Esta terça-feira foi o Dia Mundial contra a Malária. Os números da doença são assustadores.
Só em África a malária mata um milhão de pessoas por ano e na Guiné Conacri é mesmo a principal causa de morte.
Segundo os "Médicos Sem Fronteiras", a doença mata uma criança a cada 30 segundos.
Vale a pena pensar nisto...
quarta-feira, abril 26, 2006
terça-feira, abril 25, 2006
Sinais dos tempos?
Comemoraram-se hoje os 32 anos da "Revolução dos Cravos" e da chegada da Liberdade ao nosso país, após quase 50 anos de ditadura.
Queria, no final do dia, deixar três nota preocupantes:
Queria, no final do dia, deixar três nota preocupantes:
- Pela primeira vez um Presidente da República (Cavaco Silva) participou nas cerimónias oficiais sem ter um cravo na lapela.
- As bancadas da direita no Parlamento não aplaudiram os Capitães de Abril
- Muito poucos deputados e dirigentes do PS participaram no desfile do 25 de Abril
Espero que estes dados sejam, só e apenas, coincidência e que não correspondam ao princípio do fim do 25 de Abril e do que ele representa.
segunda-feira, abril 24, 2006
25 de Abril... Sempre
Alberto João Jardim não vai permitir que amanhã se comemore(*) oficialmente o 25 de Abril na Madeira.
Pior do que isso, o presidente do Governo Regional do arquipélago vai, ao que parece, festejar o “24 de Abril”, lembrando a ditadura e criticando a Revolução e os 32 anos de Democracia.
Por muito que custe a algumas pessoas (acredito que uma minoria), o dia que se comemora(*) amanhã é de fundamental importância para o nosso país.
É justamente graças a este dia e, claro, ao que ele representa, que alguém como Jardim pode dizer as alarvidades que diz e fazer o que faz, sem que nada lhe aconteça.
Já vamos no quarto Presidente da República e em não sei quantos líderes do PSD e todos têm assobiado para o ar como se nada fosse.
Por outro lado, para além do fundamental ganho de Liberdade, é preciso não esquecer que foi a partir daí (depois reforçado com a entrada na União Europeia) que Portugal se começou a desenvolver e a, aos poucos, recuperar o atraso provocado por quase 50 anos de “orgulhosamente sós”.
Obviamente que nem tudo correu como estava planeado, nem todos os “D” (Democratizar, Descolonizar e Desenvolver) do 25 de Abril se cumpriram como deveriam e há muito por fazer.
Na "Revolução dos Cravos" nem tudo foram "rosas" e, claro, todas as rosas têm espinhos.
Estamos, aliás, numa altura deveras complicada com quase 500 mil desempregados e, além disso, com o nosso país a ser precisamente o mais “desequilibrado” da União Europeia no balanço entre ricos e pobres e isso é muito preocupante.
Queria, já agora, aproveitar para homenagear os Capitães de Abril em geral e Salgueiro Maia em particular, um herói, infelizmente, algo esquecido.
(*) Reparem que escrevi “comemora”, não escrevi “assinala” ou “passa” e a escolha é intencional. Não patrocino a tentativa de branqueamento de um dos mais importantes dias da História de Portugal.
Pior do que isso, o presidente do Governo Regional do arquipélago vai, ao que parece, festejar o “24 de Abril”, lembrando a ditadura e criticando a Revolução e os 32 anos de Democracia.
Por muito que custe a algumas pessoas (acredito que uma minoria), o dia que se comemora(*) amanhã é de fundamental importância para o nosso país.
É justamente graças a este dia e, claro, ao que ele representa, que alguém como Jardim pode dizer as alarvidades que diz e fazer o que faz, sem que nada lhe aconteça.
Já vamos no quarto Presidente da República e em não sei quantos líderes do PSD e todos têm assobiado para o ar como se nada fosse.
Por outro lado, para além do fundamental ganho de Liberdade, é preciso não esquecer que foi a partir daí (depois reforçado com a entrada na União Europeia) que Portugal se começou a desenvolver e a, aos poucos, recuperar o atraso provocado por quase 50 anos de “orgulhosamente sós”.
Obviamente que nem tudo correu como estava planeado, nem todos os “D” (Democratizar, Descolonizar e Desenvolver) do 25 de Abril se cumpriram como deveriam e há muito por fazer.
Na "Revolução dos Cravos" nem tudo foram "rosas" e, claro, todas as rosas têm espinhos.
