A propósito do que se passou em alguma comunicação social com a "caixa" do nome do novo "super-polícia" (*), lembrei-me desta citação:
"Os jornalistas têm de se recordar que é melhor estar certo do que ser o primeiro a estar errado".
Bill Kovach, 75 anos, ex-jornalista do New York Times, actual professor em Harvard.
Regra: confirmar e reconfirmar fontes antes de avançar notícias.
(*) Já agora, Mário Mendes é quem vai estrear o cargo de Secretário-geral do Sistema de Segurança Interna.
sábado, agosto 30, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
Far West
Portugal está na cauda da Europa, não avança à média comunitária, mas seguramente não é por falta de visão estratégica.
Reparem, há uns meses gastámos uma pipa de massa a tirar fotos artísticas a quatro ou cinco "cromos" conhecidos da nossa praça a vender o nosso país. Ouviram-se algumas críticas mas isso - sei-o agora - é de gente que não percebe nada de publicidade.

É que atenção, esta campanha acertou na mouche... Qual era a frase?: "Portugal - Europe's West Coast". Nem mais nem menos, "Portugal - A Costa Oeste da Europa".
A palavra chave é "Oeste". Portugal está na parte "Far Oeste" da Europa e, se ainda houvesse dúvidas, o dia de hoje acabou com elas: Em poucas horas ocorreram, pelo menos, seis assaltos com armas só na zona da Grande Lisboa (três bancos, duas gasolineiras e um posto de correios).
Não sei onde isto vai parar mas, desde já, parabéns aos publicitários que, com meses de antecedência, prepararam o terreno e nos avisaram do que aí vinha.
Reparem, há uns meses gastámos uma pipa de massa a tirar fotos artísticas a quatro ou cinco "cromos" conhecidos da nossa praça a vender o nosso país. Ouviram-se algumas críticas mas isso - sei-o agora - é de gente que não percebe nada de publicidade.

É que atenção, esta campanha acertou na mouche... Qual era a frase?: "Portugal - Europe's West Coast". Nem mais nem menos, "Portugal - A Costa Oeste da Europa".
A palavra chave é "Oeste". Portugal está na parte "Far Oeste" da Europa e, se ainda houvesse dúvidas, o dia de hoje acabou com elas: Em poucas horas ocorreram, pelo menos, seis assaltos com armas só na zona da Grande Lisboa (três bancos, duas gasolineiras e um posto de correios).
Não sei onde isto vai parar mas, desde já, parabéns aos publicitários que, com meses de antecedência, prepararam o terreno e nos avisaram do que aí vinha.
domingo, agosto 24, 2008
At the movies
O amor deve ser isto...
E já agora, atenção ao ambiente, meus amigos, podemos chegar à situação do filme. Também me fez lembrar "O Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, e isso não é nada bom.
"Wall-e" - a nova pérola da Pixar.
E já agora, atenção ao ambiente, meus amigos, podemos chegar à situação do filme. Também me fez lembrar "O Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, e isso não é nada bom.
"Wall-e" - a nova pérola da Pixar.
terça-feira, agosto 19, 2008
Perspectivas
Este é mais um daqueles casos que me faz lembrar a “estória” do “copo meio cheio ou meio vazio”.
O Primeiro-ministro disse esta segunda-feira que o seu Governo já criou, desde 2005, mais de 133 mil novos postos de trabalho, a caminho da promessa dos 150 mil.
As centrais sindicais admitem a criação de empregos, lembram é o número de desempregados que persiste (mais de 400 mil) e a “qualidade” dos empregos criados (maioria deles precários).
Falta depois perceber, exactamente, o que isso quer dizer porque, seguramente, José Sócrates não quererá dizer que o seu Executivo criou, de per si, esses milhares de empregos, mas isso é outra coisa.
Os dados estão em cima da mesa... é tudo uma questão de perspectiva.
O certo é que, segundo o INE, em três anos o desemprego desceu muito pouco, o que também prova que aumentou e muito o número de imigrantes no nosso país.
