Gostava de ver este:
"Entre les murs", um filme ao estilo "Clube dos Poetas Mortos" mas mais cru.
Alguém quer vir?
quarta-feira, novembro 05, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
"A cereja no topo do bolo" ou "a ponta do iceberg"
Se dúvidas havia, Portugal é mesmo um país igual aos outros e o Governo foi mesmo obrigado a seguir o que os "camaradas" europeus e não só já tinham feito: nacionalizar bancos.
E, não, este não é um post do "Tiro ao Alvo Memória" e, não, não recuamos mais de 30 anos. Continuamos em Novembro de 2008.
A questão é que para salvar um banco que andava a aldrabar as contas há não sei quantos anos, portanto muito antes da crise financeira, o Executivo socialista decidiu tomar conta da ocorrência antes que...
No ar ficam várias questões interessantes... ou, se calhar, nem tanto.
A primeira é: Como é possível que o Banco de Portugal deixe que o banco em questão ande, alegremente, a esconder as suas contas e a enganar tudo e todos?
A segunda é: Como é possível que o banco, que tem um buraco de 700 milhões de euros (!), recuse a ajuda do Estado?
A terceira é: o que vai fazer esse mesmo Estado ao banco depois de o recuperar? Vai devolvê-lo, lavadinho, aos mesmos que deram cabo dele?
E agora, "a cereja no topo do bolo": Como é possível que o actual (e recente) presidente do banco diga que a culpa da situação é principalmente dos reguladores e não dos seus antecessores na entidade bancária?
É que, por esta lógica, eu posso ir ali, calmamente, assaltar um banco e está tudo bem porque a polícia não me vem prender. O erro não é meu, que cometo uma ilegalidade, o erro é do outro que não deu por isso. Não faz sentido nenhum... mas é brilhante.
Outra questão pertinente é saber se o Banco de Portugal e o Governo sabem de mais algum caso semelhante e não dizem para não alarmar as massas... ou não sabem mas ele existe?
Será esta apenas a "ponta do iceberg"?
E, não, este não é um post do "Tiro ao Alvo Memória" e, não, não recuamos mais de 30 anos. Continuamos em Novembro de 2008.
A questão é que para salvar um banco que andava a aldrabar as contas há não sei quantos anos, portanto muito antes da crise financeira, o Executivo socialista decidiu tomar conta da ocorrência antes que...
No ar ficam várias questões interessantes... ou, se calhar, nem tanto.
A primeira é: Como é possível que o Banco de Portugal deixe que o banco em questão ande, alegremente, a esconder as suas contas e a enganar tudo e todos?
A segunda é: Como é possível que o banco, que tem um buraco de 700 milhões de euros (!), recuse a ajuda do Estado?
A terceira é: o que vai fazer esse mesmo Estado ao banco depois de o recuperar? Vai devolvê-lo, lavadinho, aos mesmos que deram cabo dele?
E agora, "a cereja no topo do bolo": Como é possível que o actual (e recente) presidente do banco diga que a culpa da situação é principalmente dos reguladores e não dos seus antecessores na entidade bancária?
É que, por esta lógica, eu posso ir ali, calmamente, assaltar um banco e está tudo bem porque a polícia não me vem prender. O erro não é meu, que cometo uma ilegalidade, o erro é do outro que não deu por isso. Não faz sentido nenhum... mas é brilhante.
Outra questão pertinente é saber se o Banco de Portugal e o Governo sabem de mais algum caso semelhante e não dizem para não alarmar as massas... ou não sabem mas ele existe?
Será esta apenas a "ponta do iceberg"?
Democracia?
É hoje que se fica a saber quem vai ser o 44º Presidente dos Estados Unidos. Barack Obama ou John McCain vão suceder a George W. Bush.
Por falar em eleições e Bush recordo o momento mais incrivel que me recordo de umas eleições num país democrático e civilizado.
Em 2000, o candidato mais votado pelo voto popular não ganhou as eleições. Recorde os resultados oficiais aqui.
Não sei como seria o mandato de Al Gore na Casa Branca mas, seguamente, tudo teria sido diferente.
Por mim, para evitar casos destes, e, principalmente, por uma questão de justiça: UM HOMEM, UM VOTO.
Por falar em eleições e Bush recordo o momento mais incrivel que me recordo de umas eleições num país democrático e civilizado.