Estamos, aliás, numa altura deveras complicada com quase 500 mil desempregados e, além disso, com o nosso país a ser precisamente o mais “desequilibrado” da União Europeia no balanço entre ricos e pobres e isso é muito preocupante.
Queria, já agora, aproveitar para homenagear os Capitães de Abril em geral e Salgueiro Maia em particular, um herói, infelizmente, algo esquecido.
(*) Reparem que escrevi “comemora”, não escrevi “assinala” ou “passa” e a escolha é intencional. Não patrocino a tentativa de branqueamento de um dos mais importantes dias da História de Portugal.
sexta-feira, abril 14, 2006
Pecador
Assumo: sou um grande pecador.
Já o sabia, sempre o soube (normalmente não vou à missa, só me lembro de "Santa Bárbara quando troveja"), apesar de não o fazer por mal... até tive uma educação católica.
O que não sabia é que estou a piorar. Aliás, neste exacto momento peco: estou a escrever um post num dos meus blogs, a televisão está ligada, tenho um jornal junto a mim... e ainda (como dizia o outro) tenho alí uma revista com a Soraia Chaves na capa.
Pois é, vem isto a propósito dos "novos" pecados, apresentados pelo cardeal Francis Stafford, que, segundo diz "diminuem a fé cristã".
Não sei se é com estas ideias que a Igreja vai recuperar fiéis... e mais não digo (lá estou a lembrar-me do outro).
Já o sabia, sempre o soube (normalmente não vou à missa, só me lembro de "Santa Bárbara quando troveja"), apesar de não o fazer por mal... até tive uma educação católica.
O que não sabia é que estou a piorar. Aliás, neste exacto momento peco: estou a escrever um post num dos meus blogs, a televisão está ligada, tenho um jornal junto a mim... e ainda (como dizia o outro) tenho alí uma revista com a Soraia Chaves na capa.
Pois é, vem isto a propósito dos "novos" pecados, apresentados pelo cardeal Francis Stafford, que, segundo diz "diminuem a fé cristã".
Não sei se é com estas ideias que a Igreja vai recuperar fiéis... e mais não digo (lá estou a lembrar-me do outro).
quinta-feira, abril 13, 2006
119
Não, este não é nenhum novo número de emergência, é "apenas" o número de senhores deputados que foi de férias e se baldou ao trabalho.
Quando chegou a altura de votar, o presidente da Assembleia da República reparou que dos 230 deputados só 111 estavam presentes.
Como o quórum obriga a 116, a votação de nove diplomas foi adiada.
Que belo exemplo nos dão os nossos deputados, que dedicação ao trabalho, que caso extremo de serviço público e amor à causa.
É caso para dizer: Belos empregos.
Quando chegou a altura de votar, o presidente da Assembleia da República reparou que dos 230 deputados só 111 estavam presentes.
Como o quórum obriga a 116, a votação de nove diplomas foi adiada.
Que belo exemplo nos dão os nossos deputados, que dedicação ao trabalho, que caso extremo de serviço público e amor à causa.
É caso para dizer: Belos empregos.
Xutos e Pontapés
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) considera "lícitas" e "aceitáveis" as palmadas e estaladas aplicadas por uma responsável de um lar de Setúbal a crianças com deficiências mentais. O STJ diz que fechar crianças em quartos é um castigo normal de "um bom pai de família" e que as estaladas e as palmadas, se não forem dadas, até podem configurar "negligência educacional".
Depois de ver este acórdão confesso que fiquei com receio das decisões que estes senhores juizes tomam.
Não consigo perceber que se defenda ou se aceite com esta ligeireza que palmadas e estaladas sejam empregues para educar crianças, ditas "normais", mas especialmente para educar deficientes.
Atenção, não estou a dizer que nunca se deve bater nos meninos (eu próprio levei algumas palmadas e isso não me fez mal nenhum). O que estou a dizer é que as palmadas devam ser o último recurso, após uma série de outras opções e alternativas pedagógicas.
Não sou eu que o digo - não sou obviamente especialista - dizem-no vários especialistas (psicólogos, psiquiatras, educadores de infância) que ouvimos durante o dia em reacção a este caso.
É necessário ter ainda em atenção que as palmadas (ou pior, por exemplo, fechar crianças em quartos escuros) deixam, para além de marcas físicas, marcas psicológicas que vão depois reflectir-se na vida adulta e podemos ter uma uma "passagem de testemunho" de pai para filho.