O Primeiro-ministro disse esta segunda-feira que o seu Governo já criou, desde 2005, mais de 133 mil novos postos de trabalho, a caminho da promessa dos 150 mil.
As centrais sindicais admitem a criação de empregos, lembram é o número de desempregados que persiste (mais de 400 mil) e a “qualidade” dos empregos criados (maioria deles precários).
Falta depois perceber, exactamente, o que isso quer dizer porque, seguramente, José Sócrates não quererá dizer que o seu Executivo criou, de per si, esses milhares de empregos, mas isso é outra coisa.
Os dados estão em cima da mesa... é tudo uma questão de perspectiva.
O certo é que, segundo o INE, em três anos o desemprego desceu muito pouco, o que também prova que aumentou e muito o número de imigrantes no nosso país.
sábado, agosto 16, 2008
Futebol é...
Dentro de poucas horas abre, no Algarve, a temporada oficial de futebol com um FC Porto - Sporting, para a Supertaça Cândido de Oliveira.
Para assinalar esta ocasião lembrei-me de uma frase célebre que explica a "febre" deste desporto pelo mundo.
"O futebol é a coisa mais importante, das coisas menos importantes".
Já vi a "paternidade" desta frase ser entregue a vários autores mas, seja de quem for, está muito bem esgalhada.
Para assinalar esta ocasião lembrei-me de uma frase célebre que explica a "febre" deste desporto pelo mundo.
"O futebol é a coisa mais importante, das coisas menos importantes".
Já vi a "paternidade" desta frase ser entregue a vários autores mas, seja de quem for, está muito bem esgalhada.
quinta-feira, agosto 14, 2008
Deve ser do cansaço
Confesso que fiquei baralhado: pensava eu que uma das apostas do Executivo era levar as pessoas a utilizar os transportes públicos.
Boa ideia: menos carros, melhor ambiente…
Afinal, parece que isso chateia/preocupa alguns membros do Governo.
Diz a secretária de Estado dos Transportes a propósito da CP: “Como houve um aumento anómalo no número de passageiros torna-se necessário comprar mais material circulante e é isso que estamos a fazer”.
Anómalo?
Claro que o “aumento anómalo” se ficou a dever à subida dos combustíveis para valores nunca antes vistos, mas não era suposto ser bom as pessoas aderirem aos transportes públicos e deixarem os carros em casa?
Eu cá, acho que sim...
Boa ideia: menos carros, melhor ambiente…
Afinal, parece que isso chateia/preocupa alguns membros do Governo.
Diz a secretária de Estado dos Transportes a propósito da CP: “Como houve um aumento anómalo no número de passageiros torna-se necessário comprar mais material circulante e é isso que estamos a fazer”.
Anómalo?
Claro que o “aumento anómalo” se ficou a dever à subida dos combustíveis para valores nunca antes vistos, mas não era suposto ser bom as pessoas aderirem aos transportes públicos e deixarem os carros em casa?
Eu cá, acho que sim...
sexta-feira, agosto 08, 2008
Memórias olímpicas
Em dia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, recordo os primeiros de que tenho "memória viva": Los Angeles 84.
Três dados essenciais:
Primeiro, a fantástica música do John Williams;
Depois, o herói dos Jogos: Carl Lewis (quatro medalhas de ouro);
Por fim, o nosso herói: Carlos Lopes
Estou convencido que, agora, em 2008, Portugal vai fazer os melhores Jogos Olímpicos de sempre.
Três dados essenciais:
Primeiro, a fantástica música do John Williams;
Depois, o herói dos Jogos: Carl Lewis (quatro medalhas de ouro);
Por fim, o nosso herói: Carlos Lopes
Estou convencido que, agora, em 2008, Portugal vai fazer os melhores Jogos Olímpicos de sempre.
terça-feira, agosto 05, 2008
Camarão Humano
Não sei se é do calor, que derrete algumas das "células cinzentas" das pessoas, mas o certo é que, depois de quatro semanas de férias, quase todas passadas na praia, fartei-me de ver pessoas a torrar ao sol.
Faz-me impressão que, com tantas campanhas de sensibilização - apesar das campanhas de sensibilização - tanta gente continue a ignorar os perigos.
