Quando se está em maré de azar, não há nada a fazer e parece que se entra numa versão "light" da "Lei de Murphy".
O meu dia de hoje começou mal e acabou pior.
Primeiro dormi mal, o que se agravou porque tinha que me levantar cedo, depois perdi o comboio e cheguei em cima da hora (literalmente) ao local onde tinha que estar.
A seguir passei a tarde a lutar com computadores e minidisc que me dificultaram a vida durante seis horas, o que me fez ganhar uma grande dor de cabeça.
Como se não bastasse, ainda tive um encontro imediato e próximo com um passeio "em obras" e, mais à frente, quase fui atropelado por um "chico-esperto" que não respeitou a passadeira.
Já "com os azeites", para não dizer pior, apanhei um táxi para casa. Paguei, desconfiado porque achei o preço exagerado, sai do carro e quando meto a mão no bolso... não tinha o porta-chaves.
O taxista nunca mais o vi e, vários telefonemas depois, para todas as empresas de Lisboa, desisti e lamentei a puta de sorte de um dia como o de hoje.
Mas porque é que não pedi a merda da factura?
sexta-feira, maio 04, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
25 de Abril... Sempre
"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"
Sophia de Mello Breyner Andresen
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, abril 19, 2007
Comboio de Babel
Numa semana em que voltou a falar-se de extrema-direita em Portugal devido a um eventual encontro europeu em Lisboa, lembrei-me de uma das minhas últimas viagens de comboio.
Viagem a meio da tarde, sentido Sintra-Lisboa, oito lugares, sete pessoas: um português, dois africanos, dois cidadãos de leste, um asiático, uma brasileira...
É este o Portugal de hoje, pelo menos, na área metropolitana de Lisboa.
E qual é o problema? Nenhum, se forem pessoas integradas que trabalhem - normalmente naquilo que os "finos" portugueses já não querem fazer(*).
Muitas destes estrangeiros ajudaram-nos a brilhar com a Expo 98 ou o Euro 2004 e, se servem para “isso”, têm que servir para tudo o resto. Aliás, muitos deles, têm habilitações para muito mais.
O nosso país, já se sabe, é de “brandos costumes”, habituado a “convívios” inter-culturais e raciais.
Espero, sinceramente, que assim possa continuar... apesar de todo o tipo de pressões, a começar pelo desemprego.
(*) Absolutamente lamentável a campanha governamental das “Novas Oportunidades” que menoriza e despreza profissões “menores” essenciais a um país desenvolvido e equilibrado.
Viagem a meio da tarde, sentido Sintra-Lisboa, oito lugares, sete pessoas: um português, dois africanos, dois cidadãos de leste, um asiático, uma brasileira...
É este o Portugal de hoje, pelo menos, na área metropolitana de Lisboa.
E qual é o problema? Nenhum, se forem pessoas integradas que trabalhem - normalmente naquilo que os "finos" portugueses já não querem fazer(*).
Muitas destes estrangeiros ajudaram-nos a brilhar com a Expo 98 ou o Euro 2004 e, se servem para “isso”, têm que servir para tudo o resto. Aliás, muitos deles, têm habilitações para muito mais.
O nosso país, já se sabe, é de “brandos costumes”, habituado a “convívios” inter-culturais e raciais.
Espero, sinceramente, que assim possa continuar... apesar de todo o tipo de pressões, a começar pelo desemprego.
(*) Absolutamente lamentável a campanha governamental das “Novas Oportunidades” que menoriza e despreza profissões “menores” essenciais a um país desenvolvido e equilibrado.
segunda-feira, abril 09, 2007
Por uma imensa minoria (*)
No outro dia tive uma conversa animada com um colega e amigo sobre um trabalho que estava a fazer. Dizia-me ele mais ou menos isto: “Porque é que estás a perder tanto tempo com isso, se ninguém vai ver”.
Percebo o que ele me quis dizer, mas não concordo com esta teoria e explico porquê.
Da mesma forma que sou contra aqueles que só trabalham pelo salário (e reforço o só), também não me parece nada bem que só se trabalhe pelas audiências ou tiragens.
É que, se esta lógica alastra, um dia destes, só vamos poder votar entre PS e PSD, apoiar Benfica ou Sporting, ouvir a RFM e a Antena 1, comprar o Correio da Manhã ou o JN, ou ir só e apenas à missa católica...
Contra a ditadura das maiorias, pela diversidade e pela liberdade, vou continuar a viver e a fazer as minhas próprias escolhas, nem sempre maioritárias (felizmente).
(*) Este era o slogan da extinta XFM, uma grande rádio que morreu por falta de ouvintes, diziam os patrões.
Percebo o que ele me quis dizer, mas não concordo com esta teoria e explico porquê.
Da mesma forma que sou contra aqueles que só trabalham pelo salário (e reforço o só), também não me parece nada bem que só se trabalhe pelas audiências ou tiragens.