Espero, quando os tiver, não ter que bater nos meus filhos.
PS: Nesta altura apetece-me é dar umas palmadinhas nos senhores juizes.
Depois de ver este acórdão confesso que fiquei com receio das decisões que estes senhores juizes tomam.
Não consigo perceber que se defenda ou se aceite com esta ligeireza que palmadas e estaladas sejam empregues para educar crianças, ditas "normais", mas especialmente para educar deficientes.
Atenção, não estou a dizer que nunca se deve bater nos meninos (eu próprio levei algumas palmadas e isso não me fez mal nenhum). O que estou a dizer é que as palmadas devam ser o último recurso, após uma série de outras opções e alternativas pedagógicas.
Não sou eu que o digo - não sou obviamente especialista - dizem-no vários especialistas (psicólogos, psiquiatras, educadores de infância) que ouvimos durante o dia em reacção a este caso.
É necessário ter ainda em atenção que as palmadas (ou pior, por exemplo, fechar crianças em quartos escuros) deixam, para além de marcas físicas, marcas psicológicas que vão depois reflectir-se na vida adulta e podemos ter uma uma "passagem de testemunho" de pai para filho.
Espero, quando os tiver, não ter que bater nos meus filhos.
PS: Nesta altura apetece-me é dar umas palmadinhas nos senhores juizes.
quarta-feira, abril 12, 2006
Menino mimado
A maioria dos eleitores decidiu que a Itália devia virar à esquerda ou, para sermos mais correctos, decidiu livrar-se de Silvio Berlusconi.
No fim das contas a grande coligação de centro-esquerda venceu na Câmara de Deputados e na Câmara do Senado.
A vantagem foi curta, muito curta, (25 mil votos), a incerteza durou muitas horas, e só um "prémio" atribuido ao vencedor vai permitir a Prodi começar a governar com alguma segurança.
No entanto, apesar dos votos já terem sido contados e estarem oficializados, Berlusconi não aceita os resultados, não assume a derrota e denuncia fraudes.
É curioso que seja Berlusconi a falar nisto. Enfim...
Em democracia, há que saber ganhar e perder e há que saber sair na altura certa.
No fim das contas a grande coligação de centro-esquerda venceu na Câmara de Deputados e na Câmara do Senado.
A vantagem foi curta, muito curta, (25 mil votos), a incerteza durou muitas horas, e só um "prémio" atribuido ao vencedor vai permitir a Prodi começar a governar com alguma segurança.
No entanto, apesar dos votos já terem sido contados e estarem oficializados, Berlusconi não aceita os resultados, não assume a derrota e denuncia fraudes.
É curioso que seja Berlusconi a falar nisto. Enfim...
Em democracia, há que saber ganhar e perder e há que saber sair na altura certa.
segunda-feira, abril 10, 2006
País do "faz de conta(s)"
É dito e redito que Portugal está em crise e há muitos milhares de portugueses em dificuldade. Os desempregados são 500 mil e é difícil pagar os empréstimos da casa e/ou do carro.
No entanto, apesar disso, há quem não tenha ou não pareça ter essas dificuldades.
É que estamos em plenas férias da Páscoa e as agências de viagem exultam com o aumento da procura: Algarve, mas especialmente Brasil, México ou Cabo Verde, são os destinos mais procurados.
Aliás, como se pode ver "Este ano a Páscoa foi um êxito"...
Ainda bem que há estes oásis para desanuviar a cabeça. Vamos ver depois quando chegar o fim do mês e voltarmos a aterrar no "mundo real"
No entanto, apesar disso, há quem não tenha ou não pareça ter essas dificuldades.
É que estamos em plenas férias da Páscoa e as agências de viagem exultam com o aumento da procura: Algarve, mas especialmente Brasil, México ou Cabo Verde, são os destinos mais procurados.
Aliás, como se pode ver "Este ano a Páscoa foi um êxito"...
Ainda bem que há estes oásis para desanuviar a cabeça. Vamos ver depois quando chegar o fim do mês e voltarmos a aterrar no "mundo real"
Marbella
Costuma dizer-se que "De Espanha nem bom vento, nem bom casamento". No entanto, todas as regras têm excepções.
No princípio do mês, a autarca de Marbella foi detida no âmbito de um processo de corrupção que envolve milhões de euros.
