Foram assinados esta quinta-feira os programas operacionais do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
Traduzindo: vêm aí cerca de 21,5 mil milhões de euros comunitários para Portugal gastar até 2013.
Ora, isto quer dizer que o nosso país vai receber 9.8 milhões de euros todos os dias até ao final de 2013.
Esta é a última oportunidade antes de se "fechar a torneira".
Como era bom que soubessemos aproveitar esta "massa" para evoluir... Infelizmente, tenho dúvidas.
Convém não esquecer que há 19% de pobres em Portugal (dois milhões de pessoas) e que, caso não fossem contabilizadas as várias ajudas sociais, em 2005, 41% da população estaria em risco de pobreza.
quarta-feira, outubro 17, 2007
segunda-feira, outubro 15, 2007
Deve ser do cansaço
O presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas critica o Governo e, mais especificamente, a sua proposta de Orçamento de Estado.
Em causa a proposta do Executivo de aumentar as deduções, em sede de IRS, para os pais com filhos até aos 3 anos. Diz Fernando Castro que este é um benefício que “não se compreende”.
Ora, até aqui, nada de especial, é uma opinião respeitável, que pode até ser verdadeira e que não contesto, até porque não conheço o Orçamento em profundidade.
O que acho extraordinário é a justificação… e cito:
“O que vai acontecer é que, quando uma criança fizer três anos de idade, vai ser uma data muito infeliz e triste para a família porque, não só vai passar a receber menos de abono de família, como se isso não bastasse, vai passar a pagar mais IRS. Não faz sentido”, disse.
Pois não, “Não faz sentido”. Pai que é pai não pode dizer isto, seja em que contexto for.
Há justificações que, realmente, não justificam nada.
Em causa a proposta do Executivo de aumentar as deduções, em sede de IRS, para os pais com filhos até aos 3 anos. Diz Fernando Castro que este é um benefício que “não se compreende”.
Ora, até aqui, nada de especial, é uma opinião respeitável, que pode até ser verdadeira e que não contesto, até porque não conheço o Orçamento em profundidade.
O que acho extraordinário é a justificação… e cito:
“O que vai acontecer é que, quando uma criança fizer três anos de idade, vai ser uma data muito infeliz e triste para a família porque, não só vai passar a receber menos de abono de família, como se isso não bastasse, vai passar a pagar mais IRS. Não faz sentido”, disse.
Pois não, “Não faz sentido”. Pai que é pai não pode dizer isto, seja em que contexto for.
Há justificações que, realmente, não justificam nada.
domingo, outubro 14, 2007
Pão nosso de cada dia
A obesidade é uma doença que cada vez mais preocupa as sociedades modernas, mas o nosso país está atento e já estão a ser tomadas medidas.
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem e, como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, mais ajuda a ganhar peso.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, até Janeiro de 2008, o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses, vai aumentar "só" 3o% (trinta por cento).
A confirmação foi feita ao “Expresso” por Carlos Alberto Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Afins.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito. Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A questão é que - recorde-se - desde o início do ano, o pão já aumentou 20% no preço de venda ao público.
Entretanto, o “Expresso” acrescenta que "outros bens - como leite e derivados, ovos, azeite ou carne de vaca – vão registar subidas significativas. Nenhuma entidade contactada arrisca uma previsão, mas fontes da indústria agro-alimentar apontam para acréscimos entre os 5% e os 10%".
Eu cá só gostava de saber como é que a maioria dos portugueses, especialmente os pensionistas, se vão governar com os preços que se estão a preparar.
Ainda bem que este é um Governo (dito) socialista, com preocupações sociais... faria se não fosse.
PS: Post reciclado de 2003 porque, afinal, há coisas que, infelizmente, se repetem. "Só mudam as moscas", diz o ditado.
A bem da saúde, é preciso evitar que as pessoas engordem e, como se sabe, o pão é um dos alimentos que, dizem os nutricionistas, mais ajuda a ganhar peso.
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério das Finanças, já se está a precaver...
Assim, até Janeiro de 2008, o pão, esse produto “maléfico” para a linha dos portugueses, vai aumentar "só" 3o% (trinta por cento).
A confirmação foi feita ao “Expresso” por Carlos Alberto Santos, presidente da Associação de Comércio e Indústria de Panificação, Pastelaria e Afins.
Ora, nada mais justo, se o pão engorda... obriga-se as pessoas a cortar no dito. Até aqui tudo certo, é “a bem da nossa saúde”.
A questão é que - recorde-se - desde o início do ano, o pão já aumentou 20% no preço de venda ao público.