É que, se esta lógica alastra, um dia destes, só vamos poder votar entre PS e PSD, apoiar Benfica ou Sporting, ouvir a RFM e a Antena 1, comprar o Correio da Manhã ou o JN, ou ir só e apenas à missa católica...
Contra a ditadura das maiorias, pela diversidade e pela liberdade, vou continuar a viver e a fazer as minhas próprias escolhas, nem sempre maioritárias (felizmente).
(*) Este era o slogan da extinta XFM, uma grande rádio que morreu por falta de ouvintes, diziam os patrões.
segunda-feira, março 26, 2007
salAZAR
Sem surpresa, confirmou-se que António Oliveira Salazar venceu o programa “Os Grandes Portugueses”.
Em primeiro lugar, não deixa de ser irónico que tenha sido um ditador, que impediu eleições livres, prendeu e torturou a oposição, a vencer um simples concurso popular.
Depois, apesar deste ser, apenas, um concurso – e não um referendo nacional – não deixa de ser preocupante que Salazar o tenha vencido.
Não sei se o homem que comandou o país durante quarenta e tal anos teve tantos votos porque há muitos salazaristas, mais ou menos escondidos, no país ou se este foi um mero sinal de protesto, mas, seja como for, deveria ser um alerta para todos.
O facto do desemprego ser crescente e das pessoas estarem furiosas com algumas medidas do Executivo de Sócrates pode ter ajudado Salazar a ganhar; o facto de Cunhal estar na lista pode ter ajudado Salazar a vencer; o facto de nós sermos um país de saudosistas conservadores pode ter ajudado Salazar a vencer.
A única boa notícia da lista final dos “Grandes Portugueses” foi o terceiro lugar de Aristides Sousa Mendes, talvez um dos menos conhecidos e, seguramente, um dos que menos voto militante (e, portanto, algo inquinado) teria.
PS: Como se vê pelos dois últimos posts, "Estou chateado, claro que estou chateado" com algumas coisas, mas há fases assim. Desculpem.
Em primeiro lugar, não deixa de ser irónico que tenha sido um ditador, que impediu eleições livres, prendeu e torturou a oposição, a vencer um simples concurso popular.
Depois, apesar deste ser, apenas, um concurso – e não um referendo nacional – não deixa de ser preocupante que Salazar o tenha vencido.
Não sei se o homem que comandou o país durante quarenta e tal anos teve tantos votos porque há muitos salazaristas, mais ou menos escondidos, no país ou se este foi um mero sinal de protesto, mas, seja como for, deveria ser um alerta para todos.
O facto do desemprego ser crescente e das pessoas estarem furiosas com algumas medidas do Executivo de Sócrates pode ter ajudado Salazar a ganhar; o facto de Cunhal estar na lista pode ter ajudado Salazar a vencer; o facto de nós sermos um país de saudosistas conservadores pode ter ajudado Salazar a vencer.
A única boa notícia da lista final dos “Grandes Portugueses” foi o terceiro lugar de Aristides Sousa Mendes, talvez um dos menos conhecidos e, seguramente, um dos que menos voto militante (e, portanto, algo inquinado) teria.
PS: Como se vê pelos dois últimos posts, "Estou chateado, claro que estou chateado" com algumas coisas, mas há fases assim. Desculpem.
sexta-feira, março 23, 2007
Engolir uns SAP(os)
Eu fui um dos 2573406 eleitores que ajudou a colocar José Sócrates no Governo.
Confesso que, nesse 20 de Fevereiro de 2005, o meu principal impulso era o de impedir que Santana Lopes e Paulo Portas continuassem a (des)governar o país. Aqueles quatro meses de Executivo “santanista” serviram, perfeitamente, para o anedotário do país, mas não, seguramente, para o progresso de Portugal.
Também afirmo aqui, sem hesitar, que não sou propriamente fã de José Sócrates, especialmente porque me faz confusão esta espécie de “terceira via” do novo socialismo em que, ao mesmo tempo, se dá um “doce” à esquerda e dois ou três “bolos” à direita, tudo com a mesma convicção e “cara de pau”.
Passados dois anos, em maioria absoluta, é indiscutível que há muito que discutir e bastante que falar sobre este Governo maioritário.
O ataque a alguns estados corporativos e a algumas benesses instituídas, juntamente com o combate à fraude e evasão fiscais, parecem-me os pontos mais positivos da governação e era bom que esse crivo continuasse apertado.
Agora, há aspectos que não podem ser escamoteados e que fazem parte das principais promessas de Sócrates: o combate ao défice, a criação de emprego e a recuperação económica.
Só o primeiro destes tópicos está a correr dentro do prometido mas, como disse Sampaio em Belém, deve haver mais vida para além do défice.
Como a Terra que gira, a recuperação económica é tão lenta que a subida nem se nota no sítio que interessa que é o bolso dos portugueses.
