“Joga-se este domingo, em Viena de Áustria, a final do Euro 2008 entre Alemanha e Espanha” – Assim começou uma rádio um notíciário esta noite.
Já não há pachorra para esta coisa do “Viena de Áustria”. Nunca percebi – sinceramente – esta fixação.
Porquê?
Ninguém – nunca – diz Madrid de Espanha, Paris de França ou Roma de Itália... e ainda bem.
domingo, junho 29, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
Acabem as directas...
Acompanhei por dever, mas também por gosto (chamem-me louco, se quiserem), o congresso do PSD em Guimarães.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
terça-feira, junho 17, 2008
Retrato de Portugal
“Comparo o nosso país com uma pessoa que está na borda do passeio à espera que alguém a ajude a atravessar para o outro lado. Sempre estivemos nessa situação, sempre estivemos dependentes de algo ou de alguma coisa. Desde o D. Sebastião que estamos dependentes. Estamos sempre à espera de quem venha salvar a Pátria, esquecendo que, se a Pátria pode ser salva, somos nós todos - e não um salvador predestinado com dotes extraordinários capazes de tirar-nos da mediocridade. O grande problema nacional é a mediocridade e a resignação à mediocridade”.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
sexta-feira, junho 13, 2008
Fernando Pessoa
Há datas que não podemos deixar passar. O Poeta faria hoje 120 anos.
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
terça-feira, junho 10, 2008
Só para esclarecer...
Eu não fui condecorado no "Dia da Raça" (*).
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
segunda-feira, junho 09, 2008
Ilegalidades
Por princípio, não tenho nada contra manifestações e greves - antes pelo contrário. Em Democracia, os trabalhadores têm o direito de protestar para pedir/exigir melhores condições.
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
terça-feira, junho 03, 2008
Shame on you
José Mourinho está como gosta - e faz por isso - no centro das atenções mediáticas mundiais.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
quarta-feira, maio 28, 2008
Expressões da nossa vida
Volto a esta rubrica porque realmente há coisas que continuo a não perceber e me assustam.
Tudo começa com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
“O endividamento das famílias portuguesas voltou a aumentar em 2007 para 129% do rendimento disponível, atingindo o valor mais elevado de sempre.
Os dados foram revelados hoje pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de 2007”.
O país está em crise e há muita gente a sofrer sem ter culpa absolutamente nenhuma – isso é indiscutível.
Agora, também há pessoas em Portugal que não têm a mínima noção da realidade e perdem a cabeça por um qualquer “vírus consumista”.
É natural (diria obrigatório) que se peça um empréstimo para comprar casa, é natural que se peça um empréstimo para comprar carro (especialmente se estivermos a falar do primeiro, absoluta necessidade). Já não se pode dizer o mesmo quando se fala em pedir empréstimos para um segundo ou terceiro automóvel, para um telemóvel, um computador ou um plasma para ver o Euro.
Sobre tudo isto, lembrei-me de uma expressão que o meu pai repete muitas vezes e que é pena que nem todos sigam:
“Quem não tem dinheiro, não tem vícios”.
Tudo começa com os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.
“O endividamento das famílias portuguesas voltou a aumentar em 2007 para 129% do rendimento disponível, atingindo o valor mais elevado de sempre.
Os dados foram revelados hoje pelo Banco de Portugal no relatório de estabilidade financeira de 2007”.
O país está em crise e há muita gente a sofrer sem ter culpa absolutamente nenhuma – isso é indiscutível.
Agora, também há pessoas em Portugal que não têm a mínima noção da realidade e perdem a cabeça por um qualquer “vírus consumista”.
É natural (diria obrigatório) que se peça um empréstimo para comprar casa, é natural que se peça um empréstimo para comprar carro (especialmente se estivermos a falar do primeiro, absoluta necessidade). Já não se pode dizer o mesmo quando se fala em pedir empréstimos para um segundo ou terceiro automóvel, para um telemóvel, um computador ou um plasma para ver o Euro.
Sobre tudo isto, lembrei-me de uma expressão que o meu pai repete muitas vezes e que é pena que nem todos sigam:
“Quem não tem dinheiro, não tem vícios”.
quinta-feira, maio 22, 2008
"Piada do dia"
"Quando chegou a casa à noite, a mulher pediu-lhe que a levasse a sair, mas queria ir a um sítio bem caro...
