É numa altura como esta que tenho pena de não poder reinventar a “estória” do Pinóquio e do Wally.
Depois de ouvir o senhor Paes do Amaral e o professor Marcelo na Alta Autoridade para a Comunicação Social apeteceu-me sair em busca de Gepeto.
Que bom que seria se o velho carpinteiro conseguisse transformar estes dois homens em “bonecos de madeira”.
É que, como já se percebeu, um dos dois está a mentir… e que fácil seria para todos nós, que tentamos deslindar este “mistério”, aproveitar a particularidade do “menino de madeira” para perceber qual dos personagens está a mentir (mais).
O Wally é o ministro Silva que está tão escondido e nervoso que já nem consegue abrir uma simples porta depois de fugir às perguntas desses chatos e incómodos jornalistas.
sábado, outubro 30, 2004
sexta-feira, outubro 15, 2004
Extra-ordinário
Luiz Felipe Scolari é um extraordinário treinador com um grande currículo e vitórias por quase todos os clubes e selecções por onde passou.
Em Portugal, apesar de ter entrado mal – a selecção não mostrava futebol nem resultados – Scolari conseguiu no momento da verdade motivar o país e a equipa e levou Portugal, apesar do sentimento de oportunidade perdida, a um resultado histórico.
Bom, passando à frente…
Repetimos, o homem é um extraordinário técnico de futebol, agora não pode, em circunstância nenhuma, ter atitudes como as que teve após o Portugal – Rússia.
Vejam lá se já viram algo parecido com isto: “Não gosto do que aquela senhora escreveu, vou ofendê-la”.
Não vamos repetir o que foi dito mas, Scolari nunca poderia ter dito o que disse à jornalista do “Record”. Se tinha alguma razão, o técnico brasileiro perdeu-a a partir do momento em que partiu para a ofensa.
Um dos princípios básicos do desporto e da vida é que é necessário “saber ganhar e saber perder”.Empatar com o Liechtenstein é humilhante e isso tem que ser dito, fazer considerações sobre os capitães de equipa é legítimo.
O senhor Scolari tem que saber ouvir as críticas e respeitar as opiniões dos outros. Quando não concordar exige o direito de resposta e reage com civilidade.
É que se assim não for, pode correr-se o risco de se transformar um treinador extraordinário num homem “extra-ordinário”.
Em Portugal, apesar de ter entrado mal – a selecção não mostrava futebol nem resultados – Scolari conseguiu no momento da verdade motivar o país e a equipa e levou Portugal, apesar do sentimento de oportunidade perdida, a um resultado histórico.
Bom, passando à frente…
Repetimos, o homem é um extraordinário técnico de futebol, agora não pode, em circunstância nenhuma, ter atitudes como as que teve após o Portugal – Rússia.
Vejam lá se já viram algo parecido com isto: “Não gosto do que aquela senhora escreveu, vou ofendê-la”.
Não vamos repetir o que foi dito mas, Scolari nunca poderia ter dito o que disse à jornalista do “Record”. Se tinha alguma razão, o técnico brasileiro perdeu-a a partir do momento em que partiu para a ofensa.
Um dos princípios básicos do desporto e da vida é que é necessário “saber ganhar e saber perder”.Empatar com o Liechtenstein é humilhante e isso tem que ser dito, fazer considerações sobre os capitães de equipa é legítimo.
O senhor Scolari tem que saber ouvir as críticas e respeitar as opiniões dos outros. Quando não concordar exige o direito de resposta e reage com civilidade.
É que se assim não for, pode correr-se o risco de se transformar um treinador extraordinário num homem “extra-ordinário”.
segunda-feira, outubro 11, 2004
O Milagre...
Os ministros estão no Executivo para ajudar todos os portugueses. E quando tomam boas medidas devem ser acarinhados e defendidos.
Acreditamos nisso e, por isso, estamos aqui para agradecer a um ministro que tem sido muito injustiçado nos últimos dias.
Rui Gomes da Silva, o ministro dos Assuntos Parlamentarees, que a maioria dos portugueses só conhecia por ser amigo de Santana Lopes e de ser adepto do Benfica, conseguiu algo que parecia impossível.
Graças a ele, o Governo mudou de opinião... Ok, isso não é novidade, mas atenção, desta vez, foi em nosso benefício.
Após a confusão e polémica do "caso Marcelo" (para não lhe chamar outra coisa), iniciado pelo senhor ministro (e que ainda parece não ter terminado), o Primeiro-ministro veio desdizer-se - a si e ao seu ministro das Finanças - e prometeu aumentos acima da inflação para os funcionários públicos. Não satisfeito, prometeu ainda aumentos nas pensões, baixar o IRS e manter o défice abaixo dos 3%
Ora, por este milagre da noite para o dia - talvez sejam os ares dos Açores - o senhor Silva merece ser condecorado por bons serviços prestados à Nação.
Finalmente boas notícias. Vamos lá ver se são para cumprir... ou se, afinal, não era bem isso que Santana queria dizer. E atenção, o Bagão Félix ainda nada disse.
PS: Bom, como dissemos bem do senhor ministro neste texto, ficamos agora à espera que alguém venha dizer mal para que haja o famigerado "contraditório".
Acreditamos nisso e, por isso, estamos aqui para agradecer a um ministro que tem sido muito injustiçado nos últimos dias.
Rui Gomes da Silva, o ministro dos Assuntos Parlamentarees, que a maioria dos portugueses só conhecia por ser amigo de Santana Lopes e de ser adepto do Benfica, conseguiu algo que parecia impossível.
Graças a ele, o Governo mudou de opinião... Ok, isso não é novidade, mas atenção, desta vez, foi em nosso benefício.