Em 2000, o candidato mais votado pelo voto popular não ganhou as eleições. Recorde os resultados oficiais aqui.
Não sei como seria o mandato de Al Gore na Casa Branca mas, seguamente, tudo teria sido diferente.
Por mim, para evitar casos destes, e, principalmente, por uma questão de justiça: UM HOMEM, UM VOTO.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Será possível um Barack Obama em Portugal?
Infelizmente, parece que não...
Veja aqui a reportagem da Renascença.
Isto tudo num país que, historicamente, viveu e conviveu com colónias e deu "novos mundos ao mundo", faz-me muita confusão.
Como é possível em pleno século XXI que isto ainda aconteça?
Admiro e agradeço a todos os que tiveram a coragem de participar nesta reportagem e colocaram o dedo na ferida.
Veja aqui a reportagem da Renascença.
Isto tudo num país que, historicamente, viveu e conviveu com colónias e deu "novos mundos ao mundo", faz-me muita confusão.
Como é possível em pleno século XXI que isto ainda aconteça?
Admiro e agradeço a todos os que tiveram a coragem de participar nesta reportagem e colocaram o dedo na ferida.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Os casos do momento
Salário mínimo - Como se pode, agora, criticar um aumento que está acordado e assinado por patrões, Governo e sindicatos?
Sobre isto só recordo estas declarações: "A presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz diz que a utilização do argumento da crise financeira para criticar o aumento do salário mínimo para os 450 euros revela falta de solidariedade. Manuela Silva considera que esta posição é preocupante numa sociedade democrática."
Açores - Como podem os partidos aprovar uma lei por unanimidade, pelo menos duas vezes, e, agora, virem dizer que o veto do Presidente tem razão de ser e que até pode haver inconstitucionalidades?
Se alguém puder ou souber, respondam-me a estas duas perguntas.
Sobre isto só recordo estas declarações: "A presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz diz que a utilização do argumento da crise financeira para criticar o aumento do salário mínimo para os 450 euros revela falta de solidariedade. Manuela Silva considera que esta posição é preocupante numa sociedade democrática."
Açores - Como podem os partidos aprovar uma lei por unanimidade, pelo menos duas vezes, e, agora, virem dizer que o veto do Presidente tem razão de ser e que até pode haver inconstitucionalidades?
Se alguém puder ou souber, respondam-me a estas duas perguntas.
terça-feira, outubro 28, 2008
Como é possível?
Foi conhecido esta madrugada o relatório final ao acidente de Agosto na Linha do Tua e há dados que não deixam de me surpreender.
"A via no local do acidente apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento"
Uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, travessas que "necessitam de substituição imediata" são alguma das falhas apontadas.
Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, que fazem o percurso ao serviço da CP, há uma década, referindo-se "às desadequadas características do material circulante".
Ora, vamos lá ver se nos entendemos:
Primeiro, a via apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis;
Segundo, a curva tem medidas desadequadas e defeitos de alinhamento;
Terceiro, as automotoras que fazem o percurso há 10 anos têm características desadequadas;
Então... se os defeitos eram facilmente identificáveis, porque é que não foram?; se a curva estava mal feita como é que ninguém deu por isso?; se as automotoras eram desadequadas porque raio se mantiveram 10 anos?
É que convém, já agora, recordar que a linha do Tua está em funcionamento há dezenas de anos, houve quatro acidentes graves em menos de dois anos e que várias pessoas morreram ou ficaram feridas.
"A via no local do acidente apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis e suficientes para justificar a ocorrência do descarrilamento"
Uma curva com medidas desadequadas, defeitos de alinhamento, de empeno, travessas que "necessitam de substituição imediata" são alguma das falhas apontadas.
Os pareceres apontam também falhas às automotoras do Metropolitano de Superfície de Mirandela, que fazem o percurso ao serviço da CP, há uma década, referindo-se "às desadequadas características do material circulante".
Ora, vamos lá ver se nos entendemos:
Primeiro, a via apresenta defeitos grosseiros e facilmente identificáveis;
Segundo, a curva tem medidas desadequadas e defeitos de alinhamento;
Terceiro, as automotoras que fazem o percurso há 10 anos têm características desadequadas;
Então... se os defeitos eram facilmente identificáveis, porque é que não foram?; se a curva estava mal feita como é que ninguém deu por isso?; se as automotoras eram desadequadas porque raio se mantiveram 10 anos?
