Tens algum irmão como tu?).
4- as "pessoas" que te ofendem sem razão aparente só porque és deficiente.
Foi o que me voltou a acontecer ontem: duas pessoas num carro, eu a tentar atravessar a estrada junto a um passeio em obras e um esperto sorridente a gritar: "Ó aleijadinho endireita as pernas".
Enfim, só espero que o moço não tenha nenhum azar na vida.
(*) Desculpem este desabafo, não é habitual vir para aqui armar-me em Calimero, mas há dias assim...
segunda-feira, novembro 26, 2007
Deve ser do cansaço
O líder da Juventude Centrista disse que era preciso "apontar com frontalidade" alguns dos principais responsáveis por actos como os "sequestros e incêndios às sedes do CDS-PP logo após a revolução de Abril de 1974 e que continuam hoje no activo".
Eu, que sou pela "frontalidade", acho bem e, por isso, aqui estou solidário com a indignação de Pedro Moutinho.
O rapaz, depois de um almoço com os seus camaradas (perdão, colegas) de partido, deu alguns exemplos de pessoas que estiveram envolvidos nos "distúrbios revolucionários":
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares".
Ora bem, eu confesso que não sei exactamente quais são as brincadeiras de infância dos meninos do CDS-PP, mas, se calhar, a organização de revoluções e colocação de bombas fazem parte do leque de jogos habituais.
É que convém lembrar ao jovem líder da JC que, por alturas do Verão Quente, o perigoso Bernardino Soares, do PCP, tinha quatro (4) anos.
Alguém coloca bombas com quatro anos? Parece-me difícil, não sei. Eu cá brincava com carrinhos e queria era jogar à bola.
Eu, que sou pela "frontalidade", acho bem e, por isso, aqui estou solidário com a indignação de Pedro Moutinho.
O rapaz, depois de um almoço com os seus camaradas (perdão, colegas) de partido, deu alguns exemplos de pessoas que estiveram envolvidos nos "distúrbios revolucionários":
"Falo do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que mais tarde se renderia às virtudes do capitalismo. Falo também das bombas das FP 25 de Abril e políticos actuais como Francisco Louçã, Luís Fazenda, Jerónimo de Sousa, Odete Santos e Bernardino Soares".
Ora bem, eu confesso que não sei exactamente quais são as brincadeiras de infância dos meninos do CDS-PP, mas, se calhar, a organização de revoluções e colocação de bombas fazem parte do leque de jogos habituais.
É que convém lembrar ao jovem líder da JC que, por alturas do Verão Quente, o perigoso Bernardino Soares, do PCP, tinha quatro (4) anos.
Alguém coloca bombas com quatro anos? Parece-me difícil, não sei. Eu cá brincava com carrinhos e queria era jogar à bola.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Opinião Pública
Lembro-me, há uns tempos, de um estudo de opinião em que os jornalistas eram a segunda ou terceira profissão em que os portugueses mais confiavam.
Ontem, no comboio, um velhote lia um daqueles jornais gratuitos que nos são oferecidos à entrada da gare.
Ao reparar que eu estava a espreitar por cima do ambro, aquela atitude habitual e tão irritante dos portugueses, perguntou-me:
"Quer ler o jornaleco? Isto é só mentiras, mas sempre pode ser que acertem alguma".
Recusei e fiquei a pensar: "Será que este é um sentimento comum entre as pessoas? Será que a opinião da opinião pública está a mudar?"
A maneira como têm sido geridos alguns dos últimos casos mais mediáticos talvez tenha (des)ajudado.
Ontem, no comboio, um velhote lia um daqueles jornais gratuitos que nos são oferecidos à entrada da gare.
Ao reparar que eu estava a espreitar por cima do ambro, aquela atitude habitual e tão irritante dos portugueses, perguntou-me:
"Quer ler o jornaleco? Isto é só mentiras, mas sempre pode ser que acertem alguma".