Entretanto, o “Expresso” acrescenta que "outros bens - como leite e derivados, ovos, azeite ou carne de vaca – vão registar subidas significativas. Nenhuma entidade contactada arrisca uma previsão, mas fontes da indústria agro-alimentar apontam para acréscimos entre os 5% e os 10%".
Eu cá só gostava de saber como é que a maioria dos portugueses, especialmente os pensionistas, se vão governar com os preços que se estão a preparar.
Ainda bem que este é um Governo (dito) socialista, com preocupações sociais... faria se não fosse.
PS: Post reciclado de 2003 porque, afinal, há coisas que, infelizmente, se repetem. "Só mudam as moscas", diz o ditado.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Fado, Futebol e Fátima
Fui a Fátima a última vez a 2 de Setembro, era domingo e, talvez por isso, estava muita gente no Santuário.
Confesso que não vou a Fátima muitas vezes mas, ano após ano, continua a fazer-me grande impressão toda aquele negócio que cresceu desmesuradamente à volta das Aparições. Tudo se vende sem o mínimo de respeito.
A nova Basílica estava ainda em construção e não foi possível ver nada, mas a zona do Santuário mantém aquela mística, aquela aura, que é dificil explicar.
Vi, em directo, a cores e ao vivo, a cerimónia do adeus à Virgem que, também naquela tarde, foi especial e, como sempre, me fez chorar.
Escrevo estas linhas na altura em que se inaugura a nova igreja da Santíssima Trindade. Estão altas individualidades religiosas, políticas e sociais na cerimónia.
A RTP transmite à mesma hora um jogo de futebol da selecção de Sub-21 na Bulgária e o país político aguarda ainda a apresentação do Orçamento de Estado e o início do congresso do PSD.
Confesso que não vou a Fátima muitas vezes mas, ano após ano, continua a fazer-me grande impressão toda aquele negócio que cresceu desmesuradamente à volta das Aparições. Tudo se vende sem o mínimo de respeito.
A nova Basílica estava ainda em construção e não foi possível ver nada, mas a zona do Santuário mantém aquela mística, aquela aura, que é dificil explicar.
Vi, em directo, a cores e ao vivo, a cerimónia do adeus à Virgem que, também naquela tarde, foi especial e, como sempre, me fez chorar.
Escrevo estas linhas na altura em que se inaugura a nova igreja da Santíssima Trindade. Estão altas individualidades religiosas, políticas e sociais na cerimónia.
A RTP transmite à mesma hora um jogo de futebol da selecção de Sub-21 na Bulgária e o país político aguarda ainda a apresentação do Orçamento de Estado e o início do congresso do PSD.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Dúvida da semana
Eva foi expulsa do paraiso por causa de uma maçã, a Branca de Neve foi envenenada por uma maçã... e outras "estórias" há sobre o poder da maçã.
Eu sou de uma "terra da fruta" do nosso país, onde há maçãs, peras, laranjas, pêssegos para dar e vender.
Para mim, uma maçã é uma maçã.
No entanto, chegado a Lisboa, eis que reparo que, para várias pessoas, uma "maçã" é, afinal, um "pêro". Maçã é, para eles, aquilo que, para mim, é maçã reineta (aquela verde, mais áspera, menos doce).
Pero ou maçã, eis a questão.
Eu cá, gosto de maçãs e não sei o que são pêros. Ponto final.
Eu sou de uma "terra da fruta" do nosso país, onde há maçãs, peras, laranjas, pêssegos para dar e vender.
Para mim, uma maçã é uma maçã.
No entanto, chegado a Lisboa, eis que reparo que, para várias pessoas, uma "maçã" é, afinal, um "pêro". Maçã é, para eles, aquilo que, para mim, é maçã reineta (aquela verde, mais áspera, menos doce).
Pero ou maçã, eis a questão.
Eu cá, gosto de maçãs e não sei o que são pêros. Ponto final.
terça-feira, outubro 09, 2007
Queres drogar-te?
... Vem aprender connosco
Parece ser esta a ideia da nova campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência que está a ser distribuída através de postais em escolas e espaços de diversão nocturna.
Pensava eu que a ideia do IDT era sensibilizar os miúdos para os perigos da droga e apelar ao não consumo.
Depois desta campanha, já não sei... Destaco só estas duas pérolas: "Alterna a narina que utilizas", "É bom que esteja alguém com experiência".
Parece quase um manual de aprendizagem, o que fazer, como fazer, para nos podermos "drogar em segurança".
Parece ser esta a ideia da nova campanha do Instituto da Droga e Toxicodependência que está a ser distribuída através de postais em escolas e espaços de diversão nocturna.
Pensava eu que a ideia do IDT era sensibilizar os miúdos para os perigos da droga e apelar ao não consumo.