Ele levou-a a uma bomba de gasolina!"
Isto está a deixar de ter graça...
Ele levou-a a uma bomba de gasolina!"
Isto está a deixar de ter graça...
domingo, maio 18, 2008
Preciosismos
Se há coisa que me desgosta em algumas notícias - sejam elas de jornal, rádio ou televisão - é a necessidade que alguns jornalistas têm de dar pormenores, alegadamente informativos, que - bem vistas as coisas - nada acrescentam e até podem perturbar.
São vários os exemplos e situações, mas há uma que me enerva especialmente porque até pode esconder outra "coisa" chamada racismo.
Pergunto eu: Porque raio se diz, em crimes sob investigação, que foram realizados por "grupo de x individuos de raça negra" ou por "elementos de etnia cigana"?
Não percebo esta "necessidade", até porque nunca ouvi falar em"bandos de criminosos de cor branca" e não me venham dizer que não há assaltantes brancos.
Por falar em "preciosismos", deixem-me rebobinar e recuperar a "estória" do tabaco do senhor Primeiro-ministro. Várias notas sobre o caso:
- anteriormente sempre se fumou nestas viagens oficiais;
- com a nova lei, inventada por um Governo Sócrates, não se podia fumar;
- o Primeiro-ministro não podia alegar que não sabia que não se podia fumar;
- ridícula a necessidade que José Sócrates teve de vir dizer que ia deixar de fumar porque queria "dar o exemplo";
- ao que consta, o jornalista que trouxe "o caso a lume", fuma desalmadamente;
- "ou há moralidade ou comem todos", diz o ditado;
São vários os exemplos e situações, mas há uma que me enerva especialmente porque até pode esconder outra "coisa" chamada racismo.
Pergunto eu: Porque raio se diz, em crimes sob investigação, que foram realizados por "grupo de x individuos de raça negra" ou por "elementos de etnia cigana"?
Não percebo esta "necessidade", até porque nunca ouvi falar em"bandos de criminosos de cor branca" e não me venham dizer que não há assaltantes brancos.
Por falar em "preciosismos", deixem-me rebobinar e recuperar a "estória" do tabaco do senhor Primeiro-ministro. Várias notas sobre o caso:
- anteriormente sempre se fumou nestas viagens oficiais;
- com a nova lei, inventada por um Governo Sócrates, não se podia fumar;
- o Primeiro-ministro não podia alegar que não sabia que não se podia fumar;
- ridícula a necessidade que José Sócrates teve de vir dizer que ia deixar de fumar porque queria "dar o exemplo";
- ao que consta, o jornalista que trouxe "o caso a lume", fuma desalmadamente;
- "ou há moralidade ou comem todos", diz o ditado;
sábado, maio 17, 2008
Off-line
Não tenho internet em casa desde quarta-feira à noite. Supostamente estão "em manutenção".
Mais grave do que estar, há três dias, sem esse elemento fundamental para o nosso trabalho (a malta habitua-se e depois já não quer outra coisa, tal como os telemóveis) é a displicência da empresa.
Reparem nesta "timeline":
- quarta-feira à noite é dito: "Estará tudo ok na quinta de manhã"
- na quinta-feira às 14 horas é dito: são só "mais duas ou três horas"
- na quinta-feira às 20 horas é dito: "só amanhã de manhã"
- na sexta-feira às 13 horas é dito: "estará operacional às 18 horas"
- na sexta-feira às 20 horas é dito: "até às 23 horas"
- no sábado de manhã ainda não há net
"Há coisas fantásticas não há...", segundo diz o anúncio, e eu também acho.
Miserável atitude a destas empresas que têm o "rei na barriga" e estão literalmente a c.... para os clientes.
PS: a net deu, finalmente, sinal de vida pouco antes das 20 horas deste sábado.
Mais grave do que estar, há três dias, sem esse elemento fundamental para o nosso trabalho (a malta habitua-se e depois já não quer outra coisa, tal como os telemóveis) é a displicência da empresa.
Reparem nesta "timeline":
- quarta-feira à noite é dito: "Estará tudo ok na quinta de manhã"
- na quinta-feira às 14 horas é dito: são só "mais duas ou três horas"
- na quinta-feira às 20 horas é dito: "só amanhã de manhã"
- na sexta-feira às 13 horas é dito: "estará operacional às 18 horas"
- na sexta-feira às 20 horas é dito: "até às 23 horas"
- no sábado de manhã ainda não há net
"Há coisas fantásticas não há...", segundo diz o anúncio, e eu também acho.