Recusei e fiquei a pensar: "Será que este é um sentimento comum entre as pessoas? Será que a opinião da opinião pública está a mudar?"
A maneira como têm sido geridos alguns dos últimos casos mais mediáticos talvez tenha (des)ajudado.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Flexibilidade e polivalência
Esta é uma das ideias base que o Governo quer impingir aos funcionários públicos e que, mais tarde ou mais cedo, vai chegar aos privados.
O curioso é que, muito antes desta ideia peregrina, já alguns dos comentadores televisivos tinham aderido a este princípio.
Dois exemplos paradigmáticos: Nuno Rogeiro, nascido para o mundo do comentarismo internacional aquando da Guerra do Golfo de 1991; e, claro, o impagável professor Marcelo, que todos os órgãos de comunicação ouvem religiosamente aos domingos à noite em busca de um qualquer rasgo.
Neste seguimento, eis que se está a formar uma nova classe: os gestores públicos polivalentes.
É indiferente qual é a empresa, qual o ramo, qual a situação. A questão é: "Há problemas? Vai-se buscar o Almerindo".
"Mas o homem percebe alguma coisa de estradas? - Não pá, mas também não é preciso. O gajo não percebia de televisão e endireitou a RTP. - Ah... - Pois, e ainda por cima foi nomeado pelo PSD, por isso, agora não podemos ser criticados. - Ah, ok, percebi-te".
O curioso é que, muito antes desta ideia peregrina, já alguns dos comentadores televisivos tinham aderido a este princípio.
Dois exemplos paradigmáticos: Nuno Rogeiro, nascido para o mundo do comentarismo internacional aquando da Guerra do Golfo de 1991; e, claro, o impagável professor Marcelo, que todos os órgãos de comunicação ouvem religiosamente aos domingos à noite em busca de um qualquer rasgo.
Neste seguimento, eis que se está a formar uma nova classe: os gestores públicos polivalentes.
É indiferente qual é a empresa, qual o ramo, qual a situação. A questão é: "Há problemas? Vai-se buscar o Almerindo".
"Mas o homem percebe alguma coisa de estradas? - Não pá, mas também não é preciso. O gajo não percebia de televisão e endireitou a RTP. - Ah... - Pois, e ainda por cima foi nomeado pelo PSD, por isso, agora não podemos ser criticados. - Ah, ok, percebi-te".
sexta-feira, novembro 16, 2007
O outro lado das notícias...
Nos primeiros dias do "processo Maddie" foi divulgada uma fotografia - e a partir dai lançada uma mega-campanha - de Madeleine McCann em que o destaque era dado a um sinal distintivo num dos olhos da menina.
Com aquela marca caracteristica no olho direito, seguramente, só a pequena menina inglesa.
Ora, como está bom de ver, esse foi, claramente, um erro de estratégia porque, se fosse caso disso, o tal sinal característico seria (terá sido) uma autêntica "sentença de morte" - isto, claro, para quem acredita na tese de rapto - para Maddie.
Outro caso tem a ver com o que aconteceu ontem: passaram de um blog para as televisões e um jornal nacional as ameaças de um bando de energúmenos a elementos da polícia que está a tomar conta das claques.
Este "alastrar da notícia" não facilita o trabalho dessa força porque pode incendiar o ambiente, especialmente a poucos dias de um Benfica-FC Porto.
Às vezes, era bom ter atenção ao que se dá, como se dá...
Com aquela marca caracteristica no olho direito, seguramente, só a pequena menina inglesa.
Ora, como está bom de ver, esse foi, claramente, um erro de estratégia porque, se fosse caso disso, o tal sinal característico seria (terá sido) uma autêntica "sentença de morte" - isto, claro, para quem acredita na tese de rapto - para Maddie.
Outro caso tem a ver com o que aconteceu ontem: passaram de um blog para as televisões e um jornal nacional as ameaças de um bando de energúmenos a elementos da polícia que está a tomar conta das claques.