É que convém, já agora, recordar que a linha do Tua está em funcionamento há dezenas de anos, houve quatro acidentes graves em menos de dois anos e que várias pessoas morreram ou ficaram feridas.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Esperemos que acertem
Os economistas são um bocadinho como os meteorologistas: raramente acertam nas previsões.
Desta vez não estou a falar da crise financeira, nem dos constantes acertos que todos vão fazendo ao longo do ano, à medida que as "marés" vão subindo ou descendo...
Vem este post a propósito da primeira reunião que, esta quinta-feira, junta Governo e estruturas sindicais da Função Pública que vão começar a discutir as negociações salariais para 2009.
O Executivo socialista oferece, em ano de eleições, 2.9% de aumentos; enquanto os sindicatos pedem, pelo menos, 4%.
Esta é a primeira vez (!) em 10 anos (!) que a proposta de aumentos é superior à inflação prevista para 2009. A questão é que, mesmo assim, nada garante que os funcionários públicos recuperem alguma coisa.
É que, como já se disse - aqui e em todo o lado - Banco de Portugal e Governo(s) não são propriamente especialistas em acertar previsões.
Por isso, não vamos já começar a deitar foguetes por este "brinde" de quatro décimas de aumentos efectivos.
Em caso de acerto nas previsões, é caso para dizer: abençoadas eleições.
Desta vez não estou a falar da crise financeira, nem dos constantes acertos que todos vão fazendo ao longo do ano, à medida que as "marés" vão subindo ou descendo...
Vem este post a propósito da primeira reunião que, esta quinta-feira, junta Governo e estruturas sindicais da Função Pública que vão começar a discutir as negociações salariais para 2009.
O Executivo socialista oferece, em ano de eleições, 2.9% de aumentos; enquanto os sindicatos pedem, pelo menos, 4%.
Esta é a primeira vez (!) em 10 anos (!) que a proposta de aumentos é superior à inflação prevista para 2009. A questão é que, mesmo assim, nada garante que os funcionários públicos recuperem alguma coisa.
É que, como já se disse - aqui e em todo o lado - Banco de Portugal e Governo(s) não são propriamente especialistas em acertar previsões.
Por isso, não vamos já começar a deitar foguetes por este "brinde" de quatro décimas de aumentos efectivos.
Em caso de acerto nas previsões, é caso para dizer: abençoadas eleições.
sábado, outubro 18, 2008
Isenção (não) é isto...
Vasco da Gama - Flamengo 2001
Três minutos de pura loucura futebolística e não só...
Três minutos de pura loucura futebolística e não só...
domingo, outubro 12, 2008
o ESTADO a que isto chegou
Depois de uma das piores semanas de sempre nas Bolsas mundiais, não deixa de ser curioso que, numa sociedade capitalista, a solução encontrada seja recorrer ao Estado para safar os bancos.
O Eurogrupo esteve reunido para decidir o que fazer em conjunto e o próprio Governo português garante empréstimos interbancários no valor de 20 mil milhões de euros para que a banca possa continuar a funcionar.
A pergunta que se coloca é: só os bancos é que podem e devem ser salvos? E as pequenas e médias empresas que não se meteram em cowboiadas especulativas? E, especialmente, as famílias que estão atoladas em dívidas? (*)
Lembrava no outro dia a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo que, até há poucas semanas, as nacionalizações eram recusadas por todos... agora que estão em risco e com fortes prejuizos, aí - tudo bem - já pode vir o Estado (que é como quem diz, todos nós) resolver o que alguns carolas conseguiram destruir por ganância e desleixo.
(*) Dados do "Expresso": o crédito malparado aumenta 4.6 milhões por dia; incumprimento no crédito ao consumo cresceu 26.8% num ano e no da habitação aumentou 22.1%.
O Eurogrupo esteve reunido para decidir o que fazer em conjunto e o próprio Governo português garante empréstimos interbancários no valor de 20 mil milhões de euros para que a banca possa continuar a funcionar.
A pergunta que se coloca é: só os bancos é que podem e devem ser salvos? E as pequenas e médias empresas que não se meteram em cowboiadas especulativas? E, especialmente, as famílias que estão atoladas em dívidas? (*)
Lembrava no outro dia a eurodeputada comunista Ilda Figueiredo que, até há poucas semanas, as nacionalizações eram recusadas por todos... agora que estão em risco e com fortes prejuizos, aí - tudo bem - já pode vir o Estado (que é como quem diz, todos nós) resolver o que alguns carolas conseguiram destruir por ganância e desleixo.