Miserável atitude a destas empresas que têm o "rei na barriga" e estão literalmente a c.... para os clientes.
PS: a net deu, finalmente, sinal de vida pouco antes das 20 horas deste sábado.
segunda-feira, maio 12, 2008
Uma espécie de hino
Nós somos, efectivamente, assim e Portugal em 2008... ainda é isto:
O grupo chama-se "Deolinda". Ouçam mais aqui
Obrigado .j.
O grupo chama-se "Deolinda". Ouçam mais aqui
Obrigado .j.
sábado, maio 10, 2008
Dúvida da semana
Há países que parecem fadados para a desgraça e só assim aparecem nos media.
Nos últimos meses temos ouvido falar muito sobre Myanmar: primeiro pela repressão que há décadas isola o país, agora por culpa de um ciclone, "Nargis", que já provocou milhares de mortos e desaparecidos (números já trágicos, mas ainda provisórios).
Dependendo do meio de comunicação social, o país é apresentado como Myanmar ou como Birmânia.
Já outros países mudaram o nome ao longo da sua história, normalmente ex-colónias que se tornam independentes.
Neste caso específico não foi isso que aconteceu. Resumidamente, Birmânia é o nome histórico do país. Myanmar surgiu anos depois de uma junta militar ter tomado o poder pela força. Apesar da nova designação ter sido aceite pelas Nações Unidas, alguns países (Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo) continuam a rejeitá-lo.
A pergunta é: devemos aceitar o novo nome imposto por uma ditadura ou recuperar o nome histórico?
Nos últimos meses temos ouvido falar muito sobre Myanmar: primeiro pela repressão que há décadas isola o país, agora por culpa de um ciclone, "Nargis", que já provocou milhares de mortos e desaparecidos (números já trágicos, mas ainda provisórios).
Dependendo do meio de comunicação social, o país é apresentado como Myanmar ou como Birmânia.
Já outros países mudaram o nome ao longo da sua história, normalmente ex-colónias que se tornam independentes.
Neste caso específico não foi isso que aconteceu. Resumidamente, Birmânia é o nome histórico do país. Myanmar surgiu anos depois de uma junta militar ter tomado o poder pela força. Apesar da nova designação ter sido aceite pelas Nações Unidas, alguns países (Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo) continuam a rejeitá-lo.
A pergunta é: devemos aceitar o novo nome imposto por uma ditadura ou recuperar o nome histórico?
sábado, maio 03, 2008
A culpa vai morrer solteira?
Passou um ano, 365 dias, desde o desaparecimento da pequena Madeleine McCann e certezas quanto ao caso...
Muitas pistas e despiste(a)s depois, muitas informações e contra-informações depois, muitos avanços e recuos depois, muitas versões e contra-versões depois, muitos anjos e demónios depois... certezas não há.
Primeiro a tese do rapto, depois do assassinato - involuntário ou não - e, agora, parece que tudo volta à "casa da partida" e já é possível - diz o "Expresso" - que a hipótese "rapto" volte a ganhar força.
Eu não sei o que aconteceu naquela noite, continuo com muitas dúvidas e a achar estranhos alguns dos dados conhecidos do caso, que parecem continuar a não encaixar...
... mas eu não conto para este processo. Quem conta (ou deveria contar) é a PJ.
A mim parece-me que é deveras preocupante que a polícia possa agora, como se nada fosse, voltar à hipótese do rapto depois de nove meses a alimentar a tese da culpa de Gerry e Kate McCann.
Continuo a achar - e isto serve para este caso como para todos os outros - que não se pode deixar passar a ideia que alguém é culpado (e essa ideia passou - mesmo que tenha sido involuntariamente - em relação aos McCann), avançar para a constituição de arguido (mesmo sendo um proforma que não equivale a culpa) e depois assobiar para o lado como se nada fosse.
Única certeza é que a miúda desapareceu mesmo a 3 de Maio de 2007. Se foi rapto não se sabe nada, se os pais a mataram ou deixaram morrer também não.
Se há coisa que não me apetecia era ter que dar razão aos media ingleses que fizeram uma pressão deplorável sobre a polícia portuguesa e trataram abaixo de cão os nossos inspectores.