Juntamente com a senhora Marisol Yague foram também constituidos arguidos um assessor e um empresário, entre outros, num total de 23 pessoas.
Sem mais comentários... que pena Marbella não ser Felgueiras.
No princípio do mês, a autarca de Marbella foi detida no âmbito de um processo de corrupção que envolve milhões de euros.
Juntamente com a senhora Marisol Yague foram também constituidos arguidos um assessor e um empresário, entre outros, num total de 23 pessoas.
Sem mais comentários... que pena Marbella não ser Felgueiras.
segunda-feira, abril 03, 2006
Imigrante, emigrante
Não gosto de ver cidadãos portugueses serem "chutados" dos países que escolheram para tentar melhorar as suas vidas.
Estes recentes casos do Canadá fazem alguma impressão porque são pessoas que estavam no país há vários anos, alguns já com filhos nascidos lá, com trabalho, ao que consta pagando os impostos respectivos e há algum tempo a tentar a legalização.
Por outro lado, algumas famílias queixam-se que foram avisadas com 15 dias de antecedência, o que o Ministério dos Negócios Estrangeiros desmente.
Seja como for, há diferenças que é necessário fazer e, daí, tirar ilações. Encontro três situações distintas:
- uns estão plenamente integrados (com raizes) e poderiam (deveriam) ser tratados com mais respeito por Otava.
- outros terão sido enganados por "empresas" de recrutamento, com promessas de vida fácil, trabalho e casa garantida. Aqui é caso de polícia e é necessário acabar com estas redes organizadas.
- "last but not least" há os portugueses "chico-espertos" que foram para o Canadá com o estatuto de refugiados políticos e/ou religiosos (!). Esses, só pela "lata", são bem expulsos.
Freitas do Amaral foi ao Canadá perceber o que se estava a passar. Ao que parece trouxe de lá a garantia essencial: "isto" não é uma perseguição à comunidade portuguesa.
Nota final para os partidos de direita que, no nosso país, querem apertar as malhas da imigração.
Não se esqueçam de dois aspectos: Portugal precisa de imigrantes, Portugal é país de (muitos) emigrantes.
Estes recentes casos do Canadá fazem alguma impressão porque são pessoas que estavam no país há vários anos, alguns já com filhos nascidos lá, com trabalho, ao que consta pagando os impostos respectivos e há algum tempo a tentar a legalização.
Por outro lado, algumas famílias queixam-se que foram avisadas com 15 dias de antecedência, o que o Ministério dos Negócios Estrangeiros desmente.
Seja como for, há diferenças que é necessário fazer e, daí, tirar ilações. Encontro três situações distintas:
- uns estão plenamente integrados (com raizes) e poderiam (deveriam) ser tratados com mais respeito por Otava.
- outros terão sido enganados por "empresas" de recrutamento, com promessas de vida fácil, trabalho e casa garantida. Aqui é caso de polícia e é necessário acabar com estas redes organizadas.
- "last but not least" há os portugueses "chico-espertos" que foram para o Canadá com o estatuto de refugiados políticos e/ou religiosos (!). Esses, só pela "lata", são bem expulsos.
Freitas do Amaral foi ao Canadá perceber o que se estava a passar. Ao que parece trouxe de lá a garantia essencial: "isto" não é uma perseguição à comunidade portuguesa.
Nota final para os partidos de direita que, no nosso país, querem apertar as malhas da imigração.
Não se esqueçam de dois aspectos: Portugal precisa de imigrantes, Portugal é país de (muitos) emigrantes.
sábado, abril 01, 2006
Geração à rasca
Jacques Chirac promulgou o (muito) polémico Contrato de Primeiro Emprego (CPE) em França, bem antes do final do prazo, mas tenta acalmar os manifestantes com duas alterações.
Antes de mais, convém recordar que esta lei permitiria que qualquer jovem até 26 anos fosse despedido nos primeiros dois anos de contrato sem justa causa.
Ora, tendo em atenção o articulado desta lei neo-liberal parece-me perfeitamente normal que os jovens tenham vindo para a rua protestar.
A lei, tal como estava a ser proposta, era, no mínimo, injusta e discriminatória, já para não dizer escandalosa.
Agora, o Presidente francês tornou-a, aparentemente, mais suave ao obrigar a que seja esclarecida a causa do despedimento e ao dimunuir de dois para um ano o prazo em que o CPE está em vigor.