Quanto ao emprego, é bom nem falar: o PS prometeu mais 150 mil postos de trabalho mas, ao contrário, o que se tem visto é o desemprego a atingir valores recorde e já há quem diga que a marca dos 500 mil desempregados já foi ultrapassada.
E é aqui que, verdadeiramente, a “porca torce o rabo” porque um Governo que se diz socialista não pode nunca fechar os olhos a isto.
É que, sinceramente, estou-me borrifando para o défice abaixo dos 3%, para o simplex e o choque tecnológico, a Ota e o TGV… se isso implicar mais empresas a fechar, pessoas sem médico de família nem SAPs, miúdos sem escola ou ATLs.
Contra tudo e contra todos, incluindo o défice, na saúde, na educação e na segurança social não pode haver cortes…
Chamem-me o que quiserem, mas é tudo uma questão de prioridade.
Confesso que, nesse 20 de Fevereiro de 2005, o meu principal impulso era o de impedir que Santana Lopes e Paulo Portas continuassem a (des)governar o país. Aqueles quatro meses de Executivo “santanista” serviram, perfeitamente, para o anedotário do país, mas não, seguramente, para o progresso de Portugal.
Também afirmo aqui, sem hesitar, que não sou propriamente fã de José Sócrates, especialmente porque me faz confusão esta espécie de “terceira via” do novo socialismo em que, ao mesmo tempo, se dá um “doce” à esquerda e dois ou três “bolos” à direita, tudo com a mesma convicção e “cara de pau”.
Passados dois anos, em maioria absoluta, é indiscutível que há muito que discutir e bastante que falar sobre este Governo maioritário.
O ataque a alguns estados corporativos e a algumas benesses instituídas, juntamente com o combate à fraude e evasão fiscais, parecem-me os pontos mais positivos da governação e era bom que esse crivo continuasse apertado.
Agora, há aspectos que não podem ser escamoteados e que fazem parte das principais promessas de Sócrates: o combate ao défice, a criação de emprego e a recuperação económica.
Só o primeiro destes tópicos está a correr dentro do prometido mas, como disse Sampaio em Belém, deve haver mais vida para além do défice.
Como a Terra que gira, a recuperação económica é tão lenta que a subida nem se nota no sítio que interessa que é o bolso dos portugueses.
Quanto ao emprego, é bom nem falar: o PS prometeu mais 150 mil postos de trabalho mas, ao contrário, o que se tem visto é o desemprego a atingir valores recorde e já há quem diga que a marca dos 500 mil desempregados já foi ultrapassada.
E é aqui que, verdadeiramente, a “porca torce o rabo” porque um Governo que se diz socialista não pode nunca fechar os olhos a isto.
É que, sinceramente, estou-me borrifando para o défice abaixo dos 3%, para o simplex e o choque tecnológico, a Ota e o TGV… se isso implicar mais empresas a fechar, pessoas sem médico de família nem SAPs, miúdos sem escola ou ATLs.
Contra tudo e contra todos, incluindo o défice, na saúde, na educação e na segurança social não pode haver cortes…
Chamem-me o que quiserem, mas é tudo uma questão de prioridade.
segunda-feira, março 19, 2007
Deve ser do cansaço (2)
Já tínhamos saudades dele. O “menino guerreiro” voltou a dar-nos alegrias e a relembrar quão fantásticos foram os seus quatro meses de Governo.
No “Dia D”, Santana Lopes voltou a disponibilizar-se para voltar à liderança do seu PPD/PSD, até aí, sem novidade.
Agora, verdadeiramente fantástica é a frase que se segue:
“Desculpe a presunção, tenho passado dois anos a ouvir coisas não propriamente muito agradáveis - e não estou a vitimizar-me - ouvi, aguentei, cai, levantei-me outra vez (com a graça de Deus) e aqui estou a lutar pelas minhas ideias. Agora, tenho direito a lembrar algumas coisas que são verdades elementares: depois de Cavaco Silva, julgo que sou o político com mais obra pelo país todo”.
Hilariante… há coisas “funtásticas”, não há?
No “Dia D”, Santana Lopes voltou a disponibilizar-se para voltar à liderança do seu PPD/PSD, até aí, sem novidade.
Agora, verdadeiramente fantástica é a frase que se segue:
“Desculpe a presunção, tenho passado dois anos a ouvir coisas não propriamente muito agradáveis - e não estou a vitimizar-me - ouvi, aguentei, cai, levantei-me outra vez (com a graça de Deus) e aqui estou a lutar pelas minhas ideias. Agora, tenho direito a lembrar algumas coisas que são verdades elementares: depois de Cavaco Silva, julgo que sou o político com mais obra pelo país todo”.
Hilariante… há coisas “funtásticas”, não há?
sábado, março 17, 2007
Quem te viu... quem tv
A televisão em Portugal fez 50 anos e eu, nos últimos 32, habituei-me a ver bons programas.