As dúvidas permanecem e a pergunta está feita... A culpa vai morrer solteira?
Muitas pistas e despiste(a)s depois, muitas informações e contra-informações depois, muitos avanços e recuos depois, muitas versões e contra-versões depois, muitos anjos e demónios depois... certezas não há.
Primeiro a tese do rapto, depois do assassinato - involuntário ou não - e, agora, parece que tudo volta à "casa da partida" e já é possível - diz o "Expresso" - que a hipótese "rapto" volte a ganhar força.
Eu não sei o que aconteceu naquela noite, continuo com muitas dúvidas e a achar estranhos alguns dos dados conhecidos do caso, que parecem continuar a não encaixar...
... mas eu não conto para este processo. Quem conta (ou deveria contar) é a PJ.
A mim parece-me que é deveras preocupante que a polícia possa agora, como se nada fosse, voltar à hipótese do rapto depois de nove meses a alimentar a tese da culpa de Gerry e Kate McCann.
Continuo a achar - e isto serve para este caso como para todos os outros - que não se pode deixar passar a ideia que alguém é culpado (e essa ideia passou - mesmo que tenha sido involuntariamente - em relação aos McCann), avançar para a constituição de arguido (mesmo sendo um proforma que não equivale a culpa) e depois assobiar para o lado como se nada fosse.
Única certeza é que a miúda desapareceu mesmo a 3 de Maio de 2007. Se foi rapto não se sabe nada, se os pais a mataram ou deixaram morrer também não.
Se há coisa que não me apetecia era ter que dar razão aos media ingleses que fizeram uma pressão deplorável sobre a polícia portuguesa e trataram abaixo de cão os nossos inspectores.
As dúvidas permanecem e a pergunta está feita... A culpa vai morrer solteira?
quarta-feira, abril 30, 2008
Sobe, sobe gasolina sobe...
E pronto, desde a meia noite, voltaram a subir os combustíveis: mais dois cêntimos para a gasolina e mais três para o gasóleo.
Não é grave, é "só" a 17ª mexida este ano, 14 delas a subir, claro.
Tudo começou com a liberalização dos preços em 2004 e, por incrivel que pareça e ao contrário dos outros sectores, a concorrência fez subir (e muito) os preços.
Não percebo, mas ainda entendo menos se compararmos o nosso caso com o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis.
Aqui ao lado, o gasóleo custa menos 12 cêntimos e a gasolina menos 28.
Reparem que até o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) considera esta subida "escandalosa".
Alguém me explica isto?
Não é grave, é "só" a 17ª mexida este ano, 14 delas a subir, claro.
Tudo começou com a liberalização dos preços em 2004 e, por incrivel que pareça e ao contrário dos outros sectores, a concorrência fez subir (e muito) os preços.
Não percebo, mas ainda entendo menos se compararmos o nosso caso com o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis.
Aqui ao lado, o gasóleo custa menos 12 cêntimos e a gasolina menos 28.
Reparem que até o presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis (ANAREC) considera esta subida "escandalosa".
Alguém me explica isto?
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de Abril... sempre
Como não podia deixar de ser...
Indiscutivelmente, um dos dias mais importantes da vida de Portugal.
Indiscutivelmente, um dos dias mais importantes da vida de Portugal.
segunda-feira, abril 21, 2008
Puxão de orelhas
Esta foi, seguramente, e de muito longe, a pior semana desportiva de sempre de toda a história do Benfica.
Nestes 30 e poucos anos de vida tive o privilégio de assistir a vários dias e noites de glória dos “encarnados” mas – também – a muitas (demasiadas) tardes e noites más: para além da tragédia passada com Miki Feher (o dia mais negro da “estória” do clube), desportivamente é impossível esquecer, por exemplo, os 7-1 do Sporting, os 5-0 do FC Porto na Luz e, claro, os 7-0 diante do Celta de Vigo...
… mas, ser envergonhado em casa por uma equipa que está a lutar para não descer de divisão, ser humilhado em 25 minutos imparáveis de um Sporting de fogachos e perder na casa de um Dragão já campeão, conseguindo criar apenas um lance de perigo em 90 minutos, - tudo no espaço de 10 dias - é algo de verdadeiramente inexplicável e que merece profunda reflexão por parte de quem de direito.
Apesar disto – deste “buraco negro” em que a equipa caiu – que deixa sócios e adeptos absolutamente descorçoados, nada – nada mesmo - justifica excessos, até porque há (muitas) coisas mais importantes que o “chuto na bola”.