Mais incrivel ainda é que alguns dos "camarões humanos" são reincidentes e, apesar de já estarem "vermelhos", continuam ao sol - a horas impróprias - como se não houvesse amanhã.
Até admito um "acidente" do género "É pá, adormeci...", mas algumas das barbaridades que vi são assustadoras e não parece haver camada do ozono ou cancro da pele que os pare.
Já agora, boas férias, se for caso disso. Eu, amanhã, já vou trabalhar.
Faz-me impressão que, com tantas campanhas de sensibilização - apesar das campanhas de sensibilização - tanta gente continue a ignorar os perigos.
Mais incrivel ainda é que alguns dos "camarões humanos" são reincidentes e, apesar de já estarem "vermelhos", continuam ao sol - a horas impróprias - como se não houvesse amanhã.
Até admito um "acidente" do género "É pá, adormeci...", mas algumas das barbaridades que vi são assustadoras e não parece haver camada do ozono ou cancro da pele que os pare.
Já agora, boas férias, se for caso disso. Eu, amanhã, já vou trabalhar.
sábado, julho 05, 2008
Praia, Verão, Música
No ano em que a Bossa Nova faz 50 anos e no dia em que eu vou "com um balanço a caminho do mar"...
Mas que espectáculo... Três grandes senhores.
Eu vou ali, venho já.
Mas que espectáculo... Três grandes senhores.
Eu vou ali, venho já.
sexta-feira, julho 04, 2008
Haja saúde
Já todos - seguramente - tivemos "tropeços na vida" que nos obrigaram, por nós ou pelos nossos mais próximos, a ir a um hospital com situações mais ou menos graves.
Como já o revelei neste espaço anteriormente, tenho uma certa fobia a hospitais e/ou médicos que me levam a evitar, ao máximo, a ida a tais edifícios e até à toma de medicamentos.
O que não sabia é que há, pelo menos, mais dois portugueses que sofrem de um mal semelhante ao meu. O grave é que os meus "parceiros" são os últimos ministros da Saúde do país.
Recordo que o ex-ministro Correia de Campos dizia que, se precisasse, nunca iria a um SAP, enquanto a actual ministra Ana Jorge diz que jamais utilizará um hospital privado.
Posto isto, pergunto: "O que fazer se tiver que ir a um hospital? Que garantias me dão os governantes do meu país de que serei bem atendido?
É caso para agradecer a Deus, aos deuses, à sorte ou a quem quisermos o facto de estarmos com saúde neste momento. Que nos acompanhem sempre quando esta nos faltar, parece que vamos precisar...
Como já o revelei neste espaço anteriormente, tenho uma certa fobia a hospitais e/ou médicos que me levam a evitar, ao máximo, a ida a tais edifícios e até à toma de medicamentos.
O que não sabia é que há, pelo menos, mais dois portugueses que sofrem de um mal semelhante ao meu. O grave é que os meus "parceiros" são os últimos ministros da Saúde do país.
Recordo que o ex-ministro Correia de Campos dizia que, se precisasse, nunca iria a um SAP, enquanto a actual ministra Ana Jorge diz que jamais utilizará um hospital privado.
Posto isto, pergunto: "O que fazer se tiver que ir a um hospital? Que garantias me dão os governantes do meu país de que serei bem atendido?
É caso para agradecer a Deus, aos deuses, à sorte ou a quem quisermos o facto de estarmos com saúde neste momento. Que nos acompanhem sempre quando esta nos faltar, parece que vamos precisar...
Entre vistas
É público e notório que, pelo menos, as duas últimas entrevistas de José Sócrates na televisão (há uns meses na SIC, esta semana na RTP) tiveram os temas combinados previamente.
Não sei se esta política é seguida por outros orgãos de comunicação e/ou convidados, mas o certo é que esta "nova moda" é a verdadeira antitese do jornalismo.
Aliás, a combinação/conhecimento prévio de perguntas deveria ser proibido, seja quem for a excelência convidada.
As bandeiras do bom jornalismo são o "rigor", a "credibilidade" e a "isenção" e não são - não deveriam ser - negociáveis (tal como, por exemplo, não é a defesa das fontes).