Este "alastrar da notícia" não facilita o trabalho dessa força porque pode incendiar o ambiente, especialmente a poucos dias de um Benfica-FC Porto.
Às vezes, era bom ter atenção ao que se dá, como se dá...
quinta-feira, novembro 15, 2007
No comments
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou na Comissão Parlamentar de Finanças e Orçamento, no Parlamento, que muitas das grandes empresas portuguesas são fraudulentas em termos fiscais.
Amaral Tomaz diz que “em Portugal enraizou-se sempre a convicção de que as grandes empresas não cometem fraude fiscal, mas a realidade é diferente daquilo que podemos pensar".
A sério? Ninguém diria.
Amaral Tomaz diz que “em Portugal enraizou-se sempre a convicção de que as grandes empresas não cometem fraude fiscal, mas a realidade é diferente daquilo que podemos pensar".
A sério? Ninguém diria.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Apitadela...
Andar na estrada em Lisboa é um “must”, isto claro, se se conseguir o distanciamento suficiente para apreciar o “espectáculo”.
Os portugueses, na generalidade, conduzem mal, mas, curiosamente, têm a mania que conduzem bem.
E o engraçado disto é apreciar dois “artistas do volante” em competição.
Claro que há sempre a hipótese de pararem as viaturas e resolverem a querela à pancada.
Mas, há também outras duas alternativas de resolver as questões bem "à homem".
Uma é o célebre “picanço” nos semáforos. Como é giro vê-los a acelerar à espera do verde para ganhar a corrida ao outro “armandinho” até ao outro sinal luminoso.
A outra é a “apitadela”. O outro otário faz um erro inacreditável e nós, como seres superiores, vamos mostrar-lhe que se enganou buzinando incessantemente. Claro que o outro, nada convencido, tem resposta à altura: apitar ainda durante mais tempo, de preferência com uma buzina ainda mais ruidosa (tipo daquelas de camião).
E assim vamos (des)andando…
Os portugueses, na generalidade, conduzem mal, mas, curiosamente, têm a mania que conduzem bem.
E o engraçado disto é apreciar dois “artistas do volante” em competição.
Claro que há sempre a hipótese de pararem as viaturas e resolverem a querela à pancada.
Mas, há também outras duas alternativas de resolver as questões bem "à homem".
Uma é o célebre “picanço” nos semáforos. Como é giro vê-los a acelerar à espera do verde para ganhar a corrida ao outro “armandinho” até ao outro sinal luminoso.
A outra é a “apitadela”. O outro otário faz um erro inacreditável e nós, como seres superiores, vamos mostrar-lhe que se enganou buzinando incessantemente. Claro que o outro, nada convencido, tem resposta à altura: apitar ainda durante mais tempo, de preferência com uma buzina ainda mais ruidosa (tipo daquelas de camião).
E assim vamos (des)andando…
Com aumentos destes...
Eu ainda sou do tempo em que uma pastilha elástica custava 2$50.
O Governo reafirmou esta quarta-feira que o aumento de salários para os funcionários públicos no próximo ano vai ser de 2.1% - um valor igual ao previsto para a inflação.
Ora, a confirmar-se, esta subida equivale a "aumento zero" e vem juntar-se a mais (penso que sete) anos em que os aumentos não foram líquidos.
Curioso é que o subsídio de refeição deverá também ser actualizado na mesma percentagem, o que quer dizer que cada funcionário público vai receber mais oito (8) cêntimos para comer.
A pergunta que se coloca é: o que é que se compra com mais oito cêntimos por dia? Eventualmente pastilhas elásticas para enganar a fome.
O Governo reafirmou esta quarta-feira que o aumento de salários para os funcionários públicos no próximo ano vai ser de 2.1% - um valor igual ao previsto para a inflação.
Ora, a confirmar-se, esta subida equivale a "aumento zero" e vem juntar-se a mais (penso que sete) anos em que os aumentos não foram líquidos.