Depois desta campanha, já não sei... Destaco só estas duas pérolas: "Alterna a narina que utilizas", "É bom que esteja alguém com experiência".
Parece quase um manual de aprendizagem, o que fazer, como fazer, para nos podermos "drogar em segurança".
quinta-feira, outubro 04, 2007
Desvio
No Dubai há um hotel de sete estrelas - penso que ainda é o único a nível mundial - em que é tudo em grande.
No "Burj Al Arab Hotel" ouro é o que mais há e, por exemplo, se quisermos andar de táxi somos transportados num "singelo" Rolls Royce.
Por mim tudo bem, nada contra, quanto muito tenho é inveja por não ter capacidad€ para lá chegar.
Mas, por falar em táxis, o que já acho extraordinário é que, num país como Portugal, a esmagadora maioria destes veículos seja também de uma marca sempre considerada de luxo: os Mercedes.
Ando há 15 anos em táxis por Lisboa e é esmagador o número de carros desta marca que anda na "praça".
Ontem, para tentar, finalmente, desviar o tema da conversa (a derrota do Benfica na Champions), fiz a pergunta sacramental ao senhor Virgílio, o taxista que me costuma transportar a casa: Porque raio é que todos têm Mercedes? Não são caros?
A resposta imediata não deixou dúvidas: "Meu amigo, só há duas marcas de automóveis: os Mercedes e os outros".
Depois continuou: "É o carro mais resistente, aguenta trabalhar 24 horas sempre a andar e eles [Mercedes] fazem descontos para taxistas".
A fechar: "Lembra-se do outro carro que eu tinha?" Sim. "Fez mais de um milhão de quilómetros sem problemas".
Ok, fiquei esclarecido.
E lá voltámos ao Benfica - Shaktar para mal dos meus pecados.
No "Burj Al Arab Hotel" ouro é o que mais há e, por exemplo, se quisermos andar de táxi somos transportados num "singelo" Rolls Royce.
Por mim tudo bem, nada contra, quanto muito tenho é inveja por não ter capacidad€ para lá chegar.
Mas, por falar em táxis, o que já acho extraordinário é que, num país como Portugal, a esmagadora maioria destes veículos seja também de uma marca sempre considerada de luxo: os Mercedes.
Ando há 15 anos em táxis por Lisboa e é esmagador o número de carros desta marca que anda na "praça".
Ontem, para tentar, finalmente, desviar o tema da conversa (a derrota do Benfica na Champions), fiz a pergunta sacramental ao senhor Virgílio, o taxista que me costuma transportar a casa: Porque raio é que todos têm Mercedes? Não são caros?
A resposta imediata não deixou dúvidas: "Meu amigo, só há duas marcas de automóveis: os Mercedes e os outros".
Depois continuou: "É o carro mais resistente, aguenta trabalhar 24 horas sempre a andar e eles [Mercedes] fazem descontos para taxistas".
A fechar: "Lembra-se do outro carro que eu tinha?" Sim. "Fez mais de um milhão de quilómetros sem problemas".
Ok, fiquei esclarecido.
E lá voltámos ao Benfica - Shaktar para mal dos meus pecados.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Esmeralda
O "caso Esmeralda" voltou à ordem do dia depois da decisão do Tribunal da Relação de Coimbra que dá a custódia da menina ao pai biológico.
Este grande "embróglio" tem ainda na equação: a mãe biológica, o sargento Luís Gomes e a mulher e, claro, a pequena Esmeralda.
Se tiverem paciência para ler 48 páginas, aqui, podem perceber melhor este caso.
Vale sempre a pena ver o outro lado da questão e pode ser que mudem de opinião.
Este grande "embróglio" tem ainda na equação: a mãe biológica, o sargento Luís Gomes e a mulher e, claro, a pequena Esmeralda.
Se tiverem paciência para ler 48 páginas, aqui, podem perceber melhor este caso.
Vale sempre a pena ver o outro lado da questão e pode ser que mudem de opinião.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Chá, café ou laranjada
Eu acho que a ASAE (*) devia intervir. Sou mesmo de opinião que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (*) já devia ter actuado.
O que se tem passado com o PSD nas últimas semanas é, no mínimo, indigesto, até para quem gosta de laranjas. Seguramente algumas já estão estragadas - podres mesmo - e começam a pôr em risco a saúde pública dos portugueses (saúde mental - leia-se).
Esta "falta de chá", toda a confusão das directas, dos prazos, das regras, das ideias (ou da falta delas) - que culminou com as acusações gravíssimas desta noite de Luís Filipe Menezes a Marques Mendes - não auguram nada de bom para o partido, mas ainda menos para o país.