Ora, estes dogmas obrigam a que o profissional de comunicação social tenha liberdade total para perguntar o que entender, como, depois - e reforço o "depois" - o entrevistado tem a liberdade de responder ou não.
Espero que, apesar da pressão das audiências, se volte ao "jornalismo puro", apesar de feito por humanos, em que o jornalista pergunta e o entrevistado responde no momento.
A bem do Jornalismo, a bem da Democracia e da Liberdade...
Não sei se esta política é seguida por outros orgãos de comunicação e/ou convidados, mas o certo é que esta "nova moda" é a verdadeira antitese do jornalismo.
Aliás, a combinação/conhecimento prévio de perguntas deveria ser proibido, seja quem for a excelência convidada.
As bandeiras do bom jornalismo são o "rigor", a "credibilidade" e a "isenção" e não são - não deveriam ser - negociáveis (tal como, por exemplo, não é a defesa das fontes).
Ora, estes dogmas obrigam a que o profissional de comunicação social tenha liberdade total para perguntar o que entender, como, depois - e reforço o "depois" - o entrevistado tem a liberdade de responder ou não.
Espero que, apesar da pressão das audiências, se volte ao "jornalismo puro", apesar de feito por humanos, em que o jornalista pergunta e o entrevistado responde no momento.
A bem do Jornalismo, a bem da Democracia e da Liberdade...
quinta-feira, julho 03, 2008
Vergonha
Como é possível deixar morrer alguém assim?
O que é que andamos aqui a fazer se já ignoramos alguém deitado no chão, num hospital, durante 45 minutos?
terça-feira, julho 01, 2008
Meninos
domingo, junho 29, 2008
Alguém me explica isto?
“Joga-se este domingo, em Viena de Áustria, a final do Euro 2008 entre Alemanha e Espanha” – Assim começou uma rádio um notíciário esta noite.
Já não há pachorra para esta coisa do “Viena de Áustria”. Nunca percebi – sinceramente – esta fixação.
Porquê?
Ninguém – nunca – diz Madrid de Espanha, Paris de França ou Roma de Itália... e ainda bem.
Já não há pachorra para esta coisa do “Viena de Áustria”. Nunca percebi – sinceramente – esta fixação.
Porquê?
Ninguém – nunca – diz Madrid de Espanha, Paris de França ou Roma de Itália... e ainda bem.
quarta-feira, junho 25, 2008
Acabem as directas...
Acompanhei por dever, mas também por gosto (chamem-me louco, se quiserem), o congresso do PSD em Guimarães.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
É que se há coisa que este partido tem (tinha) de bom são (eram) os congressos. Desta vez, fiquei desiludido, foi muito frouxo, sem nenhum momento de especial excitação e o melhor que se conseguiu arranjar foi um discurso emocionado de Ângelo Correia, que nem sequer conta para o “totobola”.
Para piorar a situação o “menino guerreiro” – perdão, Pedro Santana Lopes - estava debilitado, constipado, coitado.
Na madrugada de sábado – por volta da 1 da manhã – quando fecharam os trabalhos do segundo dia, lembrei-me de vários congressos social-democratas... daqueles que dava gozo acompanhar até às quatro ou cinco da manhã (ok, chamem-me louco outra vez) porque tudo podia mudar a qualquer momento, um qualquer discurso virava a tendência de centenas de congressistas e prognósticos só apareciam mesmo "no fim do jogo".
Agora tudo é diferente e chato: a líder estava eleita, já se sabia a quase totalidade da sua equipa e a única dúvida era saber que peso teriam no Conselho Nacional os dois candidatos derrotados nas directas.
Pouco, muito pouco para um partido com a tradição “laranja”.
Por isso, lanço daqui um repto à Dra. Manuela Ferreira Leite: por favor, a bem de noites bem passadas a ver boa televisão, acabe com as directas no PSD. Por favor, voltemos aos congressos à moda antiga, com candidatos de última hora, negociações de lugares, discursos empolgantes, estratégias e acusações contrárias.