Curioso é que o subsídio de refeição deverá também ser actualizado na mesma percentagem, o que quer dizer que cada funcionário público vai receber mais oito (8) cêntimos para comer.
A pergunta que se coloca é: o que é que se compra com mais oito cêntimos por dia? Eventualmente pastilhas elásticas para enganar a fome.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Grandes vidas...
Qualquer Universidade que se preze tem a cadeira de BAR (desculpem, não é a sigla de nenhuma disciplina complicada tipo Biologia Arqueológica Retroactiva ou algo do género. é mesmo bar, de cafetaria).
Ele é ver, diariamente, centenas de alunos a baldarem-se às aulas para ficarem no bar... a jogar às cartas.
E aí, seguramente, tiram boas notas, dado o empenho e as horas que gastam nessas "matérias".
Vem isto a propósito de uma notícia que saiu na imprensa de hoje: um português ficou em terceiro lugar no Europeu de Poker (!?).
Em primeiro lugar desconhecia que se realizavam tais campeonatos; em segundo lugar achava altamente improvável que houvesse profissionais de tal modalidade. Mas eis que existem, até em Portugal.
Já estou a ver o miúdo quando chegou a casa: "Mamã, papá já sei o que quero fazer quando for grande". "Então, meu filho, diz lá: advogado, médico, arquitecto?". "Não pá, que horror, quero é... jogar às cartas!"(*).
Há grandes vidas pá... Faz-me lembrar aqueles miúdos que nos Estados Unidos (claro) ganham milhares de dólares como profissionais de video-jogos!
(*) Convém só acrescentar que o vencedor deste torneio, um sueco, levou para casa 21 mil euros por ter estado umas horas a jogar às cartas.
Ele é ver, diariamente, centenas de alunos a baldarem-se às aulas para ficarem no bar... a jogar às cartas.
E aí, seguramente, tiram boas notas, dado o empenho e as horas que gastam nessas "matérias".
Vem isto a propósito de uma notícia que saiu na imprensa de hoje: um português ficou em terceiro lugar no Europeu de Poker (!?).
Em primeiro lugar desconhecia que se realizavam tais campeonatos; em segundo lugar achava altamente improvável que houvesse profissionais de tal modalidade. Mas eis que existem, até em Portugal.
Já estou a ver o miúdo quando chegou a casa: "Mamã, papá já sei o que quero fazer quando for grande". "Então, meu filho, diz lá: advogado, médico, arquitecto?". "Não pá, que horror, quero é... jogar às cartas!"(*).
Há grandes vidas pá... Faz-me lembrar aqueles miúdos que nos Estados Unidos (claro) ganham milhares de dólares como profissionais de video-jogos!
(*) Convém só acrescentar que o vencedor deste torneio, um sueco, levou para casa 21 mil euros por ter estado umas horas a jogar às cartas.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Cúmulo do desperdício
Amanhã é 1 de Novembro...
Amanhã é feriado...
Amanhã estou de folga...
Que desperdício.
Amanhã é feriado...
Amanhã estou de folga...
Que desperdício.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Só?
Foram assinados esta quinta-feira os programas operacionais do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Traduzindo: vêm aí cerca de 21,5 mil milhões de euros comunitários para Portugal gastar até 2013.
Ora, isto quer dizer que o nosso país vai receber 9.8 milhões de euros todos os dias até ao final de 2013.
Esta é a última oportunidade antes de se "fechar a torneira".
Como era bom que soubessemos aproveitar esta "massa" para evoluir... Infelizmente, tenho dúvidas.
Convém não esquecer que há 19% de pobres em Portugal (dois milhões de pessoas) e que, caso não fossem contabilizadas as várias ajudas sociais, em 2005, 41% da população estaria em risco de pobreza.
Traduzindo: vêm aí cerca de 21,5 mil milhões de euros comunitários para Portugal gastar até 2013.