Após a confusão e polémica do "caso Marcelo" (para não lhe chamar outra coisa), iniciado pelo senhor ministro (e que ainda parece não ter terminado), o Primeiro-ministro veio desdizer-se - a si e ao seu ministro das Finanças - e prometeu aumentos acima da inflação para os funcionários públicos. Não satisfeito, prometeu ainda aumentos nas pensões, baixar o IRS e manter o défice abaixo dos 3%
Ora, por este milagre da noite para o dia - talvez sejam os ares dos Açores - o senhor Silva merece ser condecorado por bons serviços prestados à Nação.
Finalmente boas notícias. Vamos lá ver se são para cumprir... ou se, afinal, não era bem isso que Santana queria dizer. E atenção, o Bagão Félix ainda nada disse.
PS: Bom, como dissemos bem do senhor ministro neste texto, ficamos agora à espera que alguém venha dizer mal para que haja o famigerado "contraditório".
terça-feira, outubro 05, 2004
A ponte é uma passagem…
O país tem que apertar o cinto, a retoma vem aí, é preciso continuar a fazer sacrifícios - diz o Governo. Ora, como isto está mau, dá-se um "rebuçado" aos funcionários públicos.
Nós por cá todos bem, nada contra as "pontes" e os feriados, mas depois não nos venham é chatear com a porcaria do défice e dos aumentos abaixo da inflação.
O exemplo tem que vir de cima: o Santana quer que os portugueses melhorem a produtividade ou não? O Bagão quer que o povo trabalhe ou prefere colocar as amigas na Caixa?
Por favor, decidam-se!
Já dizia o Salgueiro Maia: “Há os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou”.
É que este é o mesmo Governo que disse que ia ter ministros de fora de Lisboa e do Porto e não tem, este é o Governo que disse que ia colocar Ministérios fora de Lisboa e não o fez, este é o Governo que já disse que ia mexer nas taxas moderadoras da saúde e depois, afinal, já não era bem assim, este é o Governo que admitiu fechar a refinaria da GALP em Matosinhos e agora diz que essa é só uma possibilidade em estudo.
Mas também o que é que se pode esperar de um Executivo que nem consegue organizar uma lista de professores? Se calhar, deviam voltar todos para a escola.
Enquanto “isto” vai assim, Portugal tem quase meio milhão de desempregados.
A retoma deve estar do lado de lá da ponte… bolas que é comprida.
Nós por cá todos bem, nada contra as "pontes" e os feriados, mas depois não nos venham é chatear com a porcaria do défice e dos aumentos abaixo da inflação.
O exemplo tem que vir de cima: o Santana quer que os portugueses melhorem a produtividade ou não? O Bagão quer que o povo trabalhe ou prefere colocar as amigas na Caixa?
Por favor, decidam-se!
Já dizia o Salgueiro Maia: “Há os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou”.
É que este é o mesmo Governo que disse que ia ter ministros de fora de Lisboa e do Porto e não tem, este é o Governo que disse que ia colocar Ministérios fora de Lisboa e não o fez, este é o Governo que já disse que ia mexer nas taxas moderadoras da saúde e depois, afinal, já não era bem assim, este é o Governo que admitiu fechar a refinaria da GALP em Matosinhos e agora diz que essa é só uma possibilidade em estudo.
Mas também o que é que se pode esperar de um Executivo que nem consegue organizar uma lista de professores? Se calhar, deviam voltar todos para a escola.
Enquanto “isto” vai assim, Portugal tem quase meio milhão de desempregados.
A retoma deve estar do lado de lá da ponte… bolas que é comprida.
terça-feira, setembro 14, 2004
“Quer passar férias no aeroporto?... Yes”
Podia ser este o título da nova campanha publicitária dessa companhia charter portuguesa chamada “Yes”.
Parece que foi “inversamente premonitória” a escolha do nome desta linha aérea lusa, propriedade da TAP. É que, a bem dizer, a “Yes” devia era chamar-se “No” tantos são os voos adiados e atrasados.
Agora, em apenas 24 horas, quase 500 passageiros ficaram em terra graças às avarias no avião da “Yes” (mais de 230 passageiros queriam iniciar as merecidas férias em Cancun, outros 260 precisam regressar à vida real).
Afinal, “No”…
Os senhores da “Yes” continuam a dizer que “não há explicações para tanta falha” e que, nesta altura do ano, “é difícil encontrar um avião no mercado”, mas, no fim das contas, quem se lixa…
E a TAP. O que é que diz a nossa companhia de bandeira, sócia maioritária da “Yes”? Nada… “nocoments”.
Que os “deuses da aviação” nos livrem de algum dia acontecer algum problema sério com um destes aviões “de fim de estação”.
Parece que foi “inversamente premonitória” a escolha do nome desta linha aérea lusa, propriedade da TAP. É que, a bem dizer, a “Yes” devia era chamar-se “No” tantos são os voos adiados e atrasados.
Agora, em apenas 24 horas, quase 500 passageiros ficaram em terra graças às avarias no avião da “Yes” (mais de 230 passageiros queriam iniciar as merecidas férias em Cancun, outros 260 precisam regressar à vida real).
Afinal, “No”…
Os senhores da “Yes” continuam a dizer que “não há explicações para tanta falha” e que, nesta altura do ano, “é difícil encontrar um avião no mercado”, mas, no fim das contas, quem se lixa…
E a TAP. O que é que diz a nossa companhia de bandeira, sócia maioritária da “Yes”? Nada… “nocoments”.
Que os “deuses da aviação” nos livrem de algum dia acontecer algum problema sério com um destes aviões “de fim de estação”.
sábado, março 20, 2004
À lei da bomba...
Tudo parece indicar que foi mesmo a Al-Qaeda que levou a cabo os atentados de Madrid.