Estas são decisões no bom sentido e que, finalmente, mostram algum bom senso do Chefe de Estado francês. Vamos ver se são suficientes e como as aceitam os jovens manifestantes.
Antes de mais, convém recordar que esta lei permitiria que qualquer jovem até 26 anos fosse despedido nos primeiros dois anos de contrato sem justa causa.
Ora, tendo em atenção o articulado desta lei neo-liberal parece-me perfeitamente normal que os jovens tenham vindo para a rua protestar.
A lei, tal como estava a ser proposta, era, no mínimo, injusta e discriminatória, já para não dizer escandalosa.
Agora, o Presidente francês tornou-a, aparentemente, mais suave ao obrigar a que seja esclarecida a causa do despedimento e ao dimunuir de dois para um ano o prazo em que o CPE está em vigor.
Estas são decisões no bom sentido e que, finalmente, mostram algum bom senso do Chefe de Estado francês. Vamos ver se são suficientes e como as aceitam os jovens manifestantes.
quinta-feira, março 30, 2006
Falou e disse...
O Presidente venezuelano continua a "disparar" contra George W. Bush e de forma cada vez mais dura.
No passado dia 20, na sua habitual declaração semanal, Hugo Chavez não foi nada meigo com o seu homólogo norte-americano.
"Mr. Danger, you are a donkey" foi o mínimo que se ouviu da boca do líder venezuelano.
"És um perigo, és um ignorante, és um burro", "cobarde" e "genocida", disse Chavez de Bush.
No passado dia 20, na sua habitual declaração semanal, Hugo Chavez não foi nada meigo com o seu homólogo norte-americano.
"Mr. Danger, you are a donkey" foi o mínimo que se ouviu da boca do líder venezuelano.
"És um perigo, és um ignorante, és um burro", "cobarde" e "genocida", disse Chavez de Bush.
segunda-feira, março 20, 2006
IRAque
Assinalam-se hoje três anos desde o início da guerra do Iraque.
Sob falsos pretextos, os norte-americanos iniciaram uma operação militar que, agora, estão com dificuldades em controlar.
A ONU foi chutada para canto e o mundo enganado: não havia armas de destruição maciça, nem ligações à Al-Qaeda.
Agora, os "senhores da guerra", incluindo Durão Barroso, já assumem isso, mas o mal está feito.
É verdade que capturaram Saddam, mas ninguém pode dizer que o país esteja melhor.
É verdade que já aconteceram eleições e a participação foi massiva, mas ninguém pode afirmar que o país vá caminhar para uma democracia À ocidental.
Milhares de pessoas, inocentes, morreram nestes três anos, a instabilidade é diária e não parece ter fim...
Xiitas, curdos e sunitas dificilmente vão conseguir entender-se.
Entretanto, não querendo aprender com os erros, nem com os alertas, George W. Bush continua a falar (e a defender) em "guerras preventivas".
Como se lia num cartaz em Lisboa: "Depois do Iraque, para ondeIRÃO a seguir?"
Sob falsos pretextos, os norte-americanos iniciaram uma operação militar que, agora, estão com dificuldades em controlar.
A ONU foi chutada para canto e o mundo enganado: não havia armas de destruição maciça, nem ligações à Al-Qaeda.
Agora, os "senhores da guerra", incluindo Durão Barroso, já assumem isso, mas o mal está feito.
É verdade que capturaram Saddam, mas ninguém pode dizer que o país esteja melhor.
É verdade que já aconteceram eleições e a participação foi massiva, mas ninguém pode afirmar que o país vá caminhar para uma democracia À ocidental.
Milhares de pessoas, inocentes, morreram nestes três anos, a instabilidade é diária e não parece ter fim...
Xiitas, curdos e sunitas dificilmente vão conseguir entender-se.
Entretanto, não querendo aprender com os erros, nem com os alertas, George W. Bush continua a falar (e a defender) em "guerras preventivas".
Como se lia num cartaz em Lisboa: "Depois do Iraque, para ondeIRÃO a seguir?"
segunda-feira, março 13, 2006
Um ano...
O Governo assinalou este domingo o seu primeiro aniversário. Tal como no futebol, prognósticos só no fim do jogo.
Para já, há aspectos positivos e negativos, mas confesso que esperava mais e melhor da equipa Sócrates, especialmente porque a maioria absoluta é forte, porque o Presidente da República era favorável e porque a oposição estaria, mais ou menos, em reconstrução.