(*) Dados do "Expresso": o crédito malparado aumenta 4.6 milhões por dia; incumprimento no crédito ao consumo cresceu 26.8% num ano e no da habitação aumentou 22.1%.
quinta-feira, outubro 09, 2008
kosOVO MAL PASSADO
Já diz o ditado: “O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” e este é mais um desses casos.
Portugal esteve desde Fevereiro sem reconhecer a independência do Kosovo em relação à Sérvia, mas acabou, mesmo, por ser o 48º país (em 192) a fazê-lo.
Dois dias depois, confesso, que ainda não percebi porque raio Lisboa não se manteve firme do lado do não reconhecimento do Kosovo.
As razões para o "não" são várias: o território não tem capacidade económica de sobreviver sozinho, historicamente não tem identidade (aliás, o que se passa no Kosovo tem muito a ver com a "invasão" de albaneses) e, entretanto, abre um precedente grave para pequenas regiões que queiram dar o mesmo passo (o que se passou na Geórgia com a Abkásia e a Ossétia do Sul são disso exemplo).
Os argumentos lusos são incompreensíveis: Luís Amado diz que estava em causa o interesse nacional (?) e que é necessário perceber a importância da União Europeia. O ministro acrescenta que a independência do Kosovo é irreversível.
Afinal, não é... prova disso, é o facto da ONU ter dado um mandato ao Tribunal Internacional de Justiça para que este descubra se o “novo quadro” é legal.
Calculo que a pressão internacional tenha sido grande sobre Sócrates e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, mas gostava de saber o que vão fazer estas dezenas de países se o Tribunal der razão à Sérvia.
Há outras nuances que são “engraçadas” de perceber: como alguns países podem estar a favor da indepndência do Kosovo mas, ao mesmo tempo, contra a da Abkásia e da Ossétia do Sul.
Confusão total... e vamos ver se isto não acaba mal, com alguma "indigestão".
Portugal esteve desde Fevereiro sem reconhecer a independência do Kosovo em relação à Sérvia, mas acabou, mesmo, por ser o 48º país (em 192) a fazê-lo.
Dois dias depois, confesso, que ainda não percebi porque raio Lisboa não se manteve firme do lado do não reconhecimento do Kosovo.
As razões para o "não" são várias: o território não tem capacidade económica de sobreviver sozinho, historicamente não tem identidade (aliás, o que se passa no Kosovo tem muito a ver com a "invasão" de albaneses) e, entretanto, abre um precedente grave para pequenas regiões que queiram dar o mesmo passo (o que se passou na Geórgia com a Abkásia e a Ossétia do Sul são disso exemplo).
Os argumentos lusos são incompreensíveis: Luís Amado diz que estava em causa o interesse nacional (?) e que é necessário perceber a importância da União Europeia. O ministro acrescenta que a independência do Kosovo é irreversível.
Afinal, não é... prova disso, é o facto da ONU ter dado um mandato ao Tribunal Internacional de Justiça para que este descubra se o “novo quadro” é legal.
Calculo que a pressão internacional tenha sido grande sobre Sócrates e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, mas gostava de saber o que vão fazer estas dezenas de países se o Tribunal der razão à Sérvia.
Há outras nuances que são “engraçadas” de perceber: como alguns países podem estar a favor da indepndência do Kosovo mas, ao mesmo tempo, contra a da Abkásia e da Ossétia do Sul.
Confusão total... e vamos ver se isto não acaba mal, com alguma "indigestão".
domingo, outubro 05, 2008
Isto é que vai uma crise
O Presidente da República apela à "fibra dos portugueses" neste tempo de dificuldades económicas e aos políticos para não iludirem as dificuldades.
O Chefe de Estado dá "uma no cravo e outra na ferradura": fala na crescente disparidade entre ricos e pobres, diz que os empresários não se devem encostar ao Estado, mas também lembra que não se deve esperar que o Estado faça tudo.
Eu acho bem... Também não quero que o Estado faça tudo: só espero que nos trate da saúde, nos possibilite educação, nos deixe ter reforma quando lá chegarmos, nos dê segurança...