Não sei se andam mesmo a "comprar" quotas, a inscrever pessoas que já morreram ou a apagar adversários dos ficheiros, o que sei é que esta "laranjada" está estragada.
É suposto o PS, enquanto Governo, ter uma oposição credivel que apoie o que tem a apoiar, conteste o que tem a contestar, apresentando propostas alternativas.
O que é que se tem visto nesta campanha interna do PSD? Nada de positivo e/ou relevante vindo do "maior partido da oposição".
Quem se vai rindo disto tudo é o Sócrates... e o Santana Lopes, e o Morais Sarmento, e a Manuela Ferreira Leite, e o António Borges, e o Aguiar Branco, e o Rui Rio, e o...
(*) Sou fã da ASAE. Acho que é das poucas coisas neste país que funciona bem. Só acho que o presidente tem excesso de protagonismo mediático, mas se calhar tem que ser.
O que se tem passado com o PSD nas últimas semanas é, no mínimo, indigesto, até para quem gosta de laranjas. Seguramente algumas já estão estragadas - podres mesmo - e começam a pôr em risco a saúde pública dos portugueses (saúde mental - leia-se).
Esta "falta de chá", toda a confusão das directas, dos prazos, das regras, das ideias (ou da falta delas) - que culminou com as acusações gravíssimas desta noite de Luís Filipe Menezes a Marques Mendes - não auguram nada de bom para o partido, mas ainda menos para o país.
Não sei se andam mesmo a "comprar" quotas, a inscrever pessoas que já morreram ou a apagar adversários dos ficheiros, o que sei é que esta "laranjada" está estragada.
É suposto o PS, enquanto Governo, ter uma oposição credivel que apoie o que tem a apoiar, conteste o que tem a contestar, apresentando propostas alternativas.
O que é que se tem visto nesta campanha interna do PSD? Nada de positivo e/ou relevante vindo do "maior partido da oposição".
Quem se vai rindo disto tudo é o Sócrates... e o Santana Lopes, e o Morais Sarmento, e a Manuela Ferreira Leite, e o António Borges, e o Aguiar Branco, e o Rui Rio, e o...
(*) Sou fã da ASAE. Acho que é das poucas coisas neste país que funciona bem. Só acho que o presidente tem excesso de protagonismo mediático, mas se calhar tem que ser.
domingo, setembro 23, 2007
Bem amado
Confesso que não gosto de me confessar.
Sou tímido, calado, habitualmente reservado, gosto pouco de falar de mim e estou mais habituado a ouvir os outros.
Os meus pais queixam-se que é dificil arrancar-me alguma novidade e os meus amigos já se queixaram do mesmo.
Aliás, há uma expressão que uso algumas vezes na brincadeira que se aplica na perfeição: "Nem às paredes confesso, muito menos a estas que se ouve tudo".
São feitios, respondo. E, estou certo, a culpa nem é dos padres.
Não sei de onde me veio esta "característica", mas dei por mim a pensar nisso depois de ouvir uma conversa e sou capaz de avançar uma razão.
A culpa é, seguramente, de uma novela brasileira, daquelas já bem antigas, do tempo em que o país parava para as ver.
Voltanto atrás no tempo: No "Bem Amado" havia um autarca corrupto que tinha como objectivo principal inaugurar o cemitério que mandou construir. O homem tudo fez para que alguém morresse e, assim, fosse possível estrear a sua obra (até contratou um "matador", um tal Zeca Diabo, que ainda hoje recordo como uma das grandes personagens de Lima Duarte).
Mas a questão é que o homem - o tal "perfeito" da cidade - tinha outra "característica": para melhor controlar os seus eleitores, mandou instalar um microfone no confessionário,
Desde esse momento, nunca mais fui o mesmo. Fiquei traumatizado.
Ainda voltei ao confessionário mais duas ou três vezes, mas - confesso-o aqui - nunca mais disse tudo ao senhor padre.
Sou tímido, calado, habitualmente reservado, gosto pouco de falar de mim e estou mais habituado a ouvir os outros.
Os meus pais queixam-se que é dificil arrancar-me alguma novidade e os meus amigos já se queixaram do mesmo.
Aliás, há uma expressão que uso algumas vezes na brincadeira que se aplica na perfeição: "Nem às paredes confesso, muito menos a estas que se ouve tudo".
São feitios, respondo. E, estou certo, a culpa nem é dos padres.
Não sei de onde me veio esta "característica", mas dei por mim a pensar nisso depois de ouvir uma conversa e sou capaz de avançar uma razão.
A culpa é, seguramente, de uma novela brasileira, daquelas já bem antigas, do tempo em que o país parava para as ver.