Gosto que o Executivo tenha acabado com alguns privilégios de algumas classes e que esteja a fazer do combate à fuga aos impostos uma das suas lutas principais. De todos os ministros destaco Maria de Lurdes Rodrigues na Educação, que deve continuar a ser prioritária.
Acho que está na altura de se combater o desemprego seriamente, ao mesmo tempo que se deve apoiar, por um lado, quem mais necessita (os idosos e as famílias desfavorecidas) e, por outro, quem está em início de vida (os jovens à procura do primeiro emprego).
A vertente "socialista" deveria ser reforçada, apesar de se estar em crise.
Depois à áreas que necessitam de atenção: a Justiça (no geral) e o novo PGR (em particular), a Saúde (os novos hospitais, as novas taxas, os medicamentos e o lobby das farmácias) e o Ambiente (a co-incineração, as energias alternativas, a energia atómica).
Falta ainda que me convençam que a Ota e o TGV são absolutamente necessários.
parece, agora, que o novo amor do Governo é a Finlândia. Percebe-se bem porquê (lidera quase todos os rankings positivos da Europa), não sei se alguma vez lá chegaremos.
A corrupção, o clientelismo e o amiguismo estão instalados em detrimento do mérito e, enquanto assim for...
Para já, há aspectos positivos e negativos, mas confesso que esperava mais e melhor da equipa Sócrates, especialmente porque a maioria absoluta é forte, porque o Presidente da República era favorável e porque a oposição estaria, mais ou menos, em reconstrução.
Gosto que o Executivo tenha acabado com alguns privilégios de algumas classes e que esteja a fazer do combate à fuga aos impostos uma das suas lutas principais. De todos os ministros destaco Maria de Lurdes Rodrigues na Educação, que deve continuar a ser prioritária.
Acho que está na altura de se combater o desemprego seriamente, ao mesmo tempo que se deve apoiar, por um lado, quem mais necessita (os idosos e as famílias desfavorecidas) e, por outro, quem está em início de vida (os jovens à procura do primeiro emprego).
A vertente "socialista" deveria ser reforçada, apesar de se estar em crise.
Depois à áreas que necessitam de atenção: a Justiça (no geral) e o novo PGR (em particular), a Saúde (os novos hospitais, as novas taxas, os medicamentos e o lobby das farmácias) e o Ambiente (a co-incineração, as energias alternativas, a energia atómica).
Falta ainda que me convençam que a Ota e o TGV são absolutamente necessários.
parece, agora, que o novo amor do Governo é a Finlândia. Percebe-se bem porquê (lidera quase todos os rankings positivos da Europa), não sei se alguma vez lá chegaremos.
A corrupção, o clientelismo e o amiguismo estão instalados em detrimento do mérito e, enquanto assim for...
domingo, março 12, 2006
Como é possível?
"O emprego não é o nosso maior problema, não é pelo menos o maior problema do colectivo, não é o maior problema que a vida pública deva assumir e penso que cometeríamos um erro profundíssimo de transformássemos o emprego na prioridade das prioridades da acção política e governativa".
É o que diz Daniel Bessa, antigo ministro da Economia, no segundo dia das Semanas Sociais Portuguesas, organizadas pela Conferência Episcopal Portuguesa.
Juro que só acredito que o homem disse isto porque ouvi as suas declarações, mas ainda não estou em mim.
Isto depois de, há algumas semanas, o mesmo personagem ter dito que apoiava o fim do subsídio de desemprego e das reformas.
Acho inacreditável, acho mesmo vergonhoso, que um ex-governante e pessoa com altas responsabilidades tenha o descaramento de fazer este tipo de comentários.
Numa altura em que há cerca de 500 mil desempregados e cerca de dois milhões abaixo do limiar da pobreza, não concebo e não admito que essa não seja a prioridade de um Governo do meu país.
É o que diz Daniel Bessa, antigo ministro da Economia, no segundo dia das Semanas Sociais Portuguesas, organizadas pela Conferência Episcopal Portuguesa.
Juro que só acredito que o homem disse isto porque ouvi as suas declarações, mas ainda não estou em mim.
Isto depois de, há algumas semanas, o mesmo personagem ter dito que apoiava o fim do subsídio de desemprego e das reformas.
Acho inacreditável, acho mesmo vergonhoso, que um ex-governante e pessoa com altas responsabilidades tenha o descaramento de fazer este tipo de comentários.