Ora, a confirmar-se, isto acrescenta um novo dado à barbárie que foi o ataque de 11 de Março em Espanha.
Os terroristas, para além da “vitória mediática” e do (sério) aviso que um atentado como este representa para toda o mundo, ficaram também a saber que conseguem alterar o rumo de actos eleitorais.
Foi assim afastado do poder um dos “inimigos” da rede terrorista.
Este “pormaior” vem aumentar ainda mais – se é possível – o sentimento de insegurança de todos.
É que este precedente é muito perigoso e até pode estender-se a outras redes que não a Al-Qaeda de bin Laden: “não gosto destes gajos, vamos fazer rebentar isto na véspera das eleições e pronto”.
Pensem nisto...
Como já disse atrás, não sei como é que isto se combate, agora lá que a perspectiva não é nada animadora, lá isso não é.
Ora, a confirmar-se, isto acrescenta um novo dado à barbárie que foi o ataque de 11 de Março em Espanha.
Os terroristas, para além da “vitória mediática” e do (sério) aviso que um atentado como este representa para toda o mundo, ficaram também a saber que conseguem alterar o rumo de actos eleitorais.
Foi assim afastado do poder um dos “inimigos” da rede terrorista.
Este “pormaior” vem aumentar ainda mais – se é possível – o sentimento de insegurança de todos.
É que este precedente é muito perigoso e até pode estender-se a outras redes que não a Al-Qaeda de bin Laden: “não gosto destes gajos, vamos fazer rebentar isto na véspera das eleições e pronto”.
Pensem nisto...
Como já disse atrás, não sei como é que isto se combate, agora lá que a perspectiva não é nada animadora, lá isso não é.
quinta-feira, março 18, 2004
Mosca tsé tsé
Se anda em transportes públicos, cuidado! Depois do alerta contra assaltos, deixo aqui a chamada de atenção para uma epidemia que está a alastrar: a picada da mosca tse-tse.
Começo, sinceramente, a ficar preocupado porque a doença está a avançar e não vejo o Governo tomar medidas para a combater.
Eu costumo utilizar a linha de Sintra e é matemático: entro no comboio e, seja a que horas for, se a carruagem for cheia, os primeiros sinais da doença manifestam-se quase automaticamente.
Ele é ver algumas das pessoas que estão viradas para mim a terem um repentino ataque de sono. O “ataque” parece profundo, mas curiosamente, nunca vi nenhuma dessas pessoas falharem a estação de saída. É muito “treino”...
Agora a sério, se ainda não percebeu deixe-me explicar-lhe: as pessoas estão a caminho do trabalho ou de regresso a casa, estão chateadas com a vida, fartas do emprego e quando dão de caras com um deficiente devem pensar: “porra, lá vem este... eu sei que estou aqui no lugar reservado, mas porque é que sou eu que tenho que me levantar? Pode ser que este senhor aqui ao lado não se importe...”.
E é assim que (de vez em quando) os 28 minutos da viagem são feitos em pé...
Confesso que já estou habituado e até nem me custa muito fazer o caminho de pé se conseguir encontrar um canto em que vá bem agarrado...Só estou mesmo a falar nisto porque a situação se repete (muitas vezes) com velhotes e senhoras grávidas e aí – confesso – “salta-me a tampa”.
Haja respeito... haja civismo... Não me façam sentir vergonha do meu país.
Começo, sinceramente, a ficar preocupado porque a doença está a avançar e não vejo o Governo tomar medidas para a combater.
Eu costumo utilizar a linha de Sintra e é matemático: entro no comboio e, seja a que horas for, se a carruagem for cheia, os primeiros sinais da doença manifestam-se quase automaticamente.
Ele é ver algumas das pessoas que estão viradas para mim a terem um repentino ataque de sono. O “ataque” parece profundo, mas curiosamente, nunca vi nenhuma dessas pessoas falharem a estação de saída. É muito “treino”...
Agora a sério, se ainda não percebeu deixe-me explicar-lhe: as pessoas estão a caminho do trabalho ou de regresso a casa, estão chateadas com a vida, fartas do emprego e quando dão de caras com um deficiente devem pensar: “porra, lá vem este... eu sei que estou aqui no lugar reservado, mas porque é que sou eu que tenho que me levantar? Pode ser que este senhor aqui ao lado não se importe...”.
E é assim que (de vez em quando) os 28 minutos da viagem são feitos em pé...
Confesso que já estou habituado e até nem me custa muito fazer o caminho de pé se conseguir encontrar um canto em que vá bem agarrado...Só estou mesmo a falar nisto porque a situação se repete (muitas vezes) com velhotes e senhoras grávidas e aí – confesso – “salta-me a tampa”.
Haja respeito... haja civismo... Não me façam sentir vergonha do meu país.
domingo, março 14, 2004
Basta Ya...
Mais de 11 milhões de pessoas saíram à rua por toda a Espanha, numa impressionante manifestação de unidade, contra os terríveis atentados de Madrid.
Não há causa (ideológica, religiosa ou outra) que justifique a barbárie a que assistimos na manhã de 11 de Março. Morreram, pelo menos, 200 inocentes e mais de 1400 estão ainda internados. Ninguém pode defender tal acto.
É incrível o que aconteceu e, ao saber que mais 10 bombas podiam ter explodido, deixa de ser mensurável o sentimento de insegurança, já mesmo à nossa porta.
A impotência perante uma cobardia como esta é total e só nos resta esperar que os terroristas da Al-Qaeda não cumpram as ameaças de novos ataques, sejam eles nos Estados Unidos e Itália (como já está “prometido”) ou até, quem sabe, em Portugal.
Tem-nos sido prometido por Bush e seus aliados que a chamada “luta contra o terrorismo” está a tornar o mundo mais seguro.