Voltanto atrás no tempo: No "Bem Amado" havia um autarca corrupto que tinha como objectivo principal inaugurar o cemitério que mandou construir. O homem tudo fez para que alguém morresse e, assim, fosse possível estrear a sua obra (até contratou um "matador", um tal Zeca Diabo, que ainda hoje recordo como uma das grandes personagens de Lima Duarte).
Mas a questão é que o homem - o tal "perfeito" da cidade - tinha outra "característica": para melhor controlar os seus eleitores, mandou instalar um microfone no confessionário,
Desde esse momento, nunca mais fui o mesmo. Fiquei traumatizado.
Ainda voltei ao confessionário mais duas ou três vezes, mas - confesso-o aqui - nunca mais disse tudo ao senhor padre.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Palpite

O camarada e amigo RVR tem tido esta época palpites certeiros quanto aos "chicoteados" na I Liga portuguesa de futebol.
Eu vou entrar nesta onda e deixar, aqui e agora, a minha aposta para novo clube do "mister" José Mourinho.
Não sendo Inglaterra ou Portugal, só há duas hipóteses...
Seguramente: Inter ou Barcelona.
PS: O homem foi "special one" até na saída... e aquela indemnização, meu Deus.
sábado, setembro 15, 2007
Se não fosse trágico... era cómico
Há “coisas” que ainda acontecem no nosso país que são dignas de entrar para um qualquer “Ranking da Estupidez”. Juro que esta “estória” é verídica, embora não pareça.
A Brigada de Trânsito mandou parar uma ambulância, que seguia com os “pirilampos” ligados, para realizar dois testes de alcoolemia ao bombeiro que conduzia a viatura.
Apesar de explicado que estavam numa urgência e transportavam dois doentes, os homens da GNR não desistiram e continuaram com a análise à viatura.
Depois do “exame”, nem sequer ajudaram a abrir caminho para o Hospital de Ponte de Lima.
Conclusão: um dos doentes da ambulância acabou por falecer.
Nunca saberemos se o senhor se safaria se não tem sido atrasado pela polícia, o certo é que parece incompreensível que os agentes tenham mandado parar uma ambulância que seguia, com pressa, a caminho do hospital.
Para já, sabe-se que a família vai apresentar queixa. A GNR ainda não se defendeu e o Governo já pediu um inquérito.
Alguém consegue explicar isto?
A Brigada de Trânsito mandou parar uma ambulância, que seguia com os “pirilampos” ligados, para realizar dois testes de alcoolemia ao bombeiro que conduzia a viatura.
Apesar de explicado que estavam numa urgência e transportavam dois doentes, os homens da GNR não desistiram e continuaram com a análise à viatura.
Depois do “exame”, nem sequer ajudaram a abrir caminho para o Hospital de Ponte de Lima.
Conclusão: um dos doentes da ambulância acabou por falecer.
Nunca saberemos se o senhor se safaria se não tem sido atrasado pela polícia, o certo é que parece incompreensível que os agentes tenham mandado parar uma ambulância que seguia, com pressa, a caminho do hospital.
Para já, sabe-se que a família vai apresentar queixa. A GNR ainda não se defendeu e o Governo já pediu um inquérito.
Alguém consegue explicar isto?
quinta-feira, setembro 13, 2007
Mina de ouro
O desemprego é um dos flagelos dos tempos modernos. Só em Portugal são quase 500 mil os portugueses sem emprego. Acontece que, em todas as regras há excepções e, para alguns, ser despedido é uma mina de ouro.
Reparem na boa vida de boa parte dos treinadores de futebol que são despedidos por maus resultados.
Claro que há situações caricatas, como Fernando Santos que foi despedido na primeira jornada após um empate, mas o certo é que o senhor engenheiro, no espaço de poucos dias, recebeu a indemnização a que tinha direito do Benfica e foi para a Grécia treinar um clube. Resumindo, passou de um a dois ordenados, apesar de demitido.
Já a José Couceiro, ex-jogador, ex-sindicalista, ex-dirigente, actual "treinador", não lhe são conhecidos bons trabalhos no banco, mas seguramente a conta bancária deve estar bem recheada depois de passagens por Alverca, Setúbal e, especialmente, FC Porto e pelas selecções nacionais, onde comandou duas equipas com péssimos resultados. Abençoadas indemnizações que sustentam incompetentes.
Uma palavra final para um treinador que está há várias épocas arrumado e a quem já nem as "chicotadas psicológicas" devem encher o bolso.
Luís Campos chegou a ter a aura de "salvador", chegou a fazer boas épocas, em escalões inferiores e na I Liga, chegou a ser falado para o Benfica, mas aquela temporada em que conseguiu descer Setúbal e Varzim deu-lhe a alcunha de "Luís Campas" e arruinou-lhe a carreira.
Nem como comentador ou "paineleiro" o homem se tem safado. Ainda um dia destes gostava de falar com Luís Campos.
Reparem na boa vida de boa parte dos treinadores de futebol que são despedidos por maus resultados.
Claro que há situações caricatas, como Fernando Santos que foi despedido na primeira jornada após um empate, mas o certo é que o senhor engenheiro, no espaço de poucos dias, recebeu a indemnização a que tinha direito do Benfica e foi para a Grécia treinar um clube. Resumindo, passou de um a dois ordenados, apesar de demitido.
Já a José Couceiro, ex-jogador, ex-sindicalista, ex-dirigente, actual "treinador", não lhe são conhecidos bons trabalhos no banco, mas seguramente a conta bancária deve estar bem recheada depois de passagens por Alverca, Setúbal e, especialmente, FC Porto e pelas selecções nacionais, onde comandou duas equipas com péssimos resultados. Abençoadas indemnizações que sustentam incompetentes.
Uma palavra final para um treinador que está há várias épocas arrumado e a quem já nem as "chicotadas psicológicas" devem encher o bolso.
Luís Campos chegou a ter a aura de "salvador", chegou a fazer boas épocas, em escalões inferiores e na I Liga, chegou a ser falado para o Benfica, mas aquela temporada em que conseguiu descer Setúbal e Varzim deu-lhe a alcunha de "Luís Campas" e arruinou-lhe a carreira.
Nem como comentador ou "paineleiro" o homem se tem safado. Ainda um dia destes gostava de falar com Luís Campos.
domingo, setembro 09, 2007
Trabalhos domésticos
Há uns anos, um presidente no Benfica - de péssima memória - "tinha" um iate a que deu o nome fantástico - face ao personagem que era - de "Lucky Me".
Lembrei-me deste nome - ou, para ser exacto, da expressão - e dei por mim a pensá-la, quando ontem cheguei a casa.
Estive uma semana de férias fora, na casa dos meus pais no interir do país. A ideia era "recarregar baterias" antes do recomeço das aulas.
O plano foi "por água abaixo" quando percebi que na casa ao lado havia obras. Foi "certinho como o sol": oito da manhã, berbequim e martelada a servir de despertador.
Ontem, de regresso a Lisboa, chego a casa e está tudo virado do avesso: fazem-se pinturas... tudo desarrumado, o cheiro da tinta, tudo a partir das 8h30... só me apetece fugir.
Sorte a minha...
Lembrei-me deste nome - ou, para ser exacto, da expressão - e dei por mim a pensá-la, quando ontem cheguei a casa.
Estive uma semana de férias fora, na casa dos meus pais no interir do país. A ideia era "recarregar baterias" antes do recomeço das aulas.
O plano foi "por água abaixo" quando percebi que na casa ao lado havia obras. Foi "certinho como o sol": oito da manhã, berbequim e martelada a servir de despertador.
Ontem, de regresso a Lisboa, chego a casa e está tudo virado do avesso: fazem-se pinturas... tudo desarrumado, o cheiro da tinta, tudo a partir das 8h30... só me apetece fugir.
Sorte a minha...
quinta-feira, agosto 30, 2007
Se fosse por cá...
Portugal, já se sabe, sofre de doença bipolar: tão depressa tem tiques de "prima dona" e "novo riquismo" ou então ataques próprios de países do terceiro mundo e autênticas paralisias cerebrais.
Talvez por isso os portugueses vivam numa espécie de montanha russa em que passam do oito para o oitenta e vice-versa em menos de um fósforo, ao mesmo tempo que são capazes de criticar o que fazemos bem - às vezes melhor que os outros - tão bem como criticamos - justamente - o que fazemos mal.
O que é certo é que não somos os únicos a fazer asneiras e, às vezes, apercebemo-nos disse de forma trágica.
O que aconteceu aqui ao lado, em Espanha, com António Puerta dá que pensar.
Como é possível que os médicos tenham deixado o jogador do Sevilha sair do campo pelo próprio pé poucos segundos depois de ter uma paragem cardíaca? Onde estavam os bombeiros?
Podia não ter ajudado Puerta, que depois teve mais uma mão cheia de paragens cardiacas, mas lá que é muito estranho, lá isso é.
O que é certo é que é mais uma morte de um desportista de alta competição, com testes físicos constantes, que cai em pleno relvado. Infelizmente, 24 horas depois, outro jogador morreu em campo.
São já muitos os casos...
Talvez por isso os portugueses vivam numa espécie de montanha russa em que passam do oito para o oitenta e vice-versa em menos de um fósforo, ao mesmo tempo que são capazes de criticar o que fazemos bem - às vezes melhor que os outros - tão bem como criticamos - justamente - o que fazemos mal.
O que é certo é que não somos os únicos a fazer asneiras e, às vezes, apercebemo-nos disse de forma trágica.
O que aconteceu aqui ao lado, em Espanha, com António Puerta dá que pensar.
Como é possível que os médicos tenham deixado o jogador do Sevilha sair do campo pelo próprio pé poucos segundos depois de ter uma paragem cardíaca? Onde estavam os bombeiros?
Podia não ter ajudado Puerta, que depois teve mais uma mão cheia de paragens cardiacas, mas lá que é muito estranho, lá isso é.
O que é certo é que é mais uma morte de um desportista de alta competição, com testes físicos constantes, que cai em pleno relvado. Infelizmente, 24 horas depois, outro jogador morreu em campo.
São já muitos os casos...
quinta-feira, agosto 23, 2007
Os deuses devem estar loucos
Alguém me explica esta nova loucura televisiva pela conquista do "prime-time" entre as 3h e as 4h da manhã?
O que é que se passa com a televisão em Portugal que "obriga" quem de direito a investir em concursos em directo que dão milhares de euros por noite?
E, mais do que isso, o que leva dezenas (centenas?) de pessoas a participar nestes concursos televisivos sem qualidade a horas absolutamente "impróprias para consumo"?
Será que percebem que estão a ser "endrominadas"?
O que é que se passa com a televisão em Portugal que "obriga" quem de direito a investir em concursos em directo que dão milhares de euros por noite?
E, mais do que isso, o que leva dezenas (centenas?) de pessoas a participar nestes concursos televisivos sem qualidade a horas absolutamente "impróprias para consumo"?
Será que percebem que estão a ser "endrominadas"?
terça-feira, agosto 21, 2007
Mundo perfeito
Queria dar-vos a notícia com todos os pormenores mas, infelizmente, não ouvi a "estória" desde o início e não consigo colocar todos os "pontos nos ii". Mas aqui fica o essencial.
Os administradores de um hospital português recusaram comprar as viaturas a que tinham direito pelo cargo que ocupam e preferiram utilizar esse dinheiro para adquirir material necessário para o serviço.
Infelizmente não sei qual é a unidade hospitalar em causa, nem o nome dos administradores, mas não quero deixar de homenagear quem se lembrou deste "quase" milagre.
Era bom que pudessemos dar mais notícias assim. Seria mesmo um "Mundo Perfeito" se esta excepção fosse a regra.
Os administradores de um hospital português recusaram comprar as viaturas a que tinham direito pelo cargo que ocupam e preferiram utilizar esse dinheiro para adquirir material necessário para o serviço.
Infelizmente não sei qual é a unidade hospitalar em causa, nem o nome dos administradores, mas não quero deixar de homenagear quem se lembrou deste "quase" milagre.
Era bom que pudessemos dar mais notícias assim. Seria mesmo um "Mundo Perfeito" se esta excepção fosse a regra.
sábado, agosto 18, 2007
Não, não "Acontece só aos outros"
Os números têm vindo a diminuir nos últimos anos, mas o certo é que as mortes na estrada continuam verdadeiramente assustadores.
Até 14 de Agosto - e só durante este mês - ocorreram 3943 acidentes, dos quais resultaram 41 mortos, 113 feridos graves e 1184 feridos ligeiros.
De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, desde 1 de Janeiro até 12 de Agosto, os acidentes nas estradas de Portugal continental provocaram 500 mortos, mais cinco que no mesmo período de 2006.
Para ajudar a combater este flagelo, esta autêntica guerra civil, a RTP tem agora uma rubrica de verdadeiro serviço público.
Todas as sextas-feiras, após o Telejornal, o “Só Acontece aos Outros” é um programa de 15 minutos que faz prevenção rodoviária, lembra casos trágicos que ficaram marcados na mente das pessoas.
Não sei se ajuda alguma coisa… mas lá que faz impressão, lá isso faz.
Até 14 de Agosto - e só durante este mês - ocorreram 3943 acidentes, dos quais resultaram 41 mortos, 113 feridos graves e 1184 feridos ligeiros.
De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, desde 1 de Janeiro até 12 de Agosto, os acidentes nas estradas de Portugal continental provocaram 500 mortos, mais cinco que no mesmo período de 2006.
Para ajudar a combater este flagelo, esta autêntica guerra civil, a RTP tem agora uma rubrica de verdadeiro serviço público.
Todas as sextas-feiras, após o Telejornal, o “Só Acontece aos Outros” é um programa de 15 minutos que faz prevenção rodoviária, lembra casos trágicos que ficaram marcados na mente das pessoas.
Não sei se ajuda alguma coisa… mas lá que faz impressão, lá isso faz.
sábado, agosto 11, 2007
Cem dias, sem certezas
Costuma dizer-se que os Governos têm 100 dias de "estado de graça". Não sei se esta premissa também se aplica à Polícia Judiciária... o certo é que Madeleine McCann desapareceu faz hoje, precisamente, 100 dias.
Certezas sobre o que aconteceu ainda não há, pelo menos publicamente, mas a PJ veio confirmar este sábado, curiosamente em declarações à BBC, que Maddie pode mesmo estar morta.
Primeiro, a tese de rapto levava vantagem, agora, há cerca de um mês, a hipótese de assassinato ganha força. Eu não sei o que aconteceu, espero que quem de direito saiba e muito em breve.
O que é certo é que continua a haver muitas questões no ar e muitas pontas soltas. Vamos recordar algumas:
como ficaram três menores sozinhos em casa?
porque é que os gémeos não acordaram?
porque demoraram os pais duas horas a avisar a polícia?
porque não foram fechadas as fronteiras?
porque é que a polícia diz que há um suspeito de rapto, com direito a retrato-robot e tudo, e agora, afinal, já foi assassinato?
porque demoraram a chegar os cães pisteiros?
como é que só se vê uma mancha de sangue três meses depois?
a pressão da comunicação social ajudou ou desajudou a PJ?
os pais mudaram de atitude em relação à comunicação social porquê?
Enfim, estas são algumas das questões que me assaltam neste dia. Responda quem puder ou souber.
Certezas sobre o que aconteceu ainda não há, pelo menos publicamente, mas a PJ veio confirmar este sábado, curiosamente em declarações à BBC, que Maddie pode mesmo estar morta.
Primeiro, a tese de rapto levava vantagem, agora, há cerca de um mês, a hipótese de assassinato ganha força. Eu não sei o que aconteceu, espero que quem de direito saiba e muito em breve.
O que é certo é que continua a haver muitas questões no ar e muitas pontas soltas. Vamos recordar algumas:
como ficaram três menores sozinhos em casa?
porque é que os gémeos não acordaram?
porque demoraram os pais duas horas a avisar a polícia?
porque não foram fechadas as fronteiras?
porque é que a polícia diz que há um suspeito de rapto, com direito a retrato-robot e tudo, e agora, afinal, já foi assassinato?
porque demoraram a chegar os cães pisteiros?
como é que só se vê uma mancha de sangue três meses depois?
a pressão da comunicação social ajudou ou desajudou a PJ?
os pais mudaram de atitude em relação à comunicação social porquê?
Enfim, estas são algumas das questões que me assaltam neste dia. Responda quem puder ou souber.
sexta-feira, agosto 10, 2007
Nazaré
Pois é, tudo o que é bom acaba depressa e lá se foram as três semanas de férias.
Como a tradição ainda é o que era, lá estive na praia de sempre.
As mesmas nazarenas "chatas" a oferecer "chambres" ou "barraquinhas" todo o santo dia, as mesmos fantásticos bolos da Batel, a mesma senhora da bolacha Americana (bem caras por acaso), a mesma água fria (gelada mesmo), as mesmas ondas (às vezes)...
Apesar de tudo, nem tudo foi como dantes: o peixe-aranha, visita habitual dos banhistas na Nazaré, esteve quase ausente, para descanso dos nossos pezinhos (e como dói!).
Faltaram também - e especialmente - alguns amigos clássicos destas alturas e que tanta falta fizeram para dar mais cor a estas férias. Tenho saudades deles...
Mas, mesmo assim, deu para descansar (objectivo prioritário), apanhar um solzinho, comer a tempo e horas, ler uns livrinhos.
Agora... é trabalhar. Cada um tem a cruz que merece.
Como a tradição ainda é o que era, lá estive na praia de sempre.
As mesmas nazarenas "chatas" a oferecer "chambres" ou "barraquinhas" todo o santo dia, as mesmos fantásticos bolos da Batel, a mesma senhora da bolacha Americana (bem caras por acaso), a mesma água fria (gelada mesmo), as mesmas ondas (às vezes)...
Apesar de tudo, nem tudo foi como dantes: o peixe-aranha, visita habitual dos banhistas na Nazaré, esteve quase ausente, para descanso dos nossos pezinhos (e como dói!).
Faltaram também - e especialmente - alguns amigos clássicos destas alturas e que tanta falta fizeram para dar mais cor a estas férias. Tenho saudades deles...
Mas, mesmo assim, deu para descansar (objectivo prioritário), apanhar um solzinho, comer a tempo e horas, ler uns livrinhos.
Agora... é trabalhar. Cada um tem a cruz que merece.
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