Este post poderia ser sobre alguns programas que me marcaram, mas não é, talvez volte ao tema para relembrar situações específicas. Este post é, precisamente, para dizer mal do que se vai fazendo.
E não, não estou a falar dos horários a que passam algumas das (poucas) boas séries que ainda resistem à ditadura das audiências.
Depois do Big Brother, dos Acorrentados, do Bar da TV, da Quinta das Celebridades, do Fiel ou Infiel… de todos esses “reality shows” que nos últimos anos nos têm invadido as casas, eis que, afinal, ainda não se tinha visto tudo.
Eu não sou daqueles que só vê programas “pseudo-intelectuais”, só ouve ópera, lê livros de autores russos, diz que nunca viu novelas e não gosta de futebol… Quem me conhece, sabe que não sou nada assim e, mais do que isso, sou contra qualquer tipo de censura.
Confesso, no entanto, que este último “trunfo” da TVI mete-me nojo e envergonha-me.
Falta-me perceber se “aquilo” é ensaiado ou verídico. É indiferente, seja como for, o programa “A Bela e o Mestre” é ofensivo especialmente para as mulheres e indigno de um país “civilizado” em pleno século XXI.
Falta, agora, perceber se este é o último degrau na escala de má televisão ou se o “grau zero” está ainda mais abaixo.
Este post poderia ser sobre alguns programas que me marcaram, mas não é, talvez volte ao tema para relembrar situações específicas. Este post é, precisamente, para dizer mal do que se vai fazendo.
E não, não estou a falar dos horários a que passam algumas das (poucas) boas séries que ainda resistem à ditadura das audiências.
Depois do Big Brother, dos Acorrentados, do Bar da TV, da Quinta das Celebridades, do Fiel ou Infiel… de todos esses “reality shows” que nos últimos anos nos têm invadido as casas, eis que, afinal, ainda não se tinha visto tudo.
Eu não sou daqueles que só vê programas “pseudo-intelectuais”, só ouve ópera, lê livros de autores russos, diz que nunca viu novelas e não gosta de futebol… Quem me conhece, sabe que não sou nada assim e, mais do que isso, sou contra qualquer tipo de censura.
Confesso, no entanto, que este último “trunfo” da TVI mete-me nojo e envergonha-me.
Falta-me perceber se “aquilo” é ensaiado ou verídico. É indiferente, seja como for, o programa “A Bela e o Mestre” é ofensivo especialmente para as mulheres e indigno de um país “civilizado” em pleno século XXI.
Falta, agora, perceber se este é o último degrau na escala de má televisão ou se o “grau zero” está ainda mais abaixo.
quinta-feira, março 15, 2007
Deve ser do cansaço (1)
Inauguramos hoje mais uma rubrica. O espaço "Deve ser do cansaço" serve para guardar as últimas "pérolas" dos mais pertinentes personagens da nossa "praça".
Vamos abrir as "hostilidades" com o mais alto magistrado da Nação.
Cavaco Silva esteve num Roteiro para a Ciência dedicado às chamadas tecnologias limpas.
Até aqui tudo bem, nada a opor, tudo a apoiar.
A questão é que, talvez pelo cansaço, o Presidente da República teve uma frase, no mínimo curiosa, sobre o Alentejo e a instalação de ares condicionados.
Sem mais comentários, aqui fica:
"Ainda ontem me foi explicado que é possível construir casas no Alentejo sem ar condicionado (...) é bom que se saiba como se podem ter as casas frescas sem necessidade de ar condicionado que, parece, é uma das fontes muito grandes do consumo de energia", disse Cavaco Silva.
Mas, há casas no Alentejo sem ar condicionado? O quê? O ar condicionado gasta muita energia? A sério?
Vamos abrir as "hostilidades" com o mais alto magistrado da Nação.
Cavaco Silva esteve num Roteiro para a Ciência dedicado às chamadas tecnologias limpas.
Até aqui tudo bem, nada a opor, tudo a apoiar.
A questão é que, talvez pelo cansaço, o Presidente da República teve uma frase, no mínimo curiosa, sobre o Alentejo e a instalação de ares condicionados.
Sem mais comentários, aqui fica:
"Ainda ontem me foi explicado que é possível construir casas no Alentejo sem ar condicionado (...) é bom que se saiba como se podem ter as casas frescas sem necessidade de ar condicionado que, parece, é uma das fontes muito grandes do consumo de energia", disse Cavaco Silva.
Mas, há casas no Alentejo sem ar condicionado? O quê? O ar condicionado gasta muita energia? A sério?
quinta-feira, março 08, 2007
"Ganda lata"
Quando se pensa que se está numa missão “divina” e que se é “dono e senhor do mundo” perde-se a noção da realidade e cai-se no ridículo.