É só isso.
Entretanto, depois de ouvir o discurso e as reacções, lembrei-me destes:
O Chefe de Estado dá "uma no cravo e outra na ferradura": fala na crescente disparidade entre ricos e pobres, diz que os empresários não se devem encostar ao Estado, mas também lembra que não se deve esperar que o Estado faça tudo.
Eu acho bem... Também não quero que o Estado faça tudo: só espero que nos trate da saúde, nos possibilite educação, nos deixe ter reforma quando lá chegarmos, nos dê segurança...
É só isso.
Entretanto, depois de ouvir o discurso e as reacções, lembrei-me destes:
domingo, setembro 28, 2008
Catedral
Tive esta noite o privilégio de assistir, pela primeira vez, "em directo, a cores e ao vivo", ao "derby dos derbies". Foi, em simultâneo, a minha estreia na nova "Catedral".
Do jogo digo apenas que a vitória do Benfica foi justa. Parece-me inquestionável.
Interessa-me mais, aqui e agora, falar do fantástico que é sentir "aquele" ambiente "in loco". Sim, eu sei que "este" estádio não tem a mística do original, falta-lhe o terrível terceiro anel, mas, mesmo assim, é imponente ter quase 60 mil pessoas a vibrar com as incidências da partida e à espera de golos na baliza adversária.
Sentei-me na Bancada Meo, porta 16, piso três, sector 21, fila AF, lugar 21.
O primeiro susto foi perceber onde era o lugar (como é que eu vou para ali? tenho que subir estas escadas todas? estamos do lado errado das escadas, e agora? Não vou descer isto, pede-se licença às pessoas, desculpe, com licença, ajude aqui, muito obrigado, desculpe lá).
Já agora, duvido que as bancadas, ou melhor, as escadas já nas bancadas sejam regulamentares. Não acredito que aquele espaço (onde não cabe um pé completamente assente) seja legal.
Chegado ao lugar, tempo de ver o "voo da águia", que saiu da "minha" bancada e aterrou no pódio no centro do terreno sem falhas. Foi a primeira grande ovação da noite.
Início do jogo com as reacções habituais, os falhanços deles, os nossos erros, as oportunidades e, claro, os palpites e as teorias das bancadas, a vibração do estádio.
O intervalo, as "cheerleaders", os suplentes a aquecer, a substituição que virou o jogo, os golos de rajada, os olés e a "hola", a vitória.
Final: a equipa sai sob palmas... Confesso que esperava uma euforia maior. Afinal, tinhamos vencido um rival, tinhamos vencido o Paulo Bento ("pela boca morre o peixe"). Justificações para esta "tranquilidade"? Talvez o facto de estarmos apenas na quarta jornada e haver, por isso, ainda muito para andar.
No final da partida, primeiro esperar pela saída da maioria, depois encontrar uma fila com corrimão.
À saída, no meio do povo "encarnado", foi bom ir ouvindo os "zum-zuns": a boa exibição dos miúdos na defesa, a força de Yebda e a importância de Katso no meio-campo, o grande golo de Reyes...
Só "lamento" (mesmo entre aspas) que o público só puxe pela equipa precisamente quando não é obrigatório, ou seja, pelo menos na Luz é assim, raramente são os adeptos a puxar pelos jogadores, normalmente é ao contrário.
Nota final para a "segurança": se isto é assim num "jogo de alto risco", já percebi porque continuam a entrar "very-lights" e outros apetrechos proibidos nos estádios. Passei uma única "barreira" em que o homem, coitado, a única coisa que fez foi olhar para o bilhete que eu trazia na mão. Não fomos questionados, nem revistados, nem entrámos um a um, nada disso.
PS: Continuo invicto sempre que vejo o Benfica jogar ao vivo, seja em que modalidade for.
Do jogo digo apenas que a vitória do Benfica foi justa. Parece-me inquestionável.
Interessa-me mais, aqui e agora, falar do fantástico que é sentir "aquele" ambiente "in loco". Sim, eu sei que "este" estádio não tem a mística do original, falta-lhe o terrível terceiro anel, mas, mesmo assim, é imponente ter quase 60 mil pessoas a vibrar com as incidências da partida e à espera de golos na baliza adversária.
Sentei-me na Bancada Meo, porta 16, piso três, sector 21, fila AF, lugar 21.