Ora, isto quer dizer que o nosso país vai receber 9.8 milhões de euros todos os dias até ao final de 2013.
Esta é a última oportunidade antes de se "fechar a torneira".
Como era bom que soubessemos aproveitar esta "massa" para evoluir... Infelizmente, tenho dúvidas.
Convém não esquecer que há 19% de pobres em Portugal (dois milhões de pessoas) e que, caso não fossem contabilizadas as várias ajudas sociais, em 2005, 41% da população estaria em risco de pobreza.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Deve ser do cansaço
O presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas critica o Governo e, mais especificamente, a sua proposta de Orçamento de Estado.
Em causa a proposta do Executivo de aumentar as deduções, em sede de IRS, para os pais com filhos até aos 3 anos. Diz Fernando Castro que este é um benefício que “não se compreende”.
Ora, até aqui, nada de especial, é uma opinião respeitável, que pode até ser verdadeira e que não contesto, até porque não conheço o Orçamento em profundidade.
O que acho extraordinário é a justificação… e cito:
“O que vai acontecer é que, quando uma criança fizer três anos de idade, vai ser uma data muito infeliz e triste para a família porque, não só vai passar a receber menos de abono de família, como se isso não bastasse, vai passar a pagar mais IRS. Não faz sentido”, disse.
Pois não, “Não faz sentido”. Pai que é pai não pode dizer isto, seja em que contexto for.
Há justificações que, realmente, não justificam nada.
Em causa a proposta do Executivo de aumentar as deduções, em sede de IRS, para os pais com filhos até aos 3 anos. Diz Fernando Castro que este é um benefício que “não se compreende”.
Ora, até aqui, nada de especial, é uma opinião respeitável, que pode até ser verdadeira e que não contesto, até porque não conheço o Orçamento em profundidade.
O que acho extraordinário é a justificação… e cito:
“O que vai acontecer é que, quando uma criança fizer três anos de idade, vai ser uma data muito infeliz e triste para a família porque, não só vai passar a receber menos de abono de família, como se isso não bastasse, vai passar a pagar mais IRS. Não faz sentido”, disse.
Pois não, “Não faz sentido”. Pai que é pai não pode dizer isto, seja em que contexto for.
Há justificações que, realmente, não justificam nada.
domingo, outubro 14, 2007
Pão nosso de cada dia
A obesidade é uma doença que cada vez mais preocupa as sociedades modernas, mas o nosso país está atento e já estão a ser tomadas medidas.
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem e, como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, mais ajuda a ganhar peso.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, até Janeiro de 2008, o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses, vai aumentar "só" 3o% (trinta por cento).
A confirmação foi feita ao “Expresso” por Carlos Alberto Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Afins.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito. Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A questão é que - recorde-se - desde o início do ano, o pão já aumentou 20% no preço de venda ao público.
Entretanto, o “Expresso” acrescenta que "outros bens - como leite e derivados, ovos, azeite ou carne de vaca – vão registar subidas significativas. Nenhuma entidade contactada arrisca uma previsão, mas fontes da indústria agro-alimentar apontam para acréscimos entre os 5% e os 10%".
Eu cá só gostava de saber como é que a maioria dos portugueses, especialmente os pensionistas, se vão governar com os preços que se estão a preparar.
Ainda bem que este é um Governo (dito) socialista, com preocupações sociais... faria se não fosse.
PS: Post reciclado de 2003 porque, afinal, há coisas que, infelizmente, se repetem. "Só mudam as moscas", diz o ditado.
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem e, como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, mais ajuda a ganhar peso.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, até Janeiro de 2008, o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses, vai aumentar "só" 3o% (trinta por cento).
A confirmação foi feita ao “Expresso” por Carlos Alberto Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Afins.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito. Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A questão é que - recorde-se - desde o início do ano, o pão já aumentou 20% no preço de venda ao público.