Os Estados Unidos - que têm todas as condições para ser um país fantástico - deram, ontem, através do seu Departamento de Estado, mais um triste exemplo do que não deve ser uma “potência”.
Desta vez, os norte-americanos criticam as más condições das prisões portuguesas e falam em abusos das forças de segurança portuguesas e excesso de recurso à prisão preventiva.
Obviamente, nem tudo vai bem no sistema prisional português e, seguramente, haverá aspectos a melhorar como, aliás, ciclicamente, reconhece a Amnistia Internacional, por exemplo.
Agora, daí a recebermos lições de moral de um país hipócrita como os Estados Unidos, vai uma enorme distância.
Como é que um país...
· que tem um campo de concentração como Guantanamo,
· que patrocinou Abu Grahib,
· que inventou a guerra no Iraque,
· que tem pena de morte (*)...
... pode vir falar sobre prisões num país como Portugal?
É caso para dizer: “Grande lata, senhor Bush”
(*) Só este ano e só no Texas, os Estados Unidos já “eliminaram” oito condenados, o último dos quais estava há 25 anos no “corredor da morte”.
Os Estados Unidos - que têm todas as condições para ser um país fantástico - deram, ontem, através do seu Departamento de Estado, mais um triste exemplo do que não deve ser uma “potência”.
Desta vez, os norte-americanos criticam as más condições das prisões portuguesas e falam em abusos das forças de segurança portuguesas e excesso de recurso à prisão preventiva.
Obviamente, nem tudo vai bem no sistema prisional português e, seguramente, haverá aspectos a melhorar como, aliás, ciclicamente, reconhece a Amnistia Internacional, por exemplo.
Agora, daí a recebermos lições de moral de um país hipócrita como os Estados Unidos, vai uma enorme distância.
Como é que um país...
· que tem um campo de concentração como Guantanamo,
· que patrocinou Abu Grahib,
· que inventou a guerra no Iraque,
· que tem pena de morte (*)...
... pode vir falar sobre prisões num país como Portugal?
É caso para dizer: “Grande lata, senhor Bush”
(*) Só este ano e só no Texas, os Estados Unidos já “eliminaram” oito condenados, o último dos quais estava há 25 anos no “corredor da morte”.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Zeca Afonso
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Rei do Carnaval
Não deixa de ser sintomático que Alberto João Jardim tenha escolhido esta – precisamente esta – época do ano para brincar com coisas sérias.
O presidente do Governo Regional da Madeira decidiu demitir-se, obrigar a eleições antecipadas só - e apenas - por birra contra o Governo.
Em causa a nova Lei das Finanças Regionais do Executivo Sócrates (e já sancionada pelo Presidente da República) que retira alguns milhões de euros à região autónoma nos próximos anos.
A questão é que a Madeira já é uma das mais ricas regiões do país e, portanto, vai começar a receber menos e a pagar mais para o Orçamento de Estado.
O certo é que o Governo não vai recuar na nova lei e, por outro lado, Jardim vai voltar a ganhar as eleições com maioria absoluta.
Então, o que é que se ganha com esta manobra? Nada. Só perdemos alguns meses e mais alguns euros.
O rei da Madeira vai, a partir dai, ter mesmo que trabalhar com a tal lei que não queria e governar mais quatro anos com o que tiver à disposição.
Vai continuar a ser senhor do arquipélago, a chorar-se sem razão, a dizer alarvidades e a ofender quem lhe quiser fazer frente, impunemente.
Tudo normal, tudo na mesma.
O presidente do Governo Regional da Madeira decidiu demitir-se, obrigar a eleições antecipadas só - e apenas - por birra contra o Governo.
Em causa a nova Lei das Finanças Regionais do Executivo Sócrates (e já sancionada pelo Presidente da República) que retira alguns milhões de euros à região autónoma nos próximos anos.
A questão é que a Madeira já é uma das mais ricas regiões do país e, portanto, vai começar a receber menos e a pagar mais para o Orçamento de Estado.
O certo é que o Governo não vai recuar na nova lei e, por outro lado, Jardim vai voltar a ganhar as eleições com maioria absoluta.
Então, o que é que se ganha com esta manobra? Nada. Só perdemos alguns meses e mais alguns euros.
O rei da Madeira vai, a partir dai, ter mesmo que trabalhar com a tal lei que não queria e governar mais quatro anos com o que tiver à disposição.
Vai continuar a ser senhor do arquipélago, a chorar-se sem razão, a dizer alarvidades e a ofender quem lhe quiser fazer frente, impunemente.
Tudo normal, tudo na mesma.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Referendo
O "sim" ganhou o referendo para a despenalização do aborto. Sobre isto, algumas notas:
- O referendo não foi juridicamente vinculativo, mas todos, até os que perderam, consideram que se pode mudar a lei no Parlamento.
- A abstenção voltou a ser muito elevada (56%) e isso é preocupante.