O primeiro susto foi perceber onde era o lugar (como é que eu vou para ali? tenho que subir estas escadas todas? estamos do lado errado das escadas, e agora? Não vou descer isto, pede-se licença às pessoas, desculpe, com licença, ajude aqui, muito obrigado, desculpe lá).
Já agora, duvido que as bancadas, ou melhor, as escadas já nas bancadas sejam regulamentares. Não acredito que aquele espaço (onde não cabe um pé completamente assente) seja legal.
Chegado ao lugar, tempo de ver o "voo da águia", que saiu da "minha" bancada e aterrou no pódio no centro do terreno sem falhas. Foi a primeira grande ovação da noite.
Início do jogo com as reacções habituais, os falhanços deles, os nossos erros, as oportunidades e, claro, os palpites e as teorias das bancadas, a vibração do estádio.
O intervalo, as "cheerleaders", os suplentes a aquecer, a substituição que virou o jogo, os golos de rajada, os olés e a "hola", a vitória.
Final: a equipa sai sob palmas... Confesso que esperava uma euforia maior. Afinal, tinhamos vencido um rival, tinhamos vencido o Paulo Bento ("pela boca morre o peixe"). Justificações para esta "tranquilidade"? Talvez o facto de estarmos apenas na quarta jornada e haver, por isso, ainda muito para andar.
No final da partida, primeiro esperar pela saída da maioria, depois encontrar uma fila com corrimão.
À saída, no meio do povo "encarnado", foi bom ir ouvindo os "zum-zuns": a boa exibição dos miúdos na defesa, a força de Yebda e a importância de Katso no meio-campo, o grande golo de Reyes...
Só "lamento" (mesmo entre aspas) que o público só puxe pela equipa precisamente quando não é obrigatório, ou seja, pelo menos na Luz é assim, raramente são os adeptos a puxar pelos jogadores, normalmente é ao contrário.
Nota final para a "segurança": se isto é assim num "jogo de alto risco", já percebi porque continuam a entrar "very-lights" e outros apetrechos proibidos nos estádios. Passei uma única "barreira" em que o homem, coitado, a única coisa que fez foi olhar para o bilhete que eu trazia na mão. Não fomos questionados, nem revistados, nem entrámos um a um, nada disso.
PS: Continuo invicto sempre que vejo o Benfica jogar ao vivo, seja em que modalidade for.
quarta-feira, setembro 24, 2008
"Pode concluir senhor Primeiro-ministro..."
Regressaram esta tarde os debates quinzenais ao Parlamento. Que saudades tinha eu de ouvir o Presidente da Assembleia da República.
Perdi duas horas da tarde a ver o debate na sala do Senado porque ainda pensei que as férias - e o ano político que aí vem - iam fazer bem aos nossos deputados, afinal enganei-me, e está tudo na mesma.
Voltaram os "passa-culpa", o "senhor não responde", "o senhor não dá soluções"; o copo meio cheio e o copo meio vazio; isto nunca esteve tão mau, isto não está tão mau; estatísticas a melhorar, estatísticas a piorar; a culpa é vossa, a culpa é dos outros...
Soluções e/ou alternativas, essas, nem vê-las.
Perdi duas horas da tarde a ver o debate na sala do Senado porque ainda pensei que as férias - e o ano político que aí vem - iam fazer bem aos nossos deputados, afinal enganei-me, e está tudo na mesma.
Voltaram os "passa-culpa", o "senhor não responde", "o senhor não dá soluções"; o copo meio cheio e o copo meio vazio; isto nunca esteve tão mau, isto não está tão mau; estatísticas a melhorar, estatísticas a piorar; a culpa é vossa, a culpa é dos outros...
Soluções e/ou alternativas, essas, nem vê-las.
terça-feira, setembro 16, 2008
Cooperação estratégica
É a questão que se coloca no momento: depois do estatuto dos Açores, do alegado atraso na nova lei da GNR e da diferença de opinião em relação à lei do divórcio, será que isto ainda vale?
Claro que há outra pergunta ainda mais importante: Esta "crise" entre Belém e São Bento é a sério, ou andam só a distrair-nos de coisas mais importantes?
Claro que há outra pergunta ainda mais importante: Esta "crise" entre Belém e São Bento é a sério, ou andam só a distrair-nos de coisas mais importantes?
segunda-feira, setembro 15, 2008
Dia de aulas
Faltam poucas horas para iniciar mais um ano lectivo.