Dois anos e meio depois dos atentados às Torres Gémeas e ao Pentágono e após duas guerras já “ganhas”, salvo melhor opinião, não acho nada que a situação esteja melhor.
Não sei como é que “isto” se resolve, mas duvido que novas guerras contra os países do “Eixo do Mal” - ou outros - sejam a solução. Os senhores do poder talvez devessem começar por investir, a sério, na questão da Palestina e deixar de pensar só nos cifrões do petróleo.
Agora, a Espanha tenta reagir e, na véspera das eleições legislativas, voltou a sair à rua para exigir que o Governo de Aznar mostre tudo o que sabe e não esconda nenhuma informação sobre os atentados.
“Antes do voto, queremos a verdade” – gritou-se hoje em várias localidades à medida que se foi tornando claro que, afinal, tinha sido a Al-Qaeda a autora dos atentados.
O Governo está desde quinta-feira a culpar a ETA e, agora, todos querem saber se o Executivo escondeu informações, com medo de perder as eleições.
Depois da barbárie dos atentados, seria grave que um qualquer Governo se aproveitasse dos mesmos só para se manter na “cadeira do poder”.
Esperemos que toda a verdade venha ao de cima e que se saiba tudo o que realmente se passou.Esperemos que não nos andem a enganar a todos...
A confirmar-se que foi a Al-Qaeda, a questão deixa de ser local, passa a ser mundial e todos, mesmo todos, passam a estar em risco.
Esperemos que os piores cenários não se concretizem para que, o mais rapidamente possível, a tranquilidade volte e possamos viver em PAZ.
Não há causa (ideológica, religiosa ou outra) que justifique a barbárie a que assistimos na manhã de 11 de Março. Morreram, pelo menos, 200 inocentes e mais de 1400 estão ainda internados. Ninguém pode defender tal acto.
É incrível o que aconteceu e, ao saber que mais 10 bombas podiam ter explodido, deixa de ser mensurável o sentimento de insegurança, já mesmo à nossa porta.
A impotência perante uma cobardia como esta é total e só nos resta esperar que os terroristas da Al-Qaeda não cumpram as ameaças de novos ataques, sejam eles nos Estados Unidos e Itália (como já está “prometido”) ou até, quem sabe, em Portugal.
Tem-nos sido prometido por Bush e seus aliados que a chamada “luta contra o terrorismo” está a tornar o mundo mais seguro.
Dois anos e meio depois dos atentados às Torres Gémeas e ao Pentágono e após duas guerras já “ganhas”, salvo melhor opinião, não acho nada que a situação esteja melhor.
Não sei como é que “isto” se resolve, mas duvido que novas guerras contra os países do “Eixo do Mal” - ou outros - sejam a solução. Os senhores do poder talvez devessem começar por investir, a sério, na questão da Palestina e deixar de pensar só nos cifrões do petróleo.
Agora, a Espanha tenta reagir e, na véspera das eleições legislativas, voltou a sair à rua para exigir que o Governo de Aznar mostre tudo o que sabe e não esconda nenhuma informação sobre os atentados.
“Antes do voto, queremos a verdade” – gritou-se hoje em várias localidades à medida que se foi tornando claro que, afinal, tinha sido a Al-Qaeda a autora dos atentados.
O Governo está desde quinta-feira a culpar a ETA e, agora, todos querem saber se o Executivo escondeu informações, com medo de perder as eleições.
Depois da barbárie dos atentados, seria grave que um qualquer Governo se aproveitasse dos mesmos só para se manter na “cadeira do poder”.
Esperemos que toda a verdade venha ao de cima e que se saiba tudo o que realmente se passou.Esperemos que não nos andem a enganar a todos...
A confirmar-se que foi a Al-Qaeda, a questão deixa de ser local, passa a ser mundial e todos, mesmo todos, passam a estar em risco.
Esperemos que os piores cenários não se concretizem para que, o mais rapidamente possível, a tranquilidade volte e possamos viver em PAZ.
domingo, março 07, 2004
McDonald’s: Como se perde um cliente...
Durante os últimos anos esta multinacional norte-americana foi uma das minhas opções mais utilizadas para satisfazer essa necessidade básica que é o jantar. Agora deixou de ser.
Obviamente que a McDonald’s, espalhada por dezenas de países pelo mundo com tanto sucesso, pouco se importa com isso e, claro, nem vai reparar.Afinal, é só um “clientezito” da McDonald’s da Baixa... nada de grave.
Estou consciente disso, mas esta é apenas a minha forma, modesta mas sentida, de mostrar o meu profundo desagrado por uma atitude que eu considero simplesmente vergonhosa.
Caso não se lembre de nenhuma atitude que se adeque a esta qualificação vou refrescar-lhe a memória: a McDonald’s é um dos patrocinadores do Euro 2004 e, nessa qualidade, enviou cartas a algumas autarquias (pelo menos Lisboa e Porto) para, através das escolas da zona, encontrar crianças que quisessem participar no evento.
Até aqui tudo bem, no entanto, uma das alíneas obrigava a que as crianças não tivessem problemas físicos nem mentais!!!!!
A língua portuguesa é rica, mas não há adjectivos suficientes para qualificar esta atitude. Fora todas as importantíssimas questões éticas e morais, há uma razão que os norte-americanos (base da Mc Donald’s) costumam entender e preservar: esta discriminação inaceitável é Inconstitucional.
Todos os cidadãos portugueses são iguais perante a lei e têm os mesmos direitos e deveres.
Posto isto e demais actos, só gostaria de pedir à senhora vereadora da Câmara de Lisboa, Helena Lopes da Costa, que, apesar dos seus “imensos afazeres” na autarquia e as “centenas de papéis” que tem para assinar, tome atenção àquilo que está a fazer e respeite os seus munícipes... deficientes ou não.