E não, desta vez, não estou a falar das bestas (peço desculpa, mas não há outra palavra para os descrever) que atacaram o autocarro da equipa no Seixal. Estou mesmo a falar de mim.
Na quarta-feira, no calor do jogo frente aos “leões”, tive um momento de insanidade mental. Sem entrar em pormenores - diz quem viu – eu parecia louco e o computador é que “pagou as favas”.
Acabei por ter sorte e a máquina sobreviveu ao choque.
Serve o presente desabafo para, por um lado, me declarar envergonhado pela atitude (que já não foi a primeira do género: há um caixote do lixo partido que o pode comprovar) e, por outro - especialmente por isso - para agradecer o “puxão de orelhas” que levei de uma amiga no dia a seguir.
Obrigado .j. por me aturares e por, ainda por cima, teres a pachorra e a lucidez para me tentares trazer de volta à razão. Gosto de ti, também por isso.
Nestes 30 e poucos anos de vida tive o privilégio de assistir a vários dias e noites de glória dos “encarnados” mas – também – a muitas (demasiadas) tardes e noites más: para além da tragédia passada com Miki Feher (o dia mais negro da “estória” do clube), desportivamente é impossível esquecer, por exemplo, os 7-1 do Sporting, os 5-0 do FC Porto na Luz e, claro, os 7-0 diante do Celta de Vigo...
… mas, ser envergonhado em casa por uma equipa que está a lutar para não descer de divisão, ser humilhado em 25 minutos imparáveis de um Sporting de fogachos e perder na casa de um Dragão já campeão, conseguindo criar apenas um lance de perigo em 90 minutos, - tudo no espaço de 10 dias - é algo de verdadeiramente inexplicável e que merece profunda reflexão por parte de quem de direito.
Apesar disto – deste “buraco negro” em que a equipa caiu – que deixa sócios e adeptos absolutamente descorçoados, nada – nada mesmo - justifica excessos, até porque há (muitas) coisas mais importantes que o “chuto na bola”.
E não, desta vez, não estou a falar das bestas (peço desculpa, mas não há outra palavra para os descrever) que atacaram o autocarro da equipa no Seixal. Estou mesmo a falar de mim.
Na quarta-feira, no calor do jogo frente aos “leões”, tive um momento de insanidade mental. Sem entrar em pormenores - diz quem viu – eu parecia louco e o computador é que “pagou as favas”.
Acabei por ter sorte e a máquina sobreviveu ao choque.
Serve o presente desabafo para, por um lado, me declarar envergonhado pela atitude (que já não foi a primeira do género: há um caixote do lixo partido que o pode comprovar) e, por outro - especialmente por isso - para agradecer o “puxão de orelhas” que levei de uma amiga no dia a seguir.
Obrigado .j. por me aturares e por, ainda por cima, teres a pachorra e a lucidez para me tentares trazer de volta à razão. Gosto de ti, também por isso.
sexta-feira, abril 04, 2008
Ele tinha um sonho...
... e morreu por ele faz hoje 40 anos.
Foi assassinado no quarto de hotel em Memphis (Tennessee).
Neste dia faz sentido recordar O discurso, realizado uns anos antes...
Pena que, tantos anos passados, ainda não esteja cumprido na totalidade.
Foi assassinado no quarto de hotel em Memphis (Tennessee).
Neste dia faz sentido recordar O discurso, realizado uns anos antes...
Pena que, tantos anos passados, ainda não esteja cumprido na totalidade.
Aventuras há muitas...
Este é um post "três em um" em que vou misturar assuntos completamente diferentes: os livros "Uma Aventura", a "crise" na educação e o caso "Apito Final".
Os livros escritos pelas professoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada já existem há 26 anos, tempo em que foram escritas 50 aventuras. Falaram-me deles, a primeira vez, estava eu no 1º ano do Ciclo, penso que terá sido a minha professora de Português.
Eu também cresci a lê-los e lembro-me que o primeiro que a minha mãe me ofereceu foi, claro, "Uma Aventura no Estádio" (o 14). Gostei tanto que, a partir dai, li todos até vir para Lisboa.
Por falar em professores, tive bons e maus docentes, como toda a gente (são poucos os que me lembro, mas destaco a Dona Maria da Glória na escola Prímária e o professor Fatal no Secundário), boas turmas (fantástica a do 12º) e turmas menos boas...