Entretanto, o “Expresso” acrescenta que "outros bens - como leite e derivados, ovos, azeite ou carne de vaca – vão registar subidas significativas. Nenhuma entidade contactada arrisca uma previsão, mas fontes da indústria agro-alimentar apontam para acréscimos entre os 5% e os 10%".
Eu cá só gostava de saber como é que a maioria dos portugueses, especialmente os pensionistas, se vão governar com os preços que se estão a preparar.
Ainda bem que este é um Governo (dito) socialista, com preocupações sociais... faria se não fosse.
PS: Post reciclado de 2003 porque, afinal, há coisas que, infelizmente, se repetem. "Só mudam as moscas", diz o ditado.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Fado, Futebol e Fátima
Fui a Fátima a última vez a 2 de Setembro, era domingo e, talvez por isso, estava muita gente no Santuário.
Confesso que não vou a Fátima muitas vezes mas, ano após ano, continua a fazer-me grande impressão toda aquele negócio que cresceu desmesuradamente à volta das Aparições. Tudo se vende sem o mínimo de respeito.
A nova Basílica estava ainda em construção e não foi possível ver nada, mas a zona do Santuário mantém aquela mística, aquela aura, que é dificil explicar.
Vi, em directo, a cores e ao vivo, a cerimónia do adeus à Virgem que, também naquela tarde, foi especial e, como sempre, me fez chorar.
Escrevo estas linhas na altura em que se inaugura a nova igreja da Santíssima Trindade. Estão altas individualidades religiosas, políticas e sociais na cerimónia.
A RTP transmite à mesma hora um jogo de futebol da selecção de Sub-21 na Bulgária e o país político aguarda ainda a apresentação do Orçamento de Estado e o início do congresso do PSD.
Confesso que não vou a Fátima muitas vezes mas, ano após ano, continua a fazer-me grande impressão toda aquele negócio que cresceu desmesuradamente à volta das Aparições. Tudo se vende sem o mínimo de respeito.
A nova Basílica estava ainda em construção e não foi possível ver nada, mas a zona do Santuário mantém aquela mística, aquela aura, que é dificil explicar.
Vi, em directo, a cores e ao vivo, a cerimónia do adeus à Virgem que, também naquela tarde, foi especial e, como sempre, me fez chorar.
Escrevo estas linhas na altura em que se inaugura a nova igreja da Santíssima Trindade. Estão altas individualidades religiosas, políticas e sociais na cerimónia.
A RTP transmite à mesma hora um jogo de futebol da selecção de Sub-21 na Bulgária e o país político aguarda ainda a apresentação do Orçamento de Estado e o início do congresso do PSD.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Dúvida da semana
Eva foi expulsa do paraiso por causa de uma maçã, a Branca de Neve foi envenenada por uma maçã... e outras "estórias" há sobre o poder da maçã.
Eu sou de uma "terra da fruta" do nosso país, onde há maçãs, peras, laranjas, pêssegos para dar e vender.
Para mim, uma maçã é uma maçã.
No entanto, chegado a Lisboa, eis que reparo que, para várias pessoas, uma "maçã" é, afinal, um "pêro". Maçã é, para eles, aquilo que, para mim, é maçã reineta (aquela verde, mais áspera, menos doce).
Pero ou maçã, eis a questão.
Eu cá, gosto de maçãs e não sei o que são pêros. Ponto final.
Eu sou de uma "terra da fruta" do nosso país, onde há maçãs, peras, laranjas, pêssegos para dar e vender.
Para mim, uma maçã é uma maçã.
No entanto, chegado a Lisboa, eis que reparo que, para várias pessoas, uma "maçã" é, afinal, um "pêro". Maçã é, para eles, aquilo que, para mim, é maçã reineta (aquela verde, mais áspera, menos doce).
Pero ou maçã, eis a questão.
Eu cá, gosto de maçãs e não sei o que são pêros. Ponto final.
terça-feira, outubro 09, 2007
Queres drogar-te?