É que, se a moda pega, um destes dias ainda vamos ter uma empresa que não quer negros ou louros, meninos de olhos azuis ou vesgos, homossexuais ou heterossexuais, altos ou baixos, magros ou gordos, canhotos ou destros.
Se a moda pega, estamos a criar só bebés com a característica “x”, “y” ou “z”... o pior será quando a “moda” passar.
Obviamente, não espero que boicotem a McDonald’s só porque lhes peço mas, pelo menos, pensem nisto e reflictam sobre o perigo que seria abrir um precedente destes.
PS: Podem, por exemplo, ler o “Admirável Mundo Novo” do Aldous Huxley.
Obviamente que a McDonald’s, espalhada por dezenas de países pelo mundo com tanto sucesso, pouco se importa com isso e, claro, nem vai reparar.Afinal, é só um “clientezito” da McDonald’s da Baixa... nada de grave.
Estou consciente disso, mas esta é apenas a minha forma, modesta mas sentida, de mostrar o meu profundo desagrado por uma atitude que eu considero simplesmente vergonhosa.
Caso não se lembre de nenhuma atitude que se adeque a esta qualificação vou refrescar-lhe a memória: a McDonald’s é um dos patrocinadores do Euro 2004 e, nessa qualidade, enviou cartas a algumas autarquias (pelo menos Lisboa e Porto) para, através das escolas da zona, encontrar crianças que quisessem participar no evento.
Até aqui tudo bem, no entanto, uma das alíneas obrigava a que as crianças não tivessem problemas físicos nem mentais!!!!!
A língua portuguesa é rica, mas não há adjectivos suficientes para qualificar esta atitude. Fora todas as importantíssimas questões éticas e morais, há uma razão que os norte-americanos (base da Mc Donald’s) costumam entender e preservar: esta discriminação inaceitável é Inconstitucional.
Todos os cidadãos portugueses são iguais perante a lei e têm os mesmos direitos e deveres.
Posto isto e demais actos, só gostaria de pedir à senhora vereadora da Câmara de Lisboa, Helena Lopes da Costa, que, apesar dos seus “imensos afazeres” na autarquia e as “centenas de papéis” que tem para assinar, tome atenção àquilo que está a fazer e respeite os seus munícipes... deficientes ou não.
É que, se a moda pega, um destes dias ainda vamos ter uma empresa que não quer negros ou louros, meninos de olhos azuis ou vesgos, homossexuais ou heterossexuais, altos ou baixos, magros ou gordos, canhotos ou destros.
Se a moda pega, estamos a criar só bebés com a característica “x”, “y” ou “z”... o pior será quando a “moda” passar.
Obviamente, não espero que boicotem a McDonald’s só porque lhes peço mas, pelo menos, pensem nisto e reflictam sobre o perigo que seria abrir um precedente destes.
PS: Podem, por exemplo, ler o “Admirável Mundo Novo” do Aldous Huxley.
sábado, março 06, 2004
“Maldita televisão”
Adaptando a frase que um amigo meu costuma usar, apetece dizer que “a televisão só tem culpa por duas coisas: por tudo e por nada”.
Ora, serve esta frase para concordar com o major Valentim Loureiro que, comentando a “palhaçada” de Ferreira Torres no Marco de Canavezes – Santa Clara, disse que se a RTP não tivesse filmado o jogo e as ocorrências seguintes, o “caso” não teria assumido as proporções que atingiu.
“Está tudo normal, não se faça disto um bicho de sete cabeças”, disse o senhor presidente da Liga.
Eu, cá por mim, estou 100% de acordo com ele.Que bom que seria se a nossa televisão fosse controlada pelos meus amigos e só transmitisse programas “sérios e educativos”, do meu agrado, e não se deixasse influenciar por “essas coisas” da democracia, da isenção e da pluralidade.
Aliás, se fosse eu que mandasse, aqueles profissionais da RTP que tiveram a “lata” de transmitir o incidente com o sr. presidente da Câmara do Marco teriam que ser castigados porque não me perguntaram se podiam passar as imagens.(...)
Agora a sério...
Sinceramente, ainda mais grave do que a “palhaçada” do autarca num estádio, com o seu nome, foram as reacções: dele próprio, que assumiu, no dia seguinte, que voltaria a fazer tudo outra vez; do presidente da Liga que culpou a “maldita televisão” e desvalorizou o caso; do Primeiro-ministro que “não viu” as imagens e do líder do PP, partido no qual Avelino Ferreira Torres é dirigente, que não abriu a boca.
A questão que se coloca é a seguinte: se alguém – como já me “sopraram” - não gostar da actuação da equipa de arbitragem e quiser invadir o estádio vai contar com uma GNR tão “amiga”?, vai poder continuar a ir “à bola” sem que nada lhe aconteça? Esta “boa vontade” vai aplicar-se também ao Euro 2004?
Ou será que esta “benesse” só se aplica a autarcas, com estádios com o seu nome, ex-dirigentes (!?) da equipa da casa?Será que continuamos a viver num país em que há filhos e enteados? Portugueses de primeira e portugueses de segunda?
Ora, serve esta frase para concordar com o major Valentim Loureiro que, comentando a “palhaçada” de Ferreira Torres no Marco de Canavezes – Santa Clara, disse que se a RTP não tivesse filmado o jogo e as ocorrências seguintes, o “caso” não teria assumido as proporções que atingiu.
“Está tudo normal, não se faça disto um bicho de sete cabeças”, disse o senhor presidente da Liga.