- Em relação a 1998, houve mais 1.1 milhões de votos.
- A vitória do "sim" foi clara, quase 20 pontos de diferença.
- A campanha correu melhor desta vez mas ainda houve alguns exageros.
Apesar de tudo algumas questões ficaram por responder:
- O que acontece às mulheres que abortarem para lá das 10 semanas?
- Como vai funcionar o aconselhamento às grávidas?
- Quanto tempo vai ser o "período de reflexão"?
- Quanto custa, efectivamente, um aborto no "público" e quem paga o quê?
- Que condições e garantias têm as "privadas"?
Essencial:
- A mulher deixa de arriscar ser presa por fazer um aborto até às 10 semanas.
- O aborto clandestino (e portanto perigoso) tem tendência a diminuir.
Já agora:
- Depois de três tentativas "falhadas", os referendos têm futuro?
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Negócio da China
É verdade que Portugal quer e precisa de melhorar a sua economia e, definitivamente, voltar a entrar nos eixos, que é o mesmo que dizer, recuperar o atraso e, assim, crescer acima da média comunitária.
Também por isso, o Presidente da República esteve na Índia e o Primeiro-ministro está na China. São dois dos países que mais crescem no mundo e seria bom que fizessem negócios connosco.
No entanto, "os fins não podem justificar os meios" e, assim, "amigos, amigos, negócios à parte".
Vem isto a propósito das declarações de Manuel Pinho ontem na China. Disse ontem o ministro que uma das vantagens de Portugal eram os baixos salários.
A questão que se coloca é esta: como pode um governante ir para o estrangeiro (para um país como a China que não prima por critérios democráticos nem por respeitar os trabalhadores) dizer tal barbaridade?
Como podemos querer melhorar a nossa economia, apostar na inovação e na qualificação (a nível interno) e ir lá para fora gabar que somos bons porque pagamos mal?
É verdade que em Portugal há baixos salários, mas isso não é um bem... é, antes, um dos graves problemas do nosso país.
Não sei o que pensa José Sócrates desta parvoice mas, a juntar a outras, talvez não fosse má ideia pensar num novo ministro da Economia.
Também por isso, o Presidente da República esteve na Índia e o Primeiro-ministro está na China. São dois dos países que mais crescem no mundo e seria bom que fizessem negócios connosco.
No entanto, "os fins não podem justificar os meios" e, assim, "amigos, amigos, negócios à parte".
Vem isto a propósito das declarações de Manuel Pinho ontem na China. Disse ontem o ministro que uma das vantagens de Portugal eram os baixos salários.
A questão que se coloca é esta: como pode um governante ir para o estrangeiro (para um país como a China que não prima por critérios democráticos nem por respeitar os trabalhadores) dizer tal barbaridade?
Como podemos querer melhorar a nossa economia, apostar na inovação e na qualificação (a nível interno) e ir lá para fora gabar que somos bons porque pagamos mal?
É verdade que em Portugal há baixos salários, mas isso não é um bem... é, antes, um dos graves problemas do nosso país.
Não sei o que pensa José Sócrates desta parvoice mas, a juntar a outras, talvez não fosse má ideia pensar num novo ministro da Economia.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Os melhores portugueses
Aproveitando a "boleia" da RTP, também o "Tiro ao Alvo" deixa para a posteridade a sua opinião, obviamente discutível, sobre os melhores portugueses.
Para já, uma "prenda" para quem nos visita. Fica uma vaga para preencher quem quiser com quem quiser.
Assim, e sem nenhum hierarquia especial, aqui ficam 9 Grandes Portugueses:
Para já, uma "prenda" para quem nos visita. Fica uma vaga para preencher quem quiser com quem quiser.
Assim, e sem nenhum hierarquia especial, aqui ficam 9 Grandes Portugueses:
- Afonso Henriques
- D. João II
- Infante D. Henrique
- Camões
- Fernando Pessoa
- Aristides Sousa Mendes
- Salgueiro Maia
- Amália
- Eusébio
Claro que há escritores fantásticos, políticos de relevo, desportistas de excepção, artistas, cientistas... enfim, um sem número de personalidades que poderiam constar desta lista, mas isso só demonstra que, em mais de 800 anos de História e de "estórias", muito foi feito neste e por este país que é o nosso.
domingo, janeiro 14, 2007
Justiça cega!?
Luisão foi apanhado a conduzir com 1.44 de álcool no sangue - e isso é grave, tão grave que é crime.
O jogador veio explicar o que aconteceu no seu dia de folga, assumir responsabilidades e lamentar que um caso da sua vida privada possa prejudicar, de alguma forma, o Benfica.
Este é um aspecto da questão, e o defesa-central já confirmou que vai ser castigado monetariamente pelo seu clube.