Vou, como sempre, com expectativa para ver o que me calha em sorte. Vou, como sempre, com vontade de ajudar alguma coisinha a miudagem.
Espero que os alunos, no final do semestre, não digam nada parecido com isto:
Eu preferia uma reacção deste género:
Recordo, aliás, com saudade, o boicote que fizemos a uma cadeira na Universidade. Se me fizerem algo semelhante, espero que os alunos tenham razão como nós tivemos na altura.
Eu continuo a gostar de ver os meus meninos a crescer por aí...
Vou, como sempre, com expectativa para ver o que me calha em sorte. Vou, como sempre, com vontade de ajudar alguma coisinha a miudagem.
Espero que os alunos, no final do semestre, não digam nada parecido com isto:
Eu preferia uma reacção deste género:
Recordo, aliás, com saudade, o boicote que fizemos a uma cadeira na Universidade. Se me fizerem algo semelhante, espero que os alunos tenham razão como nós tivemos na altura.
Eu continuo a gostar de ver os meus meninos a crescer por aí...
sexta-feira, setembro 12, 2008
Liberdade ou censura?
O Presidente da Venezuela decidiu expulsar o embaixador dos Estados Unidos e, durante o discurso, utilizou linguagem - digamos assim - colorida.
Vamos imaginar um cenário hipotético: És director de uma televisão ou de uma rádio. Isto pode passar assim?
Se "sim", vale tudo?
Se "não", quem somos nós para censurar um discurso?
Reponda quem quiser ou souber. Está aberto o debate.
Vamos imaginar um cenário hipotético: És director de uma televisão ou de uma rádio. Isto pode passar assim?
Se "sim", vale tudo?
Se "não", quem somos nós para censurar um discurso?
Reponda quem quiser ou souber. Está aberto o debate.
terça-feira, setembro 09, 2008
E o burro sou eu? (*)
É um facto: sou daqueles gajos que escreve sms bem devagarinho e só com uma mão. Nunca consegui, como algumas pessoas que conheço, fazer grandes "testamentos" em segundos.
Tentou, ontem, a minha boa amiga BA ensinar-me a escrever com a ajuda preciosa do "dicionário" do telemóvel (que ajuda, que é mais rápido, diz ela)...
Pois, pois, é capaz de ser... Assumo as minhas limitações, não consegui domar a máquina. Fui obrigado a passar-lhe o telemóvel para a mão e ditar-lhe a mensagem.
(*) Frase de Luiz Felipe Scolari num momento de fúria para com jornalistas desportivos. Eu prefiro usá-la para expor mais uma das minhas fraquezas.
Tentou, ontem, a minha boa amiga BA ensinar-me a escrever com a ajuda preciosa do "dicionário" do telemóvel (que ajuda, que é mais rápido, diz ela)...
Pois, pois, é capaz de ser... Assumo as minhas limitações, não consegui domar a máquina. Fui obrigado a passar-lhe o telemóvel para a mão e ditar-lhe a mensagem.
(*) Frase de Luiz Felipe Scolari num momento de fúria para com jornalistas desportivos. Eu prefiro usá-la para expor mais uma das minhas fraquezas.
sábado, setembro 06, 2008
Super-atletas
Decorre este sábado a cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Pequim. As provas vão até 17 de Setembro.
Depois da desilusão dos Olímpicos, renascem as esperanças lusas em bons resultados e medalhas: nas sete edições anteriores foram conseguidas 25 de ouro e 81 no total.
Felizmente, nos últimos anos, os apoios a estes atletas têm melhorado e já há empresas a investir para que eles possam progredir.
Isso é positivo... nada positiva é a campanha publicitária que acompanha a missão olímpica e os seus 33 atletas.
O slogan "É nisto que somos bons" é bastante infeliz.
Não sei se os atletas tiveram "voto na matéria" e se concordam com a frase. Eu confesso que não gosto, mas admito que pode ser "hiper-sensibilidade". Peço desculpa por isso.
Convém só recordar que, por exemplo, para além de atletas, na comitiva há estudantes e professores, mas também uma médica, um psicólogo, um carpinteiro, um massagista, uma assistente social, entre outros.
Nisto, TAMBÉM, serão bons seguramente.