Eu, cá por mim, estou 100% de acordo com ele.Que bom que seria se a nossa televisão fosse controlada pelos meus amigos e só transmitisse programas “sérios e educativos”, do meu agrado, e não se deixasse influenciar por “essas coisas” da democracia, da isenção e da pluralidade.
Aliás, se fosse eu que mandasse, aqueles profissionais da RTP que tiveram a “lata” de transmitir o incidente com o sr. presidente da Câmara do Marco teriam que ser castigados porque não me perguntaram se podiam passar as imagens.(...)
Agora a sério...
Sinceramente, ainda mais grave do que a “palhaçada” do autarca num estádio, com o seu nome, foram as reacções: dele próprio, que assumiu, no dia seguinte, que voltaria a fazer tudo outra vez; do presidente da Liga que culpou a “maldita televisão” e desvalorizou o caso; do Primeiro-ministro que “não viu” as imagens e do líder do PP, partido no qual Avelino Ferreira Torres é dirigente, que não abriu a boca.
A questão que se coloca é a seguinte: se alguém – como já me “sopraram” - não gostar da actuação da equipa de arbitragem e quiser invadir o estádio vai contar com uma GNR tão “amiga”?, vai poder continuar a ir “à bola” sem que nada lhe aconteça? Esta “boa vontade” vai aplicar-se também ao Euro 2004?
Ou será que esta “benesse” só se aplica a autarcas, com estádios com o seu nome, ex-dirigentes (!?) da equipa da casa?Será que continuamos a viver num país em que há filhos e enteados? Portugueses de primeira e portugueses de segunda?
sábado, fevereiro 28, 2004
“Ser benfiquista...”
“...É ter na alma a chama imensa”...
Sinceramente, eu não sei porque sou do Benfica... juro que não sei (o meu pai – ninguém é perfeito - até simpatiza com o Sporting !), mas o certo é que sou “lampião” e tenho orgulho nisso.
Cresci e habituei-me às vitórias do Benfica, não só no futebol (por mais anos que viva nunca me esquecerei da fenomenal equipa de basquetebol liderada por Carlos Lisboa), mas isso não pode explicar tudo...
Repare:
Ser benfiquista é vibrar com as vitórias, ser benfiquista é fazer 1500 quilómetros para ver um jogo, ser benfiquista é esperar pela equipa de madrugada, ser benfiquista é respeitar os adversários, ser benfiquista é ter mística, ser benfiquista é não desistir, ser benfiquista é ver o céu, ser benfiquista é “80”, ser benfiquista é ganhar... Ganhar.
Ser benfiquista é uma religião que não tem explicação...
Ser benfiquista é adoecer com as derrotas, ser benfiquista é discutir, ser benfiquista é dizer mal dos jogadores, ser benfiquista é criticar o treinador e insultar o presidente, ser benfiquista é rasgar o cartão de sócio, ser benfiquista é ter depressões, ser benfiquista é “8”, ser benfiquista é cair no inferno, ser benfiquista é sonhar... Sonhar.
Ser benfiquista é um estado de alma que se sente...
Ser benfiquista é continuar, após 10 anos de jejum, à procura do oásis dos títulos, na certeza de que lá chegaremos, mais tarde ou mais cedo.
Ser do Benfica é ser grande, mesmo quando nada se tem, ser do Benfica é ser povo e nobreza, ser do Benfica é ser diferente entre iguais, ser do Benfica é ser invejado, ser do Benfica é ser “todos por Um”...
O Benfica é sangue no coração, o Benfica é oxigénio nos pulmões... o Benfica é tudo e nada...
PS: Não sei se ficou a perceber melhor o que sinto... se calhar não. O mais certo é pensar que sou completamente louco... pois, se calhar sou.
Sinceramente, eu não sei porque sou do Benfica... juro que não sei (o meu pai – ninguém é perfeito - até simpatiza com o Sporting !), mas o certo é que sou “lampião” e tenho orgulho nisso.
Cresci e habituei-me às vitórias do Benfica, não só no futebol (por mais anos que viva nunca me esquecerei da fenomenal equipa de basquetebol liderada por Carlos Lisboa), mas isso não pode explicar tudo...
Repare:
Ser benfiquista é vibrar com as vitórias, ser benfiquista é fazer 1500 quilómetros para ver um jogo, ser benfiquista é esperar pela equipa de madrugada, ser benfiquista é respeitar os adversários, ser benfiquista é ter mística, ser benfiquista é não desistir, ser benfiquista é ver o céu, ser benfiquista é “80”, ser benfiquista é ganhar... Ganhar.
Ser benfiquista é uma religião que não tem explicação...
Ser benfiquista é adoecer com as derrotas, ser benfiquista é discutir, ser benfiquista é dizer mal dos jogadores, ser benfiquista é criticar o treinador e insultar o presidente, ser benfiquista é rasgar o cartão de sócio, ser benfiquista é ter depressões, ser benfiquista é “8”, ser benfiquista é cair no inferno, ser benfiquista é sonhar... Sonhar.
Ser benfiquista é um estado de alma que se sente...
Ser benfiquista é continuar, após 10 anos de jejum, à procura do oásis dos títulos, na certeza de que lá chegaremos, mais tarde ou mais cedo.
Ser do Benfica é ser grande, mesmo quando nada se tem, ser do Benfica é ser povo e nobreza, ser do Benfica é ser diferente entre iguais, ser do Benfica é ser invejado, ser do Benfica é ser “todos por Um”...
O Benfica é sangue no coração, o Benfica é oxigénio nos pulmões... o Benfica é tudo e nada...
PS: Não sei se ficou a perceber melhor o que sinto... se calhar não. O mais certo é pensar que sou completamente louco... pois, se calhar sou.
domingo, fevereiro 01, 2004
“Sorriso de morte”
Nestes dias muitas coisas foram notícia: greves, Ministérios que não entregam o dinheiro dos impostos, cortes na ADSE, explosões no Iraque, relatórios polémicos, robôs que chegam a Marte, gripes nas aves...