Agora, vamos ver o outro lado do problema:
Num país em que as mortes na estrada são uma autêntica “guerra civil”, há duas coisas que, para mim, são indiscutíveis: quem conduzir não pode beber, sendo figura pública a responsabilidade é ainda mais agravada.
A questão é simples: Se fosse o “Zé Ninguém” a ser parado com esta taxa de álcool no sangue seria detido, ficaria detido e, seguramente, com a carta apreendida.
Tendo sido o Luisão, figura pública, jogador do Benfica, o que é que foi decidido: mantém a carta e cumpre 40 horas de trabalho comunitário.
Fica a questão: como é possível?!
Esta decisão do juiz que acompanhou o caso é, em minha opinião, (ainda) mais grave porque, num país democrático, a justiça não pode ter duas caras, nem decisões de excepção.
O jogador veio explicar o que aconteceu no seu dia de folga, assumir responsabilidades e lamentar que um caso da sua vida privada possa prejudicar, de alguma forma, o Benfica.
Este é um aspecto da questão, e o defesa-central já confirmou que vai ser castigado monetariamente pelo seu clube.
Agora, vamos ver o outro lado do problema:
Num país em que as mortes na estrada são uma autêntica “guerra civil”, há duas coisas que, para mim, são indiscutíveis: quem conduzir não pode beber, sendo figura pública a responsabilidade é ainda mais agravada.
A questão é simples: Se fosse o “Zé Ninguém” a ser parado com esta taxa de álcool no sangue seria detido, ficaria detido e, seguramente, com a carta apreendida.
Tendo sido o Luisão, figura pública, jogador do Benfica, o que é que foi decidido: mantém a carta e cumpre 40 horas de trabalho comunitário.
Fica a questão: como é possível?!
Esta decisão do juiz que acompanhou o caso é, em minha opinião, (ainda) mais grave porque, num país democrático, a justiça não pode ter duas caras, nem decisões de excepção.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Guantanamo
A prisão norte-americana em Guantanamo já fez cinco anos e sobrevive sob o pretexto da "luta contra o terrorismo".
Neste período negro, 775 pessoas estiveram detidas nesta cadeia cubana e nenhuma foi condenada formalmente pelos Estados Unidos por qualquer crime.
Os detidos são tratados sem as mínimas condições, desrespeitando os direitos humanos e o que é incrivel é que este escândalo continua, à luz do dia, sem que se tome uma posição firme exigindo o encerramento deste estabelecimento.
Para lembrar esta vergonha, a Amnistia Internacional escreveu esta carta a George W. Bush, o "pai" desta tragédia.
Neste período negro, 775 pessoas estiveram detidas nesta cadeia cubana e nenhuma foi condenada formalmente pelos Estados Unidos por qualquer crime.
Os detidos são tratados sem as mínimas condições, desrespeitando os direitos humanos e o que é incrivel é que este escândalo continua, à luz do dia, sem que se tome uma posição firme exigindo o encerramento deste estabelecimento.
Para lembrar esta vergonha, a Amnistia Internacional escreveu esta carta a George W. Bush, o "pai" desta tragédia.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Impostos para todos
Depois de vários anos sem pagar impostos e três de regime de excepção, eis que os jogadores de futebol chegam a 2007 com a obrigatoriedade de pagar impostos sobre a totalidade dos rendimentos, como qualquer contribuinte normal.
A medida já era conhecida e esperada, mas, agora que entrou em vigor, levantou logo polémica com o sindicato de jogadores a admitir uma greve e o presidente da Liga a apelar à calma mas a colocar-se do lado dos atletas.
Para mim a questão é simples: os jogadores de futebol devem receber o que têm direito por contrato e pagar os impostos respectivos, como qualquer um.
Os impostos consoante o que se recebe e, portanto, não se corre o risco de ser injusto. A percentagem que é "tirada" tem a ver com o que se aufere e, assim, quem ganha mais paga mais, quem recebe menos paga menos. Justo.
O argumento que o futebol é uma profissão de desgaste rápido não colhe. Primeiro, aos 35 anos, os jogadores não ficam incapacitados para continuar a trabalhar (treinadores, empresários de futebol e não só, comentadores, jornalistas, relações públicas, etc, etc); segundo se acham que não tem futuro a profissão de futebolista, têm bom remédio e vão fazer outras coisas.
Para mim, profissão de risco é ser, por exemplo, mineiro e a esses, sim, entendo que deveriam ser dadas melhores condições de vida.
Tenho apoioado Joaquim Evangelista e o sindicato na luta que têm feito (e bem) para que os jogadores recebam o salário a que têm direito, não posso estar de acordo com este pedido de excepção no que diz respeito aos impostos.
A medida já era conhecida e esperada, mas, agora que entrou em vigor, levantou logo polémica com o sindicato de jogadores a admitir uma greve e o presidente da Liga a apelar à calma mas a colocar-se do lado dos atletas.