Numa altura em que há cerca de 500 mil desempregados e cerca de dois milhões abaixo do limiar da pobreza, não concebo e não admito que essa não seja a prioridade de um Governo do meu país.
quinta-feira, março 09, 2006
A troca...
Esta quinta-feira de manhã, Jorge Sampaio é substituido por Cavaco Silva na Presidência da República.
Sem mais comentários, nesta altura, só me apetece repetir um título do "Inimigo Público" de há algumas semanas:
"Já só faltam dez anos"
Sem mais comentários, nesta altura, só me apetece repetir um título do "Inimigo Público" de há algumas semanas:
"Já só faltam dez anos"
segunda-feira, março 06, 2006
Em grande...
No texto de abertura da 78ª cerimónia dos Óscares, o grande Jon Stewart não perdeu a oportunidade de mandar umas bocas à administração Bush.
Aqui fica uma: "Nos filmes deste ano, há vários temas importantes como a corrupção, a censura, o racismo... É por isso que vamos ao cinema: para escapar".
Certeiro... infelizmente.
Aqui fica uma: "Nos filmes deste ano, há vários temas importantes como a corrupção, a censura, o racismo... É por isso que vamos ao cinema: para escapar".
Certeiro... infelizmente.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
A invasão
O caso do “envelope 9” teve mais um desenvolvimento surpreendente esta semana.
Três jornalistas do jornal “24 Horas” terão sido constituidos arguidos depois de um juíz de Instrução, um procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal e investigadores da Polícia Judiciária terem entrado pela redacção e investigado, em especial, o computador de um jornalista que divulgou as listas com os registos telefónicos do processo Casa Pia.
Acho realmente extraordinário que a Procuradoria se preocupe mais com os jornalistas, que estão simplesmente, a fazer o seu trabalho, do que com a investigação em si.
É fantástico que os jornalistas sejam considerados os maus da fita e o MP, a Procuradoria ou a PJ não consigam evitar as fugas de informação.
Por outro lado, esta invasão pode pôr em causa o trabalho e um jornalista. Sem segurança, nenhuma fonte mais vai “avançar”.
O sigilo profissional é um direito fundamental e não pode ser posto em causa por ninguém, isto se ainda vivermos numa Democracia.
Começo a duvidar...
PS: Fantástica a capa de ontem do “24 horas”, demonstra unidade, solidariedade, convicção, coragem...
Três jornalistas do jornal “24 Horas” terão sido constituidos arguidos depois de um juíz de Instrução, um procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal e investigadores da Polícia Judiciária terem entrado pela redacção e investigado, em especial, o computador de um jornalista que divulgou as listas com os registos telefónicos do processo Casa Pia.
Acho realmente extraordinário que a Procuradoria se preocupe mais com os jornalistas, que estão simplesmente, a fazer o seu trabalho, do que com a investigação em si.
É fantástico que os jornalistas sejam considerados os maus da fita e o MP, a Procuradoria ou a PJ não consigam evitar as fugas de informação.
Por outro lado, esta invasão pode pôr em causa o trabalho e um jornalista. Sem segurança, nenhuma fonte mais vai “avançar”.
O sigilo profissional é um direito fundamental e não pode ser posto em causa por ninguém, isto se ainda vivermos numa Democracia.
Começo a duvidar...
PS: Fantástica a capa de ontem do “24 horas”, demonstra unidade, solidariedade, convicção, coragem...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
O negócio do século
Se avançar, a compra do Grupo PT pela Sonae é algo de extraordinário (em vários sentidos) no nosso país.
Belmiro de Azevedo lança-se no "negócio da sua vida" (aquele que poderá ser o último antes de passar a pasta ao filho) e entra para "ganhar à primeira volta".
São mais de 11 (?!) mil milhões de euros que estão envolvidos nesta transação (se for realizada a 100%) e só este número respeitável já assusta.
Mais incrivel ainda é que a Sonae é cinco (5) vezes mais pequena que a PT e, só assim, se percebe a tremenda audácia deste negócio.
É certo que, a apoiar o "senhor Sonae", estão o Banco Santander e, eventualmente, a France Telecom, que terá sido avisada da operação apenas na véspera, mas isso, de maneira nenhuma, tira mérito ao empresário português.
Agora, ao que parece, o processo vai ser longo e pode ter ainda outros personagens (ao que consta estará a ser preparada uma contra-OPA com o BES a liderar e há ainda a Telefónica), mas foi iniciado um caminho que parece não ter retrocesso: a PT vai mudar de mãos.