Tudo isto aconteceu, tudo isto mereceu destaque, mas nada marcou tanto como a morte do jogador Miklos Fehér.
No dia em que passa uma semana de tão trágico acontecimento apetece-me falar disso... desabafar, para tentar ultrapassar “isto” que sinto e continuar em frente...
Há amigos meus que me dizem: “Não sei porque é que estás assim!”. Eu, se calhar, também não sei...
O que é certo é que eu vi – milhares de pessoas viram na altura e milhões viram em todo o mundo depois - um jovem morrer, à minha frente, em directo, na televisão, depois de, segundos antes, ter sorrido.E é isso que, ainda hoje, me perturba... O Fehér morreu a defender o seu clube, no campo de jogo, e a sorrir... a sorrir.
Admito que o facto do Miki ser jogador de futebol – um desporto que adoro – e de defender o Benfica – o meu clube do coração – pode ter potenciado a minha reacção, mas o facto é que, fosse quem fosse, numa situação semelhante, essa morte me perturbaria.
É que, independentemente das proporções que o caso tomou por ser um jogador de futebol, de ser do Benfica e da morte ter ocorrido em directo, o certo é que o rapaz, desportista saudável, sem história clínica, morreu de repente, frente a milhares de pessoas.
Eu sei que, infelizmente, morrem centenas de pessoas por dia de que nós nem ouvimos falar, mas este caso foi diferente... foi em directo.
Aquele “sorriso de morte”, aquela queda já inanimado, aqueles minutos angustiantes dentro do campo, aquelas horas até à confirmação oficial da morte, deviam perturbar e ser um alerta para qualquer um. E isso nada tem a ver com o facto de se gostar ou não de futebol, de se ser ou não do Benfica.
Aliás, a onda de solidariedade que se espalhou pelo país e que atingiu todas as franjas da sociedade é bem prova disso...Esperemos é que esta tragédia consiga trazer algo de bom e sirva para que as pessoas - todas as pessoas - percebam o essencial e deixem o acessório. No futebol e na vida do dia a dia.
Adeus Miki, até sempre, um abraço.
Tudo isto aconteceu, tudo isto mereceu destaque, mas nada marcou tanto como a morte do jogador Miklos Fehér.
No dia em que passa uma semana de tão trágico acontecimento apetece-me falar disso... desabafar, para tentar ultrapassar “isto” que sinto e continuar em frente...
Há amigos meus que me dizem: “Não sei porque é que estás assim!”. Eu, se calhar, também não sei...
O que é certo é que eu vi – milhares de pessoas viram na altura e milhões viram em todo o mundo depois - um jovem morrer, à minha frente, em directo, na televisão, depois de, segundos antes, ter sorrido.E é isso que, ainda hoje, me perturba... O Fehér morreu a defender o seu clube, no campo de jogo, e a sorrir... a sorrir.
Admito que o facto do Miki ser jogador de futebol – um desporto que adoro – e de defender o Benfica – o meu clube do coração – pode ter potenciado a minha reacção, mas o facto é que, fosse quem fosse, numa situação semelhante, essa morte me perturbaria.
É que, independentemente das proporções que o caso tomou por ser um jogador de futebol, de ser do Benfica e da morte ter ocorrido em directo, o certo é que o rapaz, desportista saudável, sem história clínica, morreu de repente, frente a milhares de pessoas.
Eu sei que, infelizmente, morrem centenas de pessoas por dia de que nós nem ouvimos falar, mas este caso foi diferente... foi em directo.
Aquele “sorriso de morte”, aquela queda já inanimado, aqueles minutos angustiantes dentro do campo, aquelas horas até à confirmação oficial da morte, deviam perturbar e ser um alerta para qualquer um. E isso nada tem a ver com o facto de se gostar ou não de futebol, de se ser ou não do Benfica.
Aliás, a onda de solidariedade que se espalhou pelo país e que atingiu todas as franjas da sociedade é bem prova disso...Esperemos é que esta tragédia consiga trazer algo de bom e sirva para que as pessoas - todas as pessoas - percebam o essencial e deixem o acessório. No futebol e na vida do dia a dia.
Adeus Miki, até sempre, um abraço.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Pão nosso de cada dia
A obesidade é uma doença que cada vez mais preocupa as sociedades modernas, mas o nosso país está atento e já estão a ser tomadas medidas.
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem.Como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, ajuda a ganhar peso excessivo.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Super-Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, “Ano Novo, Preços Novos” e o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses e, para além do mais, supérfluo, aumenta "só" 35% (trinta e cinco por cento) em 2004.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito pão.Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A acompanhar este “pequeno” aumento no pão sobem também a electricidade, a água, os passes sociais, as rendas de casa e as prestações do crédito à habitação, as portagens e os combustíveis.Quase todos estes bens essenciais vão subir - alguns já a partir de Janeiro - em percentagem igual ou superior a 2.5%.
Mas, não há problema porque o Governo, sempre preocupado com o nosso bem-estar, aumenta também, já a partir de 1 de Janeiro, o salário mínimo para poder cobrir estas despesas.
Agora são 365.6 euros (73 mil escudos em dinheiro antigo), ou seja, mais 9 (nove) euros por mês, 30 (trinta) cêntimos por dia – um aumento de 2.52% (!?).
Uff, eu, que me preocupo pouco com a “linha”, estou muito mais descansado... este aumento deve continuar a dar para uma carcacita (sem manteiga) logo pela manhã...