Queremos voltar a ter momentos como este em 1995, após a desistência de Cavaco Silva.
terça-feira, junho 17, 2008
Retrato de Portugal
“Comparo o nosso país com uma pessoa que está na borda do passeio à espera que alguém a ajude a atravessar para o outro lado. Sempre estivemos nessa situação, sempre estivemos dependentes de algo ou de alguma coisa. Desde o D. Sebastião que estamos dependentes. Estamos sempre à espera de quem venha salvar a Pátria, esquecendo que, se a Pátria pode ser salva, somos nós todos - e não um salvador predestinado com dotes extraordinários capazes de tirar-nos da mediocridade. O grande problema nacional é a mediocridade e a resignação à mediocridade”.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
José Saramago, no programa "Diga Lá Excelência" da Renascença e "Público"
Sem mais comentários... subscrevo.
sexta-feira, junho 13, 2008
Fernando Pessoa
Há datas que não podemos deixar passar. O Poeta faria hoje 120 anos.
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
O homem era um Génio (daqueles atormentados e tudo, bem à portuguesa)… e isso deve ser (re)lembrado.
Entre todas as suas Pessoas, Pessoa escreveu coisas como estas (entre muitas outras):
“A minha Pátria é a língua portuguesa”
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”
“Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que anseio”
“Deus quer, o homem sonha e a obra nasce”
“O homem é do tamanho do seu sonho”
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
terça-feira, junho 10, 2008
Só para esclarecer...
Eu não fui condecorado no "Dia da Raça" (*).
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
Só para que conste hoje é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
(*) Ó senhor Presidente não havia necessidade. Esta "designação" já tinha caido há mais de 30 anos e vem do tempo da Ditadura. Talvez não fique mal, um pedido de desculpas.
segunda-feira, junho 09, 2008
Ilegalidades
Por princípio, não tenho nada contra manifestações e greves - antes pelo contrário. Em Democracia, os trabalhadores têm o direito de protestar para pedir/exigir melhores condições.
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
Percebo que os funcionários cheguem a essas formas de luta, apesar de, por vezes, ser prejudicado por elas (nomeadamente nos transportes) e de, noutras situações, achar que a greve nem sempre é a melhor estratégia.
O que já me custa a aceitar é que os grevistas queiram obrigar outros colegas a aderir à paralisação. A greve tem que ser voluntária e quem quiser continuar a trabalhar tem que ter condições para o fazer (seja patrão ou empregado).
Numa altura em que está a decorrer uma paralisação de patrões de empresas de camionagem, já há notícias de atropelamentos, apedrejamentos, cortes de tubos de gasolina e ameaças.
Não é assim que se faz uma greve, meus amigos. Aliás, isto não é uma greve, é uma ilegalidade...
terça-feira, junho 03, 2008
Shame on you
José Mourinho está como gosta - e faz por isso - no centro das atenções mediáticas mundiais.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
O treinador foi hoje apresentado como técnico do Inter de Milão onde vai ganhar "só" 27 milhões de euros nas próximas três épocas, fora prémios e publicidades.
Ora, por falar em publicidade, o "mister" foi - juntamente com Cristiano Ronaldo, Marisa e mais uns quantos - uma das caras escolhidas pelo Governo, através do "Turismo de Portugal", para vender o nosso país lá fora ("Portugal, a Costa Oeste da Europa", assim se chama a campanha).
Por mim, tudo bem. Apesar desta "fulanização" poder ser um pouco provinciana, não tenho nada contra que se apresentem "casos de sucesso" para promover o que quer que seja, mesmo que seja apenas sol e praia.
No entanto, já me parece (muito) mal quando um desses "embaixadores", pagos com os nossos impostos, numa ocasião em que todos o estão a ouvir, se recuse a responder em português a uma pergunta, em português, feita por um jornalista português.
Não foi uma atitude nada bonita do "special one" que, ainda por cima, respondeu em inglês aos ingleses.
ADENDA: Já depois da conferência de imprensa oficial, o treinador falou na rua com os jornalistas portugueses. Minimiza os estragos, mas não desculpa a atitude.
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