Vamos ver como tudo vai ficar... vamos especialmente esperar que, fique como fique este negócio, por um lado, a PT melhore os seus serviços e, por outro, a concorrência esteja assegurada.
Belmiro de Azevedo lança-se no "negócio da sua vida" (aquele que poderá ser o último antes de passar a pasta ao filho) e entra para "ganhar à primeira volta".
São mais de 11 (?!) mil milhões de euros que estão envolvidos nesta transação (se for realizada a 100%) e só este número respeitável já assusta.
Mais incrivel ainda é que a Sonae é cinco (5) vezes mais pequena que a PT e, só assim, se percebe a tremenda audácia deste negócio.
É certo que, a apoiar o "senhor Sonae", estão o Banco Santander e, eventualmente, a France Telecom, que terá sido avisada da operação apenas na véspera, mas isso, de maneira nenhuma, tira mérito ao empresário português.
Agora, ao que parece, o processo vai ser longo e pode ter ainda outros personagens (ao que consta estará a ser preparada uma contra-OPA com o BES a liderar e há ainda a Telefónica), mas foi iniciado um caminho que parece não ter retrocesso: a PT vai mudar de mãos.
Vamos ver como tudo vai ficar... vamos especialmente esperar que, fique como fique este negócio, por um lado, a PT melhore os seus serviços e, por outro, a concorrência esteja assegurada.
Achas de uma fogueira
As 12 caricaturas de Maomé publicadas primeiro na Dinamarca e depois em vários jornais europeus continuam a dar que falar.
Manifestações em alguns países (europeus e islâmicos), distúrbios, ameaças de morte, apelos à calma, explicações várias - tudo tem acontecido nas últimas semanas.
Para a religião muçulmana é proibido representar o Profeta e, portanto, estas imagens são consideradas atentatórias, especialmente por parte de grupos radicais.
É certo que para nós, ocidentais, que baseamos a nossa sociedade em direitos como a liberdade, a democracia, a tolerância, a fraternidade, e, já agora, na separação entre o Estado e as Igrejas, parece-nos estranho este fanatismo por culpa de um "turbante bomba", mas o certo é que, talvez por isso mesmo, poderiamos ter algum cuidado.
A liberdade de impresa deve ser assegurada, mas, a repetição destas imagens, ao longo dos últimos meses (tudo começou em Setembro) talvez pudesse ter sido evitada.
Os grupos radicais são isso mesmo, radicais, fanáticos, e, enquanto tal, estão desejosos que o "inimigo" lhes dê uma "desculpa" para actuar.
No fundo, esta insistência não resolveu nenhuma questão e só lançou gasolina para uma lareira que já estava acesa.
A solução só pode passar por grupos de muçulmanos moderados, equilibrados, que, de uma vez por todas, expliquem que o Islão não é "isto"e defende exactamente o contrário (a tolerância e o respeito pelo outro).
PS: só para assinalar - este é o centésimo "tiro" neste blog.
Manifestações em alguns países (europeus e islâmicos), distúrbios, ameaças de morte, apelos à calma, explicações várias - tudo tem acontecido nas últimas semanas.
Para a religião muçulmana é proibido representar o Profeta e, portanto, estas imagens são consideradas atentatórias, especialmente por parte de grupos radicais.
É certo que para nós, ocidentais, que baseamos a nossa sociedade em direitos como a liberdade, a democracia, a tolerância, a fraternidade, e, já agora, na separação entre o Estado e as Igrejas, parece-nos estranho este fanatismo por culpa de um "turbante bomba", mas o certo é que, talvez por isso mesmo, poderiamos ter algum cuidado.
A liberdade de impresa deve ser assegurada, mas, a repetição destas imagens, ao longo dos últimos meses (tudo começou em Setembro) talvez pudesse ter sido evitada.
Os grupos radicais são isso mesmo, radicais, fanáticos, e, enquanto tal, estão desejosos que o "inimigo" lhes dê uma "desculpa" para actuar.
No fundo, esta insistência não resolveu nenhuma questão e só lançou gasolina para uma lareira que já estava acesa.
A solução só pode passar por grupos de muçulmanos moderados, equilibrados, que, de uma vez por todas, expliquem que o Islão não é "isto"e defende exactamente o contrário (a tolerância e o respeito pelo outro).
PS: só para assinalar - este é o centésimo "tiro" neste blog.
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