E já agora, especialmente para aquele pessoal da minha geração que agora diz: "No meu tempo não era assim...", gostaria só de dizer que eu vi alunos a sair pela janela, sei de professores que tiveram que meter baixa, não vi pistolas mas vi facas e socas, putos a fumar "cenas maradas", aulas anuladas por causa de bombinhas de mau cheiro, pessoal com "faltas a vermelho" (eu incluído).
Por isso, também não dramatizemos. O que aconteceu no tal vídeo mostra que a "coisa" não está fácil, é verdade que os miúdos estão um bocadinho abusados, mas com bons professores, que consigam motivar os alunos, não consta que haja problemas.
Entretanto, recuperando "Uma Aventura no Estádio", é verdadeiramente inacreditável o que se está a preparar no futebol português: estão a cozinhar um (eventual) castigo ao FC Porto, que é uma autêntica anedota, naturalmente, numa altura em que "já não aquece nem arrefece".
Os livros escritos pelas professoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada já existem há 26 anos, tempo em que foram escritas 50 aventuras. Falaram-me deles, a primeira vez, estava eu no 1º ano do Ciclo, penso que terá sido a minha professora de Português.
Eu também cresci a lê-los e lembro-me que o primeiro que a minha mãe me ofereceu foi, claro, "Uma Aventura no Estádio" (o 14). Gostei tanto que, a partir dai, li todos até vir para Lisboa.
Por falar em professores, tive bons e maus docentes, como toda a gente (são poucos os que me lembro, mas destaco a Dona Maria da Glória na escola Prímária e o professor Fatal no Secundário), boas turmas (fantástica a do 12º) e turmas menos boas...
E já agora, especialmente para aquele pessoal da minha geração que agora diz: "No meu tempo não era assim...", gostaria só de dizer que eu vi alunos a sair pela janela, sei de professores que tiveram que meter baixa, não vi pistolas mas vi facas e socas, putos a fumar "cenas maradas", aulas anuladas por causa de bombinhas de mau cheiro, pessoal com "faltas a vermelho" (eu incluído).
Por isso, também não dramatizemos. O que aconteceu no tal vídeo mostra que a "coisa" não está fácil, é verdade que os miúdos estão um bocadinho abusados, mas com bons professores, que consigam motivar os alunos, não consta que haja problemas.
Entretanto, recuperando "Uma Aventura no Estádio", é verdadeiramente inacreditável o que se está a preparar no futebol português: estão a cozinhar um (eventual) castigo ao FC Porto, que é uma autêntica anedota, naturalmente, numa altura em que "já não aquece nem arrefece".
quinta-feira, março 27, 2008
Mundo Bizarro
O primeiro homem grávido, pelo menos que se saiba.
Notícia da Lusa:
EUA: Transexual masculino, no quinto mês de gravidez, rejeitado pela família
26 de Março de 2008, 22:42
Los Angeles, Califórnia, 26 Mar (Lusa) - Thomas Beatie, um transexual varão, casado, dará à luz uma menina no Verão depois de várias tentativas para engravidar e após ter sido rejeitado pela sociedade e a sua família, informou a revista “The Advocate”.
Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade.
Ele há coisas do "arco da velha"...
Notícia da Lusa:
EUA: Transexual masculino, no quinto mês de gravidez, rejeitado pela família
26 de Março de 2008, 22:42
Los Angeles, Califórnia, 26 Mar (Lusa) - Thomas Beatie, um transexual varão, casado, dará à luz uma menina no Verão depois de várias tentativas para engravidar e após ter sido rejeitado pela sociedade e a sua família, informou a revista “The Advocate”.
Beatie, cujo aspecto é o de um homem grávido de cinco meses, submeteu-se a uma alteração para eliminar os peitos femininos e a um tratamento de testosterona no seu processo de mudança de sexo mas conservou os seus órgãos reprodutores.
"Como se sente um homem grávido? Incrível. Estou estável e seguro de mim mesmo como homem que sou. Incrível. Tecnicamente vejo-me como sucedâneo de mim mesmo, embora a minha identidade sexual seja a de varão. Eu serei o pai, Nancy a mãe e seremos uma família", confessou Beatie, questionando o que é ser "normal" para a sociedade.
Ele há coisas do "arco da velha"...
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