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem.Como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, ajuda a ganhar peso excessivo.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Super-Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, “Ano Novo, Preços Novos” e o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses e, para além do mais, supérfluo, aumenta "só" 35% (trinta e cinco por cento) em 2004.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito pão.Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A acompanhar este “pequeno” aumento no pão sobem também a electricidade, a água, os passes sociais, as rendas de casa e as prestações do crédito à habitação, as portagens e os combustíveis.Quase todos estes bens essenciais vão subir - alguns já a partir de Janeiro - em percentagem igual ou superior a 2.5%.
Mas, não há problema porque o Governo, sempre preocupado com o nosso bem-estar, aumenta também, já a partir de 1 de Janeiro, o salário mínimo para poder cobrir estas despesas.
Agora são 365.6 euros (73 mil escudos em dinheiro antigo), ou seja, mais 9 (nove) euros por mês, 30 (trinta) cêntimos por dia – um aumento de 2.52% (!?).
Uff, eu, que me preocupo pouco com a “linha”, estou muito mais descansado... este aumento deve continuar a dar para uma carcacita (sem manteiga) logo pela manhã...
segunda-feira, dezembro 22, 2003
Abençoada crise...
Dizem que o país está de “tanga”, que tem quase meio milhão de desempregados, salários em atraso, défice excessivo, crescimento (abaixo de) zero, mas não devem estar a falar de Portugal.
Aqui, neste nosso “sítio” (sim, porque para chamar a “isto” um país falta muito) está tudo bem... ou parece.
Neste nosso “país do faz-de-conta” o que interessa mesmo é “o que parece”.Assim, o que importa é ter telemóvel (de preferência vários), Tv Cabo e acesso à net, carro topo de gama e dizer que se tem isto e aquilo - independentemente do que seja... desde que seja bom.
Este "vírus" agrava-se na época de Natal... Podemos estar sem “cheta”, mas o importante é andar na rua a fazer compras... ou a fingir que as andamos a fazer.
Vem isto a propósito de um episódio que aconteceu comigo este domingo: tive que ir à pressa comprar uma prenda e lembrei-me de ir a um centro comercial perto do local onde trabalho. Foi uma aventura...
Meus amigos, a rua estava cheia, a abarrotar de gente, literalmente.Os “desculpe”, “com licença”, “posso” foram mais que muitos e tudo num espaço de 200 metros, no máximo... e ainda nem sequer tinha entrado no estabelecimento.
Que vontade que eu tive de conduzir um “limpa neve” para desobstruir o caminho.Depois, lá entrei na loja (aquela começada por F e acabada em C) e foi um “Ai Jesus”.Mais uma confusão tremenda, com a agravante do espaço ser menor e de uma pessoa se arriscar a mandar algumas prateleiras de CDs para o meio do chão.Tentei despachar-me o mais rápido possível... Estava tão desesperado que acabei por sair sem sequer embrulhar a prenda.
Eu sei que estamos a poucos dias do Natal e que, como bons portugueses, deixamos tudo para o fim, mas a questão impõe-se: “Será que todas estas pessoas que hoje me “atropelaram” estavam realmente a fazer compras? Ou será que todas tinham mesmo necessidade de as fazer?”
Esta pressão consumista leva-nos a cometer loucuras, que mais tarde ou mais cedo havemos de pagar... de uma forma ou de outra.
É que, se isto é crise, viva a crise e a Dra Manuela Ferreira Leite...
Nunca mais é dia 26... digo eu.
PS: Já agora “Bom Natal” :-) e que o Menino Jesus lhes traga Saúde e Sorte.
Aqui, neste nosso “sítio” (sim, porque para chamar a “isto” um país falta muito) está tudo bem... ou parece.
Neste nosso “país do faz-de-conta” o que interessa mesmo é “o que parece”.Assim, o que importa é ter telemóvel (de preferência vários), Tv Cabo e acesso à net, carro topo de gama e dizer que se tem isto e aquilo - independentemente do que seja... desde que seja bom.
Este "vírus" agrava-se na época de Natal... Podemos estar sem “cheta”, mas o importante é andar na rua a fazer compras... ou a fingir que as andamos a fazer.
Vem isto a propósito de um episódio que aconteceu comigo este domingo: tive que ir à pressa comprar uma prenda e lembrei-me de ir a um centro comercial perto do local onde trabalho. Foi uma aventura...
Meus amigos, a rua estava cheia, a abarrotar de gente, literalmente.Os “desculpe”, “com licença”, “posso” foram mais que muitos e tudo num espaço de 200 metros, no máximo... e ainda nem sequer tinha entrado no estabelecimento.
Que vontade que eu tive de conduzir um “limpa neve” para desobstruir o caminho.Depois, lá entrei na loja (aquela começada por F e acabada em C) e foi um “Ai Jesus”.Mais uma confusão tremenda, com a agravante do espaço ser menor e de uma pessoa se arriscar a mandar algumas prateleiras de CDs para o meio do chão.Tentei despachar-me o mais rápido possível... Estava tão desesperado que acabei por sair sem sequer embrulhar a prenda.
Eu sei que estamos a poucos dias do Natal e que, como bons portugueses, deixamos tudo para o fim, mas a questão impõe-se: “Será que todas estas pessoas que hoje me “atropelaram” estavam realmente a fazer compras? Ou será que todas tinham mesmo necessidade de as fazer?”
Esta pressão consumista leva-nos a cometer loucuras, que mais tarde ou mais cedo havemos de pagar... de uma forma ou de outra.
É que, se isto é crise, viva a crise e a Dra Manuela Ferreira Leite...
Nunca mais é dia 26... digo eu.
PS: Já agora “Bom Natal” :-) e que o Menino Jesus lhes traga Saúde e Sorte.
Subscrever:
Mensagens (Atom)