... Vem aprender connosco
Parece ser esta a ideia da nova campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência que está a ser distribuída através de postais em escolas e espaços de diversão nocturna.
Pensava eu que a ideia do IDT era sensibilizar os miúdos para os perigos da droga e apelar ao não consumo.
Depois desta campanha, já não sei... Destaco só estas duas pérolas: "Alterna a narina que utilizas", "É bom que esteja alguém com experiência".
Parece quase um manual de aprendizagem, o que fazer, como fazer, para nos podermos "drogar em segurança".
Parece ser esta a ideia da nova campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência que está a ser distribuída através de postais em escolas e espaços de diversão nocturna.
Pensava eu que a ideia do IDT era sensibilizar os miúdos para os perigos da droga e apelar ao não consumo.
Depois desta campanha, já não sei... Destaco só estas duas pérolas: "Alterna a narina que utilizas", "É bom que esteja alguém com experiência".
Parece quase um manual de aprendizagem, o que fazer, como fazer, para nos podermos "drogar em segurança".
quinta-feira, outubro 04, 2007
Desvio
No Dubai há um hotel de sete estrelas - penso que ainda é o único a nível mundial - em que é tudo em grande.
No "Burj Al Arab Hotel" ouro é o que mais há e, por exemplo, se quisermos andar de táxi somos transportados num "singelo" Rolls Royce.
Por mim tudo bem, nada contra, quanto muito tenho é inveja por não ter capacidad€ para lá chegar.
Mas, por falar em táxis, o que já acho extraordinário é que, num país como Portugal, a esmagadora maioria destes veículos seja também de uma marca sempre considerada de luxo: os Mercedes.
Ando há 15 anos em táxis por Lisboa e é esmagador o número de carros desta marca que anda na "praça".
Ontem, para tentar, finalmente, desviar o tema da conversa (a derrota do Benfica na Champions), fiz a pergunta sacramental ao senhor Virgílio, o taxista que me costuma transportar a casa: Porque raio é que todos têm Mercedes? Não são caros?
A resposta imediata não deixou dúvidas: "Meu amigo, só há duas marcas de automóveis: os Mercedes e os outros".
Depois continuou: "É o carro mais resistente, aguenta trabalhar 24 horas sempre a andar e eles [Mercedes] fazem descontos para taxistas".
A fechar: "Lembra-se do outro carro que eu tinha?" Sim. "Fez mais de um milhão de quilómetros sem problemas".
Ok, fiquei esclarecido.
E lá voltámos ao Benfica - Shaktar para mal dos meus pecados.
No "Burj Al Arab Hotel" ouro é o que mais há e, por exemplo, se quisermos andar de táxi somos transportados num "singelo" Rolls Royce.
Por mim tudo bem, nada contra, quanto muito tenho é inveja por não ter capacidad€ para lá chegar.
Mas, por falar em táxis, o que já acho extraordinário é que, num país como Portugal, a esmagadora maioria destes veículos seja também de uma marca sempre considerada de luxo: os Mercedes.
Ando há 15 anos em táxis por Lisboa e é esmagador o número de carros desta marca que anda na "praça".
Ontem, para tentar, finalmente, desviar o tema da conversa (a derrota do Benfica na Champions), fiz a pergunta sacramental ao senhor Virgílio, o taxista que me costuma transportar a casa: Porque raio é que todos têm Mercedes? Não são caros?
A resposta imediata não deixou dúvidas: "Meu amigo, só há duas marcas de automóveis: os Mercedes e os outros".
Depois continuou: "É o carro mais resistente, aguenta trabalhar 24 horas sempre a andar e eles [Mercedes] fazem descontos para taxistas".
A fechar: "Lembra-se do outro carro que eu tinha?" Sim. "Fez mais de um milhão de quilómetros sem problemas".
Ok, fiquei esclarecido.
E lá voltámos ao Benfica - Shaktar para mal dos meus pecados.
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