Para mim a questão é simples: os jogadores de futebol devem receber o que têm direito por contrato e pagar os impostos respectivos, como qualquer um.
Os impostos consoante o que se recebe e, portanto, não se corre o risco de ser injusto. A percentagem que é "tirada" tem a ver com o que se aufere e, assim, quem ganha mais paga mais, quem recebe menos paga menos. Justo.
O argumento que o futebol é uma profissão de desgaste rápido não colhe. Primeiro, aos 35 anos, os jogadores não ficam incapacitados para continuar a trabalhar (treinadores, empresários de futebol e não só, comentadores, jornalistas, relações públicas, etc, etc); segundo se acham que não tem futuro a profissão de futebolista, têm bom remédio e vão fazer outras coisas.
Para mim, profissão de risco é ser, por exemplo, mineiro e a esses, sim, entendo que deveriam ser dadas melhores condições de vida.
Tenho apoioado Joaquim Evangelista e o sindicato na luta que têm feito (e bem) para que os jogadores recebam o salário a que têm direito, não posso estar de acordo com este pedido de excepção no que diz respeito aos impostos.
Soluço
Após meses de "namoro", com muitos "abraços e beijinhos" de ambas as partes, eis que Cavaco Silva coloca alguns pontos nos "ii" e deixa claro ao Governo, no discurso de Ano Novo, que quer resultados concretos.
Depois de ter deixado o PSD "embuchado" - a seguir à entrevista na SIC Notícias -, o Presidente terá deixado, agora, José Sócrates com um friozinho no estomago ao apontar-lhe as três prioridades para 2007: Economia, Justiça e Educação.
Estas até podiam ser já - em tese - as prioridades do Executivo PS, mas o facto de ter sido o Chefe de Estado a deixá-las de forma tão clara pode criar problemas aos socialistas.
Só passou um ano de convivio, vamos ver como correm os próximos tempos, mas não é crivel que o namoro termine, pelo menos para já.
Por um lado, Sócrates tem bastantes semelhanças a Cavaco, por outro Cavaco não vai querer levantar muitas ondas já porque quererá uma reeleição tranquila.
Depois de ter deixado o PSD "embuchado" - a seguir à entrevista na SIC Notícias -, o Presidente terá deixado, agora, José Sócrates com um friozinho no estomago ao apontar-lhe as três prioridades para 2007: Economia, Justiça e Educação.
Estas até podiam ser já - em tese - as prioridades do Executivo PS, mas o facto de ter sido o Chefe de Estado a deixá-las de forma tão clara pode criar problemas aos socialistas.
Só passou um ano de convivio, vamos ver como correm os próximos tempos, mas não é crivel que o namoro termine, pelo menos para já.
Por um lado, Sócrates tem bastantes semelhanças a Cavaco, por outro Cavaco não vai querer levantar muitas ondas já porque quererá uma reeleição tranquila.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Borda d´´água
O primeiro post do ano devia ser bem-disposto, de esperança no futuro, confiante, mas não vai ser.
Estou para escrever sobre isto desde que a tragédia aconteceu, mas tenho estado à espera de explicações que me convençam. Como estas ainda não apareceram (nem estas nem outras), sinto-me obrigado a falar já.
Como é possível que morram seis pessoas num barco, com a praia à vista, sem que os socorros tenham conseguido salvar mais do que um tripulante que, por milagre, se segurou à vida durante mais tempo do que humanamente seria espectável?
Porque demorou horas o helicóptero a chegar? Porque razão a Capitania apareceu no local sem meios de salvamento? Porque não conseguiram os bombeiros fazer mais e melhor?
Nesta altura não é importante saber se o barco estava em águas onde não devia estar, nem é importante saber se os pescadores tinham ou não colete.
Isso é para ver depois...
Vamos ver como termina o inquérito (habitual nestas situações) pedido pelo ministro da Defesa.
É com situações como esta que Portugal me mete aflição (para não usar uma expressão pior).
Estou para escrever sobre isto desde que a tragédia aconteceu, mas tenho estado à espera de explicações que me convençam. Como estas ainda não apareceram (nem estas nem outras), sinto-me obrigado a falar já.
Como é possível que morram seis pessoas num barco, com a praia à vista, sem que os socorros tenham conseguido salvar mais do que um tripulante que, por milagre, se segurou à vida durante mais tempo do que humanamente seria espectável?
Porque demorou horas o helicóptero a chegar? Porque razão a Capitania apareceu no local sem meios de salvamento? Porque não conseguiram os bombeiros fazer mais e melhor?
Nesta altura não é importante saber se o barco estava em águas onde não devia estar, nem é importante saber se os pescadores tinham ou não colete.
Isso é para ver depois...
Vamos ver como termina o inquérito (habitual nestas situações) pedido pelo ministro da Defesa.
É com situações como esta que Portugal me mete aflição (para não usar uma expressão pior).
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