Depois da desilusão dos Olímpicos, renascem as esperanças lusas em bons resultados e medalhas: nas sete edições anteriores foram conseguidas 25 de ouro e 81 no total.
Felizmente, nos últimos anos, os apoios a estes atletas têm melhorado e já há empresas a investir para que eles possam progredir.
Isso é positivo... nada positiva é a campanha publicitária que acompanha a missão olímpica e os seus 33 atletas.
O slogan "É nisto que somos bons" é bastante infeliz.
Não sei se os atletas tiveram "voto na matéria" e se concordam com a frase. Eu confesso que não gosto, mas admito que pode ser "hiper-sensibilidade". Peço desculpa por isso.
Convém só recordar que, por exemplo, para além de atletas, na comitiva há estudantes e professores, mas também uma médica, um psicólogo, um carpinteiro, um massagista, uma assistente social, entre outros.
Nisto, TAMBÉM, serão bons seguramente.
sexta-feira, setembro 05, 2008
The Voice
Desde sempre me habituei a ouvir esta Voz nos trailers de cinema...
Juro que cheguei a pensar: "Isto é tão bom que não é possível. Benditas máquinas que fazem tudo". Afinal...
Há meses fui "apresentado" ao senhor, graças ao "tubo" fiquei a conhecer-lhe a cara mas, na segunda-feira, de repente, a notícia deixou o cinema de luto.
Don LaFontaine tinha 68 anos e era "the voice in the dark".
Juro que cheguei a pensar: "Isto é tão bom que não é possível. Benditas máquinas que fazem tudo". Afinal...
Há meses fui "apresentado" ao senhor, graças ao "tubo" fiquei a conhecer-lhe a cara mas, na segunda-feira, de repente, a notícia deixou o cinema de luto.
Don LaFontaine tinha 68 anos e era "the voice in the dark".
quarta-feira, setembro 03, 2008
Politiquices
Para além de furacões vários, a atenção dos norte-americanos está virada para a política e, por estes dias, para a Convenção Republicana, que decorre poucos dias depois da Convenção Democrata.
É curioso como avança a campanha para as presidenciais de Novembro e os "equilíbrios" que os dois partidos são obrigados a fazer para agradar às várias facções.
Do lado Democrata, depois da vitória nas Primárias, Barack Obama escolheu Joe Biden para "número 2". Ou seja, para combater a critica de inexperiência em política internacional, Obama foi buscar o senador que lidera a comissão de Foreign Relations.
Já do lado Republicano, John McCain foi buscar uma mulher jovem e bonita (44 anos), mãe de família (cinco filhos) e ultraconservadora (anti-aborto, anti sexo antes do casamento, contra casamento de homosexuais, faz parte do lobby das armas) para combater a critica de que já está velho e que não é "suficientemente" de direita.

Sarah Palin, candidata a vice-presidente do lado Republicano, actual governadora do Alasca, faz dentro de poucas horas o discurso na Convenção.
Lá como cá ou em qualquer outro lado, o truque na política é conseguir uma fórmula que agrade o mais possível a gregos e troianos. O importante é ganhar votos e eleições.
A 4 de Novembro vamos ficar a saber quem vai ser o substituto do "impagável" George W. Bush.
É curioso como avança a campanha para as presidenciais de Novembro e os "equilíbrios" que os dois partidos são obrigados a fazer para agradar às várias facções.
Do lado Democrata, depois da vitória nas Primárias, Barack Obama escolheu Joe Biden para "número 2". Ou seja, para combater a critica de inexperiência em política internacional, Obama foi buscar o senador que lidera a comissão de Foreign Relations.
Já do lado Republicano, John McCain foi buscar uma mulher jovem e bonita (44 anos), mãe de família (cinco filhos) e ultraconservadora (anti-aborto, anti sexo antes do casamento, contra casamento de homosexuais, faz parte do lobby das armas) para combater a critica de que já está velho e que não é "suficientemente" de direita.

Sarah Palin, candidata a vice-presidente do lado Republicano, actual governadora do Alasca, faz dentro de poucas horas o discurso na Convenção.
Lá como cá ou em qualquer outro lado, o truque na política é conseguir uma fórmula que agrade o mais possível a gregos e troianos. O importante é ganhar votos e eleições.
A 4 de Novembro vamos ficar a saber quem vai ser o substituto do "impagável" George W